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domingo, 5 de maio de 2013

Juniores Sub19: FC Porto 1 - 0 Sporting.







Hoje foi um Porto personalizado que se apresentou diante dos seus adeptos para bater um Sporting que nunca fez por merecer mais que uma derrota.






A equipa de sub19 portista foi superior a todos os níveis durante o tempo de jogo, numa vitória que só pecou por escassa.

Numa primeira parte de grande nível, com um meio campo de betão, o Porto dominou os meninos da Academia de forma categórica. A equipa jogou um futebol seguro e objectivo, apenas a falhar nos momentos de finalização.

A segunda parte foi de pior nível, mas o Porto manteve a superioridade. 

Os nervos começavam a sentir-se, dado que este era um jogo decisivo na luta pelo 1º lugar.

Mas já no último lance do jogo, a única equipa que quis ganhar recebeu o prémio merecido, através do inevitável Rafa, o lateral que transforma livres em penaltis.

Acima de tudo fica uma bela imagem desta equipa pela qualidade e pelo carácter demonstrado. Parece que após várias jornadas de mexidas no onze, Capucho encontrou a melhor fórmula para este Porto, com Tomás no meio campo, Victor Garcia a mexer com o lado direito, Francisco Ramos a jogar no meio campo e Leandro a dar muito mais consistência à zona central.



Análise Individual:

Kadu: Seguro. Não teve grande trabalho.

Victor Garcia: Ofensivamente esteve muito bem, a combinar, a cruzar, a romper. Defensivamente teve 2 falhas, uma das quais resultou na melhor oportunidade de golo do Sporting no jogo.

André Ribeiro: Sempre bem nas antecipações. Seguro.

Bruno: Boa dupla com o André. Também seguro.

Rafa: MVP. Começam a faltar palavras para descrever este miúdo. Tem tudo o que um lateral deve ter. É uma das pérolas mais brilhantes da formação portista nos últimos anos.

Tomás: Imponente. Limpou tudo com uma classe de craque. Dá uma segurança gigante a esta equipa na posição 6.

Leandro: Não é o jogador mais vistoso, nem o mais dotado, mas é fundamental para esta equipa. Combate, remata, joga simples e rápido.

Francisco: Não esteve no seu melhor, também porque jogou mais como um 10 criativo, quando a sua melhor função é a de um 8 de transição.

Ivo: Pena que se esconda muitas vezes do jogo, porque quando aparece é sempre com qualidade. Esperemos que dê um salto qualitativo no próximo ano.

Gonçalo: É a referência no jogo da equipa. Segura bem a bola, passa bem, desmarca-se bem, combina bem... Falta-lhe ser mais frio na zona de finalização.

André Silva: É complicado para um adepto portista ver o André jogar e não ficar com um sorriso nos lábios. É um jogador à imagem do clube. 
Raça, técnica, velocidade, basicamente, joga até cair para o lado.

Graça, Belinha e Raul: Dos 3, foi Raul que conseguiu trazer algo novo ao jogo. Sobretudo velocidade pela ala.



Por: Prodígio 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Futebol Jovem e os Resultados Desnivelados.



Os comandados de Capucho venceram no passado sábado o rival de sempre Boavista por 9-2, o que acham os nossos leitores desse resultado?




Olhando para o resultado o comum do adepto Azul e Branco enche o peito de ar e pensa "ei pá enfiamos 9 nos remendados, o clube representativo de uma rotunda”.

O que à partida é uma vitória monstruosa no terreno de jogo por parte da nossa equipa júnior, é também uma grande derrota para a formação e em toda a largura para o Futebol Português, ainda para mais sendo o Boavista um clube importante e com tradição na formação em Portugal.

Nos escalões de base o que faz falta a estes jovens é competição, jogos equilibrados para elevarem o espírito competitivo de forma a ajudar a maturação do jogador jovem.


O que vamos encontrando nas fases iniciais dos escalões de formação?







Quadros competitivos mal organizados em que os clubes maiores passeiam literalmente, sem necessidade de se esforçarem para levarem de vencida os seus adversários, impedindo desta forma que os níveis competitivos se desenvolvam numa altura crucial da formação do jovem jogador.






Olhamos para o caso concreto da Zona Norte, o FC Porto é líder isolado com mais seis pontos que o segundo SC Braga e sete que o Rio Ave que para cúmulo é uma equipa constituída maioritariamente por jogadores dispensados ou cedidos pelo FC Porto, isto à 15ª jornada.

