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domingo, 19 de outubro de 2014

FC Porto 6 - 2 Valdagno - A boa notícia do dia



A Liga Europeia começou. Tendo sido finalista nas duas últimas épocas os objectivos continuam altos. As dificuldades também serão muitas. A começar pelo adversário de ontem. Ninguém sabia bem com o que contar. Este Valdagno não é o mesmo da época passada. Sofreram uma autêntica remodelação e as informações eram poucas. Tínhamos de estar fortes, mesmo que este adversário pudesse estar mais fraco. E o fraco aqui é relativo. Uma equipa que tem o veterano Cunegatti e Ordonez não deve ser assim tão fraca...

Para este jogo muitos regressos do nosso lado. Jorge Silva e Barreiros voltaram após castigo. Edo também voltou mas apenas para este jogo, ainda faltam 13 jogos de castigo interno. Contudo Tó Neves não meteu nenhum de início, voltou a apostar no 5 das primeiras jornadas.

A nossa equipa entrou em campo de forma determinada e a criar muito perigo. Nem um minuto decorrido e uma jogada de 3 para 2 terminava com um remate perigoso de Ricardo Barreiros. Os remates sucediam-se umas atrás das outras. O golo parecia uma questão de tempo. Caio esteve perto de marcar, Rafa igual, Barreiros idem. O carrossel portista criavam oportunidades de todas as formas e para todos rematarem. 

Todavia o ambicionado festejo teimava em não aparecer. Pior, o Valdagno aqui e além também começava a ameaçar a baliza de Nélson Filipe. E já diz o ditado, quem não marca arrisca-se a sofrer. Foi o que aconteceu.

O cronómetro marcava 14 minutos. Falta de Pedro Moreira para livre directo. Na transformação eles marcaram. Foi bem marcado, esperou pela queda de Nelson Filipe e marcou. Estava inaugurado o marcador.

Era um resultado tremendamente injusto. 

Curiosamente logo após o golo o técnico italiano pediu um desconto de tempo. Tó Neves aproveitou e foi a nossa equipa que se manteve por cima. Com um "pormaior". Começamos a marcar. Ainda falhamos mais umas quantas vezes, inclusivé de livre directo por Caio.

A rotação habitual em Tó Neves já tinha começado, era altura. Para manter o mesmo ritmo alguns já precisavam de ter uns minutinhos para respirar. Entre os que entraram estava Jorge Silva, que se estreeou esta época.

Foi o próprio Jorge Silva que marcou para a nossa equipa. Grande jogada de Hélder Nunes e com uma recarga subtil a desviar para a baliza. Voltava tudo à estaca 0.

Ainda faltavam 5 minutos para o intervalo e o "massacre" ofensivo dos nossos dragões continuava. Era a altura de surgir um herói. Esse herói ontem foi Caio. O nosso avançado já tinha falhado um livre directo. mas desta vez marcou de bola parada (penalti). Gooolo! Finalmente em vantagem.

Caio estava de mão quente e ainda voltou a marcar antes de recolher aos balneários. Uma jogada rápida da nossa equipa com a bola a chegar a Caio. Este espera, Jorge Silva vem a toda a velocidade para lhe dar linha de passe. Estavam 2 para 1. Toda a gente pensava que Caio ia passar. Até o adversário e isso foi fatal. Deu-lhe espaço para rematar e a bola só acabou dentro da baliza italiana... 3 - 1.

O intervalo chegou com um resultado mais justo embora ainda curto tamanha a superioridade nestes 25 minutos iniciais.

Voltamos do intervalo na mesma forma que terminamos a 1ª parte, a marcar. Bastou menos de um minutos para isso acontecer. Rafa foi o marcador, está em grande forma. Rematou a 1ª vez e o guarda-redes defendeu. Foi na recarga que o conseguiu. Também conta! 4 - 1.

Rafa ainda teve a hipótese de bisar. Penalti para o Porto. Rafa é um especialista, dos melhores do mundo neste capítulo. Falhou, acontece aos melhores. Curiosamente segundos depois novo penalti. Hélder Nunes, outro especialista a atirar ao lado...

Aos 4 minutos novo golo. Estávamos a jogar em power play. Jogada de envolvimento muito bem preparada. Pedro Moreira recebe uma bola vinda da tabela final a passe de Rafa. Não hesita e marca perto da baliza. 5 - 1. Sentia-se que o jogo estava ganho.

O jogo caiu de ritmo. Por escolha nossa. Apenas nota para os regressos: Reinaldo voltou a jogar e Edo também. Regressos muito saudados pelo público do Dragãozinho, são 2 jogadores da casa. 

