sábado, 14 de dezembro de 2013

Liga Zon Sagres, 13ª Jornada: Rio Ave - FC Porto (Antevisão)

Com a eliminação da Liga dos Campeões ainda bem presente, o FC Porto terá no próximo domingo uma deslocação tradicionalmente complicada, defrontando em Vila do Conde, a equipa do Rio Ave, formação que ocupa o oitavo lugar, encontrando-se em igualdade pontual com o Vitória de Setúbal.

Nos jogos realizados no Estádio dos Arcos, a turma de Vila do Conde não tem sido propriamente feliz. Em seis encontros realizados no seu reduto, contam de momento com apenas um triunfo - e logo na segunda jornada diante do Vitória de Setúbal - e cinco derrotas, o que diz e muito do percurso negativo a jogar como visitado, contradizendo com a bela campanha que está a ser feita fora de portas.

E foi precisamente no terreno do Olhanense (neste caso em "casa emprestada), que o Rio Ave regressou no passado fim de semana às vitórias na Liga, batendo o conjunto de Olhão por uma bola a zero, com o golo da vitória a surgir à entrada dos últimos minutos da partida, num tento apontado pelo irreverente Ukra.

A nível organizacional, o treinador Nuno Espírito Santo manteve a "fórmula" do ano anterior, isto é, procurando solidez no sector defensivo, dando especial ênfase, aos momentos de transição ofensiva, onde por norma são colocados dois jogadores nos corredores laterais com determinadas características para esse tipo de vertente e assim tentar aproveitar algum tipo de desequilíbrio que possam existir nas equipas que lhes surgem pela frente. 

Equipa organizada em 4-2-3-1. Vocação ofensiva q.b. e agressividade, sempre procurando manter o equilíbrio e preocupação na gestão dos ritmos. Na primeira fase de construção, o Rio Ave tenta chegar em boas condições para progredir sobre as faixas - atenção ao acompanhamento ofensivo dado pelo Edimar e Lionn. 

Construção de jogo curto tem o 1º passe para os centrais. Por norma, o central gosta de sair a jogar - sobretudo o Marcelo, enquanto o internacional peruano Rodríguez procura não facilitar nas saídas. No entanto, quando não é possível, a opção passa pela colocação directa nos laterais para combinar e progredir no corredor ou circular na linha defensiva, usando os médios que aproximam, tendo como principal objectivo, a colocação de bola nos corredores laterais em zonas mais avançadas no terreno

Da 2ª para a 3ª fase, há um padrão na construção de jogo. Normalmente envolve uma abordagem com base na posse de bola e jogo curto. Os centrais gostam de jogar nos laterais, para que estes corram com bola, contando com grande envolvimento sobre o lado esquerdo, no qual, o Edimar garante imensa profundidade, revelando uma pujança considerável ao percorrer o seu corredor. Outro padrão, é quando o Tarantini desce para receber a bola e colocá-la em profundidade nos jogadores da frente de ataque, enquanto o Wakaso (regressa após castigo), se encontra mais posicional. Mas atenção: o médio de transição vilacondense será baixa de vulto neste embate perante o FC Porto, em virtude de ter visto o quinto amarelo na prova no jogo contra o Olhanense.

Com a ausência do Tarantini, vai obrigar ao técnico do Rio Ave proceder mexidas no sector intermédio. Atendendo ao grau dificuldade existente na partida, uma das soluções poderá passar por um jogador que possa dar mais músculo e trabalho sem bola, do que propriamente ser uma solução em termos de criação. E aí surgem como alternativas mais credíveis: Luís Gustavo, Roderick ou Vilas Boas.

 O Diego Lopes raramente abre na linha, contrariamente ao Ukra e ao Braga... extremos puros,que conferem verticalidade ao seu jogo, encarando com naturalidade o duelo individual e com espaço poderão causar mossa. 
O elemento mais avançado deverá ser o jovem Hassan. É um jogador que trabalha muito em prol da equipa. Cada cruzamento para a área será um sinal de alerta para a defesa portista, sobretudo pelos bons movimentos sem bola que executa dentro da área. Mas atenção: nem sempre é devidamente apoiado, o que o obriga constantemente a baixar e de costas para a baliza quando é apertado apresenta dificuldades em se libertar do seu opositor.

No FC Porto, a inversão do triângulo de meio-campo nos segundos 45 minutos frente ao Sp. Braga vieram proporcionar uma das melhores exibições da época até ao momento. Para este encontro com o Rio Ave, os brasileiros Carlos Eduardo e Kelvin já poderão ser opção para Paulo Fonseca - como se sabe não estavam inscritos nas competições europeias - aumentando assim o leque de alternativas para este jogo, sobretudo no que diz respeito a Carlos Eduardo, bem como registar o regresso de Fernando, ele que cumpriu castigo na ronda anterior.



Por: Dragão Orgulhoso

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