quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Revista de Imprensa - 20 de Fevereiro 2013


João gigante nos jornais



   A imprensa desportiva portuguesa desta quarta-feira reparte as suas atenções nas primeiras páginas com dois grandes temas: a vitória do FC Porto sobre o Málaga, com um golo solitário de João Moutinho, e a confirmação da candidatura de José Couceiro à presidência do Sporting.
O médio portista domina as manchetes dos jornais O Jogo e A Bola, enquanto o Record prefere dar maior destaque aos desenvolvimentos nas eleições do Sporting, agendadas para 23 de março.





O Jogo:

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- FC Porto «Goleada de um golo só, vantagem garantida por Moutinho é curta para traduzir a forma como os Dragões asfixiaram os espanhóis»




- “Sporting: Couceiro e Carvalho com duelo marcado”
- “benfica: Passar o Bayer vale sete jogos em 22 dias”






Record:

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- FC Porto «Grande Moutinho, Dragões à frente na eliminatória, com golo do inesgotável João»



- “’Vou Avançar!’ José Couceiro confirma que é candidato”
- “Godinho Lopes fora da corrida”






A Bola:

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- FC Porto «Gigante do costume: Moutinho juntou gola a outra grande exibição»




- “José Couceiro: ‘Sou candidato’”
- “Jorge Jesus: Jogo 50 na Europa pelas águias”
- “Taça da Liga: Recursos confirmados”






Notícias sobre o FC Porto:



LC: F.C.Porto-Málaga, 1-0

A fábula do gigante. Mágica, enternecedora, conciliadora de desejos e aspirações ao altar europeu. O gigante esmaga, o gigante arrasta e marca. Impressiona pela inteligência, diligencia com urgência, rodeia-se de uma plêiade sabedora e de confiança: João Moutinho, o gigante, faz deste F.C. Porto cada vez mais maior.

O golo, prémio justo ao autor, sabe a pouco. A diferença entre dragões e andaluzes foi bem superior a esse detalhe. No Dragão, os dois mundos raramente se tocaram. O Porto é maior, é melhor, tem a obrigação de se fazer ouvir no La Rosaleda e seguir em frente.

Sem ser oficial, o documento é reconhecido por todos. Neste relvado, os resultados indicam que o predador é o que lá vive e as presas são o que o visitam. É a lei dura de uma selva azul e branca e raramente a lógica deixa de prevalecer.

Neste jogo de Champions, o quarto classificado da liga espanhola não foi exceção. Entregou-se ao papel de expetativa assustada, de ambição triturada pela posse de bola, de dúvida perturbada perante uma gentileza que enleia e engana.

Os Destaques: Moutinho e Alex Sandro acima de todos

Helton teve noite descansada, tão poucas foram as bolas que lhe chegaram. O Porto foi ditador em terreno minado, fez uma pressão alta asfixiante e justificava, insistimos, muito mais do que um mero golo.

Esse chegou, já com atraso, aos 56 minutos. Nasceu no génio de um Alex Sandro impressionante (aguentou duas cargas antes de cruzar) e morreu na baliza do Málaga, empurrado com altivez e cavalheirismo pelo gigante de nome Moutinho.

Os espanhóis pediram fora-de-jogo. Com razão. No estádio foi impossível atestar a veracidade dos protestos, mas a televisão anulou a dúvida. Justiça poética?

Voltemos a Moutinho. O que jogou, o que fez jogar, o que debruou na noite do Dragão é world class. João Moutinho já é um dos melhores médios do mundo, um honoris causa na arte do passe, da visão, do futebol cerebral.

Toda a consciência mágica do F.C. Porto esteve armazenada no cérebro deste gigante, mas outros houve em grande plano. Alex Sandro, já o referimos, Fernando, Jackson, Otamendi.

Este Porto cresceu bem. Descobriu a segurança do futebol horizontal, a coragem da verticalidade e observa como poucos a relevância da circulação de bola. É como se o sangue do seu organismo circulasse também nesse ciclo que atrai e encanta.

Pena é, lá está, que tamanha superioridade não permita ir totalmente tranquilo a Málaga. Apesar de rebaixado ao estatuto de figurante sorridente, o emblema espanhol sai vivo da refrega e a acreditar que é possível fugir à eliminação.

Izmaylov esteve a centímetros de marcar, Fernando escorregou quando podia ter feito golo. Duas ocasiões mais numa noite controlada durante 90 minutos pelos bicampeões de Portugal.

O futebol dispensa certezas e foge de título feitos à pressa. Os sintomas, porém, apontam num sentido claro: há Porto, há Champions, há um gigante mandão a querer aparecer na Europa.

Esta fábula merece mais capítulos na Liga dos Campeões.




