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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Segunda Liga, 14.ª jornada: FC Porto B - Feirense, 2-1

Um jogo muito agradável, ao ritmo de um Carlos Eduardo sublime.

Uma vitória importante e que surgiu de forma natural face ao domínio da equipa portista. Bom futebol, boas combinações e movimentações, várias oportunidades de golo...







Com Mikel na Rússia, o meio campo assumiu uma nova configuração e aí esteve a chave para o bom futebol da equipa. Pedro Moreira, Carlos Eduardo e Herrera formaram um trio dinâmico, em constante movimentação, que se complementou muito bem.






As posições em campo nunca foram rígidas, o que tirou as referências de marcação ao Feirense. A somar a isso Pedro Moreira voltou aos grandes jogos e Carlos Eduardo esteve sempre sublime, quer nos momentos de organização, quer nos momentos de transição. No ataque Kelvin voltou a servir magia.

Foi assim tranquila a primeira parte para o Porto B. O golo de penalti de Tozé dava uma vantagem mais que justa ao intervalo.

Na segunda parte continuou a tendência de domínio da equipa portista o que resultou naturalmente em mais um golo novamente por Tozé, desta vez num remate colocado à entrada da área.

O único sector que sabotou ligeiramente o jogo positivo da equipa portista foi mesmo a defesa. Zé António salvou-se (e salvou muitas vezes os colegas), mas os restantes elementos comprometeram uma tranquilidade que se desenhava. E foi Tiago Ferreira que, com a ajuda de Kadu (que sai tarde ao lance), compromete ao cometer um penalti depois de uma desatenção infantil.

O Feirense marca assim um golo sem ter feito muito para isso.

No fim, foi uma vitória justa do Porto B e uma exibição colectiva muito interessante.



Análise individual:

Kadu: Não segurou 1 única bola. Sempre inseguro e com culpas no lance do penalti. Uma boa defesa.

Victor Garcia: O primeiro jogo fraco do lateral venezuelano com a camisola do Porto. Muito mal a defender.

Zé António: Um patrão. Passou o jogo a corrigir os erros dos seus colegas de sector. Limpou tudo o que conseguiu e foi muito.

Tiago Ferreira: Desastrado. Vários erros, 2 deles graves. Um resultou no penalti.

Quino: Intermitente a defender, regular no ataque.

Pedro Moreira: A classe voltou. Formidável jogo do médio portista, quer a nível defensivo, quer a lançar o ataque.

Herrera: Não começou particularmente bem com alguns passes falhados, mas cresceu com o jogo e a meio da 1ª parte surgiu com outro nível. Muito bem a cair nas faixas em combinações com Kelvin.

Carlos Eduardo: Melhor em campo. Classe, classe e  mais classe. Foi um organizar exímio, foi um transportador exímio e foi um desiquilibrador exímio. Espero que mesmo na Rússia se tenha visto a classe do Carlos Eduardo.

Tozé: Uma 1ª parte apagada, na segunda parte teve mais bola, bem nas transições. Bom golo.

Kelvin: Começou discreto, mas também ele cresceu com o jogo. E depois só mesmo Kelvin para criar momentos de magia como aquele chapéu junto à linha lateral.

Kleber: Muito lutador, bem nas recepções, bem nas combinações. Pena ter falhado o golo isolado, mas o penalti é ganho por ele.


David Bruno: Não entrou melhor que Victor Garcia.

Tomás: Foi importante para dar músculo ao meio campo.

Ivo: Não deu para muito. Um bom pormenor junto à bandeirola de canto.



FICHA DE JOGO

FC Porto B-Feirense, 2-1
Segunda Liga, 14.ª jornada
6 de Novembro de 2013
Estádio de Pedroso

Árbitro: José Laranjeira (Coimbra)
Assistentes: Duarte Santos e Paulo Santos

FC PORTO B: Kadú; Vítor García, Zé António, Tiago Ferreira e Quiño; Pedro Moreira (cap.), Herrera e Carlos Eduardo; Tozé, Kelvin e Kléber
Substituições: Vítor García por David Bruno (46m), Kelvin por Ivo (76m), Tozé por Tomás Podstawski (82m)
Não utilizados: Caio, Leandro, Caballero e Kayembe
Treinador: Luís Castro

