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terça-feira, 14 de março de 2017

domingo, 27 de novembro de 2016

Carta ao Pai Natal


Carta ao Pai Natal

Caro Pai Natal,
O que me porto bem!
E não há nisto ninguém
Que me seja igual!!

E peço-te este Natal
Uma coisa singela:
Não ficar a meio da tabela
No campeonato de Portugal!?

sexta-feira, 22 de maio de 2015

VELHOS NO RESTELO!




O tiro de partida para o par de jogos que faltavam para consumar o título do Benfica havia sido dado por Lopetegui na conferência de imprensa de rescaldo da vitória sobre o Gil Vicente quando ficou explicita a raiva, a revolta e a denúncia do que tinha sido este campeonato e como o manto protector tinha aconchegado aquilo que o colo tinha começado a erguer.

Lopetegui percebeu tarde o que a casa gasta. Neste caso “a casa” é a luta interna entre o Porto e o Benfica pela conquista de títulos.
Quem já cá está há mais de 30 anos sabe de trás para frente e da frente para trás “o que a casa gasta”. Apesar de saber mais do que o papa permanece no silêncio por conforto ou cansaço.

Vai daí, o basco teve que pedalar a nossa bicicleta sozinho e, qual deputado sem grupo parlamentar, fazer erguer a sua única voz contra o manto protector da comunicação social maioritariamente afecta ao Benfica, contra o benfica, contra Vitor Pereira e contra os árbitros.
O politicamente correcto que era a sua imagem e a sua forma de estar no futebol tiveram que ser abandonados em nome do que viu e aprendeu enquanto cá esteve.

Esse espirito de revolta comunicacional é o tom certo para quem se preocupa exclusivamente em ganhar não se importando com o preço reputacional que ficará para sempre colado à sua pele.

O protesto, a revolta e o queixume poderia servir como factor agregador da massa adepta e dos jogadores..
Podia ser uma manhosice de Lopetegui. Disparar para o ar para desviar as atenções do que se passa em terra. Podia, mas eu vejo autenticidade na revolta.

Autenticidade e razão para a revolta. O Benfica foi levado ao colo na 1ª volta e esconder isso é aceitar que a quem trabalha no Porto não basta ser melhor.

Pode-se ser melhor e perder. Perdendo, fica-se com o ónus de qualquer perdedor. A incompetência, o nervosismo, a incapacidade de responder à pressão, a incompleta aprendizagem , a falta de unhas para comandar o clube.
Quando se sente que a impotência é mais forte do que a competência há um claro risco de desânimo.
No rescaldo da excelente conferência de imprensa de Lopetegui era fundamental ganhar a derrota.
No final da jornada 32 todos sabíamos que perder o campeonato era uma inevitabilidade.
No final da jornada 32 foi passada uma mensagem fortissima por Lopetegui que ficou na agenda mediática e se prolongou pela semana apesar da tentativa de ridicularização pelo Benfica e seu manto protector.

O campeonato de 2015/16 já se tinha começado a jogar ali. A história do colinho e do manto protector seria tão longa consoante a capacidade que o Porto teria de ganhar a derrota.

Sejamos claros:  Um bom discurso político de um qualquer treinador numa altura em que se está em competição precisa de ser consequente. 

Que a equipa de futebol consiga amplificar o que foi dito em vez de colocar duas almofadas nas colunas da denúncia.
No Restelo o que aconteceu foi que o Porto conseguiu viver um dia tão triste como viveu em Munique ou no Estádio da Luz.
Na Alemanha fomos humilhados. Na Luz perdemos o campeonato de vez.
No Restelo mostramos o que somos. Uma equipa velha de alma, incapaz de ser solidária e que envergonhou todos os que viveram aquela tarde embalados pela esperança de ver o palco do Marquês desmontado por uma semana.  
O discurso de Lopetegui foi soterrado. Aquilo que no fim da jornada 32.º parecia vindo da boca CheGuevara virou José Manuel Coelho. Boçalidades.

