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domingo, 18 de agosto de 2013

FC Porto B 2 - 1 Trofense: Ao ritmo de Carlos Eduardo







Na 2ª jornada da II Liga, a equipa B do F.C. Porto voltou a contar com reforços da equipa principal, novamente com bons resultados. Desta vez, a Carlos Eduardo e Tiago Rodrigues juntou-se Kelvin.







E o jogo conta-se em grande parte através de um desses “reforços”: Carlos Eduardo foi claramente o melhor em campo e o jogo ofensivo portista passou todo pelos seus pés. O brasileiro foi quase sempre o mais recuado dos 3 médios portistas, com Mikel (outra novidade no 11, substituindo Herrera) a seu lado, mas maioritariamente ligeiramente adiantado. Tiago Rodrigues assumiu a posição 10 do meio campo. A defesa manteve-se inalterada e na frente Kelvin entrou para o lugar de Ricardo.

Foi então no meio campo que esteve a chave para mais uma vitória, meio campo esse que se vai ajustando ao da equipa principal, se bem que com ligeiras diferenças. 

No primeiro tempo, todo jogo foi pautado por Carlos Eduardo, que construiu de trás, desde a defesa, mas também já no meio campo ofensivo. Foi num desses lances que surgiu o 1-0: boa recuperação do número 20, à entrada da área do Trofense, e excelente assistência para Tozé que é travado em falta pelo guardião visitante. Penalti claro assinalado, mas ficou por mostrar o cartão vermelho. Na conversão, o mesmo Tozé não perdoou.

Toda a primeira parte se manteve num ritmo relativamente morno, mas sempre com o jogo controlado pelos portistas e sempre com Carlos Eduardo a ameaçar, com destaque para um fantástico passe para Kelvin que, isolado, permitiu a defesa a Conrado.

No reatar o Trofense entrou com outra atitude e cedo chegou à igualdade. A uma perda de bola na saída para o ataque portista, o Trofense respondeu com um ataque rápido onde toda a defesa foi apanhada desprevenida e onde se notou a falta de um 6 puro que não saia de posição. 

Os minutos seguintes foram de pressão dos visitantes e ficou novamente claro que jogar sem um trinco fixo pode causar muitos embaraços. Por sorte o golo não aconteceu nesse período.

Com o reaparecer de Carlos Eduardo no jogo e as entradas de Ivo e Tomás, primeiro, e Vion, pouco depois, o jogo da equipa B portista ganhou novamente agressividade.

Nesse período Tiago Ferreira falhou isolado, depois de boa combinação entre Carlos Eduardo e Kelvin e Vion e novamente Tiago tiveram cabeceamentos ao poste da baliza dos homens da Trofa. Entre esses lances, contudo, também o Trofense esteve perto do golo por 2 vezes, com Kadu a negar o mesmo em ambas as ocasiões.

No entanto a equipa portista nunca desistiu e foi premiada no último minuto. Jogada de insistência de Tiago Ferreira na área adversária, com a bola a sobrar para Victor Garcia que rapidamente a cruzou para Vion encostar. Estava feito o 2-1 e garantida nova vitória na II Liga.

Com 6 pontos em 2 jornadas, as perspectivas são boas e a integração de jogadores da equipa principal parece para durar. No entanto há arestas a limar, nomeadamente a questão do meio campo defensivo.




Análises individuais:

Kadu: Demasiado inseguro na 1ª parte, teve boas intervenções no final do encontro. Sem culpas no golo sofrido;

Victor Garcia: Tem sido uma boa surpresa nestes primeiros jogos, forte fisicamente, é muito difícil de bater na defesa e dá profundidade ao flanco. Decisivo no 2-1, com um bom cruzamento para Vion;

Zé António: O patrão da defesa esteve seguro no 1º tempo, mas é um dos culpados pelo golo do Trofense, ao deixar-se antecipar por João Jesus;

Tiago Ferreira: Muito mal defensivamente, cometeu um conjunto de erros que por sorte não tiveram males maiores. Também ele está ligado ao golo sofrido, estando mal posicionado. Redimiu-se ofensivamente, ao ser decisivo para o 2-1;

Quiñones: Mau jogo quer na defesa quer no ataque. Continua a ter erros posicionais básicos e ofensivamente teve um dia mau, parecendo até algo apático. Foi também apanhado desprevenido no golo do Trofense.