FEIRENSE: Paiva; Ícaro, Carvalho, Bittencourt e Barge; Sténio, Cris e Tiago Jogo; Jorge Gonçalves (cap.), Xavier e Porcellis
Substituições: Sténio por Rúben Oliveira (46m), Xavier por Chapinha (61m), Cris por Marcelo (81m)
Não utilizados: Marco, Pedro Santos, Túlio e Barros
Treinador: Pedro Miguel

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Tozé (15m, pen., 62m), Jorge Gonçalves (65m, pen.)
Disciplina: Cartão amarelo a Cris (13m), Ícaro (14m), Herrera (16m), Tiago Jogo (20m), Zé António (54m), Tiago Ferreira (64m), Tozé (79m), Porcellis (90m+4)


Por: Prodígio

domingo, 27 de outubro de 2013

Segunda Liga, 12.ª jornada: FC Porto B 1 - 2 Chaves, Há dias assim.

Dias em que o cinismo e a manha derrotam a iniciativa e a vontade de ganhar.





Hoje foi um desses dias. O FCPorto B foi sempre superior a um Chaves que fez 2 remates à baliza e marcou 2 golos. Foi superior em jogo jogado, superior em remates, em cruzamentos, foi superior em tudo menos em golos.





Apesar da derrota, ficou uma boa imagem da equipa que deu sempre tudo e esteve incansável na procura do golo.

Com uma mudança chave no onze, Tozé surgiu no meio campo. No seu espaço, o pequeno médio brilhou a organizar todo o jogo da equipa. Sempre nas costas de Kleber, foi o cérebro da equipa e que cérebro!

Na frente Kayembe e Ivo alargavam o jogo nas faixas. Rápidos e desiquilibradores.

Pedro Moreira é que pareceu continuar perdido na posição de médio de transição. No entanto, nem isso abalou o futebol positivo da equipa. Os laterais subiam, a equipa tinha um espírito positivo.

Foi através de um erro infantil dividido por Bolat e Mikel que o Chaves, sem saber como, chega ao golo. Injusto.

A partir daí continuou a só dar Porto. No início da 2ª parte Kleber faz finalmente o golo do empate e a equipa acredita. Mas logo a seguir mais um balde de água fria. Num remate fora da área o Chaves chega à vantagem.

O Porto nunca baixou os braços, melhorou com as entradas de Leandro, Pavlovski e André Silva e teve oportunidades consecutivas para marcar. 
Infelizmente o resultado não se alterou.

Mas ficou uma boa imagem. Para continuar.

Análise individual:

Bolat: Fica ligado ao resultado numa má reposição de bola. Também parece que podia ter feito mais no remate que dá o 1º golo.

Victor Garcia: Exemplar a defender. Ainda ajudou no ataque.

Zé António: O Patrão habitual.

Reys: Bom jogo, muita classe com bola.

Quino: Um jogo descansado a defender. Activo no ataque.

Mikel: Fica ligado ao primeiro golo com uma má recepção. De resto, cumpriu.

Pedro Moreira: Perdido no campo a jogar numa posição que não domina. 
Salvou-se a assistência para o golo de Kleber.

Tozé: Melhor em campo. Grande exibição do pequeno médio. Foi o cérebro da equipa. Jogou no meio campo com grande liberdade e mobilidade. É nesta posição que brilha.

Ivo: Começou bem com uma série de arrancadas e jogadas interessantes, mas nunca defeniu bem o último passe.

Kayembe: Irreverente, rebelde, rápido e dinâmico. Um diamante para lapidar.

Kleber: Um bom jogo. Boas desmarcações, bom golo. Pena ter falhado outro golo quando surgiu isolado. Está claramente a subir de rendimento.

Pavlovski: Entrou muito bem no jogo. Grande leitura de jogo, grande classe. Promete.

Leandro: Importante pela intensidade que trouxe ao meio campo.

André Silva: Entrou muito bem e esteve muito perto de marcar.




