segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O melhor jogador português de sempre





Tem andado pelos meandros da comunicação social escrita e televisiva uma votação sobre quem será o melhor jogador português de todos os tempos, tendo para o efeito os média dividido as suas preferências entre três grandes jogadores, dois deles já fora das lides futebolísticas, Eusébio Ferreira da Silva e Luís Figo, e Cristiano Ronaldo ainda em plena atividade.



O curioso de tudo isto é que se tem ouvido por aí juízos de valor de jornalistas especializados e opiniões de pessoas comuns mas ligadas ao desporto rei, que pela sua tenra idade nunca tiveram oportunidade de ver ao vivo pelo menos aquele que muitos definem como o “rei” do futebol português, Eusébio Ferreira da Silva, mas nem por isso enjeitam a oportunidade de fazerem comparações e tomadas de posição sobre o assunto, como se isso fosse assim tão fácil tendo em conta o que era o futebol do tempo de Eusébio e o que é agora no tempo de Cristiano Ronaldo, já que na minha opinião é o mesmo que comparar o saudoso Joaquim Agostinho com o melhor ciclista da atualidade, Rui Costa, pois certamente que a tecnologia hoje ao dispor dos ciclistas e a tipologia de treino de outrora estarão a anos-luz do que agora transparece.

Só por este princípio de raciocínio, mas não só, entendo que não é possível a ninguém de direito avaliar com o devido rigor e uma coerência objetiva e despretensiosa, traçar um perfil de competência ou de qualidade futebolística a nenhum dos três jogadores em equação, pois, na minha humilde opinião são três casos perfeitamente diferentes, em épocas igualmente distintas e em condições de jogo e de treino incomparáveis, o que torna qualquer juízo de valor um ato extemporâneo, desajustado, inimitável e fruto da sociedade atual e consumista onde estamos inseridos, que só servirá para colher dividendos no uso e abuso de chamadas de valor acrescentado com custos associados a empresas do setor, e entreter e pagar as despesas associadas a programas de comunicação social sem qualidade substantiva de conteúdos televisivos, radiofónicos e jornalísticos.

Por: Natachas.

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