Clubes como o FC Porto que desde as bases procuram captar para si os maiores talentos que vão aparecendo no panorama regional e até nacional, numa tarefa cada vez mais complicada,  porque os talentos acima da média por diversos fatores, como o desaparecimento do futebol de rua que propiciava o desenvolvimento do talento natural, e uma má formulação e conceito de desporto escolar, etc., etc.

Juntando a esses fatores conjunturais, este desregrado quadro competitivo que não obriga os jovens a jogar nos limites, que não força o seu crescimento futebolístico, que não os obriga a jogar mais e mais, só vem atrapalhar um mais rápido maturar dos jovens jogadores, empatando durante grande parte da época o seu real desenvolvimento.

Fatores como estes só atrasam ou inibem mesmo o desenvolvimento do futebol em Portugal, onde depois se cria o lugar-comum da crítica na aposta dos maiores clubes em mercados onde jovens talentos atingem um grau de desenvolvimento bastante mais cedo, não sendo raro ver-mos jovens com 19 anos com mais de 100 jogos nos principais escalões dos seus países, como é o exemplo dos mercados sul-Americanos.
Repensar é obrigatório e urge.






Cada vez mais mediante esta tristeza competitiva que se vê por cá se torna importante os clubes procurarem torneios particulares no estrangeiro, como forma de dar aos seus jovens atletas contacto com futebóis mais exigentes e mais competitivos.





Seria em minha opinião mesmo contra a vontade da lagartagem, forçar e mover influências com vista à participação em eventos como por exemplo o NextGen, onde passeiam talentos desde os 17 aos 19 anos, originários de vários países, com ritmos completamente superiores e mais exigentes do que o do jovem e definhado futebol português.

Com uma ENORME ressalva, que merece ser estudada e analizada com muita atenção, o nosso talento ficaria sobremaneira exposto aos olhos dos tubarões (se é que eles não o conhecem de sobeja já…), e teríamos que arranjar maneira de evitar que os tubarões poderosos nos “assaltassem a casa”. 

Salvaguardado esse ponto seria uma competição que nos traria uma enorme tarimba, mas lá está, poderia ser uma BELA com um SENÃO enorme.




Por: Rabah Madjer

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

FC Porto B: Fábio Martins, um talento a despontar.



O homem e o seu percurso:

Quem sai aos seus não degenera. Se o povo o diz, tem mais força que lei. Que não degenere e até que supere, é isso que se espera e deseja de Fábio Martins.

Niromar na fila do meio é o 4º a contar da esquerda

Antes de Fábio Martins, falemos de Niromar, seu pai e jogador da história portista. Niromar, carioca de nascimento, cresceu para o futebol no Vasco da Gama e no Madureira. Na época 78/79 atravessa o Atlântico e atraca em Aveiro. Com as cores do Beira-Mar cumpre duas épocas e chama a atenção do FC Porto. Na época de 80/81, o pai de Fábio Martins é jogador do FC Porto, curiosamente, ocupa a mesma posição que o filho: avançado. 





A concorrência no FC Porto é dura e Niromar cumpre só uma época de Dragão ao peito. Uma passagem breve, mas que terá um legado extenso. Sai para o Portimonense, passa depois pelo Estrela da Amadora e acaba nas serranias do Sporting da Covilhã. Ao todo, quase 100 jogos na primeira divisão.

Fábio Martins, filho de Niromar e de uma Gaiense, faz cumprir uma promessa de seus pais e vai às captações do FC Porto no mítico campo da Constituição, esse berço de muitos talentos de Dragão ao peito. O futebol de Fábio salta logo à vista. O FC Porto é o primeiro e único clube na carreira de Fábio Martins. Uma carreira de 12 anos de Dragão ao peito que atravessou dos pelados aos relvados e do futebol de 7 ao futebol de 11.

Somam-se os títulos colectivos, entre estes, dois destacam-se: é campeão nacional de juniores e juvenis e em épocas consecutivas. Ao título colectivo de campeão nacional de juvenis, soma o título de melhor marcador da prova. Um feito que junta a outras distinções semelhantes em torneios de futebol jovem.

O seu talento não escapa ao escrutínio das selecções nacionais jovens. É internacional em todos os escalões jovens, embora Fábio Martins tenha já provado o amargo da exclusão das convocatórias para as fases finais dos Europeus de S-17 e S-19. O que não mata, “engorda”! Mais uma vez, se o povo o diz, tem mais força que lei! E cumpriu-se! Após o “soco no estômago” de ficar de fora da convocatória para o Europeu S-19 disputado neste Julho, surge a boa nova que iria fazer parte do plantel do FC Porto B. A sua porta de entrada para o futebol profissional. Sempre Dragão!


