domingo, 2 de dezembro de 2012

FC Porto B: A faina foi nossa (Crónica)



Aproveitando a moral dos últimos resultados o FC Porto procurou entrar forte na partida e em parte conseguiu-o, logo aos 5m Iturbe de pé esquerdo atira ao lado da baliza.


Mas foi sol de pouca dura logo a turma Azul e Branca entrou na onda do futebol lento e extremamente denunciado, com os laterais Azuis a darem pouca profundidade atacante e os médios com pouco dinamismo na construção e a pressionar muito atrás, embora Pedro Moreira se destacasse pela positiva, Iturbe como sempre demasiado individualista, a teimar em escolher sempre o pior caminho para atacar o espaço com a bola, e um Vion pouco ou nada presente em jogo, não fosse constar na ficha da partida e ninguém se lembraria que ele estaria a jogar.



O Leixões apostava num futebol de expectativa, a jogar num 4-4-2 atrevido mas inconsequente, tentava apostar na velocidade de Kizito para criar desequilíbrios e na presença poderosa de Mailo no ataque.

Mas seria o FC porto de novo a criar perigo aos 19m na marcação de um canto Zé António a subir bem e a cabecear por cima, num lance estudado e que viria mais à frente a dar frutos.

Somente aos 37 minutos de jogo o FC Porto chegaria de novo à baliza do Leixões, Sérgio Oliveira após excelente trabalho de Kelvin (o único jogador a procurar o 1x1 de forma objectiva e a conseguir criar desequilíbrios) a atirar ao lado. Já pouco antes o mesmo kelvin numa excelente jogada individual tinha conseguido alvejar a baliza embora sem perigo algum.

Aos 38m Quiño, numa jogada à Messi, fintando consecutivamente todos os adversários que lhe surgiam pelo caminho, criava perigo perto da baliza Leixonense, era o último assalto do Porto ao ataque da baliza vareira.

Com o intervalo no horizonte o Leixões por fim cria algum perigo (o único lance em que realmente o fez) numa jogada individual do inevitável mas inconsequente Kizito.

Chegava-se ao intervalo numa partida fria como o tempo, jogada devagar devagarinho mas com maior pendor atacante por parte do FC Porto, mas sem verdadeiras ocasiões de perigo, onde os destaques iam para o já citado kelvin e para Pedro Moreira um mouro de trabalho e a principal referencia na saída atacante, embora ocupasse a posição de trinco no terreno de jogo.

Iniciava-se a segunda metade do encontro com a mesma toada mole e lenta por parte das duas equipas, apenas despertando um pouco da letargia quando Kelvin pegava na bola e resolvia com talento provocar desequilíbrios embora de forma muito individualizada.

Aos 60 minutos da partida Rui Gomes decide mexer no seu conjunto, retirando da partida Vion (jogou?) para entrar Dellatorre, um jogador com mais presença na área e outra capacidade de luta.






Até que aconteceu um um déjà-vu, canto de Sérgio oliveira e Zé António sozinho na marca de penalti a fazer o 1-0, excelente cabeceamento por parte do experiente defesa azul e branco, a marcar pela segunda vez consecutiva em partidas diferentes da mesma forma.





Bola ao centro e… 2-0!!! Rui Sacramento facilita, mostrando que como avançado não teria grande futuro e Dellatorre felino rouba-lhe a bola para a ter apenas que empurrar perante a baliza deserta, era o seu quarto golo no campeonato.

Aos 71 minutos de jogo Rui Gomes procura dar mais consistência ao meio-campo Portista, invertendo o triângulo do meio-campo, retirando Tozé para meter Mikel como único pivô defensivo e adiantando Pedro Moreira no terreno de jogo.

Entrava-se no último quarto de hora de jogo, com ritmo baixo, com um Leixões inconsequente, sem um único remate à baliza de Stefanovic e o FC Porto a controlar a partida a seu gosto.

Aos 77 minutos de jogo mais do mesmo, o arbitro Hugo Pacheco, decide ser protagonista e inventar uma grande penalidade num lance em que Zé António tenta o corte de cabeça batendo a bola casualmente no seu braço, sem que haja qualquer intenção de jogar a bola com a mão, é sina desta equipa B Portista, aparecerem estes senhores a inventarem grandes penalidades.

