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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O Modelo de Guarda-Redes do FC Porto (Por Skap)








Face à evolução do futebol, cada vez menos o guarda-redes é o elemento que se limita a defender os remates do adversário, fazendo da zona de baliza o seu único raio de acção. A comunicação, o jogo de pés, a capacidade de antecipação, são características que vão se tornando fundamentais num guarda-redes de uma equipa de topo.





Ora o FC Porto não foge dessa linha, e desde a chegada de Wil Coort ao Clube, que coincidiu com a chegada de Hélton, a procura desse guarda-redes-tipo tornou-se ainda mais abrangente. Isto é, não se limita apenas ao guarda-redes para a equipa sénior.

Os últimos anos mostram uma clara mudança no guarda-redes-tipo nos escalões de formação do FC Porto

Há relativamente pouco tempo, era comum ver nas nossas equipas (dos mais novos até aos Juniores) guarda-redes de grande envergadura, algo pesados e com pouco à vontade para jogar fora dos postes. Bruno Vale será talvez o exemplo maior desse género de guarda-redes, mas há mais casos, como Taborda, Zé Eduardo, Norinho, Hugo Marques, etc. As características principais que levavam à contratação de um guarda-redes eram, acima de tudo, físicas, priorizando-se os mais altos e encorpados.

De há 4, 5 épocas para cá o paradigma mudou e os escalões mais baixos são o local mais fácil para perceber essa mudança. Antes, o guarda-redes era, normalmente, o jogador mais alto da equipa, mesmo em escalões como Benjamins ou Infantis. Agora, e uma vez que as características que se procura num jovem guarda-redes são outras, é comum vermos guarda-redes muito pequenos nas nossas equipas de iniciação.

Mas então quais são as características fundamentais num guarda-redes para o FC Porto? 

Partindo do princípio que as nossas equipas (incluindo a equipa principal) jogam maioritariamente em Organização Ofensiva, é importante ter um guarda-redes rápido a atacar o espaço nas costas da nossa defesa. Uma vez que a posse de bola é um aspecto fundamental do nosso jogo, e é raro o jogo no qual não temos mais posse de bola que o adversário, é de uma importância extrema que o nosso guarda-redes seja forte no jogo de pés, na lateralidade e na reposição de bola. Se pensarmos no Hélton, estas características saltam à vista de imediato. E será mesmo o Hélton o exemplo maior do que o FC Porto procura na sua formação de guarda-redes. Ele é o produto final do guarda-redes-tipo que se tenta “fabricar” no Olival.





Para além das características já referidas acima, a Comunicação é outro aspecto fundamental para um guarda-redes do FC Porto. E aí temos Hélton, mais uma vez, como expoente máximo. Seja por linguagem gestual, seja oral, são constantes os feedbacks para os seus colegas, mais “gerais” quando a bola está longe, mais curtos e precisos quando a bola está por perto. “O grande guarda-redes não é aquele que faz grandes defesas, é aquele que coordena os seus colegas de forma a que não precise fazer grandes defesas”, já o dizia Peter Schmeichel.




Ora a busca por este guarda-redes-tipo leva a que sejam feitas várias perguntas. 

Centremo-nos no trabalho de quem procura por estes guarda-redes nos escalões mais baixos.

- Serão estas características passíveis de serem desenvolvidas à posteriori ou serão elas inatas?

- Um guarda-redes que seja excelente entre os postes mas fraco no restante não serve para o FC Porto? 

Um guarda-redes que não tenha qualquer tipo de critério a sair da baliza, seja fora da área seja em cruzamentos, conseguirá desenvolver esse discernimento?

Tentando responder a estas perguntas, não há nada que o trabalho não molde, desde que haja talento. 

Tudo dependerá da capacidade do atleta de perceber o que lhe é pedido, depois o trabalho poderá (ou não) fazer o resto. Mas a verdade é que há, de facto, em alguns guarda-redes, uma predisposição inata para estar constantemente a comunicar, para atacar o espaço de imediato, para antecipar a sua acção e não ficar à espera para reagir. Estes, de certeza que o nosso clube tentará não deixar escapar, independentemente do seu tamanho. E se for ainda muito jovem, nem mesmo a sua técnica de baliza importará muito, pois é o aspecto mais trabalhável num guarda-redes.

