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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Foi um cabaz de Natal


Depois de duas derrotas consecutivas, o FCPorto B recebeu e venceu o Sporting B. Mas esta não foi uma vitória qualquer... foi antes um cabaz de Natal. Uma vitória por expressivos 4-0 aliada a uma superioridade a todos os níveis.

O onze dos dragões não teve grandes novidades. Jogaram os mais rodados. A excepção foi João Costa, que aproveitou a ausência de Gudino para somar minutos.

Mas vamos ao jogo e que jogo!

Previa-se uma partida complicada já que em campo estavam o 1º e o 3º classificados da liga. No entanto, o jogo apenas revelou uma superioridade gritante dos homens de Luis Castro.

Logo aos 5 minutos, numa jogada perfeita, Ismael abre para Rafa que cruza de primeira para André Silva. O resto foi pura classe do avançado portista.

Mas os jovens dragões não descansaram e para além de controlarem o jogo a seu belo prazer, criaram sempre as melhores oportunidades para marcar.

E aos 20 minutos marcaram mesmo. Gleison num momento de inspiração isola com um passe sublime André Silva que não perdoa. Talvez uma homenagem ao outro André, o André André...

Nada parecia abalar a avalanche ofensiva portista, que se apoiou e muito num meio campo de carregadores (Omar e Francisco) e de pianos (Graça). Rafa, o lateral que sonhou ser extremo, foi uma locomotiva e na frente o poder de Ismael abria caminho para a classe de André Silva. Um recital foi o que foi!

No Sporting B, apenas Geraldes dava um ar da sua graça. Mas João Costa negou-lhe o golo. E o Sporting ficou mesmo por aí.

O intervalo chegou com um justo 2-0.

A segunda parte foi parecida com a primeira, apenas com uma diferença... as oportunidades para o Porto foram ainda mais.

Só Ismael desperdiçou duas e Graça acertou com estrondo no ferro. Bem também o guarda redes do Sporting Pedro Silva.

Mas o terceiro golo era só mesmo uma questão de tempo. Ismael a marcar de cabeça na sequência de um canto. Golo merecido para o avançado.

O quarto veio logo a seguir. Ruben Macedo (que tinha entrado entretanto) cruza e Rafa aproveita a sobra para encher o pé. 4-0.

Por esta altura já não havia adversário e até final foi um festival de golos falhados. Ruben Macedo e Ismael falham em boa posição, Omar Govea vê Pedro Silva negar-lhe um golaço de livre e André Silva até de bicicleta marca (mas estava fora de jogo).

E assim acabou o jogo. Um daqueles dias em que tudo corre bem.

O FCPorto B segurou assim a liderança da 2ª liga.

Análise individual:

João Costa: Defesa vistosa a negar o golo a Geraldes. De resto, foi uma tarde tranquila.

Chidozie: Alguns passes errados. Sem grande trabalho.

Maurício: Eficaz.

Rafa: Uma locomotiva pela esquerda. O seu pé esquerdo colocou a bola onde quis e foi essencial para a produção ofensiva da equipa. Belo golo.

Omar Govea: A tranquilidade habitual. Limpou tudo. Podia ter marcado de livre.

Francisco Ramos: Um jogador que equilibra muito bem defesa e ataque. Sempre a pautar os ritmos de jogo.

Graça: Inspiradíssimo. Ficou na retina um passe magistral a isolar Ismael. Mas foi todo um jogo de criatividade e precisão. Podia ter marcado.

Gleison: Individualista, perdeu muitas bolas. Pela positiva, o passe que isola André Silva no 2º golo.

Ismael: Começou algo complicativo no ataque, mas logo corrigiu a mão. Esteve em várias jogadas de golo e acaba mesmo por marcar. Sempre poderoso. Surpreendente foi ver a ajuda que deu à defesa com inúmeras recuperações de bola.

André Silva: Melhor em campo. Mais dois golos, mais técnica, mais raça, mais Andrés no Porto por favor.


Ruben Macedo: Entrou bem e participou no 4º golo. Acrescentou velocidade.

Tomás: Para fazer descansar Graça.

Fede Varela: Bons pormenores.


Por: Prodígio

domingo, 6 de dezembro de 2015

14 jogos depois...


Após 14 jogos sem perder para a 2ª liga, o FCPorto B voltou às derrotas. Os jovens dragões perderam na visita ao Feirense (2º classificado) por 1-0.

No onze portista registaram-se muitas alterações em relação ao encontro com o Farense. Desde logo o regresso de Gudino à baliza, mas também os regressos de Maurício ao centro da defesa, de Rafa ao lado esquerdo, de Omar Govea ao meio campo e de Gleison e André Silva ao ataque.

O jogo esse foi extremamente disputado, mas também extremamente aborrecido. Duas equipas muito niveladas passaram 95% do tempo de jogo numa disputa incansável a meio campo. Foram raras as situações de golo com ambas as equipas a não conseguirem atacar de forma consistente.

Ainda assim, na 1ª parte acabam por pertencer ao Feirense as duas situações mais perigosas. Primeiro num remate ao poste, depois num lance em que Gudino salva Chidozie de marcar na própria baliza.

Do lado do Porto, realce para um remate perigoso de Francisco Ramos e um remate às malhas laterais de André Silva.

E foi isto... no resto do tempo as equipas limitaram-se a lutar e a correr quase sempre de forma inglória. Um jogo muito cansativo para os homens de meio campo de ambas as equipas.

A segunda parte foi uma réplica da primeira. E nem mesmo a entrada de Ismael para o lugar de Ruben Macedo dá ao Porto nova vida.

Com o avançar do jogo, parecia claro que o Porto precisava de refrescar o seu meio campo. Francisco Ramos e Graça arrastavam-se e Omar Govea perdia a cada minuto o esclarecimento que normalmente o caracteriza.

No entanto, Luis Castro resolve mexer outra vez, mas no ataque. Retira Gleison para a entrada de Leo Ruiz. Nada muda, porque de facto não era ali que a batalha se disputava.

Num jogo tão equilibrado, o resultado só se podia alterar num lance de génio ou num erro. E acabou por ser um erro a decidir o jogo. Omar Govea chega tarde e faz falta dentro da área. Penalti para o Feirense e expulsão para Omar. Estava decidido o jogo.

Com este resultado a vantagem do Porto B sobre o Feirense fica reduzida a 4 pontos. Ainda assim, os jovens dragões continuam firmes na liderança da 2ª liga.