Até ao final apenas mais 2 golos. Um para os italianos e no minuto final para Vitor Hugo.

Na próxima jornada vamos ao pavilhão do Vandèenne, provavelmente o adversário mais frágil do grupo. Esperamos que seja para somar mais 3 pontos. Antes disso 2 jogos para o campeonato. Um na quarta na recepção à Oliveirense (21h) e no fim-de-semana vamos a Tomar jogar contra os lagartos.


FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Valdagno, 6-2
Liga Europeia, grupo D, 1.ª jornada
18 de Outubro de 2014
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.238 espectadores

Árbitros: Óscar Valverde e Antonio Gomez (Espanha)

FC PORTO FIDELIDADE: Nélson Filipe (g.r.); Pedro Moreira (1), Caio (2), Rafa (1) e Ricardo Barreiros
Jogaram ainda: Edo Bosch (g.r.), Jorge Silva (1), Vítor Hugo (1), Reinaldo Ventura (cap.) e Hélder Nunes
Treinador: Tó Neves

VALDAGNO: Massimo Cunegatti (g.r.); Juan Lopez, Mattia Ghirardello, Massimo Tataranni (cap.) e Lucas Ordonez (1)
Jogaram ainda: Maximiliano Oruste (1) e Alberto Bertoldi
Treinador: Franco Vanzo

Ao intervalo: 3-1

Marcadores: Lucas Ordonez (14m), Jorge Silva (19m), Caio (22m, 23m), Rafa (26m), Pedro Moreira (29m), Maximiliano Oruste (37m) e Vítor Hugo (50m)
Disciplina: Cartão azul a Juan Lopez (28m), Massimo Tataranni (48m) e Jorge Silva (49m



Por: Paulinho Santos

sábado, 14 de dezembro de 2013

FC Porto 10 – 3 Gemania Herringen – Praticamente apurados

O Fc Porto recebeu e venceu com tranqulidade o campeão alemão na 3ª jornada da fase de grupos da Liga Europeia. O apuramento está praticamente garantido, contamos por vitórias os jogos efectuados.

Este é um dos jogos em que só teríamos a perder. Ganhar por muitos era um resultado normal. Tudo o resto era uma surpresa pela negativa. A grande dificuldade nestes jogos é manter a concentração e uma postura competitiva, sobretudo quando 24 horas depois teremos um jogo bem mais complicado e em que é obrigatório emendar o que se passou no último jogo contra o Cambra.



Sejamos realistas, o adversário teria dificuldades para se manter na 1ª Divisão se jogasse em Portugal. Ficarão logo pelo caminho, são a equipa mais fraca deste grupo e a que todos vencerão. Talvez por isso, numa medida de rodar o plantel pois amanhã há jogo de campeonato, Tó Neves começou a rodar a equipa desde o início. O 5 que entrou é o menos habitual na nossa equipa. Na baliza Nelson Filipe. Como jogadores de campo Hélder Nunes, Caio, Losna e Vitor Hugo. Uma revolução que faz sorrir. Quando os jogadores que entram são deste calibre, qualquer jogo só pode ser encarado com optimismo.

O jogo começou da melhor maneira possível. Nem um minuto passado e já estávamos em vantagem. Jogada de Caio e Vitor Hugo a desviar junto à baliza. Um golo típico do nosso avançado, parecido com muitos que tem marcado.

O jogo poderia terminar logo a seguir. Contudo sabemos que os jogos duram 50 minutos completos. Só vi isso não acontecer num jogo. Sim, é verdade, ainda não esqueci...

A equipa, ciente da sua superioridade e em vantagem tão cedo ainda ficou mais relaxada.

Os minutos iam passando e o pouco público hoje no Dragãozinho estava igual ao jogo. Calmo, bastante relaxado a ver o tempo passar.

A equipa alemã empatou à passagem do 5º minuto num lance estranho e fortuito. Mesmo depois de ver as repetições é dificil dar a certeza de como a bola entrou.

O golo sofrido foi um percalço, o jogo estava controlado. Minutos depois nova vantagem. Novamente Vitor hugo, desta vez na conversão de um livre directo.

A exibição da equipa não estava a ser fenomenal. Não se esperava que fosse sequer. O ritmo baixo e as facilidades propiciam falhas de concentração. Isso foi notório à passagem dos 11 minutos. Concedemos novo golo e novo empate.

Tó Neves tentou que a equipa reagisse, trocou alguns jogadores. O objectivo foi apenas rotação e aumentar a concentração.

Estas alterações surtiram efeito logo a seguir numa jogada construída por 2 jogadores vindos do banco. Uma boa jogada de Pedro Moreira sobre a direita, procura do jogo interior e Barreiros a desviar para golo.

