segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Revista de Imprensa - 11 de Fevereiro 2013


FC Porto e benfica, tão diferentes e tão iguais



Os empates dos líderes da Primeira Liga Portuguesa dominam as manchetes dos jornais desportivos desta segunda feira.

A 18ª jornada foi pródiga em empates. O benfica foi à Madeira empatar, e o FC Porto também não foi além do empate, na receção à equipa do Olhanense.
O jornal “A Bola” e o “O Jogo” combinam no título e escrevem «inseparáveis», já o jornal “Record” titula «partidas de Carnaval».
A derrota do Sporting em casa frente ao Marítimo também ocupa espaço nas capas.
“A Bola” fala do pobre saldo de golos marcados pelos leões: «Pior ataque não há». O “Record” também alinha pelo mesmo diapasão: «Leão afunda-se e é o pior ataque do campeonato». Por último, o jornal “O Jogo” opta por realçar as declarações do treinador leonino: «Jesualdo não se lembra de nada assim».


O Jogo:

Thumb resize.


- FC Porto «Portistas não perdiam pontos em casa há 11 meses; "Lancei Sebá e Tozé porque acredito neles", Vitor Pereira nega falta de banco »

- “’Inseparáveis: águias escorregam na Madeira (Nacional 2-2 benfica), mas Jackson perdoa o deslize no Dragão ( FC Porto 1-1 Olhanense)"
- “Pedro Proença atingido por garrafa e puxado pelo paraguaio Cardozo"; Cardozo e Matic expulsos na Madeira"
- "Sporting 0-1 Marítimo: o pior ataque da Liga (16 golos); Jesualdo não se lembra de nada assim."
 



Record:

Thumb resize.


- FC Porto «Jackson no melhor e no pior; chega aos 19 golos e falha penalti; Targino foi o segundo a marcar no Dragão»


- “Partidas de Carnaval: águias e Dragões derrapam e seguem de braço dado (Nacional 2-2 benfica; FC Porto1-1 Olhanense)"
- “Cardozo (bem) e Matic (mal) expulsos; Proença atingido por garrafa; benfica vai pedir sumaríssimo para Candeias"
- “Sporting 0-1 Marítimo: leão afunda-se  e é o pior ataque do campeonato"



A Bola:

Thumb resize.



- FC Porto «Jackson falhou penalti»


- "Inseparáveis! águia escorrega na Madeira (Nacional 2-2 benfiica), mas Dragão não aproveita (FC Porto 1-1 Olhanense); candidatos ao título continuam ladado a lado; só a seguir à 4ª jornada não tinham os mesmos pontos."
- "Proença no olho do furacão"
- Sporting 0-1 Marítimo: pior ataque não há; segunda derrota seguida de Jesualdo Ferreira; quarto desaire em casa e quarto jogo em branco."





Notícias sobre o FC Porto:




Deschamps está a seguir Mangala

Eliaquim Mangala está a fixar-se no FC Porto e as exibições que tem feito ao serviço dos azuis e brancos tem despertado a atenção dos franceses, podendo estar para breve uma chamada à seleção principal gaulesa.

Raymond Domenech, ex-selecionador da França, considera que Mangala é um jogador diferente e adianta a informação de que está a ser observado por Didier Deschamps, atual selecionador francês.

«O Didier está ao corrente e já falámos sobre ele. Quando vemos jogadores como este é preciso assinalá-los», afirmou Domenech à imprensa francesa.

«O Mangala tem qualquer coisa. Tem carácter», acrescentou sobre o jogador que o FC Porto contratou na temporada passada ao Standard Liège.


Omissão no regulamento pode salvar dragões na Taça da Liga - sobre utilização de futebolistas na prova

Uma omissão no Regulamento de Competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) poderá salvar o FC Porto das sanções propostas pela Comissão de Instrução e Inquérito (CII), segundo entendimento de fonte ligada ao processo.

A mesma fonte considera que existe uma omissão nos regulamentos que definem as regras de utilização de jogadores na Taça da Liga que pode ilibar o FC Porto de ser afastado da competição.