Análise individual:

Raul Gudino: Uma defesa a salvar um auto golo de Chidozie. Exibição regular.

Victor Garcia: Dos mais activos sempre a tentar ajudar o ataque.

Chidozie: 2 erros marcaram a 1ª parte. Recompôs-se na 2ª.

Maurício: Bom jogo sem grandes percalços.

Rafa: Alguns problemas a defender. Não ajudou no ataque.

Omar: Boa 1ª parte com a eficácia habitual. Começou no entanto a complicar na 2ª parte com algumas perdas de bola. Fica ligado ao golo do Feirense ao fazer o penalti e acaba expulso.

Francisco Ramos: Dos melhores na 1ª parte. Perdeu fulgor e discernimento na 2ª parte.

Graça: Apagado do jogo. Pareceu arrastar-se na 2ª parte.

Ruben Macedo: Sem espaço para fazer as suas arrancadas.

Gleison: Muito pouco espaço lhe foi dado. Acabou por sair sem grande registo.

André Silva: Engolido pela muralha defensiva do Feirense.


Ismael Diaz: Entrou na 2ª parte, mas passou ao lado do jogo.

Leo Ruiz: Passou ao lado do jogo que se disputava sobretudo a meio campo.

Tomás: Para equilibrar a equipa após a expulsão de Omar Govea.
Ficha de jogo:

FEIRENSE-FC PORTO B, 1-0
Segunda Liga, 18.ª jornada
6 de Dezembro de 2015
Estádio Dr. Marcolino de Castro, em Santa Maria da Feira

Árbitro
: Bruno Esteves (Setúbal)
Assistentes: Venâncio Tomé e Rui Teixeira
Quarto árbitro: João Pinho

FEIRENSE
: Makaridze; Barge, Ícaro, Nuno Diogo, Serginho; Vasco, Cris Santos (cap.), Fabinho; Erivaldo, Kukula e Platiny
Substituições: Micael Freire por Erivaldo (64m) Tiago Jogo por Barge (86m)
Treinador: Pepa

FC PORTO B: Raúl Gudiño; Víctor García, Chidozie, Maurício e Rafa; Omar Govea, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Gleison, Ruben Macedo e André Silva
Substituições: Ismael Díaz por Ruben Macedo (56m), Leonardo por Gleison (74m), Tomás Podstawski por Graça (76m)
Não utilizados: André Caio; Pité, Cláudio, Sérgio Ribeiro
Treinador: Luís Castro

Ao intervalo: 0-0

Marcadores: Platiny (76m)
Disciplina: cartão amarelo a Omar Govea (55 e 75m), Icaro (57m), Barge (58m), Graça (58m), a André Silva (90+2) e cartão vermelho a Omar Govea (75m)

Por: Prodígio

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Impróprio para cardíacos!


Depois do empate na visita ao terreno do Sporting Covilhã no Domingo, o FC Porto B recebeu e venceu o Farense por 4-3, num jogo cheio de emoção, que contou com uma reviravolta fantástica dos jovens dragões.

Luís Castro tinha algumas baixas para esta partida, desde logo a ausência de Gudiño (que foi com a equipa principal à Madeira), mas também a ausência do melhor marcador da equipa, André Silva (castigado).

Assim, registaram-se algumas alterações no onze em relação ao jogo com o Sporting Covilhã. João Costa voltou à baliza, Lichnovsky reforçou o centro da defesa, Pité voltou a ser opção como lateral esquerdo, Tomás rendeu Omar no meio campo e Leonardo teve nova oportunidade no centro do ataque.

A primeira parte foi muito complicada para o FC Porto B. O Farense apresentou-se com uma defesa muito compacta e baixa, deixando 1 seta (Harramiz) sempre preparada para o contra ataque.

O Porto tentou jogar o seu futebol habitual, mas este foi quase sempre um exercício de atirar uma bola a uma parede. Pior que isso... a bola pareceu muitas vezes um bumerangue. Durante a primeira parte o Porto teve sempre mais bola, mas as três principais oportunidades de golo pertenceram ao Farense. E dessas três... duas resultaram em golo.

Dois golos madrugadores. O primeiro com Harramiz a explorar aquele que foi o calcanhar de Aquiles do Porto, Pité. De facto o lateral adaptado nunca conseguiu acertar com o posicionamento defensivo e Harramiz agradeceu.

O segundo golo, no entanto, nasce pelo lado direito. O Farense aproveita a passividade da defesa portista. Um golo muito facilitado onde Victor Garcia, Chidozie, Tomás e Lichnovsky ficaram à espera do Pai Natal...

Do lado do FC Porto, apenas um remate de Leonardo causou perigo relativo.

E assim chegou o intervalo. Preocupava o rumo do jogo.

Mas a segunda parte foi outra história. E essa história começou no banco. Luís Castro retirou Tomás e Ismael Diaz e colocou em campo Omar Govea e Gleison. Foi da noite para o dia.

Gleison vestiu o fato de diabo à solta e contagiou a equipa com a sua velocidade e criatividade. Omar Govea fez a outra parte, parou os contra ataques do Farense, recorrendo ao seu posicionamento impecável.

O golo do Porto não foi surpresa para ninguém e até serviu para a redenção de Pité. Um golo de livre em que o guarda redes do Farense é muito mal batido.

Mas contou e sobretudo reforçou e muito a moral dos jovens dragões que acreditaram sempre. E o segundo golo chegou mesmo. Victor Garcia cruzou da direita, Leonardo não segurou, mas Rúben Macedo acabou por ser derrubado. Penalti para o FC Porto e Leonardo não desperdiçou. Como resultado da falta o jogador do Farense foi ainda expulso.

A equipa cada vez acreditava mais que podia chegar à vitória e um dos melhores em campo acabou mesmo por fazer o 3-2. Rúben Macedo marcou de cabeça a responder a mais um belo cruzamento de Victor Garcia.

Estava feito o mais difícil, mas a equipa queria mais. Depois de Rúben Macedo já ter falhado isolado, desta vez Pité serve Gleison que coroa uma grande exibição com um grande golo. 4-2.

Nem o golo do Farense na sequência de um canto manchou a tarde que foi de glória.

O FC Porto B segue assim isolado na liderança do campeonato com mais 7 pontos que o segundo classificado.


Análise individual:

João Costa: Uma grande defesa impediu o 0-3. Não pode ser culpado nos golos sofridos.

Victor Garcia: Uma 1ª parte ao nível da equipa, fraco. Na 2ª metade subiu de produção e acaba com 2 assistências.