Ainda antes do intervalo Barreiros voltaria a marcar. Um grande golo por sinal. Era o 4 – 2, pela 1ª vez uma vantagem superior a 1 golo. Tudo tranquilo.

O jogo estava lento, sem história, chato até. Nada que um bonito golo nosso não resolva. Recuperação de bola e saída para o contra-ataque. A bola passa por todos os jogadores de campo até ao remate de Jorge Silva que não falhou. Um bonito golo, tudo executado com rapidez, em progressão e com acerto.

Além destes momentos de bom hóquei, apenas a dupla de arbitragem fazia os adeptos manifestarem-se. Não sei se foi apenas um dia menos conseguido ou são mesmo assim. Só que foi uma má arbitragem. Faltas despropositadas, decisões sem lógica. Até disciplinarmente não acertavam. Um exemplo disso foi o azul a Jorge Silva. Sim, era falta mas azul nunca. Valeu que o nosso guardião defendeu o penalti.

Ao intervalo 5 – 2.

A 2ª parte começou no mesmo ritmo lento. Era do nosso interesse que assim fosse.

Os campeões alemães reduziram ainda para 5 – 3. Um livre directo que nelson Filipe defendeu. O árbitro mandou repetir. Nova tentativa e nova defesa. Na recarga já nada podia fazer. 5 – 3.

A partir daqui foi uma avalanche portista. Nós somos melhores, podíamos ir rodando e a qualidade mantinha-se. Eles se mudavam ainda se notava mais.

O 6 – 3 surgiu em novo contra-ataque. Jorge Silva conduz a bola, o colega abre na direita. O nosso avançado aproveita o espaço aberto pela desmarcação e resolve assumir. Golo...

Falhamos algumas oportunidades, até de penalti. Não importava, eles acabariam por surgir tamanho o volume de jogo que tínhamos, mesmo sem forçar.

Tiago Losna estreou-se a marcar neste jogo aos 18 minutos após jogada de entendimento com Vitor Hugo. Primeiro marcou, logo a seguir assistiu Hélder Nunes para mais um, o momentâneo 8 – 3.

Destaque para a estreia de mais um jovem nas competições europeias com a nossa camisola. Diogo Seixas entrou em ringue. É bom ver os jovens a começarem a ter as suas oportunidades...

Até ao final mais 2 golos. O hattrick de Vitor Hugo e um de Hélder Nunes quase no fim do jogo.

Fim de jogo. 10 – 3. Fácil, deu para tudo. Rodar o plantel, estrear jogadores, manter o ritmo que nos interessava e golear.

Amanhã mais um jogo, bem mais dificil. No Dragãozinho, o nosso clube recebe o Paço de Arcos. Fundamental ganhar.


Equipa e marcadores:


Nélson Filipe (gr), Hélder Nunes (2), Caio, Tiago Losna (1) e Vítor Hugo (3). Jogaram ainda: Diogo Seixas, Pedro Moreira, Jorge Silva (2) e Ricardo Barreiros (2).





Por: Paulinho Santos

domingo, 24 de novembro de 2013

FC Porto 6 - 2 Barcelona - Equipa fantástica





Hoje à tarde, perante um Dragãozinho cheio, o nosso FC Porto derrotou sem mácula o poderoso Barcelona. O jogo contou para a 2ª jornada da fase de Grupos da Liga Europeia. Contamos por vitórias os encontros efectuados e estamos assim isolados na liderança.




Antes do jogo uma homenagem aos 3 atletas que defendem o nosso emblema e que se sagraram campeões do mundo de sub-20. Podemos estar confiantes, o futuro está a começar a ser garantido. A entregar a distinção como é habitual o Sr. Ilidio Pinto, um verdadeiro símbolo desta secção e do clube...

A equipa habitual começa o jogo. Logo no 1º minuto uma enorme contrariedade, Reinaldo Ventura lesiona-se depois de um remate. Não voltaria ao jogo. Grande contrariedade, o nosso capitão estava em grande forma. 

Apesar da baixa, o estilo de jogo mantém-se. Dominio do jogo, procura incessante do golo, maior tempo com a bola. É o nosso jogo, não mudamos. 

Não tivemos que esperar muito tempo para festejar um golo. 3 minutos de jogo, após assistência de Barreiros junto à tabela final, Caio domina, escolhe o sitio para rematar e GOLO! Mesmo no ângulo. Entrada enorme do número 8, tinha entrado para substituir Reinaldo.

