segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Perder a identidade e perder jogos: dois fenómenos intrinsecamente ligados.



Perder a identidade e perder jogos: dois fenómenos intrinsecamente ligados.

Assim se podia definir a visita do Porto B ao Seixal.

Mesmo em equipas B, a rivalidade é notória e talvez por isso custe ainda mais não só perder, mas sobretudo perder assim. Perder quando se abdica de tudo o que defina o Porto quer a nível táctico como em termos emocionais.





Podia descrever as situações do jogo ou o lance x ou y, mas vou poupar o leitor portista a esse embaraço. Foi mau, foi muito mau.






O adepto comum olhava para o onze inicial do Porto B e torcia o nariz... Sim Sr. adepto está de facto na presença de 3 trincos no onze inicial do Porto. Mikel, Pedro Moreira e Tomás eram os 3 jogadores do meio campo portista!

De facto... muito estranho. Se não fosse este fenómeno aparecer jogo sim, jogo não... ia jurar que o Porto B estava com medo do Benfica B. De facto antes do jogo não havia razões para medo... mas há medida que o jogo se foi passando, a fórmula dos 3 trincos fez o adepto mais confiante abandonar o estádio.

O meio campo do Porto que supostamente trancava a sete chaves a baliza de Kadu acabou por se revelar um passador. Sim um passador, aquele objecto de cozinha que deixa passar o leite e fica só a nata. Pois pelo passador dos 3 trincos passaram os avançados e médios e laterais do Benfica a seu belo prazer e a única coisa que ficou no passador foi mesmo o orgulho portista e a convicção dos adeptos que se deslocaram para ir ver o Porto jogar.

Talvez também seja útil reflectir aqui (MAIS UMA VEZ) sobre o posicionamento do médio criativo Tozé. Porque como se já não bastasse um meio campo de trincos, tínhamos que reforçar as alas com mais um médio. Um médio que por sinal é um jovem talentoso e sempre eficaz quando joga no seu lugar. Assim foi mais 1, mais 1 a fugir à sua identidade.

Quem não fugiu à sua identidade foi Kleber... que ficou sozinho à espera que alguém lhe cruzasse uma bola, infelizmente depois de tantas trancas na porta, já não havia espaço para 2 extremos, que colocassem em apuros os laterais frágeis do Benfica B.

Na defesa o Patrão do costume (Zé António) apagava fogos múltiplos, mas nem ele chegou para parar a avalanche vermelha que tão alegremente passava pelas trancas, trincos e passadores.

Também de referir a ingenuidade de uma equipa que num canto coloca o baixinho Tozé a marcar Steven Vitória, um especialista das alturas. Sim, caro leitor, esta é a descrição do 1º golo do Benfica B.

Nota só para o golo do jovem André Silva, que devolveu alguma satisfação aos adeptos portistas e evitou aquilo que seria um resultado humilhante.

E assim vai o futebol do Dragão. Estranho, muito estranho.

Sobretudo quando a equipa vinha de 1 vitória que não deixou dúvidas face à Oliveirense, numa segunda parte sem trancas, nem passadores. Bastou 1 trinco, 1 belo trinco por sinal.

A análise individual hoje é curta, mas é a necessária:


Luis Castro: Treinador incoerente. Incapaz de dar sequência aos melhores momentos da equipa. Incapaz de colocar os jogadores nas suas posições de uma forma regular.


Por: Prodígio
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