A análise ao jogador:




Fábio Martins acumula posições ofensivas, como um general acumula medalhas ao peito. Do meio campo para a frente, Fábio Martins já jogou em todos os lados e posições no seu percurso de formação no FC Porto. De extremo esquerdo a extremo direito e de médio a ponta-de-lança, nada é novidade para Fábio Martins. Para quem o vê de fora, essa é uma das suas grandes vantagens. É um jogador plástico, moldável ao jogo e às necessidades da equipa. Hoje, até pela sua fisionomia e qualidades, é nos flancos que parece ser mais provável trilhar o seu futuro. É a sua posição actual e aquela onde explora melhor o seu futebol.

Fábio Martins tem uma técnica apurada e é jogador capaz de decidir um jogo com o seu talento. As suas diagonais são venenosas. É um jogador tacticamente responsável e solidário. Onde precisa Fábio Martins de melhorar? Como qualquer jogador que sai da formação, nos aspectos físicos do jogo, sobretudo, na capacidade de suportar o choque. Fábio Martins precisa de mais capacidade física para explanar o seu talento nas exigências do futebol profissional.






No entanto, o maior desafio para Fábio Martins está noutro sector. Fábio Martins precisa de ser mais intenso, mais interventivo e objectivo no jogo. Não pode deixar-se desaparecer do jogo e ser uma ameaça constante para o adversário pela eficácia das suas acções. Será essa capacidade real de ameaçar mudar um jogo a qualquer momento que levará Fábio Martins a tomar o rumo da equipa principal.

Para já, terá a plataforma ideal para trabalhar. Estará na sua casa de sempre e com o treinador que o acompanhou nos últimos 2 anos.


A entrevista:

Como chegaste ao FC Porto? Prospecção ou captação?


domingo, 20 de maio de 2012

FUTEBOL, Juvenis Sub17, Campeonato Nacional, Fase Final: FC Porto 5 - 2 V. Guimarães (CRÓNICA)



Caminho tortuoso até à vitória total. Um jogo épico, onde uma torrente de contrariedades não desgastaram a teimosia de uma equipa em ser campeã.





O adversário chegou a comandar o resultado do jogo por 0-2. Um golo contra a corrente do jogo e, um minuto depois, outro golo é oferecido. Do lado do FC Porto, contavam-se já inúmeros fora de jogo mal tirados (um deles a anular um golo limpo), um festival de bolas no ferro e falhanços no ataque final à baliza vitoriana. O FC Porto a jogar e o adversário a marcar. Até que Graça, a 3 minutos do intervalo, coloca alguma esperança no resultado e reduz para 1-2, com um golo de bandeira. Um golo que soltou a equipa e amedrontou o adversário.





Como se explica a primeira parte ingrata do FC Porto e a sua segunda parte tão avassaladora? Mais que o amontoar de contrariedades (quer por culpas próprias, quer por culpas alheias), a verdade é que o meio campo do FC Porto dominava tecnicamente a partida, mas não tinha a dinâmica necessária para se impor na luta a meio campo e “matar” a criatividade do adversário. Sentia-se a ausência do seu habitual 6 – Vítor Andrade – e Helinho encontrava tempo e espaço para acossar a defensiva portista com as suas aberturas. É o golo de Graça que deprime o meio campo do adversário e catapulta o FC Porto para o jogo.

domingo, 6 de maio de 2012

FUTEBOL, Juvenis, Campeonato Nacional, Fase Final 4ª Jornada: FC Porto 2 - 0 Sporting (CRÓNICA)





Depois no dia anterior, a nossa equipa principal ter vencido o Sporting por duas bolas a zero, naquele que foi o jogo da festa pela conquista do bicampeonato, desta feita coube aos Juvenis, vencerem igualmente por 2-0, com os golos a surgirem na segunda parte, através do central Tomás Podstawski e do lateral esquerdo Rafa, este ultimo na sequência de um livre directo, exemplarmente cobrado.







Apesar do domínio por parte do FC Porto ao longo dos 80 minutos, a equipa orientada por Capucho, teve dificuldades em criar situações de perigo no último terço do adversário, sobretudo a partir dos 27 minutos do primeiro tempo, quando o Sporting viu-se reduzido a dez elementos, passando a equipa a defender com todos os jogadores atrás da linha da bola e não surpreendeu que os golos da nossa equipa tenham aparecido em lances de bola parada.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Campeonato Nacional de Juniores, Fase Final 5ª Jornada, Sporting CP 1 - 0 FC Porto







Num jogo em que era imperioso pontuar para manter intactas as aspirações à revalidação do titulo nacional, os jovens Azuis e Brancos deslocaram-se ao reduto do arqui-rival Sporting para um jogo de carácter quase decisivo.

