terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Balanço da primeira metade da época.




Terminado o ano de 2012, é altura de fazer um breve balanço da primeira parte da época 2012/2013.

Nesta fase da época a equipa já venceu a Supertaça, encontra-se a 3 pontos da liderança do campeonato (mas com um jogo a menos), apurou-se com alguma facilidade para os oitavos-de-final da Champions, está em condições de garantir a passagem às meias-finais da Taça da Liga, mas já foi eliminada da Taça de Portugal.







Começando por este ponto negativo, a eliminação da Taça foi, sem dúvida, o pior momento da temporada portista. O jogo em Braga era demasiado difícil para que se entrasse em campo com um onze secundário. A juntar a isto, o desenrolar do encontro teve algumas ocorrências que em nada beneficiaram a nossa equipa.





Na Taça da Liga ainda não assistimos à tradicional rotação na equipa, mais por culpa da pausa de Natal (e também do adiamento do jogo em Setúbal, para o campeonato) do que por uma mudança de abordagem à competição. Os 2 jogos iniciais desta Taça foram importantes para manter a equipa com ritmo competitivo, mas parece-me que a partir de agora começarão a jogar as segundas unidades, mas sempre com a vitória em mente.

Na Champions o desempenho foi quase imaculado, não fosse a derrota na última jornada em Paris, que nos custou o 1º lugar no grupo, num jogo que poderia ter pendido para qualquer um dos lados. Contudo, felizmente a 2ª posição no grupo não teve, em teoria, efeitos negativos, visto termos evitado os tubarões nos oitavos da prova.

Quanto ao campeonato, olhando para os números conclui-se que dificilmente poderia estar a correr melhor. Apenas 2 empates em 12 jornadas é algo que não se repete muitas vezes. O problema, nesta prespectiva, é que o nosso rival está com o mesmo ritmo que nós. Contudo, olhando para os 2 empates fica-se com a sensação que deveríamos ter conquistado algo mais. Em Barcelos Vitor Pereira partiu a equipa cedo demais, colocando a equipa a jogar de uma forma que não é a sua, num campo tradicionalmente difícil, na jornada inaugural da Liga. A equipa apresentou-se em campo sem intensidade de jogo e, a partir de certa altura, sem qualquer fio de jogo. Já em Vila do Conde assistimos a uma exibição completamente apática, certamente influenciada pelo jogo que se seguia na Champions. Mesmo assim esteve na frente do marcador até meio da segunda parte, mantendo-se com uma má atitude o jogo todo, tornando este empate ainda mais indesculpável.

Posto isto, o desempenho da equipa tem sido bastante positivo. Se olharmos para as exibições desta época em comparação com a anterior, verificamos que a qualidade das exibições aumentou exponencialmente. Hoje vemos uma equipa com uma identidade muito própria, que pressiona alto, que gosta de jogar em posse constante, quase sempre privilegiando o corredor central  na construção e com um jogo de posse curto. É uma equipa que, por vezes, peca por não variar mais o seu jogo, mas sabemos que está ali uma equipa com identidade, que raramente se deixa levar por aflições finais de “chuveirinhos” para a área. E isto é uma grande evolução face a uma equipa que, na temporada anterior, jogava sem personalidade e era carregada, sobretudo, pelas individualidades.

Mas, apesar deste jogo mais colectivo, há obviamente individualidades que se destacam. Correndo o risco de ser injusto, destaco os dois colombianos: James Rodriguez e Jackson Martinez como principais figuras desta fase da época.

James por ser o criativo desta equipa, o jogador que parte duma ala mas está sempre no meio, criando grandes desequilíbrios aos adversários. Continua a crescer como jogador, estando agora a assumir protagonismo maior como figura da equipa.

Já Jackson era o elemento que faltava ao onze. É o melhor marcador da equipa, mas o seu papel está longe de se reduzir aos golos, pois é sempre uma referência na frente, jogando muito bem de costas para a baliza. Todo o jogo que lhe chega, seja aos pés ou à cabeça, sai com qualidade.

Com o mês de Janeiro já em andamento, aproximam-se desafios decisivos para o desenrolar da época. Esta tem sido positiva até ao momento, mas é a partir de agora que as coisas se vão começar a decidir. Com a Taça de Portugal já fora do horizonte, as baterias têm de estar todas apontadas para o campeonato e a Champions. E espera-se que cheguem reforços o mais cedo possível, pois o plantel é algo curto, principalmente no ataque, para os desafios que se avizinham.


Que 2013 seja, novamente, um ano de várias conquistas.


Por: Eddie the Head
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