domingo, 26 de janeiro de 2014

Taça da Liga: FC Porto 3 - 2 Marítimo; À rasquinha!


O FC Porto é um desastre eminente. Tão eminente, que até um Marítimo quase  B no Dragão, frente a um FC Porto muito próximo se onze ideal, quase consegue fazer história e vencer pela primeira vez na nossa casa.






É tal a mediocridade na liderança deste FC Porto, que mesmo apanhando-se a vencer, o FC Porto não consegue segurar a vantagem e sai para o intervalo a perder. Tudo isto num jogo onde se decidiu dar o tudo por tudo não só por ganhar, mas tentar ganhar pelo máximo possível!





É a taça da liga? Não interessa, nem nunca interessou muito, é verdade! Mas este ano, ai não! É para vencer por muitos! Lançar jogadores? Paciência! Fica para o ano, é para vencer por muitos! Tentar fortalecer outros sistemas? Nem o principal está consolidado! E Fevereiro já espreita. É dar tudo por tudo, meter os melhores e ganhar por muito, muito!

Concordo inteiramente com a decisão de atacar esta taça da liga. Não se podia dar mais um milímetro aos calimeros do campo grande. Tínhamos que ser nós a dar-lhes um merecido chuto no traseiro e não o contrário. Por isso, como isto nem com a melhor equipa anda direito e o desastre ameaça a cada jogo, era óbvio que se tinha que enfrentar este jogo com o melhor que havia.

Quanto ao jogo, nem há forças para continuar este martírio. Simplesmente, afirmar que o FC Porto de Paulo Fonseca é uma equipa a roçar o ridículo, que se limita a si mesma e que não tem qualquer consistência táctica. Vivemos de lances individuais errantes, fruto de uma liderança técnica medíocre que pouco mais faz que tentar incentivar os jogadores a irem para a frente ou para trás.

Somos uma equipa muito à rasquinha. Ganhamos à rasquinha. O espelho da liderança que a desorienta.

O jogo é fácil de descrever. Entramos bem, porque este Marítimo quase B entrou com todo o respeito. Sabiam as limitações de serem uma equipa com 6 alterações e eram sabedores da estratégia portista de ganhar por muitos. Mas logo levantaram garimpa, com um remate de Ruben Ferreira.

Quem não levanta garimpa contra o duplo pivot do Paulo Fonseca?!

Ainda assim, FC Porto ganha a dianteira no marcador. Jackson aproveita uma das raras bolas que lhe chegaram com jeito. Num lance de génio, transforma Defour numa tabela e finaliza o lance que havia iniciado com um toque de brilhantismo.

Passa um minuto e os quase B do Marítimo empatam. Aproveitando o duplo pivot de Paulo Fonseca para fazerem miséria e passearem a belo prazer por entre o nosso meio campo defensivo e a defesa.

O jogo arrasta-se. Neste FC Porto não há alma. Não há mão. É tudo à rasquinha, para não dizer rasca. Nem a necessidade obriga. Começam-se a ouvir os tambores do desastre. Defour falha, mas Artur não. O primeiro, isolado, atira por cima. O segundo, num lance em que toda a linha defensiva portista é comida e o meio campo defensivo azul e branco nem foi tido ou achado, mesmo com uma finalização difícil, tem a arte de a meter para lá de Fabiano.

Como é?! Marítimo quase B a ganhar no Dagrão?! Num jogo onde tínhamos que ganhar e por muitos?! Haveria resposta?! Revolta?!

Não. Até a intervalo, mais 10 minutos de puro desnorte, mediocridade e paupérrima capacidade de resposta.

Saídos do intervalo o FC Porto entra mais desperto. Continuou a não jogar a ponta de um corno. Mas isso, neste FC Porto à rasquinha em desastre eminente, que se lixe! Nem interessa! Já nem se discute! Trouxe um pouco mais de vontade. Pelos jogadores, claro. Com semelhante vergonha eminente, ninguém queria ficar na história como figurante.

A segunda parte divide-se em dois períodos. Antes e após Paulo Fonseca. Antes, um FC Porto ainda com alguma consistência mas com dificuldades em chegar à frente. Neste período, o único lance de registo é um penalti sonegado ao FC Porto. Não há dúvida, o carniceiro de Vila Verde tem mais jeito para moer carne que para apitar.

Mas o FC Porto foi só isto. E foi quase sempre Carlos Eduardo. O único que leva a carta a Garcia (Jackson).





