quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Hóquei em Patins: FC Porto 4 - 3 Oliveirense - Grande jogo, enorme vitória

  O FC Porto recebeu esta noite a Oliveirense para 12ª jornada do campeonato nacional. Num jogo emocionante até ao fim, o nosso clube ganhou à forte equipa visitante.

  Perante uma boa casa, atendendo que era um dia de semana, Tó Neves seleccionou a equipa prevista. Ainda sem o nosso capitão, ainda a recuperar de lesão, Caio tem sido o escolhido para o 5 inicial.

Desde cedo nos encontramos em desvantagem. Ainda nem 2 minutos completos de jogo tinham passado e um remate de muito longe, quase no meio campo colocou a equipa visitante a ganhar.

O jogo tornava-se mais díficil. Íamos construindo algumas oportunidades de golo, a atitude estava lá, mas estava a falhar o último toque. Nem de penalti... Foi o que aconteceu aos 8 minutos. Caio entra em velocidade na área e é empurrado. Penalti claro. O mesmo Caio rematou ao poste com o guardião adversário batido, tinha-se lançado para o lado contrário. Azar do nosso 8.

 Já diz o ditado, água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Felizmente esta pedra não demorou eternidades a ser furada, talvez um minuto de hóquei depois do penalti. Uma grande jogada de Pedro Moreira, a rodar por trás da baliza e na altura certa a endossar a Jorge Silva. Este fez o mais "fácil", marcar. Golo.

 O jogo desenrolava-se a um ritmo diabólico nesta altura. Vamos comentar as incidências do jogo desses 60 segundos para perceberem. Bola ao centro, recuperação nossa e saída veloz para o ataque. Estávamos 3 para 1, vamos lá... A jogada é bem construída, Caio tem espaço e tenta o remate. o guarda-redes adversário defende. A bola estava agora com a UDO que seguem para o ataque. Gonçalo Alves entra na área a Edo comete penalti. O mesmo Gonçalo cobra eficazmente e bate o nosso keeper. Tudo isto num minuto. Penalti nosso, golo nosso, possibilidade do 2- 1 e o contrário, eles a fazerem o 1 - 2.

 Uma pequena interrupção do jogo para falar do marcador do 2º golo deles. Sabem que raramente sequer falamos de jogadores adversários. São mesmo assim chamados, o adversário, não importa o nome. Levantamos hoje uma excepção. Por alguns motivos. Um jovem que é um excelente jogador e sobretudo pelo respeito que mostra pelo nosso emblema. Os seus festejos quando marca são de alegria claro, mas respeito por nós. Ando a ficar farto que nos marque, tem sido recorrente, mas fica aqui o elogio.

 Voltando ao jogo, Tó Neves começa a rotação. Primeiro entra Hélder Nunes, pouco depois Vitor Hugo. Boas opções, a equipa precisava de assentar o seu jogo, estávamos intranquilos e a mudança trouxe melhorias. Isto é fundamental numa equipa.

 O ritmo continuava elevado. Deveríamos ter tido mais um penalti mas o árbitro não assinalou um penalti sobre Pedro Moreira.

 A Udo ainda marcaria de novo. Faltavam 11 minutos para o intervalo quando Edo (sem hipótese de defesa) foi batido.

 No entanto, estávamos por cima. As substituições, como dissemos, foram importantes. O desconto de tempo do nosso técnico igual. Acalmamos e fomos para cima deles. A 5 minutos do intervalo, finalmente um golo nosso. E que golo! Tiago Losna com um remate artistico, em movimento e pelo meio das pernas a rematar... Lindo golo!

 Na senda dos golaços, logo a seguir um de outro mundo. De ângulo quase impossivel, Hélder Nunes picou a bola e rematou para o poste mais distante. Golaço, golaço, golaço!!! Era o empate a 3. Grande recuperação.

E foi com este resultado que chegamos ao intervalo.