FICHA DE JOGO

FC Porto B-Chaves, 1-2
Segunda Liga, 12.ª jornada
27 de Outubro de 2013
Estádio do Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: Tiago Martins (Lisboa)
Assistência: 590 espectadores

FC PORTO B: Bolat, Victor Garcia, Reyes, Zé António, Quino, Pedro Moreira, Mikel, Tozé, Ivo, Joris Kaiembe e Kléber.
Substituições: Ivo por Tomás Podstawski (45m), Mikel por Leandro (78m) e Tozé por André Silva (78m)
Não utilizados: Kadu, David Bruno, Tiago Ferreira
Treinador: Luís Castro

CHAVES: Paulo Ribeiro, Sagna (Nélson, 88), Lamine Ba, Bura, João Góis, Siaka Bamba, Tengarrinha, Luís Pinto, Clayton, Kuca (Luís Carlos, 75) e Barry (Clemente, 79).
Substituições: Kuka por Luís Carlos (75m), Barry por Clemente (79m) e Sagna por Nélson (88m)
Não utilizados: Nuno Dias, João Fernandes, Eder Diez, Sérgio Organista
Treinador: Quim Machado

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Barry (16m), Kléber (50m), Siaka Bamba (65m)
Cartões amarelos: João Góis (19), Sagna (45), Tozé (46), Siaka Bamba (56), Quino (84) e Paulo Ribeiro (90+3).


Por: Prodígio

sábado, 28 de setembro de 2013

Segunda Liga; 8ª Jornada: FC Porto B 2 - 1 Santa Clara

Dragão adormeceu, mas acordou mesmo a tempo

Depois de um jogo muito mau na Madeira, era expectável uma resposta mais contundente do Porto B hoje frente ao Santa Clara.

Acabou por ser uma exibição que cumpriu os serviços mínimos, mas não correspondeu às expectativas dos adeptos.





Com Fabiano, Reys, Herrera, Ricardo e Kelvin "emprestados" pela equipa principal, o Porto B chegou à vantagem cedo num penalti convertido por Tozé (depois de uma mão na área). A partir do golo, o Porto B foi adormecendo sobre a vantagem, praticando um jogo sem velocidade e sem rasgo.






E nem a expulsão de um jogador do Santa Clara mesmo em cima do intervalo motivou os jogadores do Porto, que continuaram hipnotizados por uma lentidão que só favorecia um Santa Clara à espera do erro.

E esse erro apareceu mesmo. Um mau atraso de Ricardo deu o golo ao Santa Clara.

Foi preciso esse lance para os jogadores do Porto finalmente acordarem e voltou o domínio agressivo da equipa portista. Mais agressividade e mais velocidade deram naturalmente origem a oportunidades e finalmente ao golo de Ivo.

Acabou por ser uma vitória justa, mas ficou a ideia que era possível fazer mais e melhor.


Análise Individual:

Fabiano: Fica a ideia que é lento a reagir ao atraso de Ricardo. De resto cumpriu.

Victor Garcia: Uma boa exibição do lateral que não pára de evoluir. Bem a defender e bem a aparecer no ataque. Falhou o golo isolado depois de uma boa combinação com Ricardo.

Zé António: A serenidade habitual.

Reys: Alguns bons cortes. Perdeu apenas um lance na área.

Quino: Duas perdas de bola que deram origem a dois contra ataques e forçaram dois amarelos para o Porto. A atacar não se viu.

Pedro Moreira: Melhor em campo. A defender limpou tudo, passeou classe pelo campo e lutou até não poder mais.

Herrera: Excelente exibição na 1ª parte, com grande amplitude de movimentos. Bem nas combinações, nas aberturas e mesmo a defender. Baixou de produção na segunda parte, mesmo assim foi dele a arrancada no golo de Ivo.

Tozé: Muito apagado. Esteve sempre muito marcado e nunca se conseguiu libertar. Ainda assim marcou o penalti e assistiu Ivo para o segundo golo.

Kelvin: Algo inconsequente. Nunca conseguiu desequilibrar.

Ricardo: O atraso para Fabiano é o principal erro do jogo. No entanto,seria redutor reduzir a exibição de Ricardo a isso. Apresentou bons pormenores, mas tal como Kelvin faltou-lhe ser mais consequente.

Kleber: Alguns bons pormenores em apoios e combinações, mas quando a conversa é com a baliza... não resulta. Falhou dois golos que um PL não deve falhar.


Ivo: Entrou muito bem com o jogo. Roubou várias bolas, uma delas deu origem à jogada que ele próprio finalizou.

Caballero: Nada a registar.

Leandro: Para queimar tempo.




