segunda-feira, 11 de março de 2013

Para quando a vez das equipas mais pequenas?








O principal campeonato nacional de futebol, coordenado pela Liga de Clubes começa a dar sinais inequívocos de uma sistemática bipolarização entre os dois principais e mais poderosos clubes portugueses da atualidade, FCP e SLB, e neste enquadramento ideológico julgo poder dizer que todos estaremos de acordo com esta citação, e se em alguns anos a esta parte ainda havia alguns lampejos de outros clubes a discutirem o título, como o SCP que está no atual panorama da sua longevidade sob uma crise nunca vista e imprevisível para o historial do clube de Alvalade, ou mais recentemente o SCB que tem tido bons resultados apurando-se sistematicamente para as principais provas europeias e lutando mesmo pelo próprio título de campeão nacional, no momento que atravessamos também estes clubes começam a situar-se a milhas de distância dos dois colossos do nosso futebol indígena, tirando um pouco ao campeonato a pluralidade da conquista do título como acontece frequentemente noutros campeonatos europeus.





No entanto, todos os anos têm surgido excepções à regra com clubes de menores dimensões e orçamentos reduzidos, que até terem forças físicas e anímicas se aproximam dos lugares de maior relevo, ou pelo menos até os deixarem por lá andar, como aconteceu há alguns anos atrás com o SCB, que devido a algumas arbitragens mal conseguidas na altura em seu desfavor, e com decisões no mínimo discutíveis do Conselho de Disciplina, o atiraram para lugares secundários, pese embora, para um clube com um orçamento tão restrito em relação ao FCP e SLB, ter conseguido por várias vezes o apuramento para as principais provas europeias, o que é de todo um facto assinalável e merecedor do mérito da boa gestão do clube da cidade dos arcebispos e das suas equipas técnicas.

No entanto, o que se perspectiva a curto ou mesmo a médio prazo, é a continuação de uma bipolarização entre o FCP e SLB, não só pela capacidade económica que patenteiam e que têm consolidado nestes últimos anos, mas também, pelo que eles próprios representam enquanto marca desportiva, quer internamente onde estão a léguas de distância dos seus pares, quer a nível internacional onde já conseguem marcar uma posição de relevo e de temor junto das principais equipas europeias, o que torna o caminho dos clubes de menor dimensão muito mais penoso, todavia, não será de descurar que num futuro longínquo, como já aconteceu com o Belenenses e Boavista, essa possibilidade se concretize para o bem da competitividade desportiva e plural.

Por: Natachas.

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