 Para o recomeço de jogo, o nosso treinador opta por uma alteração em relação ao 5 inicial. Hélder Nunes, o homem do 3º golo mantinha-se em campo. Este reinício foi parecido com os últimos da 1ª parte. Um hóquei bonito, rápido, com tentativas rápidas e incisivas de ataque à baliza adversária. Os pormenores de qualidade técnica sucediam-se, era um jogo para craques.

 Tivemos inúmeras chances assim. Logo nos primeiros momentos Jorge Silva ficou mais recuado para receber a bola. Recepciona-a e arranca com força e velocidade. Remate ao poste. Azar...

 O golo surgiria aos 6 minutos. Jorge Silva, na recarga a um remate de Hélder Nunes a dar-nos o nosso primeiro momento de vantagem. Foi arrancado a ferros, após estar a perder por 2, finalmente a ganhar. Grande equipa!

 Continuava um jogo intenso. Como é normal em jogos disputados assim, tornou-se igualmente um jogo de nervos. Os nervos devem ter alastrado à dupla de arbitragem, o que eles viram quando nos marcaram a 9ª falta só eles poderão explicar. Pode parecer um erro insignificante mas num jogo renhido, de luta, carregar tão cedo uma equipa com faltas é deveras prejudicial.

 O 4 - 3 mantinha-se a 10 minutos do fim.

 No minuto seguinte penalti claro sobre Losna. O próprio iria tentar converter. Concentra-se, coloca a bola, olha para a baliza e remata. Novamente ao poste... É preciso azar. Não faz mal, vamos a eles, é preciso segurar a vantagem.

 Pouco depois a nossa 10ª falta. Era Gonçalo contra Edo, round 2. Confiança no nosso guardião. Incentivos da bancada. Gonçalo arranca para a bola, simula e tenta fintar, remata e Edo defende. Grande guarda-redes, esta foi festejada como um golo. Nas bancadas cantava-se o merecido "Edo Bosch allez". Fundamental, como tantas vezes. Continuávamos a ganhar e a barreira das 10 faltas tinha sido passada.

Fomos atrás do golo da tranquilidade. O guarda-redes da UDO fez uma grande exibição. Até um penalti defendeu, o nosso 3º penalti falhado no jogo. Isto aconteceu a 4 minutos do fim, após falta sobre Jorge Silva. Pedro Moreira não conseguiu marcar.

 A arbitragem bem tentou. nada de azuis. O nosso último ataque durou 30 segundos antes de levantarem o braço... Não conseguiram. O ansiado apito final chegou. Nós vencemos.


 No próximo Sábado, dia 25, deslocação a um sítio de um clube reles. Vamos defrontar aqueles seres que adoramos ganhar. Vamos a eles! Nós somos os campeões, nós vencemos 11 campeonatos na última dúzia de anos. Nós somos o Futebol Clube do Porto e vamos lá para ganhar!

FICHA DE JOGO

FC Porto Fidelidade-Oliveirense, 4-3
Campeonato Nacional, 12.ª jornada
22 de Janeiro de 2014
Pavilhão Dragão Caixa, no Porto
Assistência: 1.010 espectadores

Árbitros: Luís Peixoto, Joaquim Pinto e Sofia Ferreira

FC PORTO: Edo Bosch (g.r., cap.), Pedro Moreira, Caio, Jorge Silva e Ricardo Barreiros
Jogaram ainda: Hélder Nunes, Vítor Hugo e Tiago Losna
Treinador: Tó Neves

OLIVEIRENSE: Diogo Almeida (g.r.), Tó Silva (cap.), Daniel Oliveira, André Azevedo e Gonçalo Alves
Jogaram ainda: Gonçalo Suíssas, Nélson Pereira e Rúben Pereira
Treinador: Nuno Resende

Ao intervalo: 3-3

Marcadores: André Azevedo (2m e 14m), Jorge Silva (9m e 32m), Gonçalo Alves (10m), Tiago Losna (21m) e Hélder Nunes (21m)



Por: Paulinho Santos
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