FICHA DE JOGO

FC Porto B-Santa Clara, 2-1
Segunda Liga, oitava jornada
28 de Setembro de 2013
Estádio do Pedroso, em Vila Nova de Gaia
Assistência: 307 espectadores

Árbitro: Manuel Mota (Braga)


FC PORTO: Fabiano, Victor Garcia, Reyes, Tiago Ferreira, Quiño, Pedro Moreira, Herrera, Ricardo, Tozé, Kelvin e Kléber
Substituições: Vítor Garcia por Ivo (66m), Kléber por Caballero (79m) e Pedro Moreira por Leandro (87m)
Não utilizados: Kadu, David, Tiago Ferreira e Bruno Silva
Treinador: Luís Castro

SANTA CLARA: Serginho, Paulo Arantes, Miguel Lourenço, Accioly, Igor, Seddiki, Cervantes (Ruizinho, 52), Pacheco, Hugo Santos (João Pedro, 79), Tiago Leonço (João Ventura, 64) e Minhoca
Substituições: Cervantes por Ruizinho (52m), Tiago Leonço por João Ventura (64m) e Hugo Santos por João Pedro (79m)
Não utilizados: João Botelho e Mike
Treinador: Carlos Condeço

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Tozé (7m, pen.); Tiago Leonço (63m) e Ivo (77m)

Cartões amarelos: Paulo Arantes (06), Seddiki (28), Quiño (55), Reyes (62), Igor (72), Herrera (80), Ruizinho (89) e Tozé (90+2) e Miguel Lourenço (90+4)
Cartão vermelho: Seddiki (45+1).


Por: Prodígio 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Segunda Liga: União da Madeira 0 - 1 FC Porto B (Por Breogán)


Uma vitória justa que quase foi posta em causa pelo desespero final e pelo desacerto táctico da equipa. 

Fora esses dez minutos finais, o FC Porto B foi sempre superior ao União da Madeira.

Foi um jogo interessante, sobretudo pela variante táctica que foi introduzida por Rui Gomes para este jogo. Abandonando o 4-3-3 clássico e sem extremos no onze inicial, Rui Gomes opta por uma dupla ofensiva com Tozé e Dellatorre, mas que obriga Tozé a fechar um flanco na altura de defender.

O jogo começa com o golo do FC Porto B. Tozé, num lance de inspiração, marca logo distância no marcador, marcava o cronómetro o segundo minuto de jogo. Um golo que facilita a adaptação do FC Porto B ao novo desenho táctico e que suaviza a entrada em jogo. O trio de meio campo composto por Pedro Moreira, Sérgio Oliveira e Michael Seri toma controlo total das operações e a saída de bola do União da Madeira é ineficaz.






No entanto, a falta de extremos também jogava contra o FC Porto. Só Tozé dava amplitude ao jogo portista e era com alguma dificuldade que o FC Porto B passava a defensiva Unionista.






Aos 23 minutos, o FC Porto B tem uma excelente oportunidade de dilatar a vantagem. Dellatorre segura bem a bola à entrada da área do União da Madeira, mesmo perante a pressão da dupla de centrais. Na altura certa, serve Seri que entra na área e remate ao poste.

Até ao intervalo não haveria outra oportunidade digna de registo para ambas as formações. Nota para a expulsão de Santiago Silva do União da Madeira, por acumulação de amarelos, aos 38 minutos. Com vantagem no marcador e com mais uma unidade em campo seria expectável uma tarefa ainda mais simples de cumprir.

A segunda parte, no entanto, revelou-se mais complicada de dominar. O jogo retoma com a mesma toada, com o FC Porto B em total domínio das operações a meio campo. Até que, ao minuto 68, Tozé ganha um penalti. Avança Sérgio Oliveira que permite a defesa de Marcelo na marcação do penalti e na recarga. Muito mais mérito de Marcelo que demérito de Sérgio Oliveira em ambas as situações.

