quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Liga dos Campeões: FC Porto 1 - 1 FK Austria Wien; Fim de linha!.


Fim de linha!


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Boa malta! O Zenit empatou com os suplentes do Atlético de Madrid em casa. Já estávamos todos prontos para cascar no Simeone por colocar em causa a verdade desportiva, e o tipo saca de lá um empate com os jogadores do banco. Chega a nossa hora!!! Chega a nossa hora!!!

Chega a nossa hora e, onze minutos depois, já estávamos a perder.

Já pouco mais há a escrever. O FC Porto teve um imenso azar que se mistura com uma imensa incompetência. É que se a sorte premeia quem a merece, o azar é igualmente justo. Mas sim, foi um jogo em que se falharam golos, onde jogadores do FC Porto tiraram golos a outros, onde a bola só entrou num lance de bola parada e depois da única saída em falso de Lindner. Digno sucessor de Neuer e Malafeev na montra dos guarda-redes que tudo defendem no Dragão.

Mas se isso é verdade, também é verdade que a primeira parte é execrável, não condizente com uma equipa que precisa de ganhar o jogo e que já sabe que tem uma janela de oportunidade pelo resultado do outro jogo. Somos cabeças de série deste grupo e perante um estreante na prova e que acabara de marcar o seu primeiro golo na Champions é incapaz de massacrar. Incapaz!

Qualquer “Nacional da Madeira” chega. Seja cá dentro ou lá fora.


Porto vs Austria Vienna (LUSA)





E será assim, porque quem comanda não sabe para mais. Estamos a chegar a Dezembro e o meio campo ainda anda em obras. Aliás, todos os sectores estão em obras, sejam os centrais ou os extremos.






Continuamos a depender dos laterais para o jogo flanqueado. Pior, já dependemos deles para termos criatividade no ataque!

Continuamos com um meio campo sem qualquer estrutura, fruto de um pensamento errático, até algo alucinado. O 6 vira 8, às vezes 10. O 8 não quer ser mais que 6. O 10 que é 8, mas passa a vida a 9,5. Quem vai? Vais tu? Quem marca aquele? Quem compensa no flanco? Quem transporta a bola? Quem é o primeiro a recuar? Tanta pergunta. Poucas respostas.


Fizemos uma primeira parte execrável, repito, mas a segunda parte é bem melhor. Atentem nas “coincidências”. Sai Defour e entra Varela. É verdade que sai o melhor elemento do meio campo, e também é verdade que Paulo Fonseca volta a meter os pés pelas mãos ao meter o Josué a 8 e a manter Lucho a 10. Mas mesmo assim melhoramos. Dois extremos e um meio campo com alguma estrutura. Fomos logo mais pressionantes e mais amplos. Chegamos ao 1-1.






Que faz Paulo Fonseca? Ajuda a equipa a vir para a frente? Dá-lhe gás? Acaba de corrigir o seu meio campo? Não, deixa o marfim. Pelo meio tira Licá e mete Ricardo. Podia ser que o rapaz estivesse mais inspirado.





Só com o último quarto de hora a aparecer no relógio é que Paulo Fonseca desata o nó. Só aí percebe que perante o tenebroso Áustria Viena, talvez (sublinho o talvez!!!) fosse útil dar um 10 à equipa. Sai Josué na enésima posição em que Paulo Fonseca o martela, recua Lucho (ufa!) e entra Quintero. São os nossos melhores 15 minutos. Extremos abertos e meio campo estruturado. Valeu Lindner e o azar que não nos deixou escapar sem pagar factura. A mesma que já anda há muito para ser paga por alguém!

Era um jogo para vencer e não foi vencido. Era o único resultado que interessava. Falhamos. Mais grave, falhamos depois de nos ser aberta uma porta (e não janela) com o resultado do outro jogo. Falhamos contra um Áustria, estreante e que jogou como todas as equipas do nosso campeonatozinho fazem. Falhamos porque os jogadores do Áustria tiveram sempre mais vontade, mais uma ponta de esforço e muito mais coesão táctica. Eles alma, n´so desespero.
Saímos desta fase de grupo sem uma vitória em casa. Até agora, só com uma vitória, suada e arrancada a ferros lá em Viena.
Nos últimos 5 jogos, vencemos um.

Segundo Paulo Fonseca, neste jogo só a vitória interessava e estávamos mais fortes após a paragem para os jogos da Selecção. Bluff?
Não é bluff. Já aqui me alonguei. Bluff obedece a uma estratégia e a um raciocínio. Isto que Paulo Fonseca faz é uma fuga para a frente. Tão só isso. Umas frases sem sustentação. Toda a gente já percebeu. Acabou. Fim de linha.