Após o primeiro golo, nada muda. A toada é a mesma. Nem o acumular de faltas com que a dupla italiana nos estava a brindar mudava isso. Defesa coesa, alta, os 2 da frente a defender logo à entrada do meio campo. No ataque, segurança e paciência. A bola rodava entre todos à procura da melhor situação de finalização. Um jogo maduro e inteligente dos comandados de Tó Neves...

Aos 8 minutos um exemplo de tudo isto. O Barcelona a tentar atacar, todos a defender, caminhos fechados e Caio recupara a bola e inicia o ataque. barreiros abre para o lado contrário, o defesa do Barcelona segue-o. Caio vê espaço e já está no meio campo adversário. Atira à baliza e golaço. Outra vez ao ângulo. Estava de mão quente...

As faltas sucediam-se, cada uma mais absurda que a outra. Em 9 minutos tinha-mos já 8 faltas... Esta dupla queria protagonismo. Conseguiram-no pela incompetência demonstrada...

Já dissemos que Caio estava de mão quente. Aos 10 minutos provou-o mais uma vez. Penalti (indiscutivel, Jorge Silva estava a ser agarrado há uma eternidade). Caio foi cobrar. Golo! Adivinhem por onde entrou... Exacto, mais uma ao ângulo.

Tó Neves inicia a rotação, Vitor Hugo já estava em campo. Saiu logo a seguir devido a mais uma imbecilidade da dupla italiana. Presumo que tenha sido por protestos. O banco do Barcelona reclamava de tudo. Tó Neves reclamou uma falta (mais uma) que nos foi assinalada e leva azul. Durante 2 minutos íamos ter menos um jogador.

O público acedeu ao repto. Era altura de apoiar ainda mais. Durante esse par de minutos cada bola dividida, cada corte, cada passe, cada defesa de Edo era incentivado. Edo começou a dar espetaculo particular. Podiam rematar de dentro, de fora, da esquerda, da direita, rasteira ou não. Se fosse à baliza Edo parava... Terminou o tempo de suspensão e nada de alterações no marcador. Muito bem.

O golo dos catalães ia acabar por surgir. Algo fortuitamente diga-se. Foi de um bem conhecido nosso, Reinaldo Garcia. Edo ainda defendeu o primeiro remate, mas a recarga foi impossivel.

A 9 minutos do intervalo a nossa 10ª falta. Inacreditavel. Esta 10ª até foi falta, O problema foram muitas das anteriores. Livre directo e Edo diz não, aqui não entra.

Até ao apito a terminar a 1ª parte, boas chances para ambas as equipas mas sem alteração no marcador. Ao intervalo 3 - 1 para nós. 

O Barcelona entrou disposto a criar problemas, abriram o seu jogo, são uma equipa fortíssima e estavam em desvantagem. Nós somos igualmente fortissimos. As oportunidades sucediam-se em ambas as balizas. Hóquei de elevada qualidade.

Aos 9 minutos penalti para nós. Desta vez avança Hélder Nunes, o benjamim de ferro. Ele joga sem parar, sempre a alto nivel. Quase não teve férias devido aos Mundiais. Na cobrança, remate ao lado. A bola bate na tabela e Hélder recupera-a. Encara o guardião adversário, e com uma enorme classe, picadinha e golo! Que craque!!!

Aos 13 minutos mais imbecilidades. Livre directo para o Barcelona. Edo chama a atenção do piso, pediu para que fosse limpo. A besta diz que não e manda marcar. Edo Bosch defende com categoria. A besta do italiano manda repetir. Edo ainda defende, mas a bola escorregou e acabou por entrar. Estava escrito, era até marcar... Ah, e já agora, um minuto antes tinha ficado penalti por assinalar sobre Pedro Moreira.

Com 15 minutos jogados a nossa 15ª falta. Eles falharam o livre directo. O Barcelona atingiu a sua 10ª a 7 minutos do fim. Caio também falhou. Pouco depois Hélder Nunes também teve a sua chance de livre directo. Não falhou. Partiu para a bola e enganou o guarda-redes. Curioso o festejo, foi abraçar Reinaldo e dedicar-lhe o golo. A isto chamo espirito de equipa, cumplicidade entre campeões. Fundamental para quem ambiciona sucesso como equipa.

O jogo estava praticamente ganho, 3 golos de vantagem e faltavam 4 minutos. Ainda tivemos direito à cereja em cima do bolo, a um golo fenomenal. Jogada colectiva, Jorge Silva assiste cruzado para Pedro Moreira e ele marca. Golaço, golaço, golaço! Um golo merecido, Pedro Moreira fez um jogo enorme, teve acções defensivas ao alcance de muito poucos. Um jogador fantástico.