A exibição daquela equipa roubou-nos o direito de nos revoltarmos por uma injustiça.
Quem sente vergonha dos seus silencia-se mesmo quando está carregado de razão.
Quem sente vergonha dos seus questiona qualquer verdade.
Se não confio na comunicação social, nos arbitros, na APAF, no Benfica, na Liga e na FPF tenho mesmo é que pôr a boca no mundo.
Se não confio na comunicação social, nos árbitros, na APAF, no Benfica, na Liga, na FPF e............NOS MEUS JOGADORES sou obrigado a estar calado. Só e em silêncio.

O desespero de Lopetegui nos 90 minutos simboliza bem o que qualquer portista sentiu.
Depois de tudo o que passamos fazemos isto? Não há respeito pelo que vivemos?
Como é que somos nós a dar o COLO final ao Benfica 6 dias depois do MANTO PROTECTOR?
Vergonha.

Durante os 90 penosos minutos, o que vimos aquele grupo de 14 Velhos no Restelo fazer é similar ao que se assiste quando as selecções sul-americanas se deslocam a LA PAZ para enfrentar a Bolivia.

Velocidade nem vê-la. Agilidade nem cheiro. Vontade zero. Fadiga de quem está lá dentro e náuseas de quem assistia à forma como o Porto se exibia.

A 1ª parte foi tenebrosa. Para além dos defeitos habituais do rame-rame ofensivo vimos um laxismo na pressão e uma vontade de aproveitar o quentinho do sol que abriu crateras na defesa para Sturgeon, Camara & Ca.

Já passava dos 25 minutos de jogo e o placard era elucidativo:

Belenenses – 2 OPORTUNIDADES CLARAS DE GOLO + 1 LANCE DE PERIGO
Porto – 562 PASSES

Já nem questiono a ignorância do contexto daquele jogo. Fiquei sem perceber se quem estava lá dentro sabia quais as regras do jogo. O Belenenses via aquele rectangulo verde e jogava Snooker. O Porto via aquele rectangulo verde e só pensava no Bilhar às 3 tabelas.

Oliver parecia ser o único que percebia que a bola tinha que ir para perto duma baliza e ao raiar da meia-hora de jogo isola Herrera dando um sinal ao Mundo que podia haver esperança.

Logo a seguir Sturgeon surge isolado na cara de Helton e ficou claro que o 0-0 era uma bençao divina e que até uma desvantagem de 1-0 já seria lisonjeira para o que se estava a passar em LA PAZ.

E do céu, ou da altitude, cai uma estrela. O velho Alex sobe de andarilho ao ataque e cruza para a estrela Jackson facturar. O Bicampeonato do Benfica estava com o carimbo de adiamento.

Estava-se a escrever certo por linhas tortas. É torto ganhar um jogo quando não se merece mas também me parecia certo que o COLO da 1ª volta sofresse mais uma semana.

A 2ª parte começa e Lopetegui desiste da equipa. Viu a injustiça de uma Equipa de Velhos estar a ganhar sem vontade de se mexer e percebeu que nada ia mudar.

Se no ínicio se pode questionar a competência de Lopetegui para fazer passar o seu discurso de conferência de imprensa para o comportamento dos seus jogadores no relvado, será mais fácil de entender a desistência após aqueles 45 minutos iniciais e o inicio da 2ª parte.

“Estes velhos não se mexem para a frente. Estes velhos não tapam atrás. Não vale a pena.”

Aí fez o que grande percentagem de treinadores faz. Procurar um restauro do sistema para um momento de sucesso para ver se o desastre anunciado é evitado.

O que fiz em Setúbal?

“Tirei um extremo e meti um médio. Não joguei cheta mas o Setúbal pouco fez. Dada a 1ª parte da Bolivia e a vontade geriatrica dos meus jogadores é capaz de ser bom negócio arranjar uma forma de matar o jogo.”

E assim foi. A segunda Parte do Restelo foi igualzinha à segunda parte do Bonfim. Bola cá e lá, abre a boca e estica os braços, está um calor do Diabo e quanto está em Guimarães?

A degradação comportamental de quem já não era inferior ao adversário mas não tinha nenhum interesse em ser superior. Como foi possível, Porto?

Não há aqui uma questão tactica a discutir, se devíamos ter mais ou menos avançados ou mais ou menos médios. A atitude foi sempre má, a descontração e a distracção foram sempre a nota dominante. O que interessa o 4-4-2 ou o 4-3-3 quando é este o padrão?

