domingo, 14 de outubro de 2012

Que se passa com este Sporting?




Mesmo assumindo o meu amor incondicional ao meu clube de sempre, o Futebol Clube do Porto, que sempre que posso não deixo de defender tenazmente, através de algumas das minhas crónicas neste e noutros espaços, nunca deixei de ter um certo apreço e simpatia pelo Sporting Clube de Portugal, clube com uma longa e bonita história e uma massa associativa sedenta de vitórias, que por constituir a terceira força desportiva em Portugal, deve merecer o nosso reparo e incentivo num hora tão difícil como a que está a viver.






Desde os meus tempos de jovem e interessado pelo desporto em geral e pelo futebol em particular, que me habituei a ver o SCP como um clube de primeira linha, com sucessivas Direções e adeptos um pouco à margem do que se exige hoje do mundo do futebol, muito passivos e demasiado assertivos no que concerne ao controlo do poder enquanto instituição desportiva, mas que sempre lutava de igual para igual com os seus dois rivais de sempre, SLB e FCP.




No entanto, a partir dos meandros da última década o clube de Alvalade começou a dar sinais de desnorte, de que alguma coisa não estaria a correr bem no seio leonino, os resultados não apareciam com relativa frequência, começava a haver trocas constantes de treinadores e de jogadores do seu plantel, quase se podendo dizer que Alvalade era um autentico cemitério de treinadores e onde se queimavam com regularidade referências importantes do clube, como Paulo Bento, Pedro Barbosa, Costinha e agora Ricardo Sá Pinto, para além de termos de juntar a todos estes considerandos, um aumento substancial e em cadeia do seu passivo consolidado que não deixa de continuar a subir, e que coloca o clube leonino numa situação cada vez mais preocupante e dramática enquanto SAD.

Neste enquadramento, e na minha opinião, o SCP ou arrepia caminho injetando na SAD dinheiro de investidores internacionais, ou arrisca-se a curto prazo a perder o estatuto que vem detendo no panorama nacional como um clube denominado de "grande", se já não o perdeu e não sou só eu a fazer esta afirmação, atravessando um longo período no deserto de ideias da sua gestão desportiva. Se assim não o entender, só terá uma solução que passará por um conturbado e longo percurso de consolidação das suas contas, de reorganização da sua identidade de um clube que deixe de ter sobre si o peso e o dever de ser campeão todos os anos, pois a realidade atual do seu plantel espelha bem as carências que detém, e por essa razão não se podem acatar responsabilidades só aos seus treinadores, para voltar de camisa e roupa lavada e começar a partir daí a voltar paulatinamente às conquistas anteriores, lembrando que por vezes na vida, há ocasiões que devemos dar um passo atrás para depois podermos dar dois passos sustentados bem à frente.

Como última reflexão desta minha teoria, lembro o caso do outro Sporting, o de Braga, que apesar de já ter andado nas ruas da amargura, conseguiu também após uma reorganização da sua SAD bem orientada pelo seu presidente, António Salvador, emergir no mercado nacional e internacional com excelentes resultados desportivos e económicos, aproveitando as sobras de jogadores promissores dos clubes "grandes", em contra ciclo com o SCP, que para além de vender jogadores de referência por verbas inacreditáveis de cerca de 3 milhões de euros, como foi o caso de João Pereira, que é um titular da seleção nacional e não pode ser vendido por aquele valor, tendo em conta que o SCP gastou esta época mais do triplo desse valor em contratações falhadas que continuam muito a desiludir os seus adeptos.


Por: Natachas

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