Análises Individuais:

Helton – De volta à Champions, lá temos o Helton a fazer figura. Para lá da cena de sapateado, o golo deles era defensável. O Lindner ia buscar aquela bola. O Helton da Champions, não.

Danilo – Hoje sou eu, amanhã és tu. Deve ser tipo rifa para ver quem dá brinde no jogo seguinte. Uma mancha muito negra, numa pano imaculado. Fez uma boa exibição, não fosse a oferta para o golo adversário e era o melhor em campo. Foi ele a alma do flanco direito.

Alex Sandro – Depois de uma exibições desastrosas, ei-lo de volta. Para durar? Veremos. Muito activo no ataque, sempre à procura de fazer aquilo que o meio campo não conseguia: levar a bola para a frente. O melhor em campo.

Maicon – Exibição sóbria e competente. Por fim, um central a comandar!

Mangala – Algumas dificuldades perante a mobilidade de Hosiner, mas manteve sempre o controlo. Soube aproveitar o comando de Maicon.

Fernando – Mau jogo. Desinspirado e fora da sua obrigação. É um 6 e ponto final. Chega de tentar fazer dele um jogador de área a área! Tentou na segunda parte meter empenho onde faltava inspiração.

Defour – Tentou ser rotativo, mas num meio campo onde ninguém se entende é difícil. Ninguém sabe ao certo o que o outro faz, não há estruturação, logo é cada um por si. Saiu ao intervalo, sem muita justiça, mas a equipa melhorou.

Lucho – Um dia Lucho vai ser um 10. Quando decidir jogar pela equipa lá do seu bairro na Argentina na 4ª divisão. No FC Porto, nem quando aterrou cá aos 25 anos. Não sei mais o que diga!

Josué – Esteve mal. Sem segurança no passe e sempre com a língua de fora. Mas continuo sem perceber porque se experimenta por toda a parte, menos a 10, a sua posição. Foi extremo esquerdo. Foi extremo direito. Foi médio de transição. Só não foi o criativo que a equipa tanto precisava. O Paulo não deixa! O FC Porto sofre!

Licá – Anedótico. Duas boas arrancadas e o resto foi mau demais. O que terá o Kelvin feito para nem entrar nestas contas, logo por decisão de não inscrição?!

Jackson – Voltou a falhar no último suspiro. Mas também é quem evita a derrota, de novo. É neste antagonismo bipolar em que vivemos. Não há melhor maneira de avaliar este FC Porto de Paulo Fonseca olhando para Jackson. Surge aqui um avançado que disputa as marcas deixadas por Jardel e Falcão. Hoje, quase que parece mentira.


Varela – Fez-lhe bem o banco. Entrou animado, embora sem clarividência. Rouba um golo a Jackson e não faz a diferença.

Ricardo – Não é fácil para um menino entrar neste vespeiro. Faltou-lhe acutilância. 

Quintero – Titular. A 10. Ponto final.



FICHA DE JOGO

FC Porto 1-1 Austria Wien

Liga dos Campeões, grupo G, quinta jornada
26 de Novembro de 2013
Estádio do Dragão

Árbitro: Ovidiu Haţegan (Roménia)
Assistentes: Cristian Nica e Octavian Sovre
Quarto árbitro: Radu Ghinguleac
Assistentes adicionais: Alexandru Dan Tudor e Sebastian Coltescu

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); Josué, Jackson Martínez e Licá
Substituições: Defour por Varela (46m), Licá por Ricardo (65m) e Josué por Quintero (72m)
Não utilizados: Fabiano, Otamendi, Reyes e Herrera
Treinador: Paulo Fonseca


Austria WienHeinz Lindner, Kaja Rogulj, Manuel Ortlechner, Markus Suttner, Fabian Koch, Thomas Murg, James Holland, Emir Dilaver, Daniel Royer, Philipp Hosiner e Roman Kienast

Substituições: Murg por Leovac (64m), Dilaver por Mader (70m) e Sttuner por Okotie (82m)
Não utilizados: Kardum, Ramsebner, Šimkovič e Jun
Treinador: Nenad Bjelica


Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Kienast (11m) e Jackson Martinez (48m)
Cartões amarelos: Suttner (55m), Rogulj (90+1m) e Leovac (90+3m)




Por: Breogán
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