Na 2ª parte o Belenenses já não conseguiu ser perigoso mas foi suando a camisola e fazendo pela vida. Tal como o Setubal há 15 dias também conseguiu sacar uma oportunidadezinha de golo e voilá!

Indi procurava os óculos de sol, Maicon rodava a anca à velocidade de uma lesma cansada e Tiago Caeiro faz um golo JUSTISSIMO que castigava a degradação moral e comportamental daquela equipa velha de alma e sem vontade de ser feliz.

Nos poucos minutos que faltam novo curto-circuito entre quem nunca sabe se está a jogar Snooker ou Bilhar às 3 Tabelas. Não fossem 1 ou 2 bolas paradas que fizeram acumular os jogadores de rosa no ataque e teríamos revivido o momento constrangedor dos passa tempo enquanto passa bolas.

Quem joga contra equipas cujo passatempo é passar bolas nem precisa de queimar tempo.
Adrian inventou um cruzamento perfeito para Jackson. Minuto 92.

A sorte só protege os audazes. Os incapazes ficam orfãos. E bem!



ANÁLISES INDIVIDUAIS:

Helton – Nada a apontar na partida do Restelo. Helton esteve atento e competente mantendo a bitola com que nos habituou desde o regresso.
A Flash é inenarrável.

Danilo -  Este é daqueles que nos habitua a ver sem fôlego após corridas vertiginosas para cima e para baixo. Em La Paz foi mais um para quem correr era um despautério. Fez a ala direita com velocidade à Pirlo. Não se percebe.

Maicon – Ai que me dói as Cruzes. Rotação, agilidade e focalização são coisas de outro planeta. Jamais esquecerei o golo de Tiago Caeiro.

Indi –  Tentou ser sério mas jogou com a mesma sonolência competitiva dos companheiros conforme se pode comprovar no golo do empate.

Alex Sandro  - Tô Nem Aí! Tô Nem Aí! Não me chateie que eu agora não te quero ouvir!
Ao ver Alex Sandro a jogar lembrei-me da letra desta música brasileira. Ver este defesa-esquerdo de nível mundial a jogar com a mentalidade amadora e altiva de quem se acha sempre mais importante do que 90 minutos revolta-me.

Rúben Neves – Estou preocupado com Rúben. A 1ª volta foi melhor do que a 2ª volta.
Na 1ª senti sempre que havia valor acrescentado na utilização de Rúben Neves a titular ou a suplente. Na 2ª volta o “senti sempre” passou a “raramente senti”.
Rúben ganhou peso e massa muscular mas a qualidade de passe ficou curta para quem perdeu agilidade e capacidade de reacção.
Na verdade, hoje vejo o Rúben Neves a jogar a 6 como vejo o Quintero a jogar a 10.
Só é possível em momentos curtos de jogo e de início só em jogos com equipas declaradamente mais fracas. Estão muito bons com bola mas sem bola ocupam uma parcela de terreno reduzida. Casemiro chega a todo o lado e lavra tudo e todos. É como uma pegada de elefante. Neste momento o rasto de Rúben Neves é de formiga.

Herrera -  O que foi aquilo? Stevie Wonder deve ter baixado em Lopetegui para que o mexicano errante se tenha aguentado 90 minutos.
Está há mais de um mês de rastos fisicamente. Como tecnicamente não é grande espingarda o somatório dessas duas realidades diz tudo sobre a sua recente qualidade exibicional.

Oliver -  O puto reguila no Lar de Idosos. Não sabe jogar sem alegria de quem gosta de bola e se diverte a jogar. Deve ser dificil remar sozinho quando não há água debaixo do barco.

Brahimi – Ainda não tinha começado a partida e já Brahimi estava a esticar a camisola porque lhe apertava o pescoço. Mister! Posso tira-la? Praia a sério tem que ser em tronco nu!
Outra exibição horrivel cheia de piruetas e contra-piruetas. Se a maior parte da ala geriátrica que se apresentou no Restelo confundia Snooker com Bilhar aqui o argelino estava  numa de ginástica ritmica.
Um jogo pavoroso. Ao nível de Herrera e Rúben Neves. 

