sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A hipocrisia do CD ao seu melhor nível.








Se há na vida um conceito negativo que eu tenho enorme dificuldade de aceitar e de seguir, é sem sombra de dúvida a pura hipocrisia e o que dela brota em termos de falta de coragem, ética e lisura de processos, que em nada dignifica os seus responsáveis e a imagem que daí advém e passa para o exterior, sendo ainda mais marcante o facto de estamos a falar de individualidades, que pela sua formação específica e missão na função que desempenham, deveriam de ter o cuidado no mínimo de evitar que se ponham em causa dúvidas e compadrios sobre os altos interesses associados a esta matéria.








Se bem me lembro, a pena de suspensão aplicada ao treinador do Benfica, deve-se a declarações proferidas no final do jogo com o FC Porto, disputado a 2 de março do corrente ano. Jorge Jesus foi suspenso por 15 dias pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, e como a pena conta a partir da data da notificação, Jorge Jesus ficará suspenso até ao dia 20 deste mês, pelo que poderá orientar o jogo com a Académica, em Coimbra, marcado para já para o dia 23. 

Não é minha intenção fazer aqui algum juízo de valor sobre as causas que nortearam tal castigo, mas sim pela forma do conteúdo e jurisprudência do ato consumado depois de terem corrido precisamente 187 dias após as declarações prestadas por Jorge Jesus que estiveram na base do castigo, salientando que a suspensão aplicada a Jorge Jesus vai ser cumprido num período sem jogos, não contribuindo em nada para a boa imagem do próprio futebol e do espetáculo que gira à sua volta.

Certamente que tudo isto na ótica dos responsáveis do CD não passará de uma pura coincidência, terá mesmo acontecido sem qualquer propósito, e não a favor das partes integrantes do processo disciplinar, assim como, pelo andar da carruagem se espera que no caso do Luisão, que era de prioridade alta, (ainda será?), também a punição que eventualmente possa vir a existir, (ainda será este ano?), igualmente será objeto de um tratamento semelhante e enquadrado num período de tempo compatível com o calendário desportivo do agrado do jogador e do clube envolvente, e claro, por mera coincidência, e obviamente que todos nós acreditamos nesta eventualidade, por mera coincidência, claro. 

Por: Natachas.

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