Perceber isto ajuda-nos a entender algumas das escolhas que o nosso Clube faz na contratação/dispensa de guarda-redes nos escalões de formação. Ajuda a perceber o porquê da aposta no guarda-redes X quando guarda-redes Y parece ter maior potencial, na nossa perspectiva.






Como tudo, esta ideia de guarda-redes poderá ter os seus contras. A aposta em Kadú, que o clube acredita ter essas características, tem sido muitas vezes posta em causa e com alguma legitimidade, face a alguns erros que o mesmo tem cometido, mas é importante perceber que se trata de um guarda-redes em formação e muito longe de ser “produto final”.






Como tudo na Formação, o tempo dirá se esta mudança dará os seus frutos.





Por: Skap

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O impacto da Formação do FC Porto no Futebol Nacional (Parte 2)


(Continuação da crónica publicada anteriormente ver aqui)





É possível encontrar noutros lados listas de atletas formados pelos outros dois grandes (podendo ou não serem 100% fidedignas, pois não as analisei a fundo) e a realidade é que, em termos de números, os nossos são superiores em jogadores na I Liga, II Liga e Estrangeiro. Isto leva-nos à conclusão que somos o clube que mais importância tem em termos de formação para o Futebol Português, faltando que esse nível de formação se eleve para que os resultados possam ser vistos também na nossa Equipa Principal.



Atletas que passaram pela Formação do FC Porto:

1ª Liga:


