terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Revista de Imprensa - 10 de Dezembro 2013

" Não guardo para o dia seguinte"


  Declarações do Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, em dia de apresentação do seu livro, onde revela algumas histórias até agora desconhecidas. Destaque dado pelo diário O Jogo.
Os restantes diários desportivos, dividem protagonismo entre o clube de alvalade e o da luz, este último em jornada europeia


O Jogo:

O Jogo


- FC Porto: "Ataquem pelas alas", Ricardo Costa, capitão do Valência, diz que só há um caminho para a baliza do Atlético; colchoneros sofrem metade dos golos na sequência de cruzamentos; "Não guardo para o dia seguinte", conheça as 31 decisões preferidas de Pinto da Costa."


- "Montero até dá lições na Europa"
- "benfica - PSG às 19h45"



Record:

Record


- FC Porto: "Nuno Campos: Record revela o perfil do fiel escudeiro de Paulo Fonseca."


- "Sporting líder parte I: Alvalade é um Jardim"
- "benfica - PSG às 19h45: "Há sempre uma esperança"


A Bola:

A Bola


- FC Porto: "Regresso de Quaresma marcado para a Luz; Pinto da Costa pensava que ia "marar" quando foi operado ao coração."

- "Montero corre pela Bota de Ouro"
- "benfica - PSG às 19h45: "Ainda acredito"



Notícias sobre o FC Porto:


Pinto da Costa: «Tomo decisões quando são precisas»

À margem da apresentação do seu novo livro, Pinto da Costa afirmou, esta segunda-feira, que toma decisões «quando são precisas».

«Tomo decisões quando são precisas. Têm de ser tomadas no momento exato, nem antes, nem depois. Se forem tomadas antes, podem ser precipitações. Se forem tomadas tarde, podem ser remendos ou tentativas de esconder as coisas. Não guardo decisões para o dia seguinte», afirmou o dirigente, em declarações ao Porto Canal.


Pinto da Costa apresentou o seu novo livro, intitulado "31 anos de presidência, 31 decisões".

Pinto da Costa: «Senti que ia marar», susto antes da cirurgia ao coração

Com o Natal estrategicamente à porta, Pinto da Costa lançou o seu segundo livro, onde fala das 31 decisões mais complicadas nos 31 anos de presidência. As mais de 200 páginas foram escritas à mão pelo próprio, o que chegou a assustar a editora de Lisboa que o tinha desafiado a resumir alguns dos mais marcantes episódios à frente dos destinos dos azuis e brancos.

Ontem, perante uma sala cheia de amigos, Pinto da Costa destacou duas decisões. A mais recente foi a operação a que foi submetido ao coração, no ano passado. “Em bom português, senti que ia marar”, afirmou, com o seu humor tão peculiar, revelando que chegou a tomar medidas concretas para o caso de a cirurgia correr mal: “Escrevi quatro cartas, uma dirigida ao dr. Sardoeira Pinto, presidente da assembleia geral do FC Porto, dando conta do que eu entendia dever ser o futuro imediato do nosso clube”. Mas tudo correu bem e o presidente não chegou a entregar nenhuma – as outras eram para o filho Alexandre, para a filha Joana e para a mulher Fernanda –, queimando-as, de imediato, quando abandonou o hospital.

Bem primeiro que isso, em 1981, Pinto da Costa pensou muito antes de dar outro passo. “Candidatar-me à presidência foi um bocado loucura. Todos sabíamos como estava a situação do clube. Fui empurrado, mas, dado os resultados, o empurrão valeu a pena”, congratulou-se quem espera que estas 31 histórias sejam mais lidas do que a sua autobiografia intitulada “Largos dias têm 100 anos”, que só na primeira semana vendeu mais de 80 mil exemplares.

Para ajudar ao sucesso do livro, Pinto da Costa alargou os temas desde contratações de jogadores, transferências, entradas e saídas de treinadores, assim como episódios insólitos que envolvem bombas ou possíveis derrocadas do velhinho Estádio das Antas.Comecemos pelos jogadores:Fernando Gomes era um símbolo do clube e resgatá-lo do Gijón era uma prioridade. Mesmo sem dinheiro, em 1982, o presidente pediu a um amigo uma livrança avalizada no valor de 100 mil euros e o goleador lá voltou...

Episódios

Um ano depois, o Sporting ia emprestar um jovem chamado Paulo Futre e Pinto da Costa lembrou-se de o ter visto jogar 45 minutos pelos... juniores. Perante tal oportunidade, o FCPorto avançou logo para a sua contratação. O esquerdino deu nas vistas e o At. Madrid quis levá-lo. Pinto da Costa soube e dobrou-lhe a cláusula de rescisão vendendo-o, horas depois, por 2 milhões de euros. Vítor Baía era outro talento puro. O Barcelona chegou a oferecer 6 milhões, mas Pinto da Costa forçou até aos 9, admitindo que foi o jogador que mais lhe custou ver partir...

Quem também merece destaque no livro é Octávio Machado, primeiro por ter recusado o regresso de Jardel – acabou no Sporting e foi campeão! – e, depois, pelas superstições nas escolhas dos hotéis antes dos jogos. Entre tantos outros episódios, o roubo de Mourinho aos “vermelhos” é outro capítulo a não perder.


Teles Roxo: «O Casagrande consome heroína», Presidente relata alerta de antigo Vice

Uma das maiores revelações de Pinto da Costa no livro que lançou ontem foi sobre o antigo avançado Walter Casagrande. O líder dos azuis e brancos recordou uma conversa que teve com o responsável de futebol e vice-presidente Teles Roxo, na época de 1986/87, pouco depois da histórica conquista da Taça dos Campeões Europeus.

“Presidente, isto é grave e tem de ficar entre nós. O Casagrande consome heroína e creio que nas veias”, terá dito o antigo e já malogrado dirigente, após alguém de confiança o ter visto num bar onde era normal o uso de heroína. Pinto da Costa nem queria acreditar e providenciou, de imediato, a transferência do jogador. O internacional brasileiro rumou para o Ascoli, “para mudar de hábitos”, e viria, depois, a brilhar na Fiorentina.

O principal objetivo foi alcançado e, mais uma vez, ficou provada a solidez dos dragões:“A decisão tomada, de não permitir que o caso viesse a público, foi realmente a melhor e ficámos felizes por voltarmos a vê-lo a ser um grande homem.”

Há poucos meses, Casagrande escreveu um livro onde assumiu o consumo de drogas, mas foi no mediático programa de Jô Soares que causou impacto ao revelar que tinha sido obrigado a dopar-se nos seis meses que jogou no Estádio das Antas, a primeira das quais logo na partida de estreia, por indicação de um colega de equipa.

Sobre isso Pinto da Costa nada escreveu, acrescentando apenas que só faz estas revelações porque foi o antigo avançado a trazer a público o consumo de drogas no livro intitulado “Casagrande e seus demónios”. A resposta do brasileiro não deve tardar...



Por: Cubillas

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