Ainda faríamos a 20ª falta, terminamos o jogo com menos 1. Voltaram a não marcar.

Fim do jogo, 6 - 2. Grande exibição. Praticamente sem Reinaldo, frente a uma das melhores equipas do mundo, com árbitros a inclinarem. Uma amostra do valor deste grupo. Já em jogos passados chamamos a atenção do conhecimento que existe entre todos e da ambição que mostram. Um jogo colectivo a roçar a perfeição e exibições individuais fantásticas. Nomear apenas um MVP é injusto, o que não faltam são opções. Edo, pelas brilhantes defesas? Caio pelo hat-trick? Hélder Nunes pelos 2 golos e atenção defensiva? Pedro Moreira pelo enorme jogo, um verdadeiro líder? Jorge Silva pelo ritmo e alma que sempre deu ao encontro? Barreiros pelo talento e poderio fisico demonstrado? Impossivel...

A meio da semana novo jogo dicil, agora para o campeonato com a visita ao J. Viana. Vamos a eles. 


FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Barcelona, 6-2
Liga Europeia, grupo D, 2.ª jornada
23 de Novembro de 2013
Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 2.115 espectadores

Árbitros: 
Alessandro Da Prato e Alessandro Eccelsi (Itália)

FC PORTO FIDELIDADE: Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira (1), Reinaldo Ventura (cap.), Ricardo Barreiros e Jorge Silva
Jogaram ainda: Caio (3), Vítor Hugo e Hélder Nunes (2)
Treinador: Tó Neves

BARCELONA: 
Sergi Fernández (g.r.), Pablo Alvarez, Reinaldo Garcia (1), Marc Torra (1) e Sergi Panadero
Jogaram ainda: Xavier Barroso, Marc Gual e Raul Martín
Treinador: Ricard Muñoz Alonso

Ao intervalo: 3-1



Por: Paulinho Santos

terça-feira, 4 de junho de 2013

CAMPEÕES!!!! (Por Joker)



É por demais nas derrotas
Muito mais que nas vitórias
Que s’arregimentam tropas
Para edificar outras histórias

Um campeão é abnegado
Confrontado c’o infortúnio
Mantém-se sempre soldado
Não deserta, é um púnico!

Aníbal passou os Alpes
Depois de chorar desfeitas
Levando corpos e escalpes
Deixando Roma em maleitas

E é nos momentos sagrados
Onde o azar nos derrota
Que vivos, somos levados
A outra contenda, à desforra

Firmes, no nosso posto
C’o inimigo exultante
Disso tomamos o gosto
Pra outro passo brilhante

Honramos os adversários
Nas derrotas e vitórias
Não somos refractários
Iguais aos d’outras memórias

Aceitamos o desfecho
Nessa decisão ingrata
Deus é mestre do gesto
Que dá vida e, depois mata

O importante é manter
As fileiras com moral
Pois vencer e perder
Pra quem luta, é natural

É no gesto, no trato
N’atitude, na decisão
Que se forja o novo facto
Em respeito e gratidão

E ninguém vence sempre
Ninguém vence o tempo todo
E nas derrotas s’aprende
Que pra vencer, só o denodo

A garra e a determinação
Cri’o hábito, a cultura
De perder com educação
Ou ganhar em compostura!



Por: Joker

segunda-feira, 3 de junho de 2013

As virgens ofendidas.







Ainda sobre a questão do "não vamos jogar a final" que aquele clube ridículo ia tomar, urge esclarecer algumas situações. Eles agem como verdadeiras virgens ofendidas em situações destas, já sabemos. Razões para isso? Nenhumas. 





Claro que em nossa casa iriam enfrentar um ambiente hostil, de rivalidade. Não vou cometer o erro de dizer que nós não erramos. Já o fizemos lamentavelmente. Contudo vamos relembrar algumas situações que as nossas equipas e até adeptos nossos já passaram e comparar com as alegadas faltas de segurança que essa gente fala. São muitos os casos que lhes retiram qualquer credibilidade para este papel. Casos bem mais graves do que eles algum dia cá passaram. Eles, mais do que ninguém, deviam estar calados.  

  
Vamos relembrar alguns:

- Certamente muitos se lembram do que passou o nosso hoquista Filipe Santos na luz. Para quem não se lembra o nosso jogador foi agredido à saída do pavilhão deles. Essa agressão provocou-lhe um afundamento no crânio e obrigou a uma cirurgia. Alguma vez essa gente passou por algo semelhante? Nós passamos...

- Também numa visita ao referido pavilhão, um autocarro alugado pelos nossos adeptos para a deslocação foi incendiado. Alguma vez essa gente passou por algo semelhante? Nós passamos...