NOME ANO CLUBE ACTUAL
JOÃO DIAS 1986 ACADÉMICA
WILSON EDUARDO 1990 ACADÉMICA
HÉLDER LOPES 1989 BEIRA-MAR
BURA 1988 BEIRA-MAR
RICARDO DIAS 1991 BEIRA-MAR
SERGINHO 1991 BEIRA-MAR
TIAGO CINTRA 1989 BEIRA-MAR
NUNO ANDRÉ COELHO 1986 BRAGA
HÉLDER BARBOSA 1987 BRAGA
JOÃO PEDRO 1987 ESTORIL
STEVEN VITÓRIA 1987 ESTORIL
ADBOULAYE BA 1991 FC PORTO
ANDRÉ CASTRO 1988 FC PORTO
CHRISTIAN ATSU 1992 FC PORTO
JOÃO PEDRO 1980 GIL VICENTE
YERO 1991 GIL VICENTE
PAULINHO 1991 MOREIRENSE
AUGUSTO 1987 MOREIRENSE
FÁBIO ESPINHO 1985 MOREIRENSE
DANIEL CANDEIAS 1988 NACIONAL
BRUNO MOREIRA 1987 NACIONAL
JORGE LOPES 1988 OLHANENSE
IVANILDO 1986 OLHANENSE
JOSUÉ 1990 PAÇOS DE FERREIRA
MANUEL JOSÉ 1981 PAÇOS DE FERREIRA
CAETANO 1991 PAÇOS DE FERREIRA
RAFA 1992 RIO AVE
UKRA 1988 RIO AVE
ANDRÉ ANDRÉ 1989 VIT. GUIMARÃES
JOÃO RIBEIRO 1987 VIT. GUIMARÃES
2ª Liga:
NOME ANO CLUBE ACTUAL
IGOR ROCHA 1993 AROUCA
STEPHÁNE 1989 AROUCA
ANDRÉ CLARO 1991 AROUCA
RABIOLA 1989 AVES
VASCO 1989 AVES
ANDRÉ TEIXEIRA 1993 BELENENSES
ERIDSON 1990 BELENENSES
RICARDO ALVES 1993 BELENENSES
ANDRÉ GOMES 1993 BENFICA B
IGOR ARAÚJO 1987 COVILHÃ
ADRIANO CASTANHEIRA 1993 COVILHÃ
MOREIRA 1982 COVILHÃ
ELOI 1993 FC PORTO B
DAVID BRUNO 1992 FC PORTO B
MBOLA 1993 FC PORTO B
TIAGO FERREIRA 1993 FC PORTO B
MIKEL AGU 1993 FC PORTO B
TOZÉ 1993 FC PORTO B
EDÚ 1992 FC PORTO B
SÉRGIO OLIVEIRA 1992 FC PORTO B
FÁBIO MARTINS 1993 FC PORTO B
VION 1993 FC PORTO B
ANDRÉ SANTOS 1988 FEIRENSE
AGOSTINHO CARVALHO 1993 FEIRENSE
JOÃO RICARDO 1991 FEIRENSE
JORGE GONÇALVES 1983 FEIRENSE
LUDOVIC 1990 FEIRENSE
BOCK 1975 FREAMUNDE
DIOGO RAMOS 1986 FREAMUNDE
VALTER FERNANDES 1989 GUIMARÃES B
RUI SACRAMENTO 1985 LEIXÕES
BOSINGWA 1991 LEIXÕES
ZÉ PEDRO 1991 LEIXÕES
NÉLSON SAMPAIO 1992 LEIXÕES
JOÃO NOVAIS 1993 LEIXÕES
KAKÁ 1994 LEIXÕES
PEDRAS 1980 LEIXÕES
TIAGO BORGES 1985 LEIXÕES
JOÃO BEIRÃO 1992 LEIXÕES
VÍTOR ALVES 1985 NAVAL
ROBERTO 1988 NAVAL
BANJAI 1981 OLIVEIRENSE
JOCA 1981 OLIVEIRENSE
VÍTOR BRUNO 1990 PENAFIEL
FÁBIO ERVÕES 1987 PENAFIEL
SÉRGIO ORGANISTA 1984 PENAFIEL
ELÍSIO 1989 PENAFIEL
DIOGO VIANA 1990 PENAFIEL
ALEX 1991 SANTA CLARA
JOÃO MÁRIO 1993 SPORTING B
JÚLIO ALVES 1991 SPORTING B
JORGE CHULA 1990 SPORTING B
BACAR BALDÉ 1992 TONDELA
TIAGO BARROS 1988 TONDELA
MÁRCIO SOUSA 1986 TONDELA
TIAGO LOPES 1989 TROFENSE
EDSON 1988 TROFENSE
JOÃO AMORIM 1992 TROFENSE
LUCAS 1990 TROFENSE
2ª Divisão:
NOME ANO CLUBE ACTUAL
MARCO ALMEIDA 1979 AC. VISEU
RODOLFO LOURENÇO 1991 AD NOGUEIRENSE
RUCA 1990 AD NOGUEIRENSE
NUNO CERQUEIRA 1991 AMARANTE
ADÉRITO PEDROSA 1993 BOAVISTA
ANDRÉ PEREIRA 1989 BOAVISTA
CARLOS SANTOS 1989 BOAVISTA
JOÃO MENDES 1987 BOAVISTA
ZÉ LOPES 1991 BOAVISTA