Quaresma -  Foi bem mais proactivo que Brahimi e isso é positivo para quem joga em La Paz.
A vontade de fazer não impediu displicências próprias de quem faz atrasos de cabeça desde o meio-campo. Há um mitico de Abel Xavier para Neno no Estádio Mario Duarte em Aveiro. Ainda bem que Camara não é Dino.
No resto da partida ficou a ideia que era o único capaz de pegar na bola e tentar arrancar com ela sem fazer o obrigatório passe de 1 metro.

Jackson – O lutador costumeiro que marcou um golo improvável e falhou outro obrigatório.
Não consigo ter moral para lhe fazer uma critica justa depois de tudo o que fez no campeonato.

Evandro – Tentou entrar no jogo mas o peso em La Paz é contagiante. O golo do Belenenses começa numa luta por ele perdida no meio-campo. Mesmo com esta marca negativa está bem à frente do  Herrera dos últimos meses.

Hernâni -  Trapalhão e com vontade de fazer a 100 Km/h tudo o que lhe aparece à frente mesmo que sejam curvas apertadas. 

Adrian – Aquele cruzamento fez-lhe merecer a utilização à frente de Aboubakar.


Ficha do Jogo 

Belenenses-FC Porto, 1-1
Primeira Liga, 33ª jornada
Domingo, 17 Maio 2015 - 18:00
Estádio: Restelo, Lisboa
Assistência: -

Árbitro: Rui Costa (Porto)
Assistentes: Miguel Aguilar e Tiago Costa
4º Árbitro: Jorge Tavares

BELENSES: Ventura, Nélson, João Afonso, Gonçalo Brandão, Filipe Ferreira, Pelé, Dias, Carlos Martins, Sturgeon, Camará, Fábio Nunes.
Suplentes: Matt Jones, Tiago Caeiro (72' Dias), Tiago Silva (80' Tiago Silva), Dálcio (57' Sturgeon), Bruno China, Diogo Ribeiro.
Treinador: Jorge Simão.

FC PORTO: Helton, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Herrera, Óliver Torres, Quaresma, Jackson Martínez, Brahimi.
Suplentes: Andrés Fernández, Quintero, Reyes, Evandro (62' Brahimi), Hernâni (68' Quaresma), Adrián López (86' Óliver Torres), Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Jackson Martínez (44'), Tiago Caeiro (85').
Disciplina: cartão amarelo a Jackson Martínez (42'), Camará (90+2'), Ventura (90+2').


Por: Walter Casagrande


sábado, 10 de janeiro de 2015

Comer os pasteis ao frio



Depois de mais uma vitória expressiva alcançada pelo FC Porto, segue-se o Belenenses, num jogo a contar para a 16ªjornada, sendo que a equipa do Restelo ocupa nesta altura a sétima posição da prova com 23 pontos.

Para o campeonato, o Belenenses além de não vencer desde a 10ªjornada – triunfo por 1-0 sobre o Moreirense – não marca desde esse período, revelando dificuldades a nível ofensivo, se bem que no plano defensivo a equipa tem apresentado uma boa consistência, não sofrendo golos desde a derrota contra o Sp. Braga. Na deslocação ao Dragão, a equipa do Restelo não deverá proceder a muitas alterações, isto se formos comparar ao jogo realizado com a Académica, onde a equipa orientada por Lito Vidigal empatou a zero.

Recentemente a turma azul reforçou-se com o central francês Tikito (já jogou na Naval) e o médio internacional português Carlos Martins, dois atletas que vêm dar experiência e qualidade ao Belenenses e que a curto/médio prazo poderão ser duas mais-valias no clube. Contudo, não é de crer que por agora entrem no onze inicial, uma vez que no centro da defesa tanto o Gonçalo Brandão como o João Meira tem estado em bom plano, e, sobre a zona intermédia, Bruno China, Pelé e o irreverente Fábio Sturgeon deverão ser as escolhas iniciais.

