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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alemanha

#mundial #Brasil #Alemanha #Mundial2014 #FIFA #Joker



Dizem que perdeu a guerra
Ficando de cócoras exposto 
Tod’o um país em desgosto
Em tantas mortes por terra…

Orgulhosos dum passado
Que fraccionário se tinha 
O século dezanove adivinha 
Da Germânia, “grão-ducado”!

E nas duas coroas rivais
Que disputavam a língua 
Como razão contigua 
Dos alemães como iguais

Foi a Prússia a percursora 
Da unificação desses estados
Contr’os habsburgos esgotados 
No imperialismo d’outrora

E nasce a nação alemã
Garbosa dessa mitologia 
Qu’a essa Europa trazia
O nacionalismo de clã!

As tribos invasoras 
Dessa velha “Roma”
Do passado reclama 
Fronteiras duradouras…

Por contradição
Aos desejos dos “francos”
“Os cavaleiros teutónicos”
Investem por sua razão!

Unificados no germânico 
Os pequenos estados-tampão
Frutificam-se na nação 
Dum novo poder titânico!

E em séculos imperiais
Ond’as famílias dos Reis 
Se cruzavam pelas leis 
Em tantos países rivais…

Acabaram a disputar 
As rivalidades antigas
Em novas coligações, Ligas
De entre-ajuda militar!

E no equilibrio imperfeito
De fronteiras movediças
Há impérios de premissas
Que justificam o pleito!

Na morte do pretendente 
À coroa da Austria-Hungria
Um sérvio dá mote ao dia
De ser a Europa, continente…

E por lá já se deflagra 
A primeira guerra mundial!
Um choque de valor igual
Ao que nesse século se trava!

Duas guerras em trinta anos
Qu’a segunda motivada 
Por uma Alemanha estagnada 
E humilhada nos planos…

Como qu’a querer provar 
Tod’a força dum povo 
O país nasce de novo 
N’outro século a dealbar

Constrangido nesses actos
Inumanos, impiedosos!
Contra etnias e povos 
Nesse racismo e pactos!

Mas qual o povo inocente
Que nunca ousou atentar
Contr’a outro povo, lugar…
E renegar o presente?

Não entend’a acusação
De terem perdido duas guerras
Perdendo gente e terras
Nessa maior alusão!

E nisso se decalcar 
Esse gozo de rosto cínico 
Para provar o declínio 
De tod’o um povo e lugar?

Há que vislumbrar a história
Como prova de ensinamento 
E dar o justo reconhecimento 
De tod’o um povo em memória!

E não se servir da mesma
Pr’a escamotear os pecados 
Dos nossos actos jogados
Como explicação tão pequena….

E nisso saber reconhecer 
O mérito a quem o tem!
A Alemanha também…
Que tanto fez por merecer!

Parabéns, Mannschaft!


Por: Joker 

sábado, 12 de julho de 2014

O sargentão

#Portugal #brasuca #Scolari #MundialdeFutebol2014 #Brasil #burro #Joker


No posto de comando
O sargento vocifera!
Querem guerra?
Eu é que mando!!!

E só convoca 
Pr’o seu regimento 
Quem está dentro
Da sua tropa!

E com estatuto
Redobrado!
Medalhado!!!
E com culto

O sargento 
Sob’a pulso 
No concurso 
A 100 por cento!

Pois contesta 
Tod’o norte!
Qu’ele é forte!!!
Um “Malatesta”!

Qu’ascendência 
De Palermo!
Não de São Remo…
Dá-lhe sapiência!

E enfrentando
O “Estado Papal”!
É natural
O seu comando!

E está benzido 
Nesse sufrágio…
E por Caravaggio
É promovido!

A sargentão
Sem ir ao Papa!
(Que dá malapata
À sua selecção!)

E neste acto
Torna-se general!
O que na capital
É um campeonato!!!!

E elevad’a “Deus”
Nesse mesmo dia
Por riscar o Baía  
Do plano dos “seus”…

É um soberano
Sobre Portus Cale
E até o Bruno Vale…
Se rende ao seu plano!

E nesse agregar
De muitas vontades
Muitas “Portugalidades”
Se vêem no ar!

São as bandeirinhas 
De verde e vermelho!
De Portugal o espelho
Em tantas janelinhas!

E avança sem medo
O nosso “sargentão”
Quer-se campeão
Só pelo seu dedo…

E na primeira derrota
Dá um volte-face!
É do Porto, a classe
Qu’a equipa denota!

E lá segue avante
Até à final!
Qu’em Portugal 
É êxito bastante!

Perder par’a Grécia
Vale-lhe nova promoção!
Do Chelsea ao Uzbequistão!?
Sempr’a mesma modéstia…

Nesses resultados
Que nessa soberba
É uma riqueza 
Dobrad’a finados!

E por isso volta 
Ao país, Brasil!
Rico, mas senil 
Que de pront’o se nota…

Baixa um histórico
Mas é promovido!!!
Marechal, sentidoooo!!!!
Do Brasil eufórico!

E já se quer o hexa
Na final em casa!
Já se vê a taça….
Qu’o “sargento” reza!

Tem tudo pr’a dar 
Este mundial!
Outro carnaval 
Um outro sambar…

Qu’os alemães 
Trouxeram do norte
Longe com’a sorte
Dos filhos das mães!

E o kharma chegou
Tardio, mas a tempo
Mostrand’ao sargento
Que “Tud’o vento levou”!

E nesse vendaval 
Pôs-se a descoberto
Um futebol deserto
No país real!

Que azar dos diabos
Ter um “sargentão”
Hepta-Campeão
De tod’os resultados!!

É um feito da história
Talhado à medida!
Nada nesta vida
Lhe foge à memória…


 Por: Joker

terça-feira, 1 de julho de 2014

México Lindo!

#FIFA #México #MundialBrasil2014 #Brasil #Joker



México lindo, México Lindo!
País de vastas culturas
Imemoriais esculturas
Na máscara do amerindio 

Viu-se forjado à vez
Nessa cultura europeia 
Na espanhola epopeia 
P’las espadas do Cortez

E talvez pelo sangue 
Que derramava das pirâmides 
Pelos feiticeiros-brâmanes 
Nessa busca do qu’é grande

Tal inspirou a conquista
Na busca do El dorado!
Esse metal adorado 
Por burguês ou comunista!

E lavrado o terreno
Na busca do qu’é “sagrado “
Foi o México sangrado 
Por essa força do “demo”!

E nisto a América central
Consolidou esse carisma
Nessa força assassina
Como religião central…

E consolidad’o território 
Em revoltas e revoluções 
No império das nações
Foi o México promontório!

E sucend’aos espanhóis
Nessa revolução 
Vem de França, a invasão
Sobr’os anteriores heróis!

E escolhido Maximiliano
Como Imperador-fantoche!
O Habsburgo não foge..
É fuzilado com’o tirano!

Na história de violência
Do belo país da prata
O Grito: Viva Zapata!
É a sua independência!

A qu’os cartéis desta era
Forjam com’o força brutal
Na distribuição desigual
Dessa riqueza da terra!

E em tudo isto o retrato
Dum país em nascença
No rosto da violência 
Como artefacto?

A qu’esse México
Que conheci
Nele me vi
Uno e completo!

E nisto é belo 
E singular!
O país-jaguar 
Sem paralelo!

Daí o desgosto 
D’o ver saído…
Por ser tão “querido”
No sol oposto!

Que nessa pertença
Que nele senti
Ontem eu perdi!!!
P’lo Proença!


Por: Joker
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