Chidozie: Divide com Lichnovsky alguns erros, mas acabou por ser o menos mau.

Lichnovsky: Alguns erros que resultaram do seu mau posicionamento. Fica ligado directa ou indirectamente aos 3 golos sofridos.

Pité: Uma 1ª parte para esquecer. Posicionamento defensivo muito fraco, com culpas directas no 1º golo sofrido. Demasiado complicativo, agarrou-se muito à bola. Em abono da verdade ninguém ajudou ou fez dobras. Agradeceu a entrada de Omar que lhe deu mais protecção. Marcou o 1º golo.

Tomás: Apático e sem o alcance que a posição exige. Saiu ao intervalo e não deixou saudades.

Francisco: O mais esclarecido do meio campo. Mais uma boa exibição que equilibrou o momento defensivo com o momento ofensivo.

Graça: Alternou grandes jogadas, com individualismo em excesso. Foi demasiado complicativo, mas deixou tudo em campo.

Ismael: Passou ao lado do jogo, sem espaço e sem ideias.

Ruben Macedo: Um dos melhores e mais consistentes. Conseguiu sempre desequilibrar com a sua velocidade e finta curta. Marcou o 3º golo e foi determinante no segundo.

Leonardo: Fez um bom jogo dadas as circunstâncias. Lutou e teve bons pormenores. Marcou de penalti.


Omar Govea: Essencial. Veio trazer estabilidade à equipa segurando o meio campo. A sua tendência em não complicar foi um bónus.

Gleison: Melhor em campo. Endiabrado, contagiou a equipa com a alegria do seu futebol. Muito bem quer em jogadas individuais quer em jogadas colectivas. Marcou o 4º golo.

Cláudio: Sem tempo.



FICHA DE JOGO

FC PORTO B-FARENSE, 4-3
Segunda Liga, 18.ª jornada
2 de Dezembro de 2015
Estádio de Pedroso

Árbitro: Hélder Lamas (Braga)
Árbitros assistentes: Nélson Cunha e Pedro Costa
Quarto árbitro: João Sousa

FC PORTO B: João Costa; Víctor García, Chidozie, Lichnovsky e Pité; Tomás Podstawski, Francisco Ramos (cap.) e João Graça; Ruben Macedo, Leonardo e Ismael
Substituições: Tomás Podstawski por Omar Govea (46m), Ismael por Gleison (46m) e Ruben Macedo por Cláudio (90m+1)
Não utilizados: André Caio, Rodrigo, Verdasca e Sérgio Ribeiro
Treinador: Luís Castro

FARENSE: Bento; Hugo Ventosa, Ubay, Felipe e Diogo Coelho; Delmiro, Ponck, Bilro (cap.) e Osama; Tiago Leonço e Harramiz
Substituições: Tiago Leonço por Rambé (75m), Osama por Bruno (77m) e Diogo Coelho por Irobiso (80m)
Não utilizados: Ricardo, Thomas, André Afonso e Marco Sousa
Treinador: Antero Afonso

Ao intervalo: 0-2
Marcadores: Harramiz (3m), Osama (8m), Pité (55m), Leonardo (72m, de g.p.), Ruben Macedo (78m), Gleison (83m), Felipe (85m)
Disciplina: cartão amarelo a Bilro (43m), Delmiro (45m), Diogo Coelho (54m), Gleison (89m); cartão vermelho directo a Hugo Ventosa (71m)



Por: Prodígio 



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Que grande malapata!


Depois do empate a meio da semana frente ao Aves, o FCPorto B recebeu e voltou a empatar com a Oliveirense desta feita a 2 bolas.

O onze portista teve algumas novidades, mas a maior foi mesmo a presença de Fede Varela que beneficiou da ausência por castigo do médio Graça. 

Este foi um jogo em que o FCPorto B teve tudo para ganhar dada a sua superioridade a todos os níveis em relação ao adversário. No entanto, tudo correu mal à equipa de Luis Castro.

O jogo parecia bem encaminhado a abrir com o FCPorto B a criar perigo junto à baliza da Oliveirense. No entanto, por volta dos 15 minutos, um erro defensivo grave compromete tudo. Na sequência de um canto a beneficiar o Porto, a Oliveirense lança um contra ataque rápido e Victor Garcia vê-se sozinho face a dois jogadores adversários. O lateral do Porto comete falta (mão na bola) e é (bem) expulso.

Grande contrariedade. Luis Castro tenta equilibrar a equipa e retira Fede Varela (muito ingrato para o jovem argentino que estava a ser dos melhores em campo)  para a entrada de Tomás.

No entanto, nova contrariedade aos 30 minutos. O central Maurício lesiona-se. Luis Castro arrisca e em vez de colocar o jovem central Verdasca, faz entrar Sérgio Ribeiro para lateral direito, entregando a zona central da defesa a Chidozie e a Tomás (dois médios de raiz).

Todas estas trocas causam grande instabilidade na defesa. E quem aproveita é a Oliveirense que chega ao golo aos 35 minutos.
Tudo corria mal.

No entanto, o Porto não baixava os braços e os jogadores portistas tentavam dominar o jogo mesmo em inferioridade numérica. A equipa azul e branca nunca recuou linhas e continuou a jogar de igual para igual.

Essa persistência compensou aos 38 minutos. Francisco Ramos sofre falta dentro da área e André Silva marca o penalti.

Até ao intervalo o jogo continuou partido.

Já na 2ª parte o Porto entra muito bem e toma conta do jogo. Pité, Ismael Diaz e Omar Govea colocam em sentido o guarda redes adversário.

No entanto, a lei de Murphy tinha vindo para ficar e num contra ataque rápido a Oliveirense chega ao segundo golo. Muito ingrato para os jovens portistas.

Ainda assim, o Porto não queria ser a vítima e os rapazes continuaram a lutar pelo empate. Tanto coração colocaram no jogo que a recompensa chegou. Um livre inteligente de Sérgio Ribeiro fez a difrença.

Até final, Ismael Diaz, Ruben Macedo e Pité mereciam o golo. O Porto merecia o golo.

Mas o que ficou para a história foi mesmo um empate muito ingrato. Mas ficou também o grande coração demostrado pela equipa e belas exibições individuais.


Análise individual:

Gudino: Melhor em campo. 4 defesas a negar o golo à Oliveirense. Foi fundamental.

Victor Garcia: Expulso aos 15 minutos num lance em que toda a defesa falhou.

Chidozie: Sofreu muito depois da expulsão de Victor Garcia e da lesão de Maurício. Mas acabou por fazer uma série de cortes importantes.