- Já este ano alguns adeptos nossos deslocaram-se ao pavilhão deles para o campeonato em hóquei. Não tiveram direito a qualquer espaço próprio para ver o jogo, ao contrário do que aconteceu em nossa casa onde ficaram num sector próprio e com direito a protecção policial. Fizeram-no junto aos adeptos deles. Esses bravos adeptos ficaram lá e apenas consigo imaginar o que passaram. Sei que tiveram problemas e que a dada altura tiveram de ser protegidos. É esta a preocupação com a segurança que mostram? Ou isso só lhes começou a interessar agora?

- Lembro-me de ter visto uma reportagem no Porto Canal sobre a situação que alguns desse grupo de adeptos passaram noutra deslocação. Sabem que lhes foram atirados paralelos e que regressaram ao Norte com um vidro do carro partido? Felizmente nenhum ficou ferido, mas apenas por sorte. É esta a segurança que defendem?

- Esta época o nosso guardião foi constantemente cuspido pelos adeptos deles. É este o ambiente que defendem?

- Importa também referir que durante este fim-de-semana vários adeptos deles estiveram no Dragão Caixa. Embora tivessem um sector exclusivamente para eles, alguns ficaram pelos sectores 4, 5 e 6 das bancadas centrais. Não tiveram qualquer problema. Respeitaram e foram respeitados. É importante também esclarecer o que deu origem aos problemas que meia dúzia de adeptos deles tiveram. Nada justifica, mas esses adeptos iniciaram as provocações com ameaças e gestos que nos iam degolar.  

- Nem vou falar de muitos outros casos, são tantos que acabaria por me esquecer de alguns. Assim de repente, ainda há pouco mais de 1 mês a nossa equipa de júniores foi apedrejada. No estádio deles até um adepto conseguiu ir à linha "cumprimentar" o árbitro auxiliar (o bandeirinha para quem não for adeptos destas novas terminologias). 

Obviamente não defendo que se faça igual, nem pensar. Não é esse o caminho que devemos seguir. Eles que venham ao nosso pavilhão e ao nosso estádio e que tenham sempre protecção. Como aconteceu ontem. Não os contei mas posso garantir com quase toda a certeza que estariam mais policias a guardá-los que adeptos deles. Se assim lhes é garantida segurança que o façam sempre. Mas que não se façam de vitimas quando somos no caso contrário passamos muito pior do que eles.



É até irónico que o único clube que insiste em não legalizar as suas claques (embora os apoiem), o clube que mais situações reprováveis causa se prestem ao papel de se queixarem de não lhes garantirem condições de segurança.


Por: Paulinho Santos




sábado, 16 de fevereiro de 2013

FC Porto 6 - 6 Amatori Lodi (Por Paulinho Santos)

Deixar adormecer e terminar em sobressalto

O FC Porto recebeu os italianos do Lodi nesta 5ª jornada da Liga Europeia tendo empatado a 6 golos. Com a nossa equipa já apurada para a fase seguinte este jogo era para cumprir calendário.




Após 7 meses de castigo Caio voltou a estar disponivel e Tó Neves não hesitou a colocá-lo no 5 inicial. Foi uma equipa titular diferente da habitual. Além do já referido Caio, começaram também Nélson Filipe e Hélder Nunes. Com um inicioem que a nossa equipa ia gerindo da forma que mais lhe convinha o ritmo de jogo e dominando o ataque italiano os primeiros 10 minutos foram muito mornos. A nós não nos interessava um ritmo alto e os italianos não conseguiam criar muito perigo. O primeiro safanão no jogo foi dado pelo nosso craque mais novo. E que safanão! Após ultrapassar um adversário, Hélder Nunes finalizou com um remate cruzado ao ângulo superior da baliza. Bom golo.



Tó Neves entretanto ia aproveitando para mudar os 4 jogadores de campo, numa gestão de plantel bem pensada. E foi já com a rotação completa que surgiu o 2º golo, autoria de Reinaldo Ventura com um remate colocado. Por esta altura, mesmo sem forçar ao máximo, o dominio era nosso. Sem desconcentrações e sem permitir os contra-golpes italianos era expectável o avolumar do resultado. Nem mesmo o golo sofrido instantes depois alterou esse sentimento. Vitor Hugo (está numa fase goleadora), bem perto da baliza como gosta repôs a vantagem em 2 golos. E, caso algum dos cerca de 1000 espectadores não tenha visto este golo uns segundos depois tivemos uma espécie de repetição. Novo desvio em frente à baliza, novamente pelo mesmo interveniente e estava feito o 4 -1 com que chegaríamos ao intervalo.

