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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Belenenses 21 - 25 FC Porto - Mais um obstáculo superado

Belenenses 21 - 25 FC Porto - Mais um obstáculo superado

O FC Porto visitou hoje o sempre dificil Pavilhão Acácio Rosa para a 11ª e última jornada da 1ª volta. Saiu vitorioso e mantém assim a liderança no campeonato. 





Obradovic viu-se hoje privado de 2 jogadores que seriam titulares, Tiago Rocha e Mick Schubert. A substitui-los Daymaro e Vasco Santos. Começamos, como habitualmente, a defender em 6*0. O Belenenses entrou com outra estratégia, uma espécie de 5*1 com uma marcação apertada a Gilberto Duarte.





A partida estava equilibrada e ao fim dos 5 minutos de jogo o marcador mostrava um empate a 2. 

Pouco depois o nosso técnico efectuou uma substituição que se viria a revelar acertada. Entra Spinola. Como tem acontecido quando o nosso esquerdino está em campo, alteramos também o processo defensivo para 5*1. Conseguimos travar a 1ª linha da equipa adversária e Spínola brilhava no ataque igualmente com 2 golos seguidos. Esses 2 golos levaram-nos a que, à passagem do 10º minutos, estivéssemos na frente por 3 -4.

Embora na frente não conseguíamos descolar, e o equilibrio mantinha-se. Mantinhamo-nos na "onda" de 2 golos consecutivos do mesmo jogador e agora o marcador foi Vasco Santos.

Pouco depois dos 15 minutos, aproveitando uma exclusão adversária, alcançamos uma vantagem de 2 golos pela 1ª vez, após golo do capitão Ricardo Moreira na conclusão de um contra-ataque.

Começamos a ter um ligeiro ascendente na partida e só as duas exclusões de Salina não estavam previstas. Mesmo com algumas exclusões a penalizarem-nos estávamos a crescer. A vantagem era agora de 3 golos. Podíamos até chegar ao intervalo com uma vantagem de 4 mas um livre de 7 metros no segundo final manteve a distância em 3 tentos, 12 - 15.

Como acontece mais vezes do que razoavel, a duas equipas a jogar bom andebol juntou-se uma dupla a falhar consecutivamente. Sempre contra nós. Logo no reinicio passos marcados a Wilson quando estava a sofrer falta, depois o mesmo Wilson foi excluido (igualmente a 2ª exclusão) de forma surreal. Para finalizar uma falta atacante sobre Vasco Santos passa em claro (parado, imóvel, sem efectuar qualquer movimento foi abalroado). O Belenenses, como boa equipa que é, aproximou-se. 

A nossa equipa lutava e mantinha a vantagem, sem desconcentrações e sem entrar em quezilias. Mais do que isso, uniu-se e jogava a um nivel ainda mais elevado, defensivamente excelentes e eficazes no outro lado do campo. Assim, ainda antes dos 10 minutos, a vantagem tinha aumentado para os 5 golos. 

A 15 minutos do final a vantagem era de 4 golos (17 - 21).

Pensava-se que o jogo estava resolvido. Nada mais errado. Algumas falhas na finalização e até algumas falhas técnicas a proporcionar contra-ataques da equipa lisboeta permitiram uma aproximação. Chegou a ser apenas de 2 golos quando sofremos o vigésimo golo (20 -22). Não foi pior porque Laurentino ia parando o que podia.

A equipa reagrupou-se, corrigiu o que estava a falhar e nos 8 minutos finais (após o 20º golo deles) sofreríamos apenas mais 1. Melhoria na defesa e a habitual eficácia dos nossos guarda-redes.Conseguimos até voltar a criar uma margem maior.

No final 21 - 25. Uma vitória dificil e muito saborosa.

Uma nota final para um lutador. Daymaro Salina era o único pivot na indisponibilidade de Tiago Rocha. Ainda no 1º tempo viu-se à beira da desqualificação após duas exclusões. na 2ª parte sofreu uma lesão no joelho, estava notoriamente com dores e a coxear. Resistiu a tudo. Soube defender com esse factor e superou as dores que sentia, a equipa precisava dele e ele sacrificou-se. Para um adepto, assistir a gestos destes de um jogador do nosso emblema, é uma alegria tremenda que somos "obrigados" a elogiar.

No próximo fim de semana mais um jogo da Champions. Será no nosso Dragãozinho contra os polacos do Wisla Plock. Sabemos como é importante um pavilhão cheio e o que isso ajuda a nossa equipa. Ainda é possivel passar. Vamos encher o pavilhão e apoiar os nossos...

Equipa e marcadores:

Alfredo Quintana (gr), Gilberto Duarte (1), Wilson Davyes (5), Daymaro Salina (1), Hugo Santos (3), Ricardo Moreira (4) e João Ferraz (2). 
Jogaram ainda: Hugo Laurentino (gr) e Pedro Spínola (9) 


Por: Paulinho Santos







quarta-feira, 25 de setembro de 2013

FC Porto 24 - 25 Águas Santas - Após 4 anos, a derrota em casa








O FC Porto recebeu hoje à noite o Águas Santas para a 4ª jornada do campeonato nacional. Teve um mau dia e perdeu, após 4 anos e 60 encontros invictos. Perdeu não só o jogo como a liderança para o rival desta noite. Sem alarmismos, um dia iria acontecer. Foi hoje. Felizmente estamos muito a tempo de rectificar este resultado, foi numa fase numa prematuera da época.