Maurício: Saiu lesionado à meia hora. 

Pité: Muitas dificuldades a defender, sobretudo no período de maior desorganização da equipa. Bem a atacar. Podia ter marcado por 2 vezes.

Omar Govea: Jogo equilibrado e muito feliz no capítulo do passe.

Francisco Ramos: Um dos melhores. O sangue da Póvoa veio ao de cima na raça. Demonstrou também grande qualidade num vai-vem constante. Ganhou o penalti.

Fede Varela: Entrou muito bem e estava a ser um dos melhores. Foi sacrificado depois da expulsão.

Gleison: Muito esforçado, mas demasiado individualista.

Ismael Diaz: Grande jogo. O poder físico deste miúdo é tremendo. Ficou muito perto de marcar e merecia. Um avançado muito completo e com enorme potencial.

André Silva: Lutou muito. Parece ainda não estar a 100% após a lesão. Marcou de penalti.


Tomás: Fez de central. Muitas dificuldades nesse papel e com algumas culpas no 2º golo da Oliveirense.

Sérgio Ribeiro: Esteve bem na "nova" posição de lateral. Quem sabe não será esse o futuro?

Ruben Macedo: Mexeu com o jogo. Isolou Ismael Diaz e podia ele próprio ter marcado.


FICHA DE JOGO

FC PORTO B-OLIVEIRENSE, 2-2
Segunda Liga, 12.ª jornada
21 de Outubro de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: Rui Oliveira (Porto)
Assistentes: Sérgio Jesus e João Silva
Quarto árbitro: Carlos Campos

FC PORTO B: Raul Gudiño; Víctor García, Chidozie, Maurício e Pité; Omar Govea, Fede Varela e Francisco Ramos (cap.); Ismael, André Silva e Gleison
Substituições: Fede Varela por Tomás Podstawski (20m), Maurício por Sérgio Ribeiro (30m) e Omar Govea por Ruben Macedo (74m)
Não utilizados: João Costa, Cláudio, Rafa e Verdasca
Treinador: Luís Castro

OLIVEIRENSE: João Pinho; Stéphane, Sérgio, Zé Freitas (cap.) e Kaká; Babo, Thompson e Leleco; Carlitos, Guima e Renan
Substituições: Guima por Mário Mendonça (57m), Thompson por Rafa (67m) e Carlitos por Oliveira (85m)
Não utilizados: Raphael Mello, Marocas, Zé Sousa e Luís
Treinador: Bruno Sousa

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Léléco (35m), André Silva (38m, de g.p.), Rafa (69m), Sérgio Ribeiro (78m)
Disciplina: cartão amarelo a Babo (26m), Guima (37m), Sérgio (40m), Chidozie (80m), Gleison (85m), Zé Freitas (90m+2); cartão vermelho directo a Víctor García (15m)


Por: Prodígio

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

5ª vitória consecutiva para a 2ª liga


Depois da vitória na sexta-feira face ao Shalke 04 para a International Cup U21, o FCPorto B voltou a vencer, desta feita a contar para a 9ª jornada do campeonato da 2ª liga.

O resultado caseiro foram uns expressivos 4-0 frente ao Varzim.

No onze portista, vários regressos e algumas novidades. Raul Gudino voltou à baliza. Victor Garcia, Chidozie, Maurício e Rafa formaram a defesa. No meio campo voltaram os 3 jogadores mais utilizados... Omar Govea, Francisco Ramos e Graça. No ataque Ismael e Gleison apoiaram a estreia a titular do jovem ponta de lança colombiano Leonardo Ruiz.

Mas vamos ao jogo jogado. Este foi certamente o jogo mais fácil para a equipa B portista até agora. O Varzim apresentou-se sem ideias, sem agressividade e sem ambição. Uma equipa extremamente passiva e frágil que nunca incomodou o Porto.

Os jogadores portistas agradeceram a gentileza e puderam, sem a necessidade de acelerar muito, mostrar toda a sua capacidade técnica. As jogadas de perigo surgiam com bastante naturalidade na área do Varzim e do outro lado a defesa portista não tinha qualquer trabalho.

Com tanto espaço e tempo para decidir, houve até algum deslumbramento em várias jogadas, mas ao minuto 24, o endiabrado Ismael Diaz flecte da esquerda para o meio e marca um bom golo. Ismael foi de facto uma das figuras da partida, utilizando o espaço dado para exibir as suas arrancadas em velocidade.

Também em bom plano esteve o criativo Graça que conseguiu quase sempre decidir bem o último passe. 

O jogo chegou ao intervalo e ficava a ideia que a passividade do Varzim podia ser explorada de forma muito mais eficaz e foi isso que aconteceu na segunda parte...

Percebendo que o Varzim não queria nada com a baliza de Gudino, os médios mais defensivos e os laterais portistas começaram a ficar bem mais atrevidos. Francisco Ramos e Omar Govea subiram mais no terreno, Victor Garcia investia fortemente pelo lado direito, mas era do lado esquerdo que estava o prémio. Rafa não estava para conversas e marcou mesmo aos 49 minutos num belo remate.

Mas o jovem lateral esquerdo não estava ainda contente e aos 57 minutos, aproveita uma grande investida de Victor Garcia e o toque de Ismael para bisar.

O FCPorto fazia o que queria e chegou ainda ao 4º golo por outro esquerdino, Pité, que entretanto havia entrado. O grande passe de Francisco Ramos foi essencial.

Ainda de notar a boa entrada em jogo de Sérgio Ribeiro, que se redimiu da má exibição contra o Shalke 04.

Um jogo sem grande história, mas vitórias são vitórias e com esta a equipa de Luis Castro mantém a liderança da 2ª liga.


Análise individual: 

Gudino: Um mero espectador.

Victor Garcia: Tímido na 1ª parte. Mas a 2ª parte foi de grande nível com inúmeras arrancadas. Uma das quais é essencial no 3º golo.

Chidozie: Sem trabalho, mas com um passe errado em zona proibida.

Maurício: Bem sempre que chamado.

Rafa: 2 golos e muito apoio ao ataque. Na defesa não teve trabalho.

Omar: Eficaz como sempre a dar segurança à equipa.

Francisco Ramos: Algo apagado na 1ª parte. Subiu de produção na 2ª e faz um grande passe para o 4º golo.

Graça: Dos melhores na 1ª parte, sempre bem a encontrar espaços. Acabou bastante fatigado.

