sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Bruno de Carvalho borrou a pintura toda.




Confesso que desde a primeira hora que Bruno de Carvalho, atual presidente do SCP, tomou conta dos desígnios do clube leonino me deixou sempre uma boa impressão, não pela configuração estranha da sua voz a roçar algo da área do canto lírico, acrescido de alguma arrogância e prepotência no seu timbre de voz, mas pelo que em poucos meses de gestão conseguiu trazer e devolver de positivo ao clube e ao seio da sua principal equipa de futebol.


Resolvendo de imediato graves problemas de tesouraria a curto prazo, reunindo a família leonina que estava demasiado dispersa e desacreditada e projetando de novo o clube para os lugares de maior prestígio da 1ª Liga portuguesa, feito que, e diga-se com algum ênfase, todos os seus anteriores homólogos na presidência do clube não conseguiram, ou não foram capazes de realizar na prática, todos os problemas emergentes do clube num espaço muito mais alargado no tempo, tendo mesmo contribuído em bloco para o agravamento do clube, quer em termos económicos quer no panorama desportivo.
A génesis de cada pessoa sempre nos indicou que não há pessoas totalmente iguais, no entanto, Bruno de Carvalho no início do seu curto ciclo diretivo, por vezes, assemelhava-se um pouco com os mesmos princípios e orientações do presidente do FCP, Pinto da Costa, quando este há cerca de 31 anos foi eleito para dirigir os desígnios do clube azul e branco com o êxito de que todos somos testemunhas, independentemente de se gostar ou não da sua forma de pensar ou de agir em defesa do seu clube, pois também Bruno de Carvalho começou por resolver os principais problemas de tesouraria, enquadrou-se com a própria equipa sentando-se no banco, e por fim, estipulando no clube um regime de um só comando ou de uma só voz para unificar a filosofia desportiva do clube.   
No entanto, quando Bruno de Carvalho compareceu na sala de imprensa de Alvalade, logo após o final do jogo com o Nacional, onde fez duras criticas a Manuel Mota, árbitro do encontro, pelo seu desempenho em jogo que me pareceu até normal e correto, tendo em conta o que por vezes se vê por aí, não só no golo que anulou por ter havido duas cargas pelas costas evidentes na mesma jogada que só o presidente leonino não viu, mas também, por eu não descortinar nenhum ato de violência merecedor de castigo disciplinar que Bruno de Carvalho tanto contesta, para além de se "congratular" com os presidentes dos rivais Benfica e FC Porto pela "conquista de dois pontos", Bruno de Carvalho burrou a pintura toda de um quadro realista que de início parecia ser aprazível e respeitável, quando ainda no jogo anterior tinha beneficiado de um penalti do campo do surrealismo puro, e estranhamente, ou talvez não, neste particular e insólito episódio tudo pareceu estar bem para as bandas de Alvalade.

Como diria um amigo meu no seu jeito brincalhão de enfrentar os acontecimentos menos conseguidos, no que diz respeito a este triste episódio, “há dias de manhã, que de tarde, não se pode sair à noite”.

Por: Natachas
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