Aqui surge o ponto de viragem. A equipa do União da Madeira ganha novo ânimo. Logo no minuto seguinte obriga Stefanovic a uma defesa vistosa e de grande dificuldade. O meio campo do FC Porto progressivamente perde o controlo do jogo e a ausência de extremos abre a possibilidade para os jogadores do União da Madeira atacarem pelos flancos. No banco, Rui Gomes não ajuda a equipa. Se a primeira substituição é inócua (Vion por Dellatorre), as seguintes prejudicam a capacidade da equipa em reassumir o comando do jogo, mesmo jogando com mais um jogador. Aos 84 minutos, retira Tozé por Fábio Martins. Com esta substituição, Rui Gomes retira a equipa o seu dínamo ofensivo e o jogador que punha a linha defensiva do União da Madeira em respeito. Cinco minutos depois, retira Sérgio Oliveira para colocar Tiago Ferreira. O FC Porto perde o seu elemento a meio campo com maior capacidade de reter a posse de bola e coloca-se a jogar com três centrais frente a 10 jogadores!

Foi o melhor período do União da Madeira, com duas oportunidades soberanas para igualar a partida. Felizmente, a vitória já não escapou.


Análises Individuais:

Stefanovic – Excelente defesa aos 69 minutos e muita tremideira nos minutos finais, com muita dificuldade em agarrar a bola. É verdade que o vento incomodava, mas é guarda-redes para fazer melhor.

David Bruno – A defender não fechou o seu flanco. Até Sérgio Oliveira tinha que o dobrar. A atacar foi quase inofensivo.

Victor Luís – Bem mais vivaço que David Bruno, embora quase tão ineficaz a defender. Mais afoito a atacar e com uma boa bola parada.

Anderson – Central muito certinho, mas não passa muito dos procedimentos básicos. Beneficiou muito da fraca qualidade do avançado centro contrário.

Zé AntónioComandou bem a defesa, sobretudo no período final de deriva. Foi ainda uma ameaça nas bolas paradas.

Pedro Moreira – Com o meio campo sobrepovoado não pôde ajudar a equipa a subir tanto como em jogos anteriores. Foi um jogo mais cinzento, mas eficiente.

Sérgio Oliveira – Jogo recheado de detalhes de grande qualidade técnica. Tem que ganhar maior intensidade e ser um jogador mais presente no jogo. Muito positivo ver a sua determinação na hora de defender.

Michael Seri – Joga muito ao primeiro toque e sempre em pezinhos de lã. É bom jogador, sem dúvida, falta ver se consegue avançar nesse registo e elevar o seu futebol a outro nível técnico. Apareceu com frequência em zonas de finalização.

Edú – Foi a unidade de menor rendimento do meio campo. Meteu toda a alma no jogo, mas não conseguiu ser decisivo.

TozéFoi o abono de família. Cada vez que embalava, a linha defensiva da União da Madeira tremia. Deixa Machico como o melhor em campo, apesar de ter jogado muito tempo descaído na ala, o que o prejudicou.

Dellatorre – Faltou-lhe jogo. Faltou-lhe Tozé a 10 e extremos. Mas não virou a cara a luta e até deu vida a algumas jogadas, mesmo não estando numa manhã inspirada.


Vion – Mais móvel que Dellatorre, acabou por sofrer dos mesmos males.

Fábio Martins – Perdeu duas bolas e falhou uma boa oportunidade. O meio campo desceu de qualidade vertiginosamente.

Tiago Ferreira – Ainda fez uns cortes no meio da aflição.


Por: Breogán

domingo, 11 de novembro de 2012

Segunda Liga: Arouca 0 - 0 FC Porto B (Crónica)







Um empate precioso para o FC Porto "B" tendo em conta o que se passou ao longo dos 90 minutos e o facto do Arouca ter estado alguns minutos em superioridade numérica (expulsão infantil por parte do Quiño), juntando a isso o ter pressionado e criado mais situações de golo, faz com que o resultado acabe por ser positivo para os azuis e brancos, sendo que o importante era não perder. De realçar que foi apenas a segunda ocasião que a equipa do Arouca perdeu pontos no seu campo, sendo que estamos a falar de uma equipa com ambições de subida ao escalão maior do futebol português.







No primeiro tempo assistiu-se a um jogo feio, muito faltoso e poucas situações de relevo a registar, mas é de salientar a boa organização defensiva da nossa equipa bloqueando todos os espaços possíveis para o adversário desequilibrar, exceptuando um ou outro lance, no geral o FC Porto esteve bem. 

O técnico Rui Gomes obrigatoriamente tinha que mexer no onze inicial (desta vez só contou com um elemento da equipa principal) promovendo o regresso à titularidade do experiente Zé António no eixo central, regressando igualmente o Sérgio Oliveira após castigo e mais uma vez o francês Vion mereceu a confiança para ocupar um lugar no centro do ataque em detrimento do brasileiro Dellatorre.