Mikel: Teve funções diferentes das habituais e ressentiu-se um pouco disso. Carlos Eduardo este quase sempre atrás dele sendo um corpo estranho para o trinco, que é daqueles que gosta de jogar sozinho. Não comprometeu e até teve algumas saídas de bola interessantes tendo, contudo, falhado na definição;

Carlos Eduardo: Claramente o MVP. Todo o jogo passou por ele, a construir de trás ou à frente, a assistir e até a defender mostrou agressividade. Contudo, nunca será um 6, e se mostra que sabe defender, não sabe no entanto ocupar a posição de um trinco puro;

Tiago Rodrigues: O mais apagado do meio campo. Não é um 10 mas é aí que tem jogado e ressente-se disso. Contudo, mostra também falta de agressividade e dá-se muito pouco ao jogo, escondendo-se demasiado;

Tozé: É um 10 que tem jogado na ala, onde pode beneficiar algumas das suas características, mas anda sempre mais longe do jogo. Mesmo assim, tal como os craques, voltou a ser decisivo ao ganhar e converter o penalti do 1-0;

Kelvin: Muito irrequieto no primeiro tempo, criou muitos desequilíbrios que acabaram por não ter consequências. Por vezes agarrou-se em demasia à bola, mas foi importante para manter a defesa adversária em sentido;

Caballero: O pior em campo. É certo que andou sempre pouco acompanhado na frente, mas quando a bola lhe chegou pouco fez. Saiu tarde;

Ivo: Boa entrada, assumindo a posição 10 e mostrando pormenores de grande qualidade. Mexeu com o jogo;

Tomás: Ajudou a segurar o meio campo e trouxe critério na saída de bola;

Vion: No pouco tempo que esteve em campo fez muito mais que Caballero em grande parte do jogo. Não se limitou a ficar à espera que a bola fosse ter com ele, caindo nos flancos ou vindo mais atrás buscá-la. Foi premiado com o golo da vitória ao cair do pano.


Ficha do Jogo:

FC Porto B-Trofense, 2-1
Segunda Liga, 2.ª jornada
17 de Agosto de 2013
Estádio de Pedroso, em Vila Nova de Gaia

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)
Assistentes: Pedro Garcia, Paulo Ramos
4.º árbitro: Pedro Felisberto

FC PORTO B: Kadú; Victor Garcia, José António, Tiago Ferreira (cap.) e Quiño; Mikel, Tiago Rodrigues e Carlos Eduardo; Tozé, Caballero e Kelvin
Substituições: Ivo Rodrigues por Tiago Rodrigues (71m), Tomás Podstawski por Mikel (71m) e Vion por Caballero (79m)
Não utilizados: André Caio, Bruno Silva, Leandro e André Silva
Treinador: Luís Castro

TROFENSE: Conrado; Mesquita, Luiz Alberto, Márcio e Zouain; Neves, Tiago (cap.) e Hélder Sousa; Rateira, Fonseca e Jesus.
Substituições: Jhoan Viafara por Jesus (64m), André Viana por Neves (73m) e Dennis por Fonseca (88m)
Não utilizados: Ricardo, Preciado, Paulo Monteiro e Henry Rua
Treinador: Luís Diogo

Ao intervalo:1-0
Marcadores: Tozé (20m, g.p.), Jesus (49m) e Vion (90m+5).
Cartões amarelos: Conrado (19m), Kelvin (43m), Hélder Sousa (45m), Zouain (75m), Jhoan Viafara (85m) e Dennis (90m+2)



Por: Eddie the Head

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Fica, Jesus!




É um drama muito sério
O que se vive na cruz
A derrocada do Império
Na crucificação de Jesus?

Não lh’entendem as palavras
Ou os seus actos suicidas
Os ensinamentos, as cátedras
Que salvariam as suas vidas!?