MIGUEL CARVALHO 1988 CESARENSE
RICARDO BARROS 1993 CINFÃES
VÍTOR SILVA 1982 CINFÃES
LUÍS PAULO 1991 COIMBRÕES
NUNO SOUSA 1980 COIMBRÕES
PEDRO TAVARES 1985 COIMBRÕES
PEDRO BRANCO 1991 COIMBRÕES
FÁBIO FERREIRA 1990 ESPINHO
HUGO SILVA 1989 ESPINHO
MIGUEL ASSUNÇÃO 1992 ESPINHO
RAFAEL GRÁCIO 1989 ESPINHO
RICARDO VALENTE 1991 FAFE
ANDRÉ CARVALHO 1985 FAMALICÃO
ÂNGELO 1993 FAMALICÃO
CARDOSO 1991 FAMALICÃO
CHICO 1981 FAMALICÃO
FLÁVIO MORENO 1992 FAMALICÃO
LEONARDO 1990 FAMALICÃO
RODY 1991 FAMALICÃO
GUALTER BILRO 1985 FARENSE
JORGE ARAÚJO 1988 FARENSE
TIAGO BRAGANÇA 1993 FÁTIMA
CATARINO 1993 GONDOMAR
GIL SANTOS 1993 GONDOMAR
JOEL 1992 GONDOMAR
JÚLIO SANTOS 1993 GONDOMAR
CORREIA 1979 INFESTA
RICARDO PINTO 1993 INFESTA
VÍTOR HUGO 1988 LIMIANOS
LUÍS AFONSO 1983 LOULETANO
PEDRO RUSSIANO 1984 LOULETANO
KATALIN 1991 MIRANDELA
PEDRO FERNANDES 1985 MIRANDELA
TONINHO 1982 MIRANDELA
SAMARRA 1987 ORIENTAL
TIAGO MOTA 1985 ORIENTAL
JORGE SANTOS 1993 PADROENSE
PAULINHO 1986 QUARTEIRENSE
MARCO RIOS 1989 RIBEIRA BRAVA
ÂNGELO VARELA 1980 RIBEIRÃO
DANIEL 1987 RIBEIRÃO
FLÁVIO IGOR 1984 RIBEIRÃO
GILMAR 1991 RIBEIRÃO
HUGO CRUZ 1980 RIBEIRÃO
TIAGO SILVA 1992 RIBEIRÃO
RAVIOLA 1984 RIBEIRÃO
AMÍLCAR 1985 SÃO JOÃO DE VER
ÂNGELO 1991 SOUSENSE
RÚBEN TEIXEIRA 1993 SOUSENSE
TIAGO SILVA 1988 SOUSENSE
RICHARD 1993 SOUSENSE
ANDRÉ ANJO 1991 TIRSENSE
FABINHO 1988 TIRSENSE
GIL DIAS 1993 TIRSENSE
RICARDO FERNANDES 1992 TIRSENSE
RUI LUÍS 1992 TIRSENSE
EDUARDO 1975 TIRSENSE
JONY 1989 TOURIZENSE
RAFAEL SARDINHA 1993 TOURIZENSE
TELMO CASTANHEIRA 1992 TOURIZENSE
TIAGO GUEDES 1991 TOURIZENSE
HUGO BASTO 1993 VARZIM
VASCO BRAGA 1993 VARZIM
JOÃO LUÍS 1992 VIZELA
3ª Divisão:
NOME ANO CLUBE ACTUAL
TIAGO MOREIRA 1988 AD OLIVEIRENSE
RICARDO RUSSO 1989 CARTAXO
ALEX MARQUES 1993 ESPOSENDE
MICA 1991 FC FELGUEIRAS
PEDRO SÁ 1988 GRIJÓ
TONINHO 1983 GRIJÓ
BELEZA 1983 GRIJÓ
ELSON BASSANGUE 1993 LAGOA
BRUNO GABRIEL 1992 MARIA DA FONTE
PEDRO RODRIGUES 1990 MARINHENSE
MARCOS AREIAS 1989 MELGACENSE
OLIVEIRA 1992 MERELINENSE
JOÃO LUÍS 1992 MORTÁGUA
PEDRO SAIANDA 1987 MOURA
ANDRÉ QUEIRÓS 1985 OLIV. BAIRRO
LEANDRO 1982 OLIV. BAIRRO
LUÍS PEDRO 1992 OLIV. HOSPITAL
REUSS 1991 PARADA
ADRIANO 1977 PAREDES
NUNO RICARDINHO 1989 PEDRAS RUBRAS
MOURA 1991 PEDRAS RUBRAS
MARCO AURÉLIO 1989 PRAIENSE
MIGUEL TEIXEIRA 1973 QUARTEIRENSE
CLÁUDIO 1979 REBORDOSA
ALBERTINO 1971 SALGUEIROS 08
ALEX 1985 SALGUEIROS 08
CARMINÉ 1987 SALGUEIROS 08
MONTEIRO 1989 SALGUEIROS 08
RICARDO COSTA 1985 SALGUEIROS 08
MIGUEL MATOS 1980 SALGUEIROS 08
TIAGO COSTA 1986 SANTA MARIA
HUGO MATOS 1984 SERZEDELO
SÉRGIO GARCÊS 1988 SOURENSE
BRITO 1978 VILA MEÃ
Divisões Inferiores:
NOME ANO CLUBE ACTUAL
