domingo, 15 de setembro de 2013

Andebol: FC Porto 31 - 22 Sporting - Que festival!


O FC Porto recebeu hoje o rival Sporting para a 2ª jornada e brilhou a grande altura. Mantém-se invicto e na liderança do campeonato.





Perante um Dragão Caixa quase cheio (mais de 1800 espectadores) uma má noticia inicial. Além do castigado Tiago Rocha e dos lesionados Ferrer e Hugo Rosário juntou-se ao rol de indisponiveis Pedro Spínola, que mostrava já estar em grande forma. Surgiu hoje de canadianas e com o pé imobilizado. Uma lesão que o deverá afastar dos próximos desafios. As melhoras para o nosso craque.





Se já estávamos limitados em relação ao que é habitual, pior ficávamos. Apesar de tantas ausência, nada de  alarmismos, era para ganhar na mesma e temos equipa para isso. A incrivel série de invencibilidade iria continuar a crescer.

Pela positiva o regresso de Ricardo Moreira ao campo após a ausência no último jogo. Assim no 7 inicial, Daymaro Salina a pivot e João Ferraz como lateral direito.

O Sporting tentou entrar com um ritmo elevado, aproveitado uma suposta inexperiência do nosso banco. Os primeiros minutos foram os mais dificeis. Por 3 factores: a entrada forte do rival, a ineficácia defensiva do nosso 6*0 nos primeiros minutos e o início do festival de 2 senhores que tinham um apito (já lá vamos).

Estivemos algumas vezes em desvantagem. Aos 7 minutos perdíamos por 3 - 5 e Salina já tinha visto 2 minutos. A dupla do apito (nem de propósito vestida de encarnado) estava entusiasmada. Ricardo Moreira sofre uma falta em pleno vôo para remate. Mesmo assim marcou. Faltou punição igual à do nosso pivot. na jogada seguinte um livre de 7 metros contra nós que só eles viram (já fui rever o lance e é ridiculo). Porém nós temos 3 grandes guarda-redes. Desta vez avançou Laurentino. Defendeu...

Esta defesa serviu como o nosso grito do Ipiranga. Em poucos minutos a desvantagem de  3 - 5 passou para uma vantagem de 8 - 5. Destaque para os tiros de Gilberto e Wilson e os contra-ataques de Schubert (que recepção de bola a uma mão que mostrou em alguns lances).

A meio da primeira parte o resultado era 9 - 6. A mensagem era clara. Podemos ter 6 jogadores ou 7, jogar contra 7 ou 9. Nós vamos vencer. 

Face às indisponibilidades alguns jogadores raramente foram ao banco. Mesmo assim Obradovic não hesitava em fazer entrar o jovem Nuno Carvalhais sempre que preciso. Um sinal de confiança a que o nosso número 2 deu boa resposta. O nosso técnico corrigiu-lhe muitos movimentos sempre que voltava ao banco, mas é um bom indício e Carvalhais sabe-o. Está a crescer e precisa de um treinador que o saiba potenciar. Tem o melhor que pode ter. E nota-se. Paulatinamente deixa de ser uma promessa que joga no final do jogo para mais um jogador para se contar em qualquer momento. Ainda erra obviamente, mas está já a ser corrigido.

O nosso andebol era já o habitual. Defesa agressiva, Gilberto, Wilson e Ferraz monstruosos aos 9 metros, os nossos pontas sempre a saírem de forma a concluir os nossos contra-ataques. Além que, Laurentino e Quintana defendiam quase tudo. Grande exibição de ambos. O único senão, as duas exclusões de Daymaro obrigava a um resguardo.

Tamanha a superioridade íamos aumentando a vantagem. Mesmo com 4 exclusões. Não nos paravam.

Ao intervalo 5 de diferença. 18 - 13. Grande jogo, grande atitude.


Após o regresso dos balneários a 2ª parte teve um inicio igual. Um aparente equilibrio conseguido pelo adversário.

Um reparo apenas a uma jogada. Com o resultado em 19 - 14 um contra-ataque nosso em superioridade numérica Mick Schubert tentou adornar um lance com um passe por trás das costa e falhou. Resultou num golo do adversário. Um mais que possivel 20 - 14 transforma-se num 19 - 15. Não pode acontecer. O jogador de imediato assumiu o erro e Obradovic ficou deveras chateado. Foi com certeza um lance de excepção, Schubert não o repete.

E tal como aconteceu antes, este equilibrio durou pouco. Laurentino defendia tudo agora, Wilson não falhava nada (9 golos em 9 remates). Disparamos de novo no marcador.

Aquela dupla vestida de vermelho bem se esforçava para que tal não se sucedesse. Já leram hoje falar várias vezes deles hoje. Acreditem que não é má vontade, estes gnomos fazem por o merecer. Um exemplo técnico. Ferraz estava a ser agarrado por 2 jogadores (sim, 2 jogadores). Foi-lhe marcado passos. Inacreditavel! Má avaliação? Um dia mau para esta dupla? Nada disso. Foi por quererem. Um exemplo da postura. Wilson agarra a bola e chama a atenção que a mesma não está em condições. O árbitro não autoriza a sua substituição. Quando o jogador adversário recupera a bola, faz o mesmo sinal. A bola foi imediatamente trocada. Isto é má fé, é falta de profissionalismo, falta de dignidade. Não é a primeira vez (longe disso) e sabemos que não será a última gracinha desta dupla. 

Não nos impediram. Deu-nos ainda mais força. Fizeram com que o público dobrasse o apoio. Os jogadores (com muita juventude já nos últimos 10 minutos) deram tudo e cada lance era jogado com toda a alma. Fica um lance que exemplifica. Contra-ataque nosso falhado. Passe longo e Laurentino intercepta já muito fora da área. A bola ainda sobrou para um deles e não tínhamos o nosso guarda redes lá. Gilberto atira-se em vôo para deter o remate. Fechou de tal forma a baliza que o remate foi para fora. Espetacular desempenho de todos.

O resultado final, com 9 golos de diferença mostrou isso mesmo. Somos mais equipa, temos melhores valores, queremos mais vencer. Ganhamos nós.

Na próxima jornada (próxima 4ª feira) iremos a casa daquele clube que alguns chamam de regime. O jogo será ao mesmo tempo