Ganhámos Taça de Portugal, Taça da Liga e a Supertaça. Estaria a ser incoerente se dissesse que estas conquistas igualam o valor do campeonato. Não igualam, disfarçam.
Ficamos em 1º na fase regular do campeonato, o que nos deu a vantagem do possível 5º jogo se realizar em nossa casa, o que se veio a cumprir.
Infelizmente, muito infelizmente meus amigos, falhamos o Bi. Mais do que isso perdemos o troféu para o nosso pior rival.
Primeiramente, referir que chegámos à final com menos ritmo que o adversário. O CAB desistiu, nós ficámos sem competir e os outros com um sorriso de orelha a orelha – e eles têm-nas grandes, atenção.
Em 5 jogos, perder 2 em casa é fatal. É a morte do artista, não há volta a dar. Mas uma coisa é facto: Eles, individualmente, são melhores.
Isto pode ser explicado e compreendido com a disparidade de orçamentos. O deles é de, aproximadamente, 2.5 milhões de euros; por contrapartida o nosso é de 0.5 milhões. 5, CINCO, vezes maior. Explica muita coisa.
Explica porque é que eles conseguem ter o Betinho, o Scott e o Doliboa na mesma equipa. Explica porque é que nós temos o Reggie (que é esforçado e bom atleta, mas não faz a diferença como o Ted Scott), enquanto no ano passado tínhamos a máquina que era o Ogirri. Quanto ao Rob, apesar de não ser o Terrell, eu gosto dele e foi dos nossos melhores nesta finalíssima.
Mas sabem o que não explica? A nossa garra, a nossa força e o nosso carácter!
Quem estava à espera de ganharmos de forma tão categórica no pavilhão da Luz quando eles já queriam fazer a festa? Os nossos atletas são enormes, a nossa instituição diferente para melhor e do pouco pão que eles comem, não aproveitam nenhum, nem para futuras construções. Deitam tudo a perder, apesar de ganharem.
Vou falar mais especificamente do último jogo, porque como sabem foi o mais emotivo dos 5 e foi aqui que se decidiu tudo. No Caixa, neste pavilhão reluzente de adeptos fervorosos a torcer pela sua equipa, tentando levá-los ao caminho da vitória. Com espírito e cultura de basquetebol, sabem o que estão a ver, o que está mal e o que está bem. Comercialmente falando, os antros estão no Sul. Aqui, no Norte, apoia-se do primeiro ao último segundo, estejamos a ganhar ou a perder.
Aplaude-se o brio, a coragem, enfim, o espectáculo!