TIAGO PINTO 1990 ABAMBRES
JOÃO PEDRO 1989 AC FAMALICÃO
CARACOL 1989 ALIANÇA DE GANDRA
MARLON 1988 ARCOZELO
PAULO RIBEIRO 1983 ARCOZELO
ÂNGELO TORRES 1989 ARÕES
AVELINO 1993 CANDAL
FÁBIO VIEIRA 1990 CANDAL
JONY 1990 CANDAL
MÁRCIO 1983 CANEDO
FÁBIO DUARTE 1990 CANIDELO
FRODO 1989 CARREGOSENSE
CLÁUDIO CARVALHO 1990 CARREGOSENSE (FUTSAL)
MARCO AURÉLIO 1980 CITÂNIA DE SANFINS
BRUNO GOMES 1991 DRAGÕES SANDINENSES
GUEDES 1975 ERMESINDE
JOCA 1979 ERMESINDE
ALEX FERREIRA 1991 FOZ
FÁBIO AUGUSTO 1990 GONDIM MAIA
JORGE MATOS 1989 GULPILHARES
KAKA 1991 LEÇA BALIO
VASCO VIANA 1985 LIXA
GUSTAVO 1980 LOUROSA
RUI SILVA 1991 MILHEIROENSE
NUNO DUARTE 1983 NEVES
FILIPE ESPINHCO 1991 NOGUEIRENSE FC
IVO OLIVEIRA 1980 NOGUEIRENSE FC
RICARDO ALVES 1986 PEROSINHO
ANTÓNIO GRAÇA 1989 QUIAIOS (FUTSAL)
ANDRÉ SILVA 1986 RÉGUA
ABEL 1992 S. PEDRO DA COVA
MIGUEL MOTA 1982 S. PEDRO DA COVA
PEDRO GOMES 1992 S. PEDRO DA COVA
PEDRO PERALTINHA 1986 SÃO MARCOS
MACIEIRA 1986 SC RIO TINTO
TIAGO ARANTES 1991 SC RIO TINTO
VARELA 1980 SOBRADO
FÁBIO PINTO 1992 VILA CHÃ
GUEDES 1989 VILA FC
CANAS 1977 VILA FRANCA DO ROSÁRIO
Estrangeiro:
NOME ANO CLUBE ACTUAL
JORGE MONTEIRO 1988 AEL LIMASSOL
EBO ENOCH 1993 AEL LIMASSOL
HUGO SOUSA 1992 AEP
PIPO 1992 AKRITAS CHIORAKAS
ZÉ EDUARDO 1981 AKRITAS CHIORAKAS
BARGE 1984 ALKI LARNACA
WESLLEM 1985 ANAGENNISIS
BRUNO VALE 1983 APOLLON LIMASSOL
RENATO 1991 ATLÉTICO GOIANENSE
RAFINHA 1992 AUDAX
GINHO 1985 AYIA NAPA
NUNO SOARES 1982 AYIA NAPA
ROMÁRIO 1992 BAHIA
HUGO ALMEIDA 1984 BESIKTAS
PAULO JORGE 1993 BLACKBURN
FÁBIO NUNES 1992 BLACKBURN
TABORDA 1978 BRASOV
HILÁRIO 1975 CHELSEA
ZHANG CHIMING 1989 CHONGQING LIFAN
RUI PEDRO 1988 CLUJ
IVO PINTO 1990 CLUJ
CALDAS 1989 CORUXO
BERNARDO TENGARRINHA 1989 CSKA SOFIA
BRUNO GAMA 1987 DEPORTIVO
TONEL 1980 DINAMO ZAGREB
RICARDO FERREIRA 1992 EMPOLI
FAUSTO LOURENÇO 1987 FK ATYRAU
MARCELO SANTIAGO 1988 FK JAGODINA
JOÃO COSTA 1992 FREDERICIA
NUNO FONSECA 1982 INTERCLUBE
ANDRÉ GERALDES 1991 ISTAMBUL BB
LUCAS TAGLIALATELA 1990 JABUTICABAL
BASPTISTA 1982 JEUNESSE CANACH
HUGO MARQUES 1986 KABUSCORP
ENGIN BEKDEMIR 1992 KAYSERISPOR
ZEQUINHA 1987 LARISSA
CRISTÓVÃO 1983 LEVSKI SOFIA
PAULO MACHADO 1986 OLYMPIAKOS
CHIDI 1984 OLYMPIAKOS NICÓSIA
VICENTE 1988 OLYMPIQUE SAUMUR
HUGO MAGALHÃES 1985 OULU
ANDRÉ PINTO 1989 PANATHINAIKOS
MINGOTE 1980 PANDURII
RICARDO CARVALHO 1978 REAL MADRID
RAMON 1991 RECREATIVO HUELVA
PEDRO RIBEIRO 1983 RECREATIVO LIBOLO
ROBERTO 1990 SÃO CRISTÓVÃO
COELHO 1990 SHERIFF
ALEXANDER JAKUBOV 1991 SPARTA PRAHA B
MARLON 1989 TAUBATÉ
DANIEL FERNANDES 1983 TWENTE
HUGO LUZ 1982 VASLUI
VIEIRINHA 1986 WOLFSBURGO
HÉLDER POSTIGA 1982 ZARAGOZA
BRUNO ALVES 1981 ZENIT


