quinta-feira, 5 de abril de 2012

Braga vs FC PORTO (Antevisão)



É um dos 5 jogos que nos faltam.


O que muda? Dos 5 é o único contra um dos dois adversários directos. Torna-o mais importante, mais decisivo; mas não o quero considerar o jogo do título, pois acredito que este só se vai decidir numa das últimas duas jornadas. Jornada a jornada, luta a luta. 
Agora é na Pedreira.

Paremos de falar em coisas tão óbvias. Muito se fala em estratégias e em tentativas de compreender o adversário. Neste jogo, pela primeira vez, o Porto não tem que ter (o que não obriga ao contrário) iniciativa de jogo. Isto significa que vamos poder explorar mais e melhor os contra-ataques, as transições rápidas.

Vai ser um jogo em que nada pode falhar, ninguém pode falhar. Cada um a cumprir a sua função e, claro, muita entreajuda. 

No último jogo com pressão semelhante demos-nos muito bem. Foi uma jornada à parte, um jogo à parte, um Porto à parte!! É preciso que esse Porto saia da concha, porque, rapazes, só faltam 5 jogos! Um passo em falso e estamos fora.


Helton na baliza. Não poderia ser de outra forma. A nossa última barreira (por vezes, a mais eficaz).


Na defesa fazia uma alteração.






Álvaro por Alex Sandro. Custa mudar nesta altura do campeonato, mas também custa ver o nosso corredor esquerdo como uma auto-estrada para extremos e laterais rápidos, como são o Alan e o Miguel Lopes. Quem dá mais garantias nesta altura? Um upgrade nunca faz mal… Mas vai jogar o Palito, que vou apoiar desde o 1º minuto e esperar que não se lembre que correr não é só para a frente.






Mesma dupla de centrais. O Maicon e o Otamendi dos dois últimos jogos chegam e sobram para o Lima. Manter a calma e controlar o jogo aéreo. Não dá para sair a jogar, bola fora. Simples.
Sapunaru a lateral direito. Competência defensiva acima de tudo (não perder de vista o Hélder Barbosa), mas também é necessário que explore as costas do Elderson, claramente o elo mais fraco do Braga.



Meio-campo igualzinho ao Olhanense. Jogadores e posições dentro do campo. 


Fernando a 6. Ofensivamente tem que ser a 1ª linha de construção, passe curto ou longo dependendo da situação. Não te preocupes Moutinho, ele consegue. Defensivamente, vai, com certeza, ser o monstro das dobras aos laterais e secar o Mossoró. “In Fernando we trust”.









Moutinho a fazer o que só ele sabe. Não se espera outra coisa do melhor box-to-box português. Vai ser importante em transições rápidas e sobretudo a conter alguma pressão que o Braga poderá fazer em certos períodos do jogo, principalmente pela dupla Hugo Viana – Custódio. 







Lucho na mesma posição da última jornada. No CENTRO DO TERRENO. Que bem que ele joga quando constrói, quando joga e faz jogar tudo ou quase tudo ao 1º toque. Com a sua inteligência táctica apurada, vai cair em cima do Custódio, não lhe dando um palmo de espaço. Tem que sair definitivamente das costas do avançado, recuar uns passos e ser o Lucho que nós gostamos tanto de ver jogar. A alegria do nosso jogo agradece e de que maneira. Para cima deles, Comandante!!


Na frente de ataque, gostava de ver uma troca nem que fosse só por 5 minutos (com a fluidez do jogo, rapidamente os jogadores trocam de ala).


Hulk no lado esquerdo e James no lado direito. Defensivamente, não ficávamos tão desguarnecidos do lado esquerdo, porque quando o James descai para o centro, o Álvaro tem maior tendência a subir e caso percamos a bola, já se sabe o que acontece. Auto-estrada livre de portagens. 
Ofensivamente funcionava assim: Do lado esquerdo, o Hulk ganhava a linha em velocidade (passes para o brasileiro sempre para a frente, obrigá-lo a correr!) e cruzava ou resolvia individualmente. Do lado direito, o James descai para o centro obrigatoriamente (devido ao seu pé forte), dando maiores hipóteses ou ao Sapunaru de explorar as costas do Elderson ou de aproveitar a imaginação do James na zona central.
É como digo: Se não funcionar, rapidamente se muda.





Kléber a 9. Kléber, Kléber, Kléber. Mais rápido e mais capaz de criar espaços na zona central, ao arrastar os centrais para a ala. Apesar de ser mais baixo que o Janko, ganha tantos lances de cabeça como este. Menos estatura, compensada com maior poder de antecipação. E em modelos de transição rápida, o brasileiro funciona muito melhor que o austríaco. Mas como no caso do Palito, aqui também deve jogar o Janko, que, novamente, terá todo o meu apoio desde o 1º segundo de jogo.




O objectivo são os 3 pontos, como sempre. O que muda é o adversário, a pressão. Acho que a equipa sabe lidar com isso. Não é tudo tão óbvio?

VAMOS A ELES.



Por: Dragão16
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