quinta-feira, 18 de julho de 2013

As Brumas da memória



Estava D. Sebastião, na bruma
Aguardando o regresso anunciado
Quando, eis, que em parte alguma
Se encontra El Rei, o Desejado!?

Será que também rescindiu
O contrato p’la sua juventude?
E c’o Bruma, também descobriu
Que sozinho não tem plenitude?

Não estando, por isso, legitimado
A guerrear tal guerra,  tão jovem
E em Álcácer-Quibir, ser derrotado
Por culpa de cláusulas qu’encobrem?

Até custa a acreditar que n’Academia
Modelo de Estado e Formação
S’invista em modelos d’alforria
Com raptos, ameaças, e pressão?

Então se o jovem Estadista
Entrou de rompante no Reino
Gritando uma era, em conquista
Tão jovem, tão fogoso, e sem treino…

E rápido, encontrou inimigos
Poderosos, com quem guerrear
Num incentivo, daquele dos antigos
Em propagandas, volt’a festejar!

O Porto como rosto do Diabo
Na sua profissão de fé
Leva-o ao couto encarnado
Pra juntos avançarem – amén!

Uma armada bem construída
Por muitos e bons navegadores
Só peca por ser destruída
Nesse confronto c’os melhores!

Por isso o nevoeiro adensa-se
Tomando as brumas da memória
Pro Bruno, o contrato apensa-se
S´os soldados entram em moratória!

E por isso se trata de pressionar
Navegadores mais os empresários
Se o contrato não se renovar
Coloca-se em cena, os corsários!

Que conhecemos lá do Cristóvão
Descobridor desse novo mundo
Um navegador do pé pra mão
E mestre d’obras do submundo!

Por isso, Bruma, põe-te a léguas
Ainda te forçam a incorporar
Este sporting, de muitas guerras
Que na tua idade, te vão matar!



Por: Joker
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