Por: Skap


O impacto da Formação do FC Porto no Futebol Nacional (Parte 1)




Muito se tem discutido sobre a qualidade da Formação do FC Porto onde, invariavelmente, se sublinha que poucos (ou nenhuns) atletas são aproveitados para a nossa Equipa Principal, qualificando-se por isso a nossa Formação como má.




Ora se é verdade que é um argumento de peso, não será o único que deve ser usado para se avaliar a qualidade da Formação de um clube, isto porque há várias condicionantes. A primeira das quais prende-se com o nível competitivo da equipa principal que, quanto mais elevado for, maior será a dificuldade em conseguir colocar atletas nessa mesma equipa. Também é verdade que o Barcelona é um exemplo de que é possível usar-se a Formação como principal fonte de talento, mas neste caso estamos a falar claramente da excepção que confirma a regra. Ainda assim, o baixíssimo aproveitamento dos nossos atletas oriundos da Formação indica que há muito por onde evoluir.



No entanto, há outro critério que deverá ser tido em conta quando avaliamos a qualidade de uma Formação, e esse critério é o de qual a importância do nosso Clube enquanto clube formador para o futebol português. Para determinar isso, foi preciso fazer um extenso levantamento sobre o número de atletas com passagem pela nossa Formação que continuam em actividade (sejam Profissionais ou Amadores) e qual o seu impacto nos clubes e campeonatos em que se encontram.

Tendo como base sites como o ZeroZero e o ForadeJogo, foi possível reunir uma lista de atletas que estiveram pelo menos uma época nos nossos Escalões de Formação (excluindo Equipa B), e chegamos à conclusão que, para a época 2012/2013, há 291 atletas ex-Formação do FC Porto em actividade, distribuídos entre I e II Liga, II e III Divisão Nacional, Campeonatos Distritais e Estrangeiro.

No que diz respeito à nossa I Liga, há 30 atletas ex-Formação do FC Porto, com destaque para os 3 atletas da nossa equipa principal, Abdoulaye, Atsu e Castro. De referir ainda nomes como Hélder Barbosa (Braga), Steven Vitória (Estoril) e Ivanildo (Olhanense), habituais titulares e jogadores influentes nas suas equipas. Convém também mencionar que, das 16 equipas em competição, 12 delas contam com atletas oriundos da nossa Formação, sendo o Beira-Mar o clube que mais jogadores possui (5).