Tudo depositaram no profeta
As suas esperanças perdidas
Deixando de rezar a Meca
Voltaram às igrejas caídas!

Renovando noutra fé
Esta mourama convertida
Conspurcando Maomé
Escolhem de nov’o homicida?

Optam pelo Barrabás!
Jesus que seja crucificado!
Do Porto ficou atrás!
Não há perdão, renovado!?

Isso foi noutras eras
Há anos, nos calabouços
Quando tudo era quimeras
C’o Juiz Costa, e outros moços!

Aí a “verdade” propagara-se
Apesar do templo “invadido”
Um campeão, declarara-se!
Nesse pântano transcorrido!

Agora, é o beijo de Judas
C’a mesma metodologia
Nestas verdades orelhudas
S’edifica a “Cientologia”!

Um misto de fé e ciência
Orientada para a Luz
Em contas d’opulência
Dessa igreja de capuz!

Escondida dos olhares
Indiscretos, circunspectos
Desdenhosos dos “milhares”
De mais-valias nos Robertos!

Desses grandes cabeçudos
Não do enorme guardião
Que calados, ficam mudos
A comer tanto melão!

Por isso Jesus, salva-te!
Desce, de novo, da cruz
Olha qu’o Paraty ama-te!
E só por ti se seduz!…

Fica, por isso, Jesus!
Salva as tuas ovelhas
Faz deste reino, a Luz
Qu’iluminará 0′relhas!

O império pár’em suspenso
Para ver este calvário
Rola choro, lágrimas, incenso
P’la perda desse salário!…



Por: Joker

segunda-feira, 25 de março de 2013

Jackson Martinez contamos contigo!




Diz o ditado que no melhor pano cai a nódoa. 


No caso de Jackson Martinez infelizmente o ditado fez jus num dos momentos decisivos da época. Chegado este ano ao reino do Dragão Jackson cedo se assumiu com um futebolista de fina água  um digno sucessor de Falcao e na linha dos grandes pontas-de-lança que envergaram a camisola do FC porto.







Jackson cedo se ambientou a um continente diferente e a um futebol forçosamente diferente daquele a que estava habituado a jogar, apesar disso os jogos sucediam-se e Jackson mais não parecia que um veterano com longos anos de Azul e branco vestido, os golos surgiam em catadupa, alguns de uma beleza que rapidamente fizeram o seu nome e os seus gestos técnicos percorrerem meia Europa.





Chegada a fase decisiva da época e sobre Jackson cai a nuvem negra que por vezes cai sobre os melhores, infelizmente com três penaltis falhados, dois deles que hipoteticamente nos custaram vitórias e nos deixaram a não depender exclusivamente de nós para chegarmos de novo ao título.

Jackson já provou ser um super jogador, um homem de fortes convicções e confiança. Ele que esta época tem jogado os jogos praticamente todos, sem descanso, sem paragens e com inúmeras viagens inter-continentais para estar também ao serviço da sua selecção  o que também faz dele um super atleta, mas também nos demonstra que é preciso ter cuidado com os exageros, que a competição sem pausa lhe pode causar em dano sobretudo nesta fase da época em que tanto dele vamos precisar.

Não é hora de fazer balanços sobre a utilização em excesso ou não de Jackson (o treinador e ele próprio mais que ninguém saberão de que forma foi feita a gestão e em que condições ele se apresentará no derradeiro terço da época, altura de todas as alegrias ou tristezas) é altura sim de pedirmos uma dose de esforço e alegria extra, de mentalidade positiva e de confiança extremada.

É um Super Jackson que esperamos para o fim de época, um jogador com a alegria dos primeiros jogos e mimado para render o que dele precisamos, ele merece por tudo que fez que o fim seja como no melhor dos filmes, ou seja feliz, e nós merecemos festejar junto com Jackson Martinez mais um campeonato para o nosso clube.





