sexta-feira, 12 de julho de 2013

Conduto.



Um sempre pronto conduto
Pra forrear esse estômago
Sempre esfomeado, de curto
Nessas vitórias do ego!

Nesses relatos, a emoção
Nunca escondida, sincera
Por um emblema, a razão
Que no “jornalista”  impera!

Sempre o benfica, no auge
Nos decibéis de gritaria
E na Tv pública, o ultraje
Por todos pago, perdia…

Agora sim, a confluência
Entre o prazer e o trabalho
Que na Tv, a benificiência
Só dá no canal do cangalho!

Agora bem pode gritar!
Gerir reuniões de pré-época
Pois, quem o está a pagar
Pretende o mesmo, na certa!

Só falta o lampião de Paredes
Para se compor o ramalhete
Pondo a TV, nessas redes
Como pivot, mas sem frete!

Gerindo a coisa a quatro
Eles, o Moniz e o Orelhas
Mais o Jasus, literato
Fazem canal de parelhas!

Com seriedade e isenção
Transmitindo o benfica
Com a pistola na mão
Caso o Colaço, resista!

Vai ser sempre a ganhar
Agora de Salvo-Conduto
Com ele agora, a narrar
Jogo na luz é Impoluto!

Faltas na área, aonde?
Golos em fora-de-jogo?
O Árbitro onde s’esconde?
Quinze vitórias sem logro!

E tudo gritado com peito
P’lo “jornalista” isento
Nesse canal, o maior feito
É ser jornalista por dentro!

Mas tudo está na paz do Senhor
Só o ponta-de-lança da Liga
Acha qu’o assunto é amador
E interessa descobrir a intriga

Qu’impede o clube de ser ressarcido
Dos milhões a que tem direito
Não pagos a contado, sortido
Ao benfica, o clube perfeito!

Pois só ele gere as audiências
Merecendo ganhar a quota de leão
Gerindo a Liga, essas ocorrências
Nos frutos do benfica, campeão!

Ainda bem, que existem definições
Os condutos revelam-se finalmente
Limpam-se os espaços, nessas estações
Por todos pago! Por serviço decente!!!



Por: Joker
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