quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Muro das lamentações*

#Benfica #Sporting #FCPorto #Joker



No muro das lamentações
Choram-se pontos perdidos…
Serão os lamentos ouvidos
E por tantos erros, perdões?

O Conselho dos anciões
Ach’o decurso normal
Pela margem pontual
Das águias sobr’os Dragões!

Que jogando contra dez
Em jornadas consecutivas
Tenham aqueles sete vidas
Para jogar com o Perez?

Erros sucessivos de Deus
Nessa escolha do apito
Qu’estando o clube, aflito
Opta sempre p’los “hebreus”?

É o povo escolhido
Diz o Velho Testamento
E a cada novo sofrimento
Aparec’o jogo resolvido?

É o que diz as Escrituras
Que nunca percas a fé!
Batendo palmas de pé
Mesm’às fracas figuras…

Pois se perderes
Com outras fés
Sabes que Moisés
Tem outros poderes!

E nessa Judeia
Mesmo derrotada
Sabe-se que Massada
Era pequena aldeia…

E que vind’o Zénite
E que vind’o Chelsea
Não é derrota excelsa
Sofrida no limite!

E pode-se aplaudir
E evidenciar!
Esse belo jogar!!!
Mesmo a perder….

E perdendo na mínima
Fazes disso vitória!
Como rez’a história
Essa triste sina…

E s’empatares o Porto
Lembras o Borisov!
Que nisso se move
O clube (do mar) morto!

E bem s’evidencia
Na Bíblia vermelha
A grande epopéia
Vista lá de cima!

Pois o qu’interessa
É a fé de “Israel”
A terra do mel
Qu’o mundo cobiça!

Pois tem tal fortuna
Em bens e activos
Que tod’os passivos
São mera calúnia!

Por isso da fé
Nunca se reclama!
E dela se mama
Deitado ou de pé!

Que bem protegidos
Andam os “judeus”
Qu’os outros “ateus”
Nem são referidos…

Empataram a Leste
Um jogo-perdido
Que foi subtraído
Um golo no teste!

E nas parangonas
Fomos salvos, afinal!
Nesse vendaval
Qu’os deixou nas lonas!

Pois já preparavam
As primeiras capas!
Mas foram empatas…
E nisso se salvaram?

E os que perderam
Aplaudiram de pé!
E o destaque é:
O qu’eles mereceram!!!

Não levaram cinco
Pois Santo Patrício
Lá lhes deu enguiço
Jogand’a trico!

E hoje o qu’espero?
Um milagre, pois
Perdendo por dois
Sem margem pr’a erro!

Pois qu’a cartilha
Do apito europeu
Não é só “judeu”
Faz-se na bastilha!

E como Jacobino
Opõe-se a Deus!?
E tom’os ateus
Por valor divino!

Por isso é rezar
Por mais um milagre!
E qu’o Enzo não pague
O que está por pagar…

Por iss’o lamento
De quem de direito
P’lo pénalti feito
Ou a bola lá dentro!

Possa pois provar
A desigualdade!
Qu’em boa verdade
Veio pr’a ficar?

E que no discurso
De mau pagador
Venh’o pecador
Mostrar-se a concurso!?

Dizendo que quer
O campeonato cá dentro
E o seu epicentro
No burgo s’infere!

Já qu’as ajudas
Não chegam lá fora
Não mama, mas chora
As sucessivas “purgas”!

    * O autor insiste em reafirmar o seu máximo respeito por todos os credos e religiões, e se faz graça com o conteúdo das mesmas, fá-lo apenas por mero recurso linguístico e enquadramento histórico num paralelismo poético que se impõe, face à terminologia empregue no mundo do futebol em Portugal. Obrigado.


Por: Joker

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