Em causa está a utilização por parte do FC Porto dos jogadores Fabiano, Sebá e Abdoulaye no jogo FC Porto-Vitória de Setúbal, da Taça da Liga, menos de 72 horas após terem participado no jogo FC Porto B-Naval, referente à 2.ª Liga.

Segundo o inquérito levado a efeito pela LPFP, o FC Porto utilizou os três jogadores na Taça da Liga 71 horas e 41 minutos após o final do jogo FC Porto B-Naval, facto que pode afastar os dragões da prova.

A omissão em causa decorre do facto de o Regulamento de Competições da Liga, concretamente no anexo terceiro, que regulamenta a Taça da Liga, não dispor de qualquer norma que imponha restrições à participação e utilização de jogadores.

Diz aquele regulamento que podem nela participar "todos os jogadores inscritos".

"A haver restrição de utilização de jogadores nos jogos da Taça da Liga, tal desiderato teria de ser devidamente salvaguardado no Regulamento da Competição, o que não acontece", entende a mesma fonte, admitindo existirem "boas hipóteses" do Conselho de Disciplina (CD) da FPF "acolher a tese da defesa" do FC Porto, quando na quarta-feira tomar uma decisão sobre o caso.

A restrição à utilização de jogadores está prevista no Anexo V ao regulamento de competições da Liga, que foi aprovado em dezembro de 2011, exclusivamente para regulamentar a inscrição e participação das equipas B na 2.ª Liga por clubes da Liga.

As conclusões da instrução e do inquérito levado a efeito pela CII procuram contrariar essa omissão, ao invocar o artigo 23.º do Regulamento da Taça da Liga, quando este se refere à integração dos casos omissos e determina que "todas as situações não previstas no presente Regulamento se regem pelo disposto nos regulamentos aplicáveis às competições organizadas pela Liga em vigor em cada época desportiva, salvo nos casos em que essa aplicação supletiva se mostre incompatível com as especificidades da Taça da Liga".

"A aplicar-se seria o Regulamento de competições da Liga e não o Anexo V, que é um regulamento de inscrição e participação de equipas B na 2.ª Liga por clubes da Liga", sustentou a fonte contactada pela Lusa, para quem a LPFP não cuidou, se fosse essa sua vontade, na revisão do Regulamento de Provas da presente época, de "transpor para o Regulamento de Competições a restrição de utilização de jogadores".

De acordo com esta fonte, um clube "não pode ser punido por aplicação analógica de uma norma que não está prevista no regulamento da competição em causa" (Taça da Liga).

O citado Anexo V dispõe, no seu artigo 13.º, que "qualquer jogador apenas poderá ser utilizado pela equipa principal ou equipa B, decorridas que sejam 72 horas após o final do jogo em que tenha representado qualquer uma das equipas, contadas entre o final do primeiro jogo e o início do segundo" e visa, segundo a mesma fonte, salvaguardar o "fair-play" e a integridade da 2.ª Liga, ao impedir que jogadores mais cotados possam participar nesta competição, desequilibrando-a, o que seria eticamente reprovável e poria em causa a verdade desportiva.

Além do entendimento que faz do Anexo V do Regulamento de Competições não se aplicar à Taça da Liga, o FC Porto alegou, na sua defesa, que a observância das 72 horas de descanso não é imperativa.

Com efeito, o n.º 7, alínea a), do artigo 23.º do Regulamento de competições da Liga, dispõe que "salvo acordo escrito entre os clubes contendores, qualquer jogo oficial de competição nacional deverá respeitar um intervalo entre jogos de 72 horas, calculado entre o final do primeiro jogo e o início do segundo jogo da competição nacional".

O que significa que se está perante uma norma de caráter supletivo, que pode ser afastada por vontade das partes e que resulta na possibilidade dos clubes agendarem a marcação de jogos das competições para períodos em que a regra das 72 horas não é observada.

As conclusões da CII, remetidas para o CD da FPF, apontam para a aplicação de uma sanção de derrota do FC Porto no jogo com o Vitória de Setúbal, da Taça da Liga, para a subtração de dois a cinco pontos e para uma multa, além da suspensão, entre um a quatro jogos, dos jogadores Fabiano, Sebá e Abdoulaye.



Por: Cubillas

Enviar um comentário
>