quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O FC Porto e o Fundos de partilha de passes.








O FC Porto tem como aliados na partilha dos passes dos seus atletas desde à anos a esta parte Fundos Económicos, o que não deixa de ser uma forma de gestão, mas que aqui e ali é motivo de conversa e critica de sócios e simpatizantes.






O que eu acho disso?

Bom não sendo um perito e pouco percebendo dessas engenharias financeiras o que me apraz dizer é que sendo o FC Porto um clube de topo a nível mundial, com uma politica de investimento e valorização de jovens oriundos dos mais diversos cantos do mundo (mais vulgarmente da América Latina), sendo conhecido e elogiado pelo modelo de negócio de comprar barato (nem sempre, ver caso Danilo) e vender caro, atrai por inerência Fundos Económicos que vêem nos activos Azuis e Brancos uma fonte de investimento e partilha de risco na compra de percentagens dos passes dos atletas.

Os fundos vêem naturalmente no nosso clube uma maneira de terem lucro a médio prazo e o nosso clube vê nos Fundos aliados poderosos e preciosos no financiamento para a compra dos atletas.

Sendo Portugal um país periférico, ainda por cima sobre grande austeridade, com clubes a falir, bancos a cada vez mais fecharem as portas a empresas, nomeadamente se estas tentam contratualizar empréstimos de alto risco, o FC Porto alia-se a fundos e constitui-se como um caso de sucesso na gestão partilhada e financiamento dos seus recursos.

Podem dizer que os fundos têm demasiado lucro, sim têm, mas que financiador entraria para um negócio sem ter o lucro como principal objectivo?

O futebol sendo um negócio de de risco, onde muitos factores estão envolvidos, investir com um clube no passe de um atleta também não deixa de não ser um risco para os nossos parceiros, basta assim de repente citar nomes como Walter, Orlando Sá, Tomás Costa, Prediguer entre outros e perceber que nem tudo são rosas para os investidores.

Depois existem, claro que sim, os casos excepcionais como João Moutinho e James Rodriguez em que se vê o lucro somado em pouco tempo, sim esse é o lado positivo da partilha e a razão dos financiadores se aliarem ao nosso clube. Quem diz estes diz Hulk e muitos mais que felizmente têm sido vendidos por preços admiráveis para a realidade portuguesa.






Tomando por exemplo o caso especifico de de James Rodriguez e a sua substancial valorização, podemos dizer que a sua percentagem foi vendida quando a valoração da mesma ainda não estava substancialmente em alta, entretanto face ao valor do atleta, o valor do seu passe aumentou e encontra-se agora  contas por alto a sensivelmente 24 milhões de euros, o que faz com que o clube a compre agora o que vendeu anteriormente a  preço substancialmente mais elevado.





Claro que no futuro não o iremos vender por isso, venderemos certamente por muito mais.

E depois a valorização é um risco, o atleta pode valorizar ou desvalorizar, relembro que ele quando chegou não vingou logo, muita gente inclusive pôs a sua real valia em causa e  até ele próprio arranjou alguns problemas, falou demais até via empresário, depois com o seu natural  talento e adaptação acabou por valorizar com toda a naturalidade.

Ora o clube compra agora por menos do que ele efectivamente vale (se comprasse no verão o valor seria muitíssimo superior face aos interessados que previsivelmente aparecerão), creio que isto é evidente. 


Será a solução ideal? 

É uma entre outras, mas a que tem dado frutos e tem permitido partir para investimentos que de outra forma não seriam possíveis, aumentando o patamar e o nível das aquisições, se a isso conseguirmos aliar uma maior assertividade na politica de contratações e nos garantirá sem duvida a manutenção como um caso de sucesso a nível mundial na compra/venda/valorização de atletas, e é esta politica que nos permite manter na linha da frente e não sermos um Sporting qualquer.

Esta é a minha opinião e a leitura que faço deste tipo de negócio, desafio os leitores a apresentarem as suas!



Por: Rabah Madjer
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