Quanto ao Arouca a baixa de última hora acabou por ser o médio Laurindo (lesionou-se no aquecimento) e assim Bijou ocupou um lugar no  centro do terreno juntamente com o Idris, dando maior liberdade a Kovacevic próximo do goleador Joeano, jogando sobre as alas  Amessan e Hugo Monteiro. 

Nos segundos 45 minutos o Arouca aumentou a pressão e a circulação de bola passou a ser mais rápida, contudo a nossa equipa raramente cometeu erros no plano defensivo e o domínio passou a ser claro por parte do adversário a partir do momento em que o FC Porto esteve reduzido a menos um elemento.

O campeonato vai parar na próxima semana (Taça de Portugal), regressando agora daqui a duas semanas, altura em que o FC Porto receberá a equipa do Trofense que luta para alcançar a permanência nesta Segunda Liga.



ANÁLISES INDIVIDUAIS:


STEFANOVIC - sempre que fui chamado esteve seguro.

DAVID BRUNO - mais uma exibição positiva deste lateral não dando qualquer possibilidade a quem lhe surgisse pela frente, defensivamente cumpriu com rigor na marcação.

ZÉ ANTÓNIO - a experiência é um posto, foi bem-vindo o seu regresso ao centro da defesa.

TIAGO FERREIRA - esteve num nível ligeiramente acima de Zé António, além do rigor defensivo apresentado sempre que foi possível saía  a jogar com qualidade na primeira fase de construção.

QUIÑO - exibição desastrada deste lateral esquerdo. Defensivamente deu muito espaço nas costas. Nem sempre foi rápido a baixar no terreno. Para culminar isto tudo tem uma expulsão completamente evitável!

MIKEL - depois de uma primeira parte fraca (ia proporcionando um golo ao adversário), cresceu imenso no segundo tempo onde foi um dos pilares da equipa.

PEDRO MOREIRA - tacticamente foi peça fundamental. Derivado às constantes subidas e atraso na recuperação por parte de Quiño teve que fechar constantemente o lado esquerdo da defesa.

SÉRGIO OLIVEIRA - mais uma vez com bons pormenores, mas infelizmente falta-lhe ser constante nas suas acções, de registar um bom remate e uma excelente abertura para Vion de calcanhar que podia ter dado golo.

SEBÁ - começou no lado esquerdo, depois passou para o lado direito do ataque. Exibição ao nível que tem protagonizado nesta temporada.

VION - o voluntarismo do costume, ainda não foi desta que marcou.

TOZÉ - rende bem mais sobre o meio do que na ala e por isso quando esteve pelas baixas não se deu por ele.

DELLATORRE - veio refrescar o ataque.

EDÚ - mexeu com o jogo, a sua entrada até pecou por tardia.

VICTOR LUÍS - obrigado a entrar devido a falta de um lateral esquerdo, o brasileiro cumpriu, naquele período o fundamental era mesmo isso.


FICHA DE JOGO:

Arouca-FC Porto, 0-0
Segunda Liga, 13.ª jornada
11 de Novembro de 2012
Estádio Municipal, Arouca

Árbitro: Vasco Santos (AF Porto)
Assistentes: João Santos e Alexandre Freitas

AROUCA: Serginho; Dani, Mika, Miguel Oliveira, Vicente, Idris, Bijou, Kovacevic, Monteiro, Amessan e Joeano.
Substituições: André Claro por Amessan (67’), Rui Gomes por Idris (67’) e Clemente por Hugo Monteiro (74’).
Treinador: Vítor Oliveira

FC PORTO: Stefanovic; David, Tiago Ferreira, Zé António, Quiño, Mikel, Pedro Moreira, Sérgio Oliveira, Tozé, Sebá e Vion.
Substituições: Dellatorre por Vion (65’), Edu por Sérgio Oliveira (70’), Victor Luís por Tozé (75’).
Não utilizados: Éloi, Diogo, Fábio Martins e Frederic.
Treinador: Rui Gomes

Ao intervalo: 0-0
Disciplina: Amarelo a Idris (33’), Tozé (41’), Mikel (44’), Dani (71’), Edú (73’); Vermelho a Quiño (71’).



Por: Dragão Orgulhoso
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