Gleison: Lutou muito, mas esteve menos inspirado que o habitual. Ainda assim fez um bom jogo.

Ismael Diaz: Melhor em campo. Arrancadas vertiginosas deixaram os jogadores do Varzim pregados ao chão. Esteve endiabrado. É um jogador que com espaço para arrancar não perdoa. Uma pérola para polir.

Leonardo Ruiz: Uma sombra. Sempre escondido do jogo, nunca foi capaz de aproveitar a avalanche atacante da equipa para aparecer.


Tomás: Entrou para o lugar de Omar e esteve bem. Um bom passe a descobrir Sérgio Ribeiro.

Sérgio Ribeiro: Uma entrada energética em campo. Ia marcando de livre.

Pité: Está com o pé quente. Mais um golo... e vão 4!



FICHA DE JOGO

 FC PORTO B-VARZIM, 4-0
Segunda Liga, 9.ª jornada

30 de Setembro de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: Bruno Rebocho (Évora)
Assistentes: Nuno Croino e Duarte Silva
Quarto árbitro: Luís Catita

FC PORTO B: Raúl Gudiño; Víctor García, Chidozie, Maurício e Rafa; Omar Govea, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Gleison, Leonardo Ruiz e Ismael
Substituições: Omar Govea por Tomás Podstawski (58m), Graça por Sérgio Ribeiro (66m) e Ismael por Pité (73m)
Não utilizados: João Costa, Rui Moreira, Cláudio e Verdasca
Treinador: Luís Castro

VARZIM: Pedro Soares; João Paulo, Sandro (cap.), Abel e Raúl; Pedro Sá, Nélson Agra e Rodrigo Dantas; Stanley, Diego Mourão e Hernâni
Substituições: Rodrigo Dantas por Adilson (46m), João Paulo por Rui Coentrão (69m) e Stanley por Sérgio Organista (72m)
Não utilizados: Ricardo, Vítor Hugo, Elísio e Bruno Moraes
Treinador: Quim Berto

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Ismael (24m), Rafa (49m e 57m) e Pité (83m)
Disciplina: cartão amarelo a Omar Govea (27m), João Paulo (67m), Raúl (75m), Diogo Mourão (79m), Pedro Sá (80m) e Maurício (90+3m)


Por: Prodigio

sábado, 26 de setembro de 2015

1ª jornada da International Cup U21.



O FCPorto B defrontou a equipa alemã do Shalke 04, tendo vencido a partida por 1- 0. Com esta vitória o Porto soma assim os primeiros 3 pontos num grupo que conta ainda com o Everton e o Tottenham.

No onze portista, Luis Castro fez uma revolução. João Costa foi titular pela primeira vez na baliza. O lateral Rodrigo e o central Jorge fizeram companhia na defesa aos já habituais residentes Verdasca e Pité. No meio campo Tomás assumiu o papel de trinco e foi acompanhado por Graça e por Sérgio Ribeiro (1ª titularidade da época). No ataque, Ismael foi servido por Ruben Macedo e Ronan (outra novidade).

De destacar que no onze titular figuraram 7 jogadores formados no clube (João Costa, Verdasca, Jorge, Tomás, Sérgio Ribeiro, Graça e Ruben Macedo) , sendo que ainda entraram, no decorrer da partida, mais 2 jogadores (Rui Pedro e Rui Moreira) também formados no clube. Cada vez mais se nota uma aposta na prata da casa. Boa notícia!

Quanto ao jogo, notou-se obviamente falta de rotinas face às inúmeras mudanças mas sobretudo uma clara diferença entre a 1ª e a 2ª parte.

A 1ª parte foi do Shalke 04. A equipa alemã esteve sempre mais perigosa, mais rápida e mais organizada. No Porto o grande problema estava a meio campo. Sérgio Ribeiro era apenas uma sombra, por isso coube a Graça e sobretudo a Tomás segurar o meio campo.

Assim, não foi estranho ver a defesa portista a sofrer, valendo a calma e a classe do central Verdasca.

No ataque, o irreverente Ruben Macedo agitava o jogo, mas sem pontaria. Acabou por ser Ismael Diaz a ter a melhor oportunidade de golo.

A 2ª parte foi bastante diferente. Logo ao intervalo Luis Castro mexe e mexe bem. Sérgio Ribeiro sai para a entrada do mexicano Omar Govea e Ronan sai para a entrada de Rui Pedro (passando Ismael para a ala). As melhorias são imediatas. O FCPorto B passa a dominar o meio campo e a criar perigo no ataque.

E o golo acaba mesmo por chegar aos 60 minutos de forma natural e na sequência de um canto. Marca Ismael Diaz.

O FCPorto B continua a jogar bem até aos 70 minutos, momento em que o jovem central Jorge é expulso (por travar um ataque perigoso do Shalke 04).

A partir desse momento o FCPorto recua linhas e aguenta a vantagem até final, sem evitar alguns sustos.

O FCPorto B entra assim da melhor maneira nesta competição em que foi finalista o ano passado.






Análise individual:

João Costa: Um erro grave numa reposição de bola. De resto, esteve seguro e com uma boa defesa.

Rodrigo: Alguns erros e precipitações no passe. Estreia ansiosa.

Verdasca: Melhor em campo. Sempre calmo e directo ao assunto. Não falhou e transmitiu serenidade à equipa.

Jorge: Apesar da expulsão fez um bom jogo. Mas ainda tem muito que evoluir do alto dos seus 18 anos.

Pité: Dificuldades de posicionamento na defesa.

Tomás: Muito sozinho na 1ª parte. Omar deu-lhe uma valiosa ajuda na 2ª e o seu rendimento naturalmente subiu.

Sérgio Ribeiro: Jogou? Em sua defesa há que dizer que este jogador fez toda a sua formação como extremo...

Graça: Bom jogo com alguns pormenores interessantes.

Ruben Macedo: Irreverente mas falhou sempre na definição.

Ronan: Um elemento estranho à equipa. Esforçado mas inconsequente.

Ismael Diaz: O mais perigoso no ataque tanto no meio como na ala. Acabou por marcar o golo.

Omar Govea: Entrou muito bem repondo as forças da equipa.

Rui Pedro: Bons pormenores.

Rui Moreira: Entrou para central após a expulsão de Jorge. Aguentou-se.