Na II Liga, os números são ainda mais significativos. São 59 os atletas ex-Formação do FC Porto, distribuídos por 17 dos 24 clubes que compõem esta competição. Destes 59, 10 estão na nossa Equipa B, que é composta por 18 atletas (os atletas em idade júnior não estão incluídos). O Leixões é quem mais beneficia com a nossa Formação, aproveitando 9 atletas para a sua equipa principal. André Gomes (Benfica B), João Mário (Sporting B), Rabiola (Aves), Ludovic (Feirense), Diogo Viana (Penafiel) e Márcio Sousa (Tondela) são nomes que merecem destaque entre os muitos atletas ex-FCP que ajudam a elevar o nível competitivo da II Liga.

Entre a II Divisão, III Divisão e Distritais, temos 147 atletas com passagem pela nossa Formação. E muitas são as ex-promessas que por lá se encontram, embora haja também muitos atletas de 1º ou 2º ano de sénior, em clubes da II Divisão, que procuram ainda voos mais altos.






Por fim, os atletas a jogar no estrangeiro, num total de 55, onde o Chipre se destaca como destino mais comum, seguido de perto pela Roménia. Nas ligas mais competitivas, referência natural a Ricardo Carvalho (Real Madrid), Hélder Postiga (Zaragoza), Bruno Gama (Deportivo), Vieirinha (Wolfsburgo) e Hilário (Chelsea), com menção também para Paulo Machado (Olympiakos), André Pinto (Panathinaikos) e Hugo Almeida (Besiktas).




Estes números ajudam a perceber que formamos com qualidade, mas não com qualidade suficiente para a nossa Equipa Principal. E ajudam a perceber que não nos temos enganado ao não apostar no jogador “X” ou “Y”, isto porque nenhum jogador desta lista que não tenha sido devidamente aproveitado e/ou valorizado por nós, chegou a atingir níveis de excelência que nos fizessem pensar que teriam sido importantes na nossa Equipa Principal.

É possível encontrar noutros lados listas de atletas formados pelos outros dois grandes (podendo ou não serem 100% fidedignas, pois não as analisei a fundo) e a realidade é que, em termos de números, os nossos são superiores em jogadores na I Liga, II Liga e Estrangeiro. Isto leva-nos à conclusão que somos o clube que mais importância tem em termos de formação para o Futebol Português, faltando que esse nível de formação se eleve para que os resultados possam ser vistos também na nossa Equipa Principal.


Atletas que passaram pela Formação do FC Porto:

Por: Skap

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dragon Force: E a sua importância para a formação do clube.



Há dias, enquanto lia uma notícia sobre a criação de uma escola de guarda-redes inserida no projecto Dragon Force, dei por mim a pensar qual seria, neste momento, a importância da Dragon Force na realidade formativa do nosso Clube, ainda mais agora que a sua presença se limita cada vez menos ao Grande Porto.









Para começo de análise, convém referir que o projecto Dragon Force iniciou-se em Setembro de 2008 com a primeira Escola a abrir portas no Vitalis Park. Neste momento, e com a abertura de 4 novas Escolas em Vila Pouca de Aguiar, Leça, Régua e no Colégio do Rosário (Porto), são, ao todo, 14 escolas, distribuídas um pouco por todo o país.








Quem acompanha com relativa proximidade os escalões de formação rapidamente percebe que há alguns aspectos que saltam à vista no trabalho desenvolvido nas escolas Dragon Force. Em primeiro lugar, nota-se uma maneira de jogar transversal a todas as escolas e todos os escalões. Por vezes mecanizadas em demasia, as equipas DF fazem da posse de bola a sua prioridade, procurando criar à vontade entre o atleta e a bola. Uma forma de jogar similar aos escalões de formação do nosso Clube, embora limitada pela menor qualidade da generalidade dos seus executantes.

Quem vê de fora, como eu, fica com a clara sensação que o trabalho nas nossas Escolas é bem feito, mas há uma questão que assume especial importância: 

A Dragon Force é, efectivamente, uma fonte de talento para os nossos escalões de competição?

Embora não havendo um registo 100% fidedigno, os números que vamos tendo conhecimento ou que vamos vendo publicado em blogs e sites ligados a estas escolas parecem indicar que sim. Por exemplo, para a época 2011/2012, a DF Braga colocou nos escalões de competição do FC Porto 5 atletas. Números excelentes para uma zona onde os outros dois grandes costumam “pescar” com relativa frequência e uma zona fértil em talento.