Perante pouco público (o que para outros emblemas é uma boa casa, no nosso Dragãozinho já é pouco) a equipa penta-campeã entrou em campo com o 7 esperado. Não haveria muito por onde escolher, este 7 tem sido sempre o inicial.

Desde cedo se percebeu que não seria fácil, o Águas Santas tem uma boa equipa, vinha motivada e disposta a aproveitar o nosso notório cansaço.

Mesmo assim, entramos bem, com intensidade na nossa defesa 6*0, sempre atentos às tentativas de jogo para os 6 metros e a reagir a tempo a remates da 1ª linha. Aliás, logo no º ataque do encontro realizámos 2 blocos. Outros se seguiriam.

Ofensivamente a equipa entrou cansada e com muito azar. As bolas ao poste iam-se sucedendo. Gilberto Duarte, Schubert, ferraz e Tiago Rocha viram remates seus serem devolvidos pela madeira da baliza durante o 1º tempo. Sem nenhum exagero, no minímo foram uma meia dúzia de remates a terem esse destino.

Aos 5 minutos, uma vanntagem minima por 2-1. João Ferraz mostrava-se bem neste momento, tem estado de mão quente. Evolui a cada jogo e da forma que joga muitas vezes esquecemo-nos da sua juventude. Melhorou muito quer defensiva, quer ofensivamente. 

A equipa maiata apostava em ataques longos embora com rápidas trocas de bola. Foi uma boa estratégia, obrigou-nos a muito trabalho defensivo.  Ofensivamente começava-se a notar o que temíamos, o cansaço. Muitas falhas técnicas devido a erros no passe, lentidão de processos e poucos víamos as já famosas saídas rápidas para o ataque. Era notório que estavam a surgir os efeitos de 4 jogos de alta dificuldade em 9 dias com uma viagem à Dinamarca pelo meio com todas as condicionantes de lesões já conhecidas.

Obradovic começou cedo a rotação da equipa cedo. Além do já habitual Salina, o jovem Belmiro também entrou nestas trocas. É importante que apareçam. Além de manter o nível de jogo proporcionou alguns minutos à intensamente sacrificada 1ª linha. 

A meio da 1ª parte ainda mantinha-mos a vantagem minima (7 - 6). Além do já citado João Ferraz é de destacar também as grandes defesas que Laurentino fez neste período. Apenas a 5 minutos do intervalo nos vimos em desvantagem (na altura 9 - 10).

Ao intervalo ainda um golo atrás, 10 - 11 no marcador.




Os primeiros minutos após o regresso dos balneários não foram os mais felizes. O exemplo das primeiras jogadas do reinício mostra isso mesmo. Uma falha na finalização de Gilberto Duarte. Na resposta eles marcaram após um livre de 7 metros. Bola ao meio e novo ataque nosso. O resultado foi o mesmo: remate de Gilberto para fora. Foi de facto uma noite infeliz do nosso nº 5. Ele que tantas e tantas vitórias já nos deu, o MVP de muitos jogos e campeonatos hoje esteve desastrado no remate...

Obradovic conhece bem o seu atleta e chamou-o ao banco para descansar e reencontrar o seu jogo habitual. Aproveitou e alterou o sistema. Em alguns ataques Salina juntou-se a Tiago Rocha, tendo assim 2 pivots.

Resultou, estávamos melhor ofensivamente. Aos 5 minutos desta etapa complementar chegamos ao empate num contra-ataque finalizado por Ricardo Moreira, após acção defensiva de Tiago Rocha (mais um bom jogo, talento e dedicação em todos os momentos).

Mesmo com a nossa melhoria exibicional o equilibrio continuava. Apenas já depois dos 12 minutos uma vantagem nossa por 18 - 17.

Seguiu-se o nosso meljhor período. Não ficamos pela vantagem miníma. Boas acções defensivas e o acerto de Schubert, 1º de livre de 7 metros e depois de contra-ataque (finalmente saíam) deu-nos uma vantagem de 3 golos.

Contudo desperdiçamos esta segurança na última metade deste 2º tempo. A 10 minutos do fim era apenas 1 golo de vantagem (22-21). 

Continuamos a falhar muito no nosso ataque. Nos 5 minutos seguintes, apenas 1 golo nosso e um empate a 23 golos. valeu-nos Quintana que com excelente defesas nos mantinha na luta pelo resultado.

O caso do jogo surgiu já nos 3 minutos finais. Um livre de 7 metros mal marcado, muito mal marcado, não havia motivo para tal deu-mos uma desvantagem de 2 golos. A arbitragem que até então tinha sido muito boa, borrou a pintura. 

Tínhamos já pouco tempo mas como sempre fomos à luta. Tiago Rocha marcou e era agora apenas um golo de diferença. Não podíamos falhar na defesa agora. Não marcaram, Quintana mais uma vez defendeu. 