FICHA DE JOGO

FC PORTO B-SCHALKE 04, 1-0
Premier League International Cup, Grupo B, 1.ª jornada
25 de Setembro de 2015
Adams Park, em Buckinghamshire, Inglaterra

Árbitro: Ian Rathbone (Inglaterra)
Assistentes: Mark Dadds e Rob Cockle (Inglaterra)
Quarto árbitro: Lee Brennan (Inglaterra)

FC PORTO B: João Costa (g.r.); Rodrigo Soares, Jorge Fernandes, Verdasca e Pité; Tomás Podstawski (cap.), Graça e Sérgio Ribeiro; Ronan, Ismael e Ruben Macedo
Substituições: Ronan por Omar Govea (46m), Sérgio Ribeiro por Rui Pedro (46m) e Ruben Macedo por Rui Moreira (70m)
Não utilizados: Caio (g.r.), Rafa, Cláudio e Enrick Santos
Treinador: Luís Castro

SCHALKE 04: Alexander Nübel (g.r.); Patryk Dragon, Tanju Öztürk (cap.), Tjorben Uphoff e Maurice Neubauer; Marvin Friedrich, Hendrick Lohmer e Max Machtenmes; Florian Pick, Thomas Rathgeber e Joseph Boyamba
Substituições: Maurice Neubauer por Daniel Koseler (46m), Patryk Dragon por Serkan Göcer (63m) e Max Machtenmes por Mateo Panadic (75m)
Não utilizados: Christian Wetklo (g.r.), John Malanga e Aleksel Gasilin
Treinador: Jürgen Luginger

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Ismael (60m)
Disciplina: cartão amarelo a Jorge Fernandes (34m e 68m), Tanju Öztürk (37m); cartão vermelho, por acumulação, a Jorge Fernandes (68m)



Por: Prodígio

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Em teoria fazia sentido...

Ora cá estamos mais uma vez no lugar onde todas as equipas querem estar. Na incrível Champions League. Nada como ouvir aquele hino.

1ª jornada. O jogo era contra o Dynamo Kiev, incontestado campeão da Ucrânia. Previa-se portanto à partida um jogo complicado, sobretudo jogando fora.

Lopetegui volta ao bloco de apontamentos para ir buscar uma táctica mais conservadora e o 4-3-3 transforma-se num 4-4-2. Danilo e Herrera voltam assim ao onze para fazer companhia a André e a Ruben Neves. Na frente Brahimi apoia Aboubakar e na defesa a novidade é Indi (devido ao castigo de Marcano).

À partida percebia-se a ideia. Conter, numa primeira fase, uma equipa motivada e competente a jogar em casa para depois tentar, numa segunda fase, o assalto à vitória.

Em teoria fazia sentido, mas na prática surgiram alguns problemas. Sobretudo porque os 4 médios nunca funcionaram como uma unidade complementar. Danilo, Ruben e André pareciam algo perdidos nas marcações, muitas vezes marcando as mesmas zonas e deixando outras zonas por marcar. E bom... Herrera... foi um espectáculo paralelo de tropeções nele mesmo. Também em termos de posicionamento foi um mistério.

Ou seja, o Porto de facto apresentou um muro de pedra, o problema é que o muro estava cheio de buracos. Utilizar 4 médios não é uma má estratégia, simplesmente isso tem que ser bem feito.

Como não foi feito da melhor maneira, a equipa ucraniana acabou por ter ascendente na 1ª parte. Casillas foi o primeiro a tremer logo aos 9 minutos, ao largar uma bola.

O golo aos 20 minutos não foi assim uma surpresa, num lance onde a descoordenação da defesa portista foi gritante.

Felizmente para o Porto, os ares de Kiev não incomodaram Aboubakar, que esteve endiabrado e fez o empate de cabeça 3 minutos depois. O cruzamento pertenceu a Layun.

No entanto, o Porto continuava desconfortável no jogo sobretudo a defender, mas também a atacar. Brahimi remava contra a maré, mas era Aboubakar que colocava os ucranianos em sentido.

Ainda antes do intervalo, Casillas brilha e nega o golo a Garmash, em mais um lance de descoordenação na defesa portista.

O intervalo soube bem...

E o Porto entra melhor na 2ª parte, apesar de manter o mesmo onze.

No entanto, apenas aos 65 minutos a equipa volta às raízes e ao bom futebol. Tello entra para o lugar de Herrera e as  peças parecem ajustar-se. Não que Tello tenha trazido muito ao jogo, mas o regresso ao 4-3-3 foi como um regresso a casa.

A partir daí, o Porto sobe as linhas e cresce. Corona deixa o aviso num grande remate, mas é Aboubakar quem dança o Cha Cha Cha, aproveitando uma bola perdida. 

O jogo parecia definido, o Dynamo Kiev não mostrava grande ânimo. Mas no futebol tudo pode acontecer e aconteceu...

...um erro gritante da equipa de arbitragem. Golo irregular do Dynamo, já que há claro fora de jogo posicional (ou seja, o jogador em fora de jogo interfere de forma clara na jogada).

Mas a verdade é que o árbitro também faz parte do jogo e o resultado embora frustrante acaba por ser justo.

Fica a clara ideia que o meio campo do Porto ainda é um "work in progress" e desta vez a defesa não ajudou. No entanto, começam a aparecer bons sinais aqui e ali e jogadores como Aboubakar, Corona e André começam a ser bem mais que promessas.

Vem agora aí um ciclo que qualquer portista adora. Testes de fogo é o melhor que podem dar a qualquer Dragão.


Análise individual:

Casillas: Um erro que podia ter tido consequências. De resto esteve bem e com uma enorme defesa.

Maxi: Dá a ideia que foi arrastado pela descoordenação defensiva da equipa. Deu sempre o máximo e é sempre o primeiro a dar o exemplo.

Maicon/Indi: É difícil separar as duas exibições. Foram uma dupla completamente disfuncional. Sempre fora de posição, deixaram muitas vezes a marcação de forma algo amadora.

Layun: A defender revelou algumas dificuldades, mas acrescenta grande poder ofensivo. É dele o cruzamento para o 1º golo.

Danilo: Parece sempre mais perdido e desconfortável quando tem que dividir os seus espaços.

André: Apesar da desconexão no meio campo, a raça vem sempre ao de cima. 

Ruben Neves: Perdido entre ser um trinco ou um médio de transição. Ficou no limbo.

Herrera: O que estava a fazer em campo é até hoje um mistério. 

Brahimi: Um bom jogo dada a falta de apoio. Ainda criou algum perigo mesmo no pior período da equipa.

Aboubakar: Melhor em campo. Não é fácil entrar para o leque de ilustres pontas de lança que marcaram a história do Porto. Aboubakar parece querer ser o próximo. Tem tudo para isso.


