segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Segunda liga: Penafiel 2 - 0 FC Porto B







Derrota justa por parte do FC Porto na deslocação a Penafiel onde a equipa da casa foi mais forte no conjunto dos 90 minutos, vencendo por 2-0 com golos do goleador Rui Miguel e já na entrada dos últimos minutos da partida o médio Sérgio Organista (já passou pelo FC Porto) fez o segundo golo da sua equipa após marcação de uma grande penalidade.





O Penafiel no início da temporada era uma das equipas que compôs um plantel de forma a lutar pelos primeiros lugares deste campeonato, mas a irregularidade dos resultados têm proporcionado estas subidas e descidas constantes. Apesar de tudo mantém-se perfeitamente na luta, sendo que nos jogos em casa costuma apresentar-se muito forte e sem dúvida será um belo testes às capacidades da nossa equipa, perante um Penafiel bem orientado por Miguel Leal, contando com um modelo de jogo onde a posse e o futebol apoiado são vertentes obrigatórias no seu jogo, tentando sempre jogar o jogo pelo jogo seja contra quem for, faltando um ou outro elemento acima da média que pudesse acrescentar outra qualidade.

Neste jogo, o Penafiel já pôde utilizar os indiscutíveis Fábio Ervões e Sérgio Organista (estavam castigados) e assim sendo o Valente e o Robson foram os sacrificados do onze, com o Penafiel a apresentar um 4-3-3 (no meio-campo o triângulo invertido). Nas laterais, tanto o Gabriel como o Vítor Bruno são dois jogadores que gostam de atacar e nem sempre apresentam um comportamento defensivo exemplar. À frente do guardião Coelho, os centrais Pedro Santos e o Fábio Ervões, completando desta feita o quarteto defensivo. 

Destacar a excelente organização que demonstram no sector defensivo e intermédio, com as linhas bem próximas uma da outra, na qual relevam um grande espírito de entre ajuda, dando então coesão e sobretudo músculo ao meio-campo, sendo que a nível técnico neste sector possuem um jogador mais posicional (Elísio em detrimento do habitual Ferreira) e um box-to-box, que é fundamental na estratégia delineada pelo treinador (Rafa), acompanhando igualmente como médio interior o Sérgio Organista. 

Na frente de ataque, o Rui Miguel é um ponta de lança que dispensa apresentações, e faz uso e bem da experiência, sendo a principal referência ofensiva deste Penafiel, sendo colocados nas faixas o Diogo Viana e o Coronas.

No FC Porto, infelizmente não conseguiu colocar em prática o seu jogo, tendo dificuldades em ter bola no meio-campo adversário, faltando provavelmente maior capacidade na circulação de bola, fundamentalmente outro tipo de objectividade no sector ofensivo e raramente o Coelho foi posto à prova. O melhor período dos dragões sucedeu a meio do segundo tempo, sendo que relevou nesse período maior asserto nas saídas, contudo apareceu-lhe pela frente uma equipa bem organizada, com as linhas muito próximas e fechando ao máximo todas as linhas de passe possíveis e provavelmente a melhor oportunidade do FC Porto aconteceu nos primeiros 45 minutos e através do lateral Victor Luís, que regressou ao onze, em virtude do colombiano Quiño ter jogado pela equipa principal.

Este desaire não vem comprometer a ambição e objectivos do FC Porto para o que resta desta temporada, sendo que na próxima jornada haverá jogo grande no Estádio do Pedroso, com a equipa "B" do FC Porto a receber o Sporting "B", que encontra-se actualmente na segunda posição.



Análises individuais:


STEFANOVIC - não é responsável pelos golos sofridos. Não esteve propriamente em dia sim a jogar com os pés.

DAVID BRUNO - a regularidade do costume, tentando não comprometer na defesa e seja o Diogo Viana como o Coronas, tiveram dificuldades quando encararam o lateral na situação de um para um. Falta-lhe ser mais forte e dinâmico quando apoia o ataque.

ABDOULAYE - alguns lapsos deste central pouco habituais. Comete a grande penalidade que garante o golo da vitória ao Penafiel, após a bola lhe bater no braço.

ZÉ ANTÓNIO - algumas dificuldades para travar o Rui Miguel, mas por norma pautou pela solidez e jogar de forma simples, não procurando inventar. Ainda marcou um golo, mas foi prontamente invalidado pelo árbitro assistente, por encontrar-se em posição irregular.

VICTOR LUÍS - provavelmente o melhor elemento da defesa neste jogo, ele que criou a melhor oportunidade da equipa. 

PEDRO MOREIRA - vem já de uma série longa de jogos muito bem conseguidos, mas desta feita não esteve ao nível habitual. Algo perdido na zona intermédia.

MICHAEL SERI - outro jogador que esteve aquém. Bem substituído.

TOZÉ - a garra do costume, no entanto não conseguiu desequilibrar e perdeu muitos duelos individuais.

KELVIN - presa fácil para o lateral Gabriel e só uma ocasião conseguiu ultrapassar o jogador contrário e centrar com relativo perigo no lado esquerdo do ataque.

DELLATORRE - teve pouca bola e quando é assim, é complicado...

SEBÁ - tal como o Kelvin, também jogou os 90 minutos e este ainda esteve um pouco abaixo do seu compatriota. Procura constantemente diagonais da direita para o meio. O problema...é que as fazia com marcação em cima e com um raio de acção muito curto.

SÉRGIO OLIVEIRA - não veio acrescentar quase nada, no entanto há que registar um ou outro bom apontamento individual.

VION - assim que entrou protagonizou um excelente arranque na esquerda, mas depois foi desaparecendo aos poucos...

FÁBIO MARTINS - entrou nos descontos. 



Por  dragão Orgulhoso

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