A 2ª parte começou da melhor forma. Cometemos a 10ª falta, Nelson Filipe defende o respectivo lance e na jogada imediata fomos nós a termos direito a igual sanção. A diferença foi o resultado. O especialista Reinaldo marcou. De destacar o papel do hoje titular Nélson neste golo. Ele foi a diferença entre sofrer um golo de penalti e irmos para o ataque e marcarmos nós. O nosso conseguiu, o deles não... Sorte a nossa termos os guarda-redes assim. 

Estávamos no início da 2ª parte sim, mas o domínio era nosso, trocávamos bem a bola e estávamos por cima. Ninguém esperava o que se seguiu. Talvez fruto da certeza de apuramento e do resultado começamos a revelar lacunas que até então não se tinham notado. Sofremos o 5 -2 após uma perda de bola que o adversário aproveitou para sair rápido. O 5 - 3 numa situação do género. O 5 -4 de penalti a 10 minutos do final. Durante este período valeu-nos o acerto do Nelson e algumas boas jogadas defensivas. 

A diferença de apenas 1 golo teve o condão de "acordar" os nossos atletas. O empate foi uma infelicidade tremenda, após um ressalto. Pelo que mostravamos na altura foi injusto. faltavam 6 minutos e Hélder Nunes ainda conseguiu, através de penalti mostrar que queríamos a vitória. Mas eis que nova falha atacante nossa, permitiu, a 4 minutos do fim novo empate. 

Segue-se o jogo em Espinho, onde o ano passado escorregámos. Este ano não o faremos. Força campeões. 


Equipa e marcadores:

Treinador: Tó Neves


Cinco inicial: Nélson Filipe (gr), Hélder Nunes (2), Ricardo Barreiros, Caio e Jorge Silva

Jogaram ainda: Pedro Moreira, Tiago Santos, Vítor Hugo (2) e Reinaldo Ventura (2)


Por: Paulinho Santos

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Hóquei em Patins: FC Porto - St. Omer (Antevisão)




 Após duas vitórias em outros tantos jogos na fase de grupos da Liga Europeia, o líder destacado FC Porto recebe este sábado, pelas 16h, os franceses do St. Omer que se encontram no 2º lugar. 

Um triunfo colocar-nos-á quase garantidamente na fase seguinte.




Será em teoria o jogo mais fácil que teremos nesta fase. O St. Omer não é uma equipa com valores individuais suficientes para ombrear com os gigantes do hóquei europeu. A sua maior estrela é talvez, o português Tiago Barbosa (Sapo), ex-Braga e Juventude de Viana. Convém no entanto não os desvalorizar. 

Estão a surpreender nesta Liga Europeia e conseguiram empatar com os com espanhóis do Nóia em casa destes e com os italianos do Lodi, além de que estão invictos no seu campeonato.

Os comandados de Tó Neves apresentam-se na máxima força (tirando o já habitual Caio) e de certeza avisados depois dos resultados das primeiras jornadas. Preocupe-mo-nos em garantir a vitória e se o conseguirmos cedo poderemos ter uma vitória mais robusta.



Por: Paulinho Santos

domingo, 25 de novembro de 2012

Hóquei em Patins: FC Porto 6 - 4 Noia (Por Dragão Orgulhoso)






A equipa comandada pelo ex-internacional Tó Neves recebeu e bateu a formação espanhola do Noia ontem sábado por 6-4, dando assim um passo importante rumo à qualificação para a segunda fase desta Liga Europeia, possuem neste momento mais quatro pontos em relação ao segundo classificado.



Foi um jogo disputado, perante o Noia que se apresentou mais na expectativa e a procurar fechar espaços, atacando pela certa e explorando qualquer erro individual que pudesse existir no lado contrário, inclusive foi a primeira equipa a chegar ao golo, um bom tónico curiosamente para o FC Porto. 

O FC Porto manteve a mesma toada ofensiva e foi com toda a naturalidade que deu a volta ao marcador, os golos foram surgindo normalmente, contando ainda com boa réplica proporcionada pelos espanhóis, mas insuficiente para colocar em causa a vitória do conjunto orientado por Tó Neves. 

N nossa equipa Ricardo Barreiros continua evidenciar um excelente momento de forma, além de marcar dois golos esteve bastante activo quer a defender como atacar. De realçar igualmente a excelente eficácia de Jorge Silva, que apontou três golos, sendo desta feita o melhor marcador da partida. 

Pela negativa destaco mais uma vez a falta de eficácia nas cobranças quer de livres directos e de grandes penalidades, nos últimos três encontros realizados pela nossa equipa, foi desperdiçado mais de dez situações de bola parada, o que diz e muito que esta é uma vertente necessária a ser melhorada e sobretudo aperfeiçoada.