Tacticamente, o Belenenses deverá apresentar um 4-2-3-1 e atendendo às dificuldades naturais ao jogar perante uma equipa com a qualidade e capacidade individual/colectiva do FC Porto, estrategicamente deveremos ter uma equipa com maior rigor e preocupação defensiva, tentando depois numa situação esporádica chegar com perigo ao último terço contrário. Matt Jones está intocável na baliza, ele que renovou recentemente o seu contrato com o Belenenses, dando garantias de qualidade entre os postes.

Na defesa, Palmeira tem sido uma das boas surpresas desta Liga, ele que durante anos jogou preferencialmente no centro da defesa, mas atendendo às limitações do plantel foi “obrigado” a ser adaptado ao lado direito da defesa, correspondendo com qualidade e firmeza a esta aposta, fazendo com que o experiente Nélson surja sobre a esquerda, com Gonçalo Brandão – anteriormente utilizado a lateral esquerdo – e João Meira a formarem a dupla de centrais.
Sobre o centro do terreno, Bruno China e Pelé devem manter os seus postos, já que vem estando regulares nestes últimos jogos, destacando-se sobretudo pela competência demonstrada nos momentos defensivos, sobretudo pela entrega que apresentam ao jogo, libertando com isto das tarefas defensivas o jovem Sturgeon, que poderá percorrer as zonas ofensivas com outra naturalidade e sobretudo facilidade. Atenção que também pode ser opção para uma das alas do ataque, um cenário que até poderá suceder caso o também jovem Tiago Silva entre na equipa inicial.

No sector ofensivo, reside talvez a única dúvida no onze, já que o Fábio Nunes foi titular contra a Académica e diríamos que não conseguiu verdadeiramente corresponder ao que certamente lhe era pedido, e, como tal poderá ser substituído no onze, surgindo como principais candidatos o já citado Tiago Silva (implicaria a mudança do Sturgeon para o corredor lateral) e o Abel Camará, jogador que esta temporada regressou ao conjunto do Restelo.
Não existindo nada ao contrário, Miguel Rosa será um dos restantes elementos que compõem o ataque, sendo um atleta importante na manobra ofensiva do Belenenses. Face ao castigo do brasileiro Deyverson, Tiago Caeiro deverá ser o ponta de lança de serviço.

No que diz respeito ao FC Porto, Brahimi e Aboubakar não poderão como se sabe dar o seu contributo – estando ambos na CAN – tal como o lateral Alex Sandro, que foi expulso no desafio em Barcelos. Atendendo a esta ausência, o espanhol José Ángel deverá regressar ao onze, assim como o internacional português Ricardo Quaresma, desta feita para o lugar do jogador argelino.


Por: Dragão Orgulhoso

domingo, 14 de setembro de 2014

Andebol, 2.ª jornada: FC PORTO 33 - 21 BELENENSES - Andebol com sabor a Samba

#Andebol #FCPorto #Belenenses



Está cumprida a segunda jornada para a nossa equipa de Andebol, com a vitória por uns expressivos 33 - 21, sobre Belenenses.

Vindo de uma série de jogos em pouco tempo, com a eliminatória da Champions de permeio e a deslocação a Lisboa a meio da semana para jogar com o Passos Manuel, o FC Porto entrou em campo (desta vez o jogo realizou-se em Grijó, casa em prestada, em virtude de o Dragãozinho estar a ser palco da Taça do Mundo de bilhar às três tabelas, competição já sem atletas Portistas em prova - Daniel Sanchez foi eliminado nos quartos de final) com a firme determinação de resolver cedo a partida também de forma a "enganar" o desgaste acumulado dos últimos dias.

Missão cumprida, fruto dessa entrada forte o FC Porto cedo chegou à liderança no marcador saindo para o intervalo a vencer por 18-10.

Na segunda metade do encontro Obradovic como tanto gosta, procedeu à rotação ente "titulares" e "suplentes", gerindo a partida a seu belo prazer, fazendo do contra-ataque uma arma letal.

Golo atrás de golo até ao resultado final de 33-21.

Com Laurentino e o quiçá o futuro internacional Português de ascendência Cubana Quintana em bom plano, destaque sobretudo para os reforços, nomeadamente Yoel Morales e Edgar Landim, com quatro e três golos respectivamente, mas sobretudo para Wesley Freitas, um jogador  "meio desconhecido" dos adeptos Portistas, mas que neste jogo ao apontar sete golos de todas as maneiras e feitios, com gestos técnicos de elevada beleza, em que destacamos uma finalização "aérea" de grande espectáculo e se constituiu como a figura do jogo.