Depois entra em cena Paulo Fonseca. Como sabe que está no FC Porto à rasquinha, por um fio ou colado com cuspo, fez o que qualquer treinador medíocre faz. Desmantelar a sua equipa e tentar meter tudo o que é avançado, médio ofensivo, rapaz que chuta bem de longe, que tem bom jogo aéreo, o que for! Tudo o que tiver à mão. Tudo vale menos ser acusado de não meter sicrano ou beltrano na luta pela vitória. Tentar agarrar o jogo a meio campo? Nada disso! Salvem-me o pescoço!!!





E foi a loucura. Nunca tivemos tanto à mercê. Só num minuto, Danilo Dias tem dois lances de golo. Um vai ao lado e o outro Fabiano defende.

Podem até acusar-me de implicância. Mas estou convencido que não fosse Pedro Martins neste período tirar dois jogadores da “A” da frente de ataque (Fidélis e Danilo Dias, e sobretudo este último) para meter mais dois miúdos e teríamos ido de vela.

Entramos no minuto 85 sem orientação ou consistência, até que num canto, Carlos Eduardo empata. Abria-se o horizonte do milagre. E lá viria ele, no finzinho. Para azia calimera!

Paulo Fonseca diz que foi uma vitória à Porto. Numa conferência de imprensa agressiva e cada vez mais agressiva. Até a alucinação tem limite. Foi um FC Porto à rasquinha. Isso sim.

O desastre está eminente.

Espero que o presidente actue enquanto há algo para salvar.




Análises Individuais:


Fabiano – Salvou o 1-3. Manteve-nos no limite do milagre. De resto, sem culpa nos golos.

Danilo – Exibição pavorosa, muito frágil frente a Artur e errático no passe.

Alex Sandro – Tentou esticar o jogo pelo seu flanco, mas nunca criou perigo. A defender, os dois golos são pelo seu flanco.

Maicon – Comido por Fidélis, bem longe de ser um “artista”, no primeiro golo e pateticamente atrasado no segundo. O pior da defesa. Só com Edivânio descansou.

Mangala – O melhor desta linha defensiva. Teve erros crassos, mas ainda assim, salvou alguma coisa.

Fernando – Sai por lesão (?). Até porque me recuso a pensar que saiu por decisão técnica. Espero que recupere. Sem ele na Madeira, será ainda mais difícil.

Defour – Grande chumbo. Oportunidade de ouro. Um desastre. Falhou golos cantados, falhou passes e nem fez esquecer Fernando. Fala mais o empresário do que aquilo que o Defour joga. A diferença é abissal.

Carlos Eduardo – O abono de família neste meio campo. É dos poucos que sabe que a bola é redonda. Que tem intensidade e que não se limita a fazer o que lhe mandam. Procura os flancos, tenta chegar a Jackson, arrisca. Foi ele que abriu a porta do milagre.

Varela – De volta à miséria exibicional. Um carrossel eterno.

Quaresma – Ficou longe do jogo, embora tudo tenha feito para tentar dar-lhe a volta. Nunca se escondeu, mas raramente teve magia.

Jackson – O pouco que lhe chega, factura. É impressionante a média de golos que leva num futebol tão rasca.


Josué – É no meio e só no meio. Está a crescer, após o periodo em que aquele que melhor o devia conhecer o ter chafurdado no flanco. Falta-lhe intensidade. Falta-lhe consistência. Nervos de aço. Valeu rapaz!

Ghilas – Entrou para o centro do ataque. O “montinho” não beneficia ninguém! Gostava de o ver a partir de um flanco. Aí sim, seria um perigo. Valeu a alma para ganhar aquele penalti. Um guerreiro!

Quintero – Já não havia táctica, já não havia nada. Entrou para o meio, num meio campo sem consistência. Sem nada. Só loucura. Só desespero! Entrou para o salvem-me o pescoço. Como é óbvio, nada fez de relevante.




Ficha de Jogo

Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.

Assistência 20.109 espectadores

FC Porto: Fabiano, Danilo, Maicon (Quintero, 74’), Mangala, Alex Sandro, Fernando (Josué, 42’), Carlos Eduardo, Defour (Ghilas, 59), Quaresma, Jackson Martinez e Varela. 
Treinador: Paulo Fonseca.

Marítimo: Welligton, João Diogo, Igor Rossi, Bauer, Rúben Ferreira, Marakis, Nuno Rocha, Weeks (João Luíz, 67’) Artur, Fidelis (Edivândio, 76’) e Danilo Dias (Rúben Brígido, 88’). 
Treinador: Pedro Martins.

Árbitro: Manuel Mota (Braga)

Amarelos: Weeks (65'), Danilo(82'), Igor Rossi (90'+5')

Golos 1-0 por Jackson Martínez (20'), 1-1 por João Diogo (21'), 1-2 por Artur (34'), 2-2 por Carlos Eduardo (86'), 3-2 por Josué (90'+5') grande penalidade


Por: Breogán


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