A temperatura estava ao pontoEm boa ebulição termo-dinâmicaA constituição em boa mecânicaGrand'envolvência, par'o confronto!Nem tinham faltado as bazófiasDo grande mestre do xadrezBem secundando, em altivezPelos campeões das facécias:Os papagaios falantesO presidente orelhudoAs Tv's do ruído...Escribas comediantes!Se até já se brindava!?Com estátuas reservadas!?Comemorações planeadasEm tod'o país s'exultava!!?O PIB, finalmente, crescia!!A temperatura subiaA energia desciaEnriquecia, o Mexia!!!Mas o país é unitárioApesar de centralistaE o mérito joga-se à vistaNesse Dragão libertário!Favas contadas, já certasO campeonato, o tripleteO Jesus em alta, jogueteEm mãos ávidas, desertas...E a temperatura subiuEm labaredas azuisDepois do brinde, concluisIsto é mais do que se viu!Fatal destino de quemZomba sem condiçãoFesteja sem ter mãoE morre às mãos do além!Pois só por justiça divinaSe permite tal desfechoUm golpe fatal, no queixoNessa "vitória" rapina!Que num estoicismo finalNão desistindo, presentePersiste no sonho, latenteFrente ao destino Capital!Não festejando, por certoO campeonato em abertoPaços, o destino incerto De quem só vence, desperto!Mas a temperatura mudouUm novo clima se respiraSem naftalina, ou mentiraA estátua limpa, gritou:Fui governante, o DelfimD'El Rei D.José, seu sabujoNão mereço, contudo, estar sujoErgam uma estátua...ao Kelvin!!!
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