quinta-feira, 1 de novembro de 2012

FC Porto - Marítimo (Antevisão)





Na próxima sexta-feira pelas 20:15 o Dragão será palco de mais uma jornada da Liga, com o FC Porto a receber o Marítimo, antecedendo mais uma jornada europeia para ambas as formações, que vivem situações opostas nos seus grupos.






O Marítimo é uma das boas equipas da Liga, contudo nesta fase inicial da época a equipa tem estado uns furos abaixo do esperado, encontrando-se a meio da tabela e inclusive ainda não venceu nos Barreiros (por norma costuma ser muito forte no seu reduto), possivelmente devido a uma pré-época exigente e antecipada, por vezes ter que efectuar dois jogos por semana pode ser uma das razões para algum abaixamento, isto comparando com a última época, que foi a todos os níveis notável.

Apesar de tudo, a turma madeirense é sempre uma equipa a ter em conta e a qualquer momento pode dar um volte-face na "crise", por vezes basta uma/duas vitórias consecutivas para as coisas voltarem ao normal, qualidade existe para tal há, mas naturalmente jogar no Dragão não é fácil e o FC Porto parte para este jogo como favorito à conquista dos três pontos, se fora do seu reduto tem tido algumas dificuldades, a jogar em casa tem sido claramente superior aos seus adversários, acrescentando o facto de ainda não ter sofrido qualquer golo no campeonato no Dragão.

A equipa do Marítimo possui no plantel alguns elementos dotados em termos técnicos, primando por uma boa organização nos seus sectores e depois atacando com dois alas bem abertos, contando com um elemento mais posicional na área. 

No último jogo para o campeonato diante do Braga o técnico Pedro Martins operou algumas mexidas na equipa (uma delas forçada devido ao castigo de David Simão), sendo que para este jogo frente ao FC Porto dificilmente  Márcio Rozário ou João Luiz serão titulares, abrindo então portas ao regresso do lateral Rúben Ferreira e de David Simão, não esquecendo o brasileiro Danilo Dias (um dos jogadores mais perigosos) que iniciou a partida com o Braga no banco, no entanto deve igualmente regressar ao onze. Sendo assim e tendo em conta a forma de jogar da equipa, o Marítimo não deve fugir aos seus princípios de jogo, estando a equipa formatada num 4-3-3, estreando a titular o brasileiro Welligton entre os postes (o indiscutível Salin está castigado), jogando à sua frente a dupla habitual formada por Roberge e João Guilherme (uma das melhores duplas de centrais do nosso campeonato), estando o lado direito e esquerdo da defesa entregues ao capitão Briguel e ao jovem Rúben Ferreira respectivamente.

No meio-campo para a frente é que existem algumas dúvidas a serem desfeitas poucos antes do início da partida, sabendo que Rafael Miranda está de pedra e cal na equipa inicial, faltando saber se o outro elemento que o acompanha como pivot será Semedo ou João Luiz, libertando David Simão no meio, jogando sobre as alas Sami e Danilo Dias (dois elementos que desequilibram) e a ponta de lança Fidélis, existindo possibilidade de Heldon se manter no onze, mas aí Danilo Dias voltaria a iniciar o encontro no banco de suplentes.

Apesar do FC Porto ter um jogo complicado e exigente na próxima terça-feira, não acredito que haja muitas mexidas e como tal Vítor Pereira não deverá proceder a nenhuma alteração, isto comparativamente ao jogo frente ao Estoril. Se o resultado permitir depois sim poderá gerir a equipa de outra maneira.


Antevisão do Treinador, em (www.fcporto.pt):

"Dá muito trabalho ganhar um jogo"

Vítor Pereira espera um Marítimo organizado na defesa e rápido no ataque, mas diz que o FC Porto terá de saber contornar as dificuldades e ganhar o jogo agendado para as 20h15 de sexta-feira, no Estádio do Dragão. E voltou a elogiar o desempenho e empenho dos jogadores.

O que espera do Marítimo neste jogo?

O Marítimo que no ano passado fez o campeonato que fez, uma equipa bem organizada, uma equipa com jogadores velozes e técnicos na frente. Uma equipa que, de certeza, vai apresentar-se compacta, agressiva, que nos vai criar dificuldades. Este ano está perante um contexto diferente, está a disputar também as competições europeias e isso não é fácil. Não é fácil para uma equipa do nível do Marítimo manter-se em bom nível nas duas competições. Mas não tenho dúvidas nenhumas. É uma belíssima equipa, bem trabalhada, bem organizada e que nos vai criar dificuldades, mas que nós temos de contrariar. Estaremos a jogar em casa, perante os nossos adeptos, e vamos ter de contornar as dificuldades para ganhar o jogo.

Acha o Marítimo mais forte ou mais fraco do que na época passada?

A mim parece-me um Marítimo muito idêntico ao da época passada, um Marítimo bem organizado. No ano passado, o Pedro Martins foi muitas vezes elogiado pelo seu trabalho e não se desaprende do ano passado para este. O Marítimo continua a apresentar-se como uma equipa agressiva no processo defensivo e ofensivo, que aposta na velocidade dos seus atacantes. Não é um Marítimo muito diferente do ano passado, este ano trabalham sobre um contexto diferente, com jogos complicados na Liga Europa, os jogadores têm de se adaptar a esta dinâmica, e o Marítimo está a passar por esse processo.