 Mas será suficiente?

Procurando analisar mais a fundo, percebemos desde logo que há limitações no que diz respeito à detecção de talento nas zonas onde estão situadas as nossas Escolas. A mais clara prende-se com o facto de cada Escola não poder fazer a sua própria prospecção e não poder captar atletas de outros clubes para os seus quadros, estando limitada aos atletas que, por sua própria iniciativa, passam a integrar a Escola. Ora, se na zona do Grande Porto isto faz sentido, evitando que o Clube-Mãe e as várias Escolas DF sejam concorrentes entre si na prospecção, em outras zonas fora deste centro parece uma oportunidade perdida para sermos uma força dominadora. 





Parto do princípio que tal proibição aconteça para que se mantenha o espírito de uma verdadeira Escola de Futebol, não voltada unicamente para a competição e dando igual oportunidade a todos de poderem evoluir com o intuito de poderem chegar às equipas de competição. Tal espírito seria subvertido se as equipas de competição dessas Escolas fossem constituídas em grande parte por atletas que chegam directamente de outros clubes. Mas cortar por completo a possibilidade de ir buscar mais talento parece-me demasiado radical, e não seria descabido que houvesse, por exemplo, um número (reduzido) de vagas nessas equipas para atletas vindos de outros clubes.


Tal limitação leva-nos sempre a pensar até que ponto conseguimos ser competitivos tendo como única fonte de recrutamento a Escola em si. Daí ser importante fazer um levantamento dos resultados obtidos pelas Escolas na passada época (2011/2012) com as suas equipas de competição:
  

ESCOLA/ESCALÃO
SUB-15
SUB-13
SUB-12
SUB-11
SUB-10
BRAGA
NÃO TEM
NÃO TEM
CUSTÓIAS
NÃO TEM
NÃO TEM
NÃO TEM
ERMESINDE
NÃO TEM
NÃO TEM
GRIJÓ
NÃO TEM
NÃO TEM
NÃO TEM
VALADARES
NÃO TEM
NÃO TEM
NÃO TEM
VISEU
NÃO TEM
NÃO TEM
VITALIS PARK
NÃO TEM


Há 3 Escolas que devem servir como referência maior, por motivos óbvios: Braga, Viseu e Vitalis Park. Isto porque as restantes competem na zona do Clube-Mãe, com uma base de recrutamento menor, onde só a DF Vitalis Park consegue ter matéria para ser realmente competitiva. Em relação a Braga, é importante destacar que há apenas campeões de série, não havendo Fase Final em nenhum destes escalões. Referir também que não há campeonato específico de Sub-12, pelo que ambas as equipas de Infantis competiram no mesmo campeonato, apenas em séries diferentes.

Os resultados mostram-nos então que conseguimos ser competitivos acima de tudo nas Escolas fora do Grande Porto, onde é efectivamente mais importante sê-lo. Na próxima época, é provável que já tenhamos equipas de competição nas Escolas de Vila Pouca de Aguiar (através do SC Vila Pouca de Aguiar) e Régua (SC Régua), que nos permitirá avaliar ainda melhor a competitividade das nossas Escolas.

Tendo isto em conta, podemos então chegar à conclusão que, apostando-se também na prospecção para tornar ainda mais fortes as nossas equipas, seríamos capazes de “dominar” a formação nas zonas onde estão inseridas as nossas Escolas, o que levaria a que mais atletas procurassem a nossa Escola, aumentando a base de recrutamento e, por consequência, a qualidade das equipas (isto limitando-nos apenas à questão desportiva e esquecendo tudo o que são questões financeiras e de promoção de imagem, que seriam igualmente valorizadas).

Ainda assim, parece ser claramente positivo o trabalho desenvolvido pelas escolas Dragon Force, esperando que este trabalho se traduza em números no que diz respeito a jogadores colocados nos quadros competitivos do Clube, já que deve ser esse um dos principais propósitos destas Escolas, se não o principal.


Por: Skap
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