sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Que futuro para os clubes portugueses.









O nosso país em termos económicos viveu durante várias décadas acima das suas reais possibilidades, estando agora todos os portugueses a pagarem do seu bolso os erros cometidos por políticos irresponsáveis e sem escrúpulos, que em vez de governarem para o bem do cidadão comum que os elegeu nas urnas, se limitaram a usar a sua soberania para benefício próprio ou por conveniência alheia. 







Na área do desporto, a situação que tem sido veiculada pelos órgãos de comunicação social na esmagadora maioria dos clubes portugueses não tem sido muito diferente do que se tem passado na política, muitos desses clubes enveredaram por caminhos consubstanciados em políticas desportivas despesistas com um único objetivo, o de conquistar títulos o obter resultados a qualquer preço, mesmo que para isso se coloque em causa a sobrevivência futura desses mesmos clubes, como se veio a verificar mais tarde com o Boavista; Estrela da Amadora; Farense e Campo-maiorense, que quase desapareceram do mapa desportivo, havendo outros no presente que já começam a exibir as mesmas dificuldades dos seus homólogos desportivos, como por exemplo, o Guimarães; Leixões; Belenenses; Trofense; U. Leiria, entre outros.

Perante a nova realidade económica e fiscal apresentada no orçamento do Estado para o próximo ano, tudo leva a crer que os nossos clubes irão ter mais e novas dificuldades para equilibrarem os seus resultados contabilísticos, não tendo outra opção que não seja a de reduzir drasticamente os custos da massa salarial dos seus ativos, resultando dessa medida uma perda clara de competitividade no plano nacional e europeu, e se até esta data já existiam enormes dificuldades para competirem com equipas como o Barcelona, Real Madrid e duas ou três equipas da liga inglesa, posteriormente a diferença de nível futebolístico será cada vez mais evidente no terreno de jogo, e disso nos iremos queixar e patentear no futuro.

Para completar ainda mais estes indicadores negativos relativos ao futuro próximo dos nossos clubes, recentemente chegou ao conhecimento público que se está a verificar um decréscimo de cerca de 40 mil espetadores em relação à época passada, o que só vem agravar ainda mais os problemas de tesouraria que os clubes estão a atravessar, que depois de terem esgotado todos os meios antigos de criação de receitas, como foram outrora as iniciativas das bombas de gasolinas, bingos, totonegócios e recentemente a passagem dos clubes para as Sociedades Anónimas Desportivas, terão certamente de alterar a sua filosofia e dinâmica de vida desportiva, optando por investir mais na formação direta e imediata dos seus talentos, correndo mesmo alguns riscos de se verificarem de início alguns fracassos na sua utilização na equipa principal, situação que na minha ótica se justifica plenamente pelo simples facto de muitos jogadores portugueses fazerem parte dos melhores plantéis das principais equipas europeias, razão pela qual não se entende muito bem a aposta maciça em outros mercados, por vezes de qualidade duvidosa em relação ao nosso, com grande incidência no mercado sul-americano, que também na minha ótica se deve a razões que têm a ver com negociatas entre dirigentes de clubes e empresários, que não olham a meios para atingirem os seus fins através de chorudas compensações financeiras nas transferências dos seus ativos do desporto-rei. 

Haja pois vontade própria por parte dos nossos clubes nas principais academias do futebol nacional, que habilidade e talento nato não faltam aos nossos jovens jogadores, e com isso todos retirariam daí muitas mais-valias ou dividendos, os clubes em nome individual e a seleção nacional posteriormente em termos coletivos.


Por: Natachas.

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