quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vitor Pereira ou a vitória da capacidade de evoluir.





Depois de um ano sofrível, onde em grande parte da época a equipa se arrastava com medo de si própria e amarrada a fantasmas do passado, muito por culpa também de alguns "senadores" que povoavam o plantel do FC Porto, alguns mais interessados no seu próprio ego que em jogar futebol, Álvaro Pereira foi um caso paradigmático, Rolando pelo que se percebe agora outro, só para dar dois exemplos, a SAD Azul e Branca aos poucos foi criando as condições necessárias para uma silenciosa e competente limpeza de balneário, ora vendendo as "ervas daninhas", ora chamando a terreiro líderes, dentro e fora de campo ( Lucho e Paulinho são exemplo), e qual o resultado ou que leituras podemos tirar?



Ora bem como efeito prático imediato, (e aí também temos que agradecer à inépcia e à incapacidade do supra-sumo da táctica de nome Jorge Jesus, que com as suas patetices deixou caminho aberto para o ultrapassar e  embalar da nossa equipa), fomos campeões, acto de gestão a valer pontos, face à contestação a SAD arriscou, manteve o factor de controvérsia, criou-lhe condições e ele nos momentos decisivos soube aguentar e  foi campeão.

Nova época começou e este ano o que temos?

Um treinador quiçá motivado pela apoio e confiança nele depositada, já com maior grau de coragem e mostrando outra capacidade, tanto a nível de discurso como na forma que coloca a equipa em campo.

Já não tem medo de arriscar, pese embora ainda não seja aquele treinador maduro, já com facilidade e nem precisamos de muita boa vontade para repararmos nesse factor, percebemos que a este nível de liderança também há evolução notória.

Os discursos para a comunicação Social já fluem, já não "tremelicam", indicador de uma maior à vontade, e de uma consciência que agora sim já é dono do lugar que ocupa por pleno direito e mérito, o fantasma da pessoa que o precedeu no cargo parece totalmente afastado e também aí se sente uma maior tranquilidade quando fala, já procura ser ele e não imitar o passado recente.

Apesar de ainda se sentir por parte de sócios e simpatizantes pelo nosso clube alguma duvida no ar, Vítor Pereira nas opções técnicas e tácticas vai actuando de modo lógico, encaixando as peças no seu sítio certo, exactamente o que pedimos e o que se pede a um bom treinador seja ele novato ou credenciado, não inventar.

Corolário lógico é a aposta de vários jovens no plantel, talvez tenha sido nos últimos anos ( quiçá também impulsionado pela almofada de segurança que as equipas B dão), o treinador que mais jovens mete no plantel principal, Kelvin, Atsu, Iturbe são exemplos da coragem de fazer um plantel com talento e jovem, coisas que outros treinadores mais bem amados e com maior "marketing" não tiveram a coragem de fazer ou em apostar.

Com os equilíbrios conseguidos na equipa, com a maturação de Maicon (maturação essa também da responsabilidade do treinador e dos seu ensinamentos) que possibilitou termos de novo um patrão defensivo, equilibrando o sector e tornando a nossa defesa compacta e pouco batida pelos adversários.

Face a real valia de Fabiano comprovada no estágio de pré-época, seguida da opção de dispensar um Bracalli que não correspondeu minimamente à aposta em si feita mas que seria o número dois do plantel, revela coragem de tomar decisões.

Aposta em James a 10 ( outra das "exigências" dos adeptos) e que sempre que os jogos têm permitido é 
feita.As substituições que não raras vezes têm sido decisivas para o desfecho final dos jogos.






Um meio-campo alicerçado no PATRÃO Lucho que tem permitido por exemplo o crescimento tranquilo e silencioso de Defour, um ataque onde Jackson Martinez é aposta e dá cartas. Apostas correctas e que têm sido a base de toda a melhoria sentida desde a época passada.






Ou seja em todos os sectores da equipa existem melhores (e mais capazes) soluções face ao plantel passado.

São muitos os dados que levam a ver que a evolução, a maturação e o crescimento do treinador Vítor Pereira é factual. A humildade, a capacidade de trabalho, o espírito de sacrifício, juntando à consciência que teria que aprender, evoluir, para chegar a patamares maior consenso, tornam o treinador campeão hoje um treinador diferente, para melhor, do que era a época passada.

O resultado está lentamente a vir ao de cima, quer em futebol jogado (muito mais atractivo), que na forma como se apresenta aos jornalistas, e também e não menos importante, no silenciar lento mas consistente das criticas e dos críticos que lhe apontavam o dedo à mínima falha.

O processo de aprendizagem é contínuo, o caminho parece ser o mais certo, a caminhada parece segura, esperamos que a caminhada prossiga, que de uma vez por todas silencie as vozes criticas que ainda teimam em pairar nas bancadas a cada substituição, em cada opção que ainda é posta em causa muitas das vezes injustamente.

Quem sabe o nosso clube depois do sucesso e fama além fronteiras a potenciar jogadores, também não ganha a fama e proveito em formar jogadores, como em tudo no desporto podes ser que também neste patamar consigamos atingir a vanguarda.

Boa sorte Vítor, o caminho faz-se caminhando, a opção parece ser a mais correcta, a evolução parece-me digna de registo! Não pares!


Por: Rabah Madjer
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