sábado, 9 de fevereiro de 2013

Segunda Liga: Belenenses 2 - 1 FC Porto B (Crónica)







Deslocação difícil a que hoje levava o FC Porto B a  deslocar-se a Belém para defrontar o líder do Campeonato, e com uma baixa de vulto na sua equipa, a "estrela" Tozé desta feita não iluminava a equipa Azul e Branca. Infelizmente o resultado do jogo seria padrasto para a jovem turma Azul e Branca.







Sem o referido Tozé, substituído neste encontro directamente por Sérgio Oliveira que jogaria um pouco mais adiantado sobre o centro do terreno e sem Pedro Moreira substituído directamente por Mikel, o FC Porto entrou muito bem e  desinibido em jogo, procurando o domínio do  meio-campo onde tentava ganhar ascendente. 

Como corolário da excelente entrada em jogo logo aos 6 minutos após boa solicitação de Edú para Dellatorre, com este fugir e a cruzar para Seri inaugurar o marcador numa boa jogada colectiva da nossa equipa, estava feito o 1-0, simples e bonito!

O Belenenses reagiu bem ao golo sofrido, procurava ganhar ascendente e procurar o tento da igualdade mas seria de novo o FC Porto aos 15 minutos por Dellatorre de cabeça, após excelente trabalho de Quinõ a obrigar Matt Jones a excelente defesa.

Nova oportunidade de golo no jogo só surgiria já sobre os descontos da primeira metade, a única por parte da turma da casa em lance de bola parada que o guardião Azul e Branco Stefanovic resolveria bem a soco.

A primeira parte do encontro pautou-se basicamente por um forte equilíbrio a meio-campo, com o jogo muito dividido no centro do terreno com um Belenenses esforçado, mas onde o equilíbrio só era desfeito aqui e ali por iniciativas individuais que marcavam a diferença, sobretudo por por parte da turma portista moralizada pelo golo madrugador. 

A segunda metade do encontro começaria sem substituições em qualquer das equipas,  equipa da casa procurava ir atrás do prejuízo e o FC Porto a procurar controlar o jogo de forma a manter ou até aumentar a vantagem.

O Belenenses entrava mais forte,  nos primeiros 5 minutos tentaria forçar no ataque, com o FC Porto na expectativa mas sem perigo de maior. O FC Porto responderia com mais um delicioso pormenor de Dellatorre a servir na perfeição Edú com este a rematar fraco e à figura de Matt Jones (o melhor em campo)  para defesa fácil.

Aos 54 minutos de jogo de novo Edú a mostrar-se perdulário após excelente assistência de kelvin, sozinho perante o guardião da casa falharia o que parecia um golo certo.

Era um FC Porto expectante e de transições rápidas o que abordava a segunda metade do encontro, com o meio-campo a servir a velocidade especialmente de kelvin, que a espaços se revelava um quebra-cabeças para a defesa de Belém. O Belenenses lançava o veterano Desmarets em campo, procurando com a sua experiência e força física ganhar a luta no centro do terreno e aos 59 minutos viu Stefanovic defender ao segundo poste nova tentativa de empate.

O jogo estava melhor nesta segunda metade, as oportunidades de golo apareciam agora para as duas equipas quase numa toada de parada-resposta, saía a ganhar o jogo e quem o via quer pela televisão quer no estádio.

Mas seria o Belenenses que a partir dos 60 minutos de jogo se assenhoraria do jogo, dando músculo ao seu sector central, criando mais oportunidades de golo junto à baliza portista, com a equipa Azul e Branca a não conseguir montar a teia entretanto estabelecida pela turma lisboeta a meio campo.

Aos 80 minutos de jogo o balde de água fria para a equipa Portista (não ficaria por aqui infelizmente), o Belenenses tanto tentou que conseguiria chegar ao tento da igualdade de lance de bola parada com Tiago Caeiro de cabeça a subir mais alto que a defesa Azul e Branca numa das únicas falhas de marcação consentida por esta.

Seria um final de loucos, primeiro Zé António por duas ocasiões, uma de cabeça em que o defesa contrário aliviaria para o poste e outra no seguimento de um livre de Sérgio Oliveira que na recarga obrigava Matt Jones a mais uma bela intervenção. Por fim e para nossa desgraça o Belenenses de novo por Tiago Caeiro aos 90 minutos, a matar o jogo para a turma da casa num golo onde Mikel o deixa escapar infantilmente nas suas costas, estava consumada a derrota.

Contabilizando as oportunidades pode-se dizer que se estas ganhassem jogos o FC Porto B saíria da partida como vencedor, mas como para ganhar é preciso concretizar, acabamos por sair vergados a uma derrota (ao fim de 8 jogos sem perder) com sabor bastante amargo.


Análises Individuais:


Stefanovic - Com mais trabalho na segunda parte que na primeira, correspondeu sempre que chamado a intervir. Sem culpas em ambos os golos.

David Bruno - Dá demasiadamente as costas a defender, para a sua posição é um jogador extremamente macio, consente demasiados cruzamentos aos adversários, não subiu muito ao ataque procurando jogar pela certa.

Quinõ - Muito faltoso na primeira metade do encontro, é um jogador com uma capacidade física assinalável, precisa limar os aspectos defensivos, a sua tarefa é defender e é nisso que tem que pensar, já que a atacar sobe a preceito e com perigo.

Tiago Ferreira - Muito atento a todos os lances na sua área de jurisdição apenas com uma falha no lance do empate, formou uma dupla de ferro com Zé António, .

Zé António - Desta feita não marcou mas constituiu-se intransponível que por alto quer pelo chão, à imagem do seu parceiro de defesa também não fica isento de culpas no lance do empate, um muro apesar de tudo na defesa Azul e Branca.

Mikel - Jogo de contenção a meio-campo, defender ele defende, destruir também, falta-lhe arriscar um pouco mais no ataque. Fica intimamente ligado à derrota ao deixar Tiago Caeiro lhe ganhar as costas no segundo tento da turma belenense.

Edú - Jogo conseguido, lutador a meio-campo, podia ter marcado por duas ocasiões mas Matt Jones far-lhe-ia a desfeita.

Seri - Jogo de processos simples, marcaria o golo da equipa, dá pouco nas vistas mas trabalha muito.

Sérgio Oliveira - O marcador de serviço dos lances de bola parada, lances em que é exímio, talvez mesmo o melhor executante português, joga certinho, sem dar muito nas vistas, tecnicamente fabuloso, fez um jogo sobretudo de trabalho, está no caminho certo para se tornar um caso sério do nosso futebol.

Kelvin - Como sempre bastante individualista e inconsequente, se o futebol fosse só pormenores técnicos era o melhor em campo, como é um jogo colectivo é apenas um corpo semi-estranho no jogo da equipa, ora joga bem colectivamente e deixa um colega isolado, ora se perde em rendilhados e leva ao desespero o mais calmo dos adeptos.

Dellatorre - Lutador incansável, sentido colectivo de jogo excelente, sempre à procura de servir os companheiros melhor colocados, aos 15 minutos da primeira parte poderia ter marcado após um excelente cabeceamento negado pelo guarda-redes contrário.


Vion - Nada de relevante.

Anderson - Nada trouxe à equipa defensivamente.

Fábio Martins - Um minuto em campo.


Ficha de Jogo:



Por: Rabah Madjer
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