As reações portistas à vitória sobre o Málaga

Leia as reações do lado portista à vitória por 1x0 sobre o Málaga, esta terça-feira no Estádio do Dragão, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. João Moutinho fez o único golo da noite.

Vítor Pereira: «O nosso primeiro objetivo era a vitória, o segundo não sofrer golos, mas depois do jogo que fizemos, com grande qualidade do primeiro ao último minuto, penso que justificámos o segundo golo. Por isso, só não estou inteiramente satisfeito por não termos conseguido o 2x0, que traduziria melhor o que se passou em campo. A diferença entre a Champions e as outras competições é que um erro, um desequilíbrio, um momento em que não estamos bem posicionados pode permitir um golo ao adversário. Por isso, era importantíssimo não sofrer golos. Mas fomos uma equipa dentro da nossa identidade, é este o FC Porto que eu quero, um FC Porto pressionante, que quer jogar, que quer marcar golos. Só lamento não termos chegado ao segundo golo.»

João Moutinho: «Conseguimos um bom jogo e um bom resultado. Controlámos do princípio ao fim, podíamos ter dilatado a vantagem, mas foi uma boa vitória. O importante era ganhar sem sofrer golos e agora vamos trabalhar em Málaga para passar a eliminatória.»

Jackson Martínez: «Importante foi termos cumprido o objetivo, que era ganhar sem sofrer golos. Agora temos de pensar no próximo jogo, que será muito mais difícil, pois será aí que tudo se definirá. Queremos fazer o mesmo jogo que fizemos cá. O objetivo era ganhar, independentemente de quantos golos íamos marcar. Agora queremos ir a Espanha fazer um bom jogo, com o objetivo de seguir em frente.»

Lucho González: «O importante era ganhar, o segundo objetivo era não sofrer golos. Sabemos que a segunda mão será difícil, mas estamos contentes porque fizemos um grande jogo. Mas conseguimos estar em cima dos homens chave deles, foi uma lástima não fazermos outro golo.»

James Rodríguez: «Penso que jogámos bem, fomos muito bons e esperamos agora ir a Málaga fazer o mesmo jogo. Vai ser um jogo diferente, onde o Málaga vai sair para ganhar. Nós temos de continuar assim, pois assim vamos passar à próxima fase. E por que não sonhar com a conquista da Champions?»

Otamendi: «O resultado é bom, mas sabe a pouco. Está tudo em aberto. Era importante termos feito mais golos. Temos de fazer um bom jogo em Espanha, mantendo a nossa identidade. Vamos ter de respeitar o adversário, apesar de hoje termos sido melhores».

Fernando: «Pensei que o jogo ia exigir outra preocupação defensiva de minha parte. A equipa permitiu que eu atacasse mais, fizemos uma pressão muito alta e um excelente jogo. Podíamos ter obtido ainda um resultado melhor, mas sabemos que temos equipa para vencer em Málaga. Eles vão tentar inverter o resultado e estaremos preparados para isso».




O que se diz lá fora da vitória do F.C. Porto?

Imprensa espanhola traz para título golo em fora de jogo de João Moutinho.

A imprensa espanhola é praticamente unânime em destacar em título o facto do F.C. Porto ter vencido com um golo em fora de jogo. No entanto, em nenhum dos grandes sites do país vizinho é referido que o triunfo azul e branco foi injusto: pelo contrário, os jornais destacam um F.C. Porto muito forte.

«Falharam o Málaga e o árbitro», titula por exemplo o As, de Madrid, acrescentando que «o Málaga não foi o Málaga, encolhido, superado, passou em bicos de pés pelo jogo mais importante da sua história». «O Porto tem ingredientes de equipa grande. Competitivo até ao fim», pode ler-se.

Já a Marca titula que «um golo em fora de jogo tomba o Málaga», mas acrescenta que o F.C. Porto deu «uma lição de realidade» e «tirou da experiência para se impor com clareza». O jornal considera Antunes o melhor em campo e critica a ausência das estrelas Isco, Joaquin e Santa Cruz.

O Sport titula também que «um golo em fora de jogo tomba o Málaga» e adiantou que «o Porto foi melhor e pôde sentenciar a eliminatória». Já o Mundo Deportivo é mais duro e escreve que «o Málaga, roubado, sai vivo do Porto», para adiantar que a equipa «soube parar o futebol ofensivo» do F.C. Porto.

Fora de Espanha, no Brasil, por exemplo, o golo em fora de jogo não ganha honras de manchete. O Globoesportes titula «ficou barato», acrescentando que o F.C. Porto criou muitas oportunidades de golo mas só fez um golo. «O Porto rematou 17 vezes, contra uma do Málaga, e podia ter goleado.»








Por: Cubillas

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