FICHA DE JOGO

FC PORTO-BELENENSES, 33-21
Andebol 1, 2.ª jornada
13 de Setembro de 2014
Pavilhão Municipal Dr. Manuel Santos, em Grijó, VIla Nova de Gaia

Árbitros: Mário Coutinho e Ramiro Silva

FC PORTO: Alfredo Quintana (g.r.), Gilberto Duarte (1), Yoel Morales (4), Daymaro Salina (3), Ricardo Moreira (7), Nuno Roque (1) e Mick Schubert (2)
Jogaram ainda: Hugo Laurentino (g.r.), Miguel Martins (3), Edgar Landim (3), Wesley Freitas (7), Nuno Gonçalves (1), Hugo Santos (1) e Alexis Hernandez
Treinador: Ljubomir Obradovic

BELENENSES: Vasco Ribeiro (g.r.), Vasco Pinto (4), Carlos Siqueira (3), Filipe Pinho (2), Ruben Pereira (1), Pedro Pinto e João Pinto (6)
Jogaram ainda: Henrique Carlota (g.r.), David Ferreira, Bruno Ferreira (1), Rui Silva, Tiago Silva (2), João Valadas, André Alves, João Carvalho e Felisberto Landim (2)
Treinador: Pedro Alvarez

Ao intervalo: 18-10


Por: Rabah Madjer

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Segunda Liga: Belenenses 2 - 1 FC Porto B (Crónica)







Deslocação difícil a que hoje levava o FC Porto B a  deslocar-se a Belém para defrontar o líder do Campeonato, e com uma baixa de vulto na sua equipa, a "estrela" Tozé desta feita não iluminava a equipa Azul e Branca. Infelizmente o resultado do jogo seria padrasto para a jovem turma Azul e Branca.







Sem o referido Tozé, substituído neste encontro directamente por Sérgio Oliveira que jogaria um pouco mais adiantado sobre o centro do terreno e sem Pedro Moreira substituído directamente por Mikel, o FC Porto entrou muito bem e  desinibido em jogo, procurando o domínio do  meio-campo onde tentava ganhar ascendente. 

Como corolário da excelente entrada em jogo logo aos 6 minutos após boa solicitação de Edú para Dellatorre, com este fugir e a cruzar para Seri inaugurar o marcador numa boa jogada colectiva da nossa equipa, estava feito o 1-0, simples e bonito!

O Belenenses reagiu bem ao golo sofrido, procurava ganhar ascendente e procurar o tento da igualdade mas seria de novo o FC Porto aos 15 minutos por Dellatorre de cabeça, após excelente trabalho de Quinõ a obrigar Matt Jones a excelente defesa.

Nova oportunidade de golo no jogo só surgiria já sobre os descontos da primeira metade, a única por parte da turma da casa em lance de bola parada que o guardião Azul e Branco Stefanovic resolveria bem a soco.

A primeira parte do encontro pautou-se basicamente por um forte equilíbrio a meio-campo, com o jogo muito dividido no centro do terreno com um Belenenses esforçado, mas onde o equilíbrio só era desfeito aqui e ali por iniciativas individuais que marcavam a diferença, sobretudo por por parte da turma portista moralizada pelo golo madrugador. 

A segunda metade do encontro começaria sem substituições em qualquer das equipas,  equipa da casa procurava ir atrás do prejuízo e o FC Porto a procurar controlar o jogo de forma a manter ou até aumentar a vantagem.

O Belenenses entrava mais forte,  nos primeiros 5 minutos tentaria forçar no ataque, com o FC Porto na expectativa mas sem perigo de maior. O FC Porto responderia com mais um delicioso pormenor de Dellatorre a servir na perfeição Edú com este a rematar fraco e à figura de Matt Jones (o melhor em campo)  para defesa fácil.

Aos 54 minutos de jogo de novo Edú a mostrar-se perdulário após excelente assistência de kelvin, sozinho perante o guardião da casa falharia o que parecia um golo certo.