Faltava um minuto e a bola era nossa, dependia do nosso ataque. Desconto de tempo pedido pelo nosso técnico. Ricardo Moreira a guarda-redes avançado para o último ataque.

Neste último ataque, conseguimos uma boa troca de bola, conseguimos criar uma boa situação de remate. Infelizmente neste aspecto falhámos, Schubert permitiu a defesa do guarda-redes. Acontece, tem de levantar a cabeça agora e continuar a trabalhar no duro. Notou-se o seu desânimo. É normal, nós todos ficamos tristes. Não tem é de achar que é o único culpado. Ganhamos juntos, perdemos juntos. Todos, público incluído.

Uma nota final de apreço para João Ferraz. Terminou o jogo com dores num pé, claramente em dificuldades. Não foi impedimento para não ir agradecer de perto o apoio dos que foram ao Dragãozinho. É de facto um ambiente à Porto. 

Segue-se novo jogo fora para a Champions. Continua o ciclo dificil. Agora com uma das melhores equipas europeias, o Kielce que na época passada ficaram em 3º na Champions. Mais um teste enorme neste ciclo terrível de jogos. Sem medo, vamos a eles, eles é que são os candidatos, nós nada temos a perder...

Para terminar, uma certeza. No próximo jogo em casa lá estaremos a apoiar como sempre esta equipa. Ainda com mais força, é agora que temos de nos unir ainda mais no apoio. 


Equipa e marcadores:

Equipa Inicial: Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte (1), Wilson Davyes (5), Tiago Rocha (4), Mick Schubert (2), Ricardo Moreira (4) e João Ferraz (6). 
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), Nuno Carvalhais, Belmiro Alves (1) e Daymaro Salina (1).





sábado, 16 de fevereiro de 2013

Andebol: FC Porto 46 - 28 Sporting da Horta - Demasiado fácil.



O FC Porto recebeu e venceu com muita facilidade o Sporting da Horta em jogo da 21ª jornada e penúltima nesta fase, mantendo assim a liderança isolada. A diferença de 18 golos no final espelha a diferença de andamento e qualidade entre as equipas.








Com consciência de que seria uma questão de tempo até ganharmos vantagem, os tetracampeões entraram em campo com uma defesa menos agressiva do que habitualmente e a cometer alguns erros técnicos na saída do contra-ataque nada habituais em jogadores com a qualidade dos nossos. Talvez por isso a primeira vantagem tenha surgido apenas a meio da 1ª parte com o momentâneo 8 - 7. 




Este inicio serviu de aviso e a partir daí os espectadores presentes tiveram o privilégio de assistir a andebol que só a nossa equipa consegue proporcionar em Portugal

Quem conseguir rever o jogo aconselho a fazê-lo. Vimos de tudo, assistências de Wilson para finalização fantástica de Tiago Rocha aos 6 metros, golos de Spínola a concluir contra-ataques bem delineados até um daqueles remates do João Ferraz bem longe ainda dos 9 metros. Espetacular, divertido e eficaz

Tão eficaz que a 10 minutos do intervalo a vantagem era já de 6 golos (16-10). Bastou acelarar e defender como habitualmente.

Ao intervalo o resultado de 22 - 15 só nos dava certezas. Certeza que somos muito melhores, certeza que temos uma grande equipa, certeza que a jogar como sabemos é muito dificil ganharem-nos. A única incerteza era por quantos ganharíamos. Seria por 10 golos de diferença? 15? 

A 2ª parte iniciou-se da mesma forma que decorreu a segunda metade do primeiro tempo. Dominio avassalador dos atletas de Obradovic, defesa concentrada, ataques bem conseguidos e golos a surgirem uns atrás dos outros. Aos 5 minutos desta etapa atingimos pela 1ª vez uma vantagem de dois digitos. 5 minutos depois já era de 12/13 golos. 

E, como é já habitual nas partidas com muita diferença, os mais novos tiveram direito a muitos minutos. E como é também já habitual corresponderam. Não pertencendo ao grupo dos "benjamins" temos de destacar igualmente 2 jogadores. Daymaro Salina e João Ferraz estavam de mão quente, tudo que tentavam acertavam. prova disso são os números com que terminam. O cubano com 8 e o português com 7 golos marcados.

No final o marcador mostrava 46 golos marcados. Sem forçar demasiado, o que diz muito da diferença entre os conjuntos. 

Nota para a lesão de Hugo Laurentino no aquecimento. Não pareceu nada de grave, no intervalo ainda fez uns exercicios com o responsável médico, mas não chegou a entrar. Uma pequena curiosidade que diz muito do ambiente e vontade dos nossos atletas. Hugo Laurentino tinha vontade de entrar, não havia que forçar e a primeira atitude depois de se sentar no banco foi dar ânimo a Quintana. 

E finalmente umas palavras para a "claque" de palmo e meio que marcou presença. Não só atrás da baliza norte (possivelmente de uma escola) mas também meia dúzia de crianças que actuam no Dragon Force. Apoiaram sempre, cantaram e disfrutaram. Bons sinais para o andebol portista...


Por: Paulinho Santos
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