Tello: Pouco acrecentou.

Corona: Fez saber ao que veio assim que entrou com um grande remate. O algodão não engana e o Corona também não.

Osvaldo: Sem tempo.


Por: Prodígio 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

FC Porto B 3-1 Penafiel

Depois da vitória difícil no terreno do Famalicão, o FCPorto B voltou a ganhar, desta feita, em casa ao Penafiel por 3-1.

No onze portista destaque para a ausência do central Verdasca, castigado por expulsão no último jogo. Para o seu lugar entrou o médio (adaptado a central) Chidozie. De resto, não houve novidades, tendo entrado o onze mais rotinado da época.

Mas vamos ao jogo...

Foi uma partida em que o FCPorto B nunca conseguiu impor a sua forma de jogar e ficou sempre condicionado pela forma de jogar do Penafiel. Uma equipa que levou sempre o jogo para o plano físico. Enquanto o gigante Yero  dinamitava a defesa portista apenas com a sua presença, os velocistas Caetano e Aldair surgiam nas costas a aproveitar o espaço.

Assim, ainda Maurício e Chidozie arrancavam os cabelos a pensar como travar Yero e já Aldair e Caetano caíam em cima de Victor Garcia e Rafa. Uma tarde complicada para a defesa portista.

O meio campo do Penafiel pressionava alto e amarrava os médios portistas que se perdiam em pequenas escaramuças e ressaltos a meio campo. Omar Govea, Francisco Ramos e Graça raramente conseguiram ter bola de forma consistente e o ataque portista sofreu com isso. Só Gleison dava um ar da sua graça em momentos individuais.

O jogo estava partido e isso beneficiou o Penafiel durante largos minutos. O golo dos visitantes surgiu assim com naturalidade... Bola ganha por Yero nas alturas e Aldair a aparecer para facturar. A fórmula mais rudimentar dava resultados.

E foi assim até ao intervalo.

A segunda metade não foi muito diferente (diga-se a verdade). No entanto, um momento de esclarecimento de Francisco Ramos fez a diferença aos 47 minutos. Um grande passe para Gleison que recebe bem e não perdoa.

O jogo continuava partido, mas a pressão saudável do Penafiel começou a transformar-se em faltas duras. Talvez pelo cansaço ou pela frustração do empate, os visitantes começaram a recorrer ao jogo violento e naturalmente ficaram reduzidos a 10 ao minuto 71 (expulsão de Diogo Melo).

Esta expulsão ajudou o FCPorto B que finalmente conseguiu ter posse. Também as entradas de Tomás e sobretudo de Pité ao intervalo deram nova energia e foi o médio portista que assinou o segundo golo. Depois de uma arrancada pela direita de Victor Garcia, Pité conclui já dentro da área.

O mais difícil estava feito e o Penafiel voltou a ajudar. Yero também foi expulso e pouco depois o FCPorto chega ao 3-1 num livre cobrado de forma muito inteligente por Pité, que engana toda a gente e serve André Silva. O jovem ponta de lança voltava assim a marcar. Já são 7 golos em 7 jogos.

O jogo acabou pouco depois com a certeza que o FCPorto B é nesta altura líder da segunda liga. Não foi a vitória mais convincente, mas o adversário era complicado. O talento individual acabou neste caso por desbravar caminho à falta de melhor desempenho colectivo.


Análise individual:

Raul Gudino: Duas grandes defesas a sair aos pés dos visitantes e a salvar o golo.

Victor Garcia: Intermitente. Com muitas dificuldades na defesa e um erro grave logo a abrir. No ataque tentou apoiar e é seu o cruzamento para o 2º golo.

Maurício: Alguns cortes importantes, mas Yero deu-lhe uma tarde difícil que contou também com erros.

Chidozie: Fez uma exibição sem erros de maior. Importante nas bolas paradas.

Rafa: Marcou o homem mais perigoso do Penafiel, Aldair, e isso notou-se. Perdeu muitas vezes em velocidade como no lance que deu o golo aos visitantes.

Omar Govea: O jogo pouco passou por ele. Algo perdido a meio campo.

Francisco: Muito perdido em lutas a meio campo. Teve um momento de esclarecimento que originou o 1-1.

Graça: O homem mais inconformado do meio campo e o que mais perigo levou à baliza do Penafiel na 1ª parte.

Ismael: Desaparecido em combate.

Gleison: Lutou muito na 1ª parte, acabou por ser decisivo na 2ª com o golo que marcou. Sempre irreverente.

André Silva: A bola raramente lhe chegou, mas foi eficaz ao fazer o 3º golo e lutou sempre como é sua imagem.


Pité: Melhor em campo. O melhor futebol da equipa saiu dos pés deste médio. Entrou muito bem ao intervalo e trouxe energia redobrada. Marcou o 2º golo e ofereceu o 3º.

Tomás: Refrescou um meio campo que estava cansado.

Sérgio Ribeiro: Pouco tempo.




FICHA DE JOGO

FC PORTO B-PENAFIEL, 3-1
Segunda Liga, 7.ª jornada
16 de Setembro de 2015
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: João Mendes (Santarém)
Assistentes: Jorge Maia e Manuel João
Quarto árbitro: Rui Mendes

FC PORTO B: Raúl Gudiño (g.r.); Víctor García, Chidozie, Maurício e Rafa; Omar, Francisco Ramos (cap.) e Graça; Ismael, André Silva e Gleison
Substituições: Tomas Podstawski por Omar Govea (46m), Pité por Ismael (46m), Sérgio Ribeiro por Graça (89m)
Não utilizados: André Caio (g.r.), Cláudio, Ronan, Rui Moreira, Sérgio Ribeiro, Tomás
Treinador: Luís Castro

PENAFIEL: Coelho (g.r.); Luís Dias, Pedro Ribeiro, Amoreirinha, Pedro Araújo, Djibril, Mbala, Aldair, Caetano, Diogo Melo
Substituições: Ângelo Meneses por Caetano (76m), Bata por Mbala (70m) e Tiago Barros por Djibril (63m)
Não utilizados: Bruno, Bruninho, D. Martins e Tiago Ramos
Treinador: Carlos Brito

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Aldaír (15m), Gleison (47m), Pité (79m), André Silva (89m)
Disciplina: cartão amarelo a Omar Govea (33m) Diogo Melo (45m e 71m), Yero (58m e 83m), Djibril (59m) e Pedro Araújo (88m) e cartão vermelho por acumulação de amarelos a Diogo Melo (71m) e Yero (83m)

Por: Prodigio

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Exibição Pobre, Resultado Justo.