Era um FC Porto expectante e de transições rápidas o que abordava a segunda metade do encontro, com o meio-campo a servir a velocidade especialmente de kelvin, que a espaços se revelava um quebra-cabeças para a defesa de Belém. O Belenenses lançava o veterano Desmarets em campo, procurando com a sua experiência e força física ganhar a luta no centro do terreno e aos 59 minutos viu Stefanovic defender ao segundo poste nova tentativa de empate.

O jogo estava melhor nesta segunda metade, as oportunidades de golo apareciam agora para as duas equipas quase numa toada de parada-resposta, saía a ganhar o jogo e quem o via quer pela televisão quer no estádio.

Mas seria o Belenenses que a partir dos 60 minutos de jogo se assenhoraria do jogo, dando músculo ao seu sector central, criando mais oportunidades de golo junto à baliza portista, com a equipa Azul e Branca a não conseguir montar a teia entretanto estabelecida pela turma lisboeta a meio campo.

Aos 80 minutos de jogo o balde de água fria para a equipa Portista (não ficaria por aqui infelizmente), o Belenenses tanto tentou que conseguiria chegar ao tento da igualdade de lance de bola parada com Tiago Caeiro de cabeça a subir mais alto que a defesa Azul e Branca numa das únicas falhas de marcação consentida por esta.

Seria um final de loucos, primeiro Zé António por duas ocasiões, uma de cabeça em que o defesa contrário aliviaria para o poste e outra no seguimento de um livre de Sérgio Oliveira que na recarga obrigava Matt Jones a mais uma bela intervenção. Por fim e para nossa desgraça o Belenenses de novo por Tiago Caeiro aos 90 minutos, a matar o jogo para a turma da casa num golo onde Mikel o deixa escapar infantilmente nas suas costas, estava consumada a derrota.

Contabilizando as oportunidades pode-se dizer que se estas ganhassem jogos o FC Porto B saíria da partida como vencedor, mas como para ganhar é preciso concretizar, acabamos por sair vergados a uma derrota (ao fim de 8 jogos sem perder) com sabor bastante amargo.


Análises Individuais:


Stefanovic - Com mais trabalho na segunda parte que na primeira, correspondeu sempre que chamado a intervir. Sem culpas em ambos os golos.

David Bruno - Dá demasiadamente as costas a defender, para a sua posição é um jogador extremamente macio, consente demasiados cruzamentos aos adversários, não subiu muito ao ataque procurando jogar pela certa.

Quinõ - Muito faltoso na primeira metade do encontro, é um jogador com uma capacidade física assinalável, precisa limar os aspectos defensivos, a sua tarefa é defender e é nisso que tem que pensar, já que a atacar sobe a preceito e com perigo.

Tiago Ferreira - Muito atento a todos os lances na sua área de jurisdição apenas com uma falha no lance do empate, formou uma dupla de ferro com Zé António, .

Zé António - Desta feita não marcou mas constituiu-se intransponível que por alto quer pelo chão, à imagem do seu parceiro de defesa também não fica isento de culpas no lance do empate, um muro apesar de tudo na defesa Azul e Branca.

Mikel - Jogo de contenção a meio-campo, defender ele defende, destruir também, falta-lhe arriscar um pouco mais no ataque. Fica intimamente ligado à derrota ao deixar Tiago Caeiro lhe ganhar as costas no segundo tento da turma belenense.

Edú - Jogo conseguido, lutador a meio-campo, podia ter marcado por duas ocasiões mas Matt Jones far-lhe-ia a desfeita.

Seri - Jogo de processos simples, marcaria o golo da equipa, dá pouco nas vistas mas trabalha muito.

Sérgio Oliveira - O marcador de serviço dos lances de bola parada, lances em que é exímio, talvez mesmo o melhor executante português, joga certinho, sem dar muito nas vistas, tecnicamente fabuloso, fez um jogo sobretudo de trabalho, está no caminho certo para se tornar um caso sério do nosso futebol.

Kelvin - Como sempre bastante individualista e inconsequente, se o futebol fosse só pormenores técnicos era o melhor em campo, como é um jogo colectivo é apenas um corpo semi-estranho no jogo da equipa, ora joga bem colectivamente e deixa um colega isolado, ora se perde em rendilhados e leva ao desespero o mais calmo dos adeptos.

