quinta-feira, 23 de maio de 2013

O famigerado Estádio de Oeiras





Já muito se falou sobre este hábito antigo, conservador e caprichoso de se continuar com a opção doentia de se jogar a final da Taça de Portugal no estádio de Oeiras, se bem que se perceba com relativa facilidade que esta escolha e orientação desportiva, se deva em grande parte a interesses de terceiros mais ligados ao Terreiro do Paço, leia-se poder desportivo, e situados ao longo da 2ª circular da capital portuguesa, que por ser de tão fácil aclaração me reservo aqui de os enunciar.



O que todos sabemos e é um facto indesmentível é que a história desta competição fala por si própria, isto é, a partir de uns anos a esta parte as condições sine qua non para a realização de eventos desportivos naquele recinto de jogo, deixaram de ser promulgadas ou julgadas em conformidade por parte da FIFA, da UEFA e por vários outros organismos ligados ao desporto e à segurança de pessoas e bens, onde ainda hoje estará bem presente nas nossas memórias aquele dia fatídico em que um espectador perdeu a vida naquele recinto desportivo, quando existem por todo o país várias alternativas de estádios com excelentes condições de conforto e segurança, que poderiam ser melhor aproveitados em prol dum melhor expetáculo desportivo, e para o efeito prático que foram concebidos anteriormente.

Só que por estranho que pareça, e num período de enormes dificuldades financeiras que o nosso país vem atravessando, Luís Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares responsável pela pasta do desporto, veio a terreiro dar conhecimento que o governo irá em breve gastar 1,2 milhões de euros com a requalificação do Estádio do Jamor, se bem que, nada nos garante que posteriormente as novas condições permitam à seleção portuguesa voltar lá a jogar, o que mais uma vez vem justificar a marcação daquele evento para um local neutro, que permita a deslocação dos adeptos das duas equipas em confronto e em igualdade de circunstâncias no que toca à sua localização geográfica, e acabando definitivamente com a justificação esfarrapada, conservadora e sectária em vigor da FPF.

Por: Natachas.

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