Por: Rabah Madjer

terça-feira, 19 de março de 2013

FCP – Uma escola de treinadores e jovens talentos




De acordo com o que podemos constatar no site oficial do clube azul e branco, o Dragon Force é um projeto inovador que sob o lema, “Tu tens o poder do Dragão”, o F. C. Porto desbrava novos caminhos de orientação desportiva própria, no sentido de encontrar e formar jovens talentos nas mais diversificadas modalidades do clube, se bem que, como será óbvio, o futebol se manifeste como um objetivo central, fazendo também enaltecer a cultura e mística azul e branca, partilhando o quotidiano de um emblema ganhador com uma prática centenária, lúdica e privilegiando o crescimento sustentado dos mais jovens com a sociedade onde estão inseridos.





O projeto Dragon Force tem na sua política de desenvolvimento e de conceito associado à sua génesis várias variáveis, como são o caso da Expansão Dragon Force, onde quem quiser se pode candidatar a abrir uma escola de futebol jovem com o apoio da estrutura azul e branca; o Road-Show que tem como principais metas levar a marca azul e branca e a sua cultura a todos os jovens em vários locais do país, dando assim a oportunidade a todos os participantes sob a superior orientação da estrutura do FCP, praticarem a sua modalidade preferida, sentirem de perto o poder de ser Dragão e mostrando ao mesmo tempo todo o seu talento e potencial, para se assim for a vontade de ambas as partes, poderem depois fazerem parte do quadro efetivo de jovens talentos do clube; o Campo de Férias aproveitando os períodos de pausas escolares, onde centenas de crianças entre os 6 e 13 anos têm oportunidade de conhecerem o Centro de Treino da equipa sénior no Olival e o Vitalis Park na rua da Constituição, e praticarem nos parques dos seus sonhos futebol em diferentes torneios organizados pelo clube; ou ainda os Clinics, outra vertente do projeto Dragon Force, que tem como finalidade proporcionar às crianças que se quiserem associar a esta iniciativa um dia inesquecível, através de uma visita guiada ao mundo do FCP, onde se destaca a visita ao Estádio do Dragão, a visualização de um vídeo sobre a história e as conquistas do clube, visita ao centro de treinos Vitalis Park, oferta de um Kit Dragon Force, almoço e lanche no Sports Café Vitalis Park, seguido de um treino tático e técnico, e por último uma foto oficial com os treinadores envolvidos, várias sugestões e surpresas para memória futura que todos os participantes nunca irão esquecer, perpetuando desta forma o espírito de equipa e a mística azul e branca para as gerações futuras.

No que diz respeito à escola de treinadores portugueses, é também de salientar o grande número de jovens treinadores que têm passado pelo FCP, onde depois de conquistarem vários títulos no clube azul e branco, continuam a sua senda vitoriosa ao serviço das melhores equipas estrangeiras como serão os casos de José Mourinho e André Vilas-Boas como principais intérpretes deste desiderato, a que se podem juntar numa segunda linha o atual treinador Vitor Pereira, Domingos Paciência, Pedro Emanuel e o excelente trabalho este ano realizado por Nuno Espírito Santo no Rio Ave, se bem que precisará de ser melhor consolidado num futuro próximo, o que vem provar que o projeto e a marca FCP também nesta área tem uma missão e uma orientação desportiva meritória.

Por: Natachas.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Símbolos à Simplício: Centro Cult. e Desp. de Couvelha



Nome: Centro Cultural e Desportivo de Couvelha
Fundação: 1925 e refundado a 1965 à imagem e semelhança do FC Porto
Localização: Couvelha, Anadia
Associação: Associação de Futebol de Aveiro
Divisão actual: AF Aveiro, 2ª Divisão


Símbolo mais à Simplício é difícil. A malta em Couvelha mudou as letras e está feito. Nada de mexer muito mais no que já é bonito.





Por ser um decalque do símbolo grandioso do FC Porto, tem na sua base uma bola de futebol típica do início do século XX. Cosida em ambos os topos num ponto central e com os famosos cordões laterais. 

Digamos que eram bolas com esfericidade dúbia e sorvedouros de água, em dias de chuva.

O interessante em alguns símbolos à Simplício é acompanhar a evolução do esférico. Em Couvelha demos o pontapé de saída.



Continuamos a apelar aos nossos leitores para compartilharem connosco os símbolos à Simplício que conheçam.



Por: Breogán
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