Dellatorre - Lutador incansável, sentido colectivo de jogo excelente, sempre à procura de servir os companheiros melhor colocados, aos 15 minutos da primeira parte poderia ter marcado após um excelente cabeceamento negado pelo guarda-redes contrário.


Vion - Nada de relevante.

Anderson - Nada trouxe à equipa defensivamente.

Fábio Martins - Um minuto em campo.


Ficha de Jogo:



Por: Rabah Madjer

Segunda Liga: Belenenses -FC Porto B (Antevisão)








Jogo complicado para os dragões no próximo sábado, deslocam-se ao Restelo para defrontar o Belenenses em mais uma jornada da Segunda Liga, onde a equipa liderada por Rui Gomes terá pela frente uma equipa que lidera de forma bastante confortável o campeonato, contabilizando nesta altura 60 pontos com 14 e 15 pontos de vantagem sobre o segundo e terceiro classificado respectivamente. 






O FC Porto "B" vem de um triunfo caseiro sobre a Oliveirense por 3-1, permitindo aos azuis e brancos subirem até à oitava posição, estando em igualdade pontual com a equipa "B" do Benfica. 

O Belenenses de facto tem sido a melhor equipa desta Segunda Liga, possuindo um conjunto de jogadores que apresentam qualidade, mas acima de tudo destaco o jogo colectivo da equipa que é fortíssimo, apresentando três sectores bastante compactos entre si, mantendo sempre uma postura bastante competitiva seja nos jogos realizados em casa ou fora do seu reduto. 

O treinador holandês Van der Gaag tem realizado um excelente trabalho, contando com um plantel jovem e ambicioso, recrutando grande parte deles a clubes da II Divisão uma aposta que tem dado os seus frutos, até porque alguns desses atletas têm sido indiscutíveis no conjunto do Restelo, que para este jogo não poderá com o central João Meira que foi expulso no jogo frente à Naval (empate a zero) e em condições normais será substituído por João Afonso, mantendo-se intocável o cabo verdiano Kay um dos melhores centrais desta competição.

Tacticamente, o Belenenses coloca-se num 4-2-3-1, apesar de puder existir algumas dúvidas quem ocupará uma ou outra posição, tendo em conta o que tem sido esta temporada e forma de pensar do seu treinador a equipa não irá fugir ao habitual, isto é, contando com  Matt Jones como guardião de serviço (acabou por ser importante no ponto obtido na Figueira da Foz), nas laterais tanto  Nélson como Duarte Machado são intocáveis, o mesmo sucedendo com o central Kay, que terá a seu lado  João Afonso face ao castigo de João Meira. 

Sobre a zona intermédia Diakité e Fernando Ferreira são dois jogadores muito importantes no equilíbrio da equipa, sendo que a nível ofensivo Diakité será um elemento a ter em conta nos esquemas tácticos ofensivos e  Fernando Ferreira é um jogador que aparece em zonas de finalização possuindo um bom remate. 

Quanto aos quatro jogadores com características mais ofensivas, todos eles são jogadores a ter atenção.  Tiago Silva tem sido um dos melhores "10" do campeonato (possui um potencial tremendo!) e fez esquecer  Miguel Rosa, estando as alas entregues ao experiente Desmarets e ao irreverente Arsénio, jogando mais adiantado  Diawara, se bem que  Tiago Caeiro e o regressado Rambé (esteve ao serviço de Cabo Verde no CAN) serão soluções válidas, assim como Fredy para um dos flancos.

No FC Porto, o facto da "B" jogar primeiro do que a equipa principal faz com que exista algumas dúvidas quanto ao onze a ser apresentado, como por exemplo o médio Tozé que tem sido chamado à convocatória dos "A" e portanto o técnico Rui Gomes poderá vir a ser obrigado a desfazer-se de algum jogador nuclear na sua estratégia. Curiosamente Tozé não jogou o encontro da primeira volta realizado no Estádio de Pedroso, na qual o Belenenses venceu por uma bola a zero, com o golo da vitória dos azuis a surgir já em tempo de compensação através de Arsénio.


Por: Dragão Orgulhoso
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