Aproveitando o empate no outro jogo do grupo, o FC Porto poderá carimbar brevemente em termos matemáticos o apuramento aos quartos de final da competição, sendo que pela primeira vez os quartos serão jogados em duas mãos, só depois se realizará a final-four de forma apurar o campeão europeu.


Ficha do FC Porto:

FC Porto: Edo Bosch, Pedro Moreira, Jorge Silva, Ricardo Barreiros e Reinaldo Ventura. 
Jogaram ainda: Hélder Nunes, Tiago Losna e Vítor Hugo.


Por: Dragão Orgulhoso

quarta-feira, 25 de julho de 2012

HÓQUEI EM PATINS: Balanço da época Azul e Branca.






Sendo oficial a não repetição do encontro que opôs o Benfica ao FC Porto, está assim encontrado o novo campeão nacional, neste caso o clube da Luz, que ao fim de 14 anos volta a conquistar o título e quebra o domínio avassalador da nossa equipa, que como se sabe conquistou os últimos dez campeonatos, numa época, onde infelizmente o saldo só pode ser considerado negativo, uma vez que além do segundo lugar alcançado no campeonato, o FC Porto foi precocemente eliminado da taça, e logo no seu pavilhão diante da Oliveirense (que viria a conquistar depois o troféu pela segunda época consecutiva) e na Liga Europeia, também foi afastado surpreendentemente na fase de grupos, ficando atrás do Valdagno e do Liceo.




Digamos que são pequenos pormenores que podem ditar o sucesso ou o insucesso e no caso do campeonato nacional, na nossa opinião, o jogo em Espinho foi determinante para a classificação final e apesar da razão do protesto ser do nosso lado (contrariamente ao que a FPP decidiu), se houvesse justiça o encontro devia ter sido repetido.

A verdade é que em jogo jogado, o FC Porto não podia de forma alguma ter saído derrotado no embate com a AA Espinho e no final das contas, revelou-se decisivo a falta de três pontos. Quanto aos pontos perdidos, até foram poucos e em condições normais, perder oito pontos em 28 jogos realizados (são 30 jornadas, mas devido à desistência do Porto Santo SAD, cada equipa teve que folgar duas vezes) era o suficiente para revalidar o título de campeão, o problema, é que tivemos igualmente um Benfica fortíssimo que já no ano passado esteve a um passo de ter destronado a hegemonia dos dragões.

Na Taça de Portugal:


domingo, 15 de abril de 2012

Hóquei em Patins, Liga Europeia, grupo C, sexta jornada: FC Porto Império Bonança 10 - 4 Genève






Se existem vitórias com sabor a derrota, esta foi claramente uma delas, em virtude da nossa equipa ter vencido os suiços do Geneve por 10-4, no entanto com o triunfo do Liceo sobre o Valdagno por 4-3, o FC Porto ficou no terceiro lugar do seu grupo e assim não conseguiu o apuramento para final 8 da competição, infelizmente um dos grandes objectivos da nossa equipa ficou precocemente perdido, contudo há que moralizar as "tropas", até porque temos um campeonato e uma taça para vencer e como tal, temos muito a ganhar esta temporada.





O jogo em si, digamos que o resultado foi um pouco enganador, pelo facto da excelente réplica proporcionada pelo Geneve, sendo que ao intervalo, o FC Porto vencia apenas por 2-0, com os suiços a mostrarem uma boa agressividade na defesa e sempre que possível espreitavam o contra-ataque, algo em que nos primeiros 25 minutos tiveram algumas dificuldades.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Liga Europeia, hóquei em patins, 3ª Jornada, FC Porto 4 - 8 Valdagno




Nunca é fácil escrever sobre um jogo especialmente quando o nosso clube perde e por números contundentes como hoje.

Um jogo a fazer relembrar os jogos de hóquei de outros tempos, com a nossa equipa infelizmente a entrar no jogo praticamente a perder o que a obrigou a correr riscos para ir atrás do resultado, abrindo brechas sucessivas na defesa permitindo ao adversário "disparar" no resultado até aos 0-3, com alguns erros defensivos um tanto infantis da nossa equipa à mistura.






Um jogo em que o nosso capitão infelizmente se encontrava ainda a recuperar de uma cirurgia efectuada na passada 5ª feira e que se viria a revelar decisiva na sua (menor) exibição, mas como este capitão é dos "valentes" um portista dos sete costados, lá estava ele a lutar pelo nosso emblema como se nada tivesse passado.


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