Estava feito o 2-1 e a partida abria-se de novo para os últimos 10 minutos.

Nos últimos 5 minutos de jogo o FC Porto procurava controlar, o Leixões agredir, e o Arbitro roubar, o Grego do Leixões Tsoumagkas viu-se falido para travar Kelvin, agredindo-o, com o árbitro apenas mostrar-lhe o cartão amarelo, num lance merecedor de cartão vermelho directo.

Chegar-se-ia ao fim da partida com mais uma vitória do FC Porto que fez mais remates, teve mais posse de bola, superiorizando-se embora sem criar grandes lances de perigo a um Leixões lutador mas inconsequente, continuando a excelente recuperação na tabela classificativa e mantendo a senda das vitórias (a quarta consecutiva).





Análises individuais:


Stefanovic – Sem grande trabalho na partida, apenas uma defesa nos 90m de jogo, no penalti quase defendia.

David – Pouco acutilante a atacar, seguro a defender.

Quiño – Bons pés, defendeu bem e arriscou pouco no ataque, mas quando o fez deu nas vistas, é um lateral com forte propensão ofensiva, tem que usar essa arma.

Zé António – É o patrão desta defesa, mais um jogo a marcar, o segundo consecutivo, muito forte no jogo aéreo, seguro a defender a sua verdadeira missão, tanto pelo ar como pelo chão.

Tiago Ferreira – Tem excelentes pés e boa presença em jogo, é o primeiro a construir, sempre atento tal como o seu colega do lado, só um reparo nos últimos minutos tremeu um pouco, consentindo espaço de remate aos homens do mar.

Pedro Moreira – Rui Gomes escalou esta equipa com um duplo pivô, mas Pedro assumiu-se como 6, excelente a ocupar os espaços, excelente na primeira fase de construção, sobressaiu neste meio campo Azul e branco e sobressaiu no encontro, é o MVP da partida.

Sérgio Oliveira – Tem bons pés, é um mimo tecnicamente, pode vir a ser grande se não se ausentar tanto de jogo, tem que à sua magnífica visão de jogo e capacidade de passe, tanto em bola corrida como em bola parada (é dele o canto para o primeiro golo), juntar mais garra, quando e se o fizer vai ser dos melhores médios do futebol Português.  

Tozé – Tem magia, tem visão, tem técnica, é baixo mas não foge ao choque, neste jogo escondeu-se em demasia e teve dificuldade em encontrar o seu espaço, embora marque a diferença pela capacidade técnica, sempre que a bola lhe chega aos pés sai redonda, mas isso não chega tem que se assumir mais como craque que é.

Iturbe – O jogo do costume, embora tente ter mais critério ainda não consegue deixar de ser individualista, quer bola mas tarda em a soltar, escolhe sempre o pior caminho para dar sequência aos lances e é comum acabar encurralado no meio de adversários, precisa evoluir, é um jogador com potencial, mas nitidamente é traído pela sua vontade de dar nas vistas.

Kelvin – O toque de classe, sempre que pega na bola faz a diferença, com a bola no pé praticamente só a falta é travado, foi o perigo número um da equipa azul e branca, o mais massacrado pelos defesas, tem magia nos pés, atrás de Pedro Moreira elejo-o como outro dos destaques da partida.

Vion – Apetece-me perguntar se jogou, onde está a bola não está Vion, demasiado escondido, não fosse o caso de aparecer o seu nome na ficha de jogo e ninguém se apercebia que tinha jogado, assim não Vion!


Dellatorre – Entrou e a equipa marcou, coincidência ou não. Espevitou o ataque Portista, magnifico a pressionar o guarda-redes adversário e a acreditar no erro, a ousadia por vezes traz recompensa, ousou, ganhou.

Mikel – Entrou e o FC Porto ganhou definitivamente o meio campo, como consequência construiu mais jogadas de perigo, soube empurrar a equipa defendendo mais à frente e suster o meio-campo da turma do mar com a sua presença.

Sebá – Pouco tempo em jogo, fez-se notar por um corte providencial a travar um contra-ataque perigoso da turma leixonense.


Ficha do Jogo:





Por: Rabah Madjer









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