Não lhe parece que o FC Porto tem sofrido muitos golos?

Se nós jogássemos sem adversários era mais fácil não sofrer golos, mas como temos adversários e os adversários também têm qualidade, também têm os seus argumentos e é natural que se sofram golos numa ou noutra desatenção, às vezes por mérito do adversário, outras por demérito nosso, mas isso faz parte do futebol.

Está há 20 jogos sem perder para o campeonato, isso tem algum significado?

Significa que o objectivo fundamental é somar 21, ganhando o próximo jogo, isso para mim é que é fundamental. A nossa equipa é uma equipa equilibrada, que gosta de fazer golos, mas que gosta também de manter uma dinâmica de equilíbrio. É uma equipa ambiciosa, consistente, regular, que às vezes está mais inspirada do que noutras vezes, mas em que a organização está lá, em que a identidade está lá e a equipa sabe o que quer. Estes 20 jogos são consequência disso mesmo.

Acha que a sua equipa está esta época mais forte?

Já disse que sinto a equipa mais ligada, a jogar um jogo mais trabalhado, mais colectivo, com comportamentos em termos de treino que me têm agradado muito. Competitiva, ambiciosa, porque, mais uma vez, reforço que os treinadores portugueses fazem de poucas coisas coisas grandes (não estou a falar de mim, mas dos que sem jogadores da mesma dimensão conseguem criar problemas estrategicamente aos clubes ditos grandes). Não é fácil ganhar jogos e para se ganhar é preciso estar sempre ao melhor nível. Dá muito trabalho ganhar um jogo.

Na entrega dos Dragões de Ouro disse que ainda vai fazer grandes coisas no FC Porto e que ainda não viram tudo o que seria capaz. Quer explicar o que queria dizer com isso?

Isso tem a ver comigo próprio, um desafio pessoal que vai ficar comigo. Sou extremamente ambicioso, extremamente competitivo, quero ganhar sempre, raramente fico satisfeito com aquilo que fica para trás, à procura de fazer melhor, de aprender com as experiências, aprender com o erro sem problema nenhum. A reflexão sobre o erro é que nos faz crescer, eu sei bem o que quero para a minha vida. Aquilo que eu disse tem a ver comigo, com aquilo que é pessoal, com o que tem a ver com a minha vida e nada mais do que isso.

Que lhe pareceram as declarações do presidente Pinto da Costa, que o elogiou nos Dragões de Ouro?

Nós temos que continuar a ganhar, a ter resultados, porque isto é uma competição intensa, de exposição permanente, ninguém agrada a toda a gente e o presidente, se apostou em mim, é porque viu qualidades. Não acredito que o presidente apostasse em alguém em quem não visse qualidades, que não fosse um ganhador, para comandar um clube desta dimensão. É um reforço daquilo que perspectivou quando me contratou, mas sei que o futebol faz-se de resultados e os resultados têm de continuar a surgir, melhores ainda, porque isso é um desafio pessoal. Podia ter optado por continuar nas minhas antigas funções ou ir para o estrangeiro trabalhar, mas não é isso que eu quero para a minha vida. Quanto maior o desafio, melhor para mim, mais eleva o meu foco. Preciso de sentir a pressão dos resultados, do dia-a-dia, que toda a gente coloca numa posição como esta. Decidi ter a necessidade e a obrigação de ganhar títulos.

O que acha mais provável acontecer, o Benfica ganhar três campeonatos em quatro anos ou, como disse o Maicon, o FC Porto ganhar quatro em quatro?

Sinceramente, tenho uma dificuldade muito grande em fazer futurologia e muito concretamente no futebol. Mas é natural que uma equipa como a nossa queira ganhar em quatro campeonatos em quatro anos. É natural que os nossos adversários tenham a ambição de ganhar todas as provas, todas as competições que disputam. Acho natural que a ambição seja a nossa gasolina, acho naturalíssimo, porque quem não for ambicioso não vai ganhar nada. Agora, prever que em quatro se ganham quatro ou em três se ganham dois, isso depende do trabalho de todos os dias. Ganham-se campeonatos trabalhando todos os dias, ultrapassando dificuldades, nas dificuldades evidenciando espírito de sacrifício e de entreajuda, pensar colectivamente antes de pensar individualmente. É natural que toda a gente tenha perspectivas individuais, isso é natural no ser humano, mas nunca à custa dos companheiros, mas com os companheiros, isso faz uma diferença tremenda. Eu quero o melhor para mim, mas com a minha equipa, não quero o melhor para mim à conta da minha equipa.

Acredita que o Sporting ainda lute pelo título?

Pela dimensão do clube, dimensão da sua massa adepta, pela qualidade dos jogadores que o Sporting possuiu e agora com a vinda de um novo treinador, acredito sinceramente que o Sporting ainda vai muito a tempo de recuperar posições e o futebol é mesmo assim. Um, dois, três resultados positivos mudam o estado anímico de uma equipa e os jogadores que estão a passar um momento difícil, como todas as equipas têm. De repente, começam a jogar de forma mais confiante, mais inspirada. Acho muito prematuro e muito arriscado estar a colocar o Sporting de fora da luta pelo título.


Lista de convocados:

Helton e Fabiano (guarda-redes); Danilo, Lucho, Maicon, Castro, João Moutinho, Jackson, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Atsu, Otamendi e Defour.


Por: Dragão Orgulhoso

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