Conscientes da importância do jogo e do que ele acarretava os jovens Azuis em Brancos entraram em campo querendo dominar os acontecimentos mas sem grandes efeitos práticos.








domingo, 4 de março de 2012

Juniores A, Fase Final, Jornada 4, V. Setúbal 1 - 2 FC Porto






Numa deslocação sempre difícil a Setúbal e a uma campo de futebol sem as mínimas condições nem para lá ser disputado um jogo do Inatel, o  FC Porto entrou em campo embalado pelo contundente triunfo alcançado perante o SL Benfica na jornada passada e imprimiu de inicio um ritmo forte de clube com ambições  e vontade de liderar e consumar a recuperação na tabela classificativa.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Campeonato Nacional de Juvenis 2ª Fase, 4ª Jornada, Zona 2, FC Porto 3 - 0 Braga









Um jogo de um sentido só em que a nota dominante foi mais uma vez o desperdício de golos pelos atacantes portistas.









A equipa joga muito bem, cria muitas oportunidades de golo mas na hora da finalização não há acerto com a baliza. O primeiro golo nasce de uma grande penalidade indiscutível por mão na bola do defesa bracarense mas até esse lance por duas vezes os avançados portistas não acertaram com a baliza. O Braga remetido ao seu meio campo defensivo não conseguia libertar-se da asfixia que os jovens dragões criavam na área bracarense. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Campeonato Nacional de Juvenis 2ªFase - 2ªJornada, Zona 2: FC Porto 4 - 0 Varzim



Tomás Podstawski





Jogo muito agradável de seguir com uma boa exibição dos jovens dragões perante um Varzim que não foi fácil e que mostrou a boa escola que é.
Merece destaque o bom jogo colectivo assim como alguns talentos que na hora de decidir mostraram porque é que são jovens promessas do futebol portista.









O segundo golo da autoria de Rafa é disso um exemplo. Se a jogada iniciada por Ivo é soberba a finalização de Rafa é de grande classe tal foi a calma e a técnica
demonstrada por este jovem perante o guarda-redes varzinista. Uma chapelada soberba.

Para além deste grande momento merecem destaque mais três momentos deste belo jogo. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Aproxima-se mais uma fase final do campeonato nacional de juniores Sub19, como tal fazemos uma breve análise sectorial ao plantel.



O FC Porto aborda esta fase final como campeão em título e vencedor da zona Norte com 19 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, tendo registado só uma derrota e quatro empates. Com mais uma equipa recheada de talento, o objectivo é a renovação do título. A tarefa é exigente. Não só pelos adversários maduros e graúdos que nos esperam, mas também pela brilhante incompetência de quem gere os quadros competitivos: a FPF. Na fase regular, disputaram-se 4 jornadas em 2 meses (9ª à 12ª jornada), agora, na fase final, toda a primeira volta é compactada em 5 semanas (média de jogos de 5 em 5 dias), sendo que, os primeiros três jogos disputam-se com três dias de intervalo. Estes solavancos de ritmo competitivo são mais um adversário a vencer e uma demonstração cabal de como a Federação não sabe, nem quer, cuidar da formação em Portugal.




O FC Porto, como era esperado, dominou a primeira fase, mesmo com Rui Gomes a provocar uma rotação constante do plantel. A equipa revelou-se quase sempre coesa e competente para chegar à vitória. Com duas excepções. Duas excepções que merecem reflexão por parte da equipa técnica e estrutura do FC Porto. A equipa falhou nas duas deslocações que retiraram a equipa da sua área geográfica de conforto. Nas duas visitas à Madeira, a equipa só conseguiu um ponto. Há trabalho psicológico a fazer nos escalões de formação do FC Porto e a próxima fase traz deslocações a terrenos muito hostis.
Rui Gomes apresenta a equipa num sistema de 4-3-3, em que privilegia a posse de bola no trio de meio campo e transições rápidas e verticais dos seus extremos. A defesa é forte e coesa, sobretudo pela zona central, sendo a equipa que menos golos sofreu na fase regular. O meio campo tem jogadores de boa capacidade técnica, muito solidários e que definem muito bem as posições que lhes são incumbidas cumprir. A frente de ataque trabalha em desmarcações constantes, abrindo linhas de passe e possibilitando a aproximação do seu meio campo.



Análise sectorial da equipa:

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