segunda-feira, 31 de março de 2014

Liga Zon Sagres, 25ª Jornada; Nacional 2 - 1 FC Porto

#FCPorto #Portugal #Porquêseafins #Nacional


Porquês e afins

 Porquê que o futebol português é fértil em Capelas?

Como chegam ao topo e mantém-se lá durante anos?

A quem beneficia esta proliferação de Capelas?

Porquê que já não vencemos apesar dos Capelas?

Porquê que o FC Porto parece apostado em vencer pela mediania?

Como é que esta SAD, tão competente, permite este alastrar de mediania, porque não, de mediocridade?


Porquê que já não bastou essa mediania no comando técnico da equipa nos últimos anos e agora até já começa os jogos com esse drama metido no onze inicial?

Como é possível deixar talento no banco e meter jogadores medianos no onze como objectivos ainda por alcançar?
Estão convencidos que por ser Porto, por usarem este símbolo, ganham e ganharão apesar de tudo?

Como é possível não perceber-se os sinais das últimas épocas, onde o APOEL de Chipre nos atira da Champions como equipa do pote 1, onde o Áustria de Viena nos atira para a liga Europa, onde o Braga de Peseiro nos elimina ou ganha taças, onde andamos à justa para vencer o campeonato?

Como é possível este pacto com a mediocridade, onde esta chega ao FC Porto cada vez mais cara, em transferências milionárias e se perpetuam no clube?

Para quando um treinador capaz de potenciar jogadores, de os moldar à equipa, de perceber a suas características e perceber onde podem render e como devem ser utilizados?

Porquê?!

Porquê?!
  
Quanto ao jogo, vou ser muito sucinto. Já nem vale a pena esmiuçar isto.

 Começamos com a dupla de centrais possível, Licá a extremo e com o mesmo meio campo que no jogo anterior. Começo por este último ponto, jogo totalmente diferente, onde teríamos menos espaço a meio campo e a solução é a mesma. Mesmo sabendo o abafo que o meio campo portista levou na segunda parte do jogo anterior e como foi necessário recorrer a jogadores criativos para ressuscitar o jogo a meio campo.

O FC Porto entra bem, mas rapidamente perde o controlo do jogo e sai a perder para o intervalo, felizmente só por um.

Vem o intervalo e Luís Castro decide que 45 minutos para o caixote de lixo são suficientes. Como ainda há (havia…) um objectivo a perseguir e como o próprio diz, e bem, este plantel tem valor, descobre sentado ao seu lado o que escasseou na primeira parte: TALENTO!

Nacional vs FC Porto (REUTERS) 





Marcamos logo. Mas o Nacional já havia perdido o respeito e como a réstia de mediocridade ainda estava em campo, logo sofremos o empate. O azar persegue, mas fazemos por o merecer!






Mantivemos o controlo do jogo, faltou sorte, sobrou capela e assim se chegou ao minuto 94 como epifania de uma época onde 15 pontos nos separam da liderança e Quaresma tenta resolver à chapada o que não resolveu em campo.

Recebemos agora o Sevilha. A nossa margem de erro é zero. Qualquer devaneio no escalonamento da equipa é a morte do artista. Chega de mediania, o FC Porto sempre se fez de talento e ousadia.



Análises Individuais:

Fabiano – Um jogo azedo. Pouco podia fazer e sofre dois golos. Precisa de trabalhar as saídas com urgência.


Danilo – Trucidado por Candeias. Defensivamente foi um desastre, com uma agressividade digna de um jogador da regional. Ofensivamente, errático no passe. Para quando um treinador que o saiba potenciar?!

Alex Sandro – É quase uma fotocópia de Danilo. Quantos lances de perigo do Nacional, no final da primeira parte, nasceram no seu flanco? Perdi a conta. Só esteve um pouco melhor no aspecto ofensivo.

Abdoulaye – Um buraco. Não sabe marcar. É central do mais mediano que já passou no FC Porto, só sabe jogar em bloco baixo e mesmo assim é um susto permanente. É radioactivo. Só usar em último caso.

Reyes – No meio deste naufrágio defensivo, foi o náufrago. Lá se salvou. Com os dedos mirrados e morrendo de sede, chegou a terra firme.

Fernando – Tentou ser o meio campo. Não pode jogar por três. Fez o que pôde.

Defour – Estava a jogar mal? Não. Estava a jogar bem? Não. Defour é isto e não será mais que isto. O FC Porto precisava de talento e entre ele e Herrera, sempre espero mais génio de Herrera que do insonso Defour.

Herrera – Vai ser um bom jogador. Um dia. Se tiver quem puxe por ele. Mas hoje é um jogador mediano. É um rico exemplo do que se transformou o FC Porto. Com bons jogadores, tão bons ou melhores que este e muito menos crus que este Herrera, o FC Porto gasta um balúrdio num jogador que um dia poderá ser. Fez coisas boas, muitas borradas e pronto.


Licá – Afirmei eu há pouco tempo que este treinador do FC Porto sabia para que servia Licá. Engano meu. Titular? Brincamos?!

Quaresma – Não decidiu e saltou-lhe a tampa. A equipa não funciona e a frustração toma conta de si. Não tem controlo, é uma bomba relógio. Mais uma pergunta: para quando retirar-lhe a marcação das bolas paradas? Que mais é preciso? Nem falo do penalti, que pode acontecer a qualquer um!

Jackson – Tal como a defesa só foi Reyes, o meio campo só foi Fernando, o ataque só foi Jackson. Lutou, marcou um golo de craque e tentou salvar a equipa. Desceu ao meio campo e até a defender ajudou. Esta equipa é muito curta para ele.


Quintero – Entra em grande e em meio minuto torna ridícula a opção inicial de Luís Castro. Depois, tentou lutar e dar classe à equipa, mas a urgência toldava a procura do seu talento. Desapareceu aos poucos.

Ghilas – Está no golo. Só isso basta. Meio minuto e ridícula a opção inicial de Luís Castro. Mas vamos assentar uma coisa. Ali é um “Derlei”. Jogador que lhe meta mais de três bolas na linha devia encher 50 completas em todos os treinos da semana. A bola para Ghilas deve ser sempre metida no espaço interior, para ele atacar vindo do flanco. Insistir fazer do Ghilas um Quaresma é burrice.

Carlos Eduardo – Entrou tarde. É o melhor 8 da equipa e hoje mostrou-o. Em forma, então, nem dá hipóteses!


Ficha de Jogo:

Nacional: Gottardi; Zainadine, Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal; Aly Ghazal, Gomaa e João Aurélio; Candeias (87, Diego Barcellos), Rondón (75, Reginaldo) e Djaniny (55, Lucas João).
Suplentes: Ricardo Batista, Sequeira, Claudemir, Jota, Reginaldo, Diego Barcellos e Lucas João.
Treinador: Manuel Machado


FC Porto: Fabiano, Danilo, Reyes, Abdoulaye (77, Carlos Eduardo), Alex Sandro, Fernando, Defour (46, Quintero), Herrera, Lica (46, Ghilas), Quaresma e Jackson.
Suplentes: Kadu, Carlos Eduardo, Josué, Quintero, Ricardo, Kelvin e Ghilas.
Treinador: Luis Castro


Árbitro: João Capela


Por: Breogán
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