O FCPorto recebeu e venceu o Estoril a contar para a 3ª jornada da Liga por 2-0.

Depois do empate cedido na Madeira face ao Marítimo (com uma exibição pobre) havia grande expectativa e pressão face a este jogo.

Lopetegui sentiu a necessidade de mudar e a mudança foi radical, com a aposta em Brahimi para o corredor central, em detrimento de Herrera, e a integração de Tello na ala. Na lateral esquerda jogou Martins Indi, já habituado ao lugar.

Resultados da mudança? Bom... vale a pena analisar os dois lados da moeda, ou seja o processo ofensivo e o processo defensivo.

Não há dúvidas que no processo ofensivo Brahimi naquela zona oferece muito mais criatividade, qualidade de passe e capacidade de romper a defesa adversária. Isso foi óbvio nos primeiros 15 minutos (provavelmente o tempo que o Estoril levou a acertar marcações). E foi exactamente essa capacidade de Brahimi que resultou no 1º golo do Porto no jogo. Um golaço para todos os efeitos, numa grande jogada colectiva que passou por Maxi, Brahimi e termina com a eficácia de Aboubakar.

Um início prometedor, mas a moeda tinha 2 lados e outro lado estava prestes a fazer a sua aparição...

O que a equipa ganhou em criatividade e qualidade técnica com Brahimi, perdeu em controlo e consistência do meio campo. O Estoril conseguiu ter muita bola no meio campo defensivo do Porto e criar várias jogadas de perigo junto da baliza de Casillas.

Martins Indi à esquerda deu uma ajuda preciosa, mas era no meio campo que estava o problema. Danilo e Imbula formaram um duplo pivot disfuncional e passaram mais tempo a pisar os calcanhares um do outro do que propriamente a formar uma dupla construtiva e complementar. O Estoril aproveitava a descoordenação e Brahimi começou a partir dos 15 minutos a ficar mais e mais isolado. 

E foi a partir desse momento que o Estoril conseguiu anular o FCPorto. Sem Brahimi a construir (anulado por forte marcação) e com Danilo e Imbula de costas voltadas, os 3 da frente não existiram mais. Tello, Varela e Aboubakar viram cortado o cordão (Brahimi) que os ligava ao resto da equipa.

Adeus Porto! Olá assobios... 

Estoril a jogar mais do que devia e a criar mais perigo do que devia. Lopetegui viu isso mesmo e mesmo antes do intervalo troca Varela por André e Brahimi volta para a ala.

Esta mudança traz alguns frutos para a segunda parte, sobretudo no capítulo defensivo. O jogo continua confuso, mas o Estoril cria menos perigo. André traz garra e determinação, mas não traz a solução para todos os problemas do Porto.

E voltamos ao outro lado da moeda. O processo ofensivo. Danilo, Imbula e André são demasiado próximos no seu ADN e não conseguem trazer a criatividade necessária para um candidato ao título a jogar em casa. A entrada de Herrera não trouxe melhorias (mais uma vez um jogador demasiado próximo em características).

E acabou por ser um livre de Maicon a resolver a batalha e a desmoralizar o Estoril. A partir daí houve mais espaço para jogar e o Porto conseguiu criar mais perigo (boa entrada de Osvaldo).

No entanto, fica a ideia que o FCPorto ganhou a batalha, mas precisa de muito mais se quer ganhar a guerra.

Precisa mais que tudo de conseguir encontrar uma solução que equilibre os 2 lados da moeda. 

Fica a dica... talvez a solução não esteja nos milhões mas nos tostões. O futebol é um jogo de complementaridade. Sérgio Oliveira, André e Evandro parecem ser jogadores muito mais compatíveis com Danilo. Imbula parece ser um jogador muito mais compativel com Ruben e Herrera. 

Lopetegui terá muito trabalho neste jogo de cadeiras e poderá ter de deixar de fora alguém com estatuto em prol do melhor para a equipa.

Vem aí uma paragem para arejar as ideias.


Análise individual:

Casillas: Muito seguro e com duas excelentes defesas.

Maxi: O mais inconformado e o mais aplaudido (quem diria!). A sua vontade em resolver na frente acabou por lhe custar problemas extra com Gerso.

Maicon: Jogo regular coroado com um belo golo. Alguns erros no passe.

Marcano: Jogo regular.

Indi: Fundamental para dar mais consistência à defesa face à fragilidade do meio campo.

Danilo: Bons cortes, mas perdido na sua relação disfuncional com Imbula.

Imbula: Muito preso atrás. Pareceu um cavalo de corridas metido numa caixa de fósforos. 

Brahimi: Melhor em campo. Fez tudo o que podia dentro das suas características. Fundamental no melhor período da equipa e no 1º golo.

Varela: Apagado. Saiu cedo para dar lugar a André.

Tello: Apagado. Só apareceu nos últimos minutos quando o Estoril baixou os braços.

Aboubakar: Eficaz no golo. Desapareceu depois mais por culpa da equipa que dele.


André: Devolveu equilíbrio à equipa.

Herrera: Algumas arrancadas mas não fez a diferença.

Osvaldo: Entrou muito bem mas aí o Estoril já tinha desistido. A rever.


Ficha do Jogo:

Primeira Liga, 3ª jornada
Sábado, 29 Agosto 2015 - 18:30
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 40.609

Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa).
Assistentes: Venâncio Tomé e Nuno Vicente.
Quarto Árbitro: Luís Ferreira.

FC PORTO: Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Martins Indi, Danilo, Imbula, Brahimi, Varela, Aboubakar, Tello.
Suplentes: Helton, Rúben Neves, Dani Osvaldo (70' Aboubakar), José Ángel, Herrera (54' Imbula), André André (40' Varela), Alberto Bueno.
Treinador: Julen Lopetegui.

ESTORIL: Kieszek, Anderson Luís, Diego Carlos, Yohan Tavares, Mano, Afonso Taira, Babanco, Chaparro, Bruno César, Léo Bonatini, Gerso.
Suplentes: Georgemy, Billal (71' Bruno César), Tijane, Anderson Esiti (81' Anderson Luís), Diakhité, Dieguinho (88' Chaparro), Mattheus.
Treinador: Fabiano Soares.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Aboubakar (6'), Maicon (62') .
Disciplina: cartão amarelo a Maxi (9'), Aboubakar (49'), Afonso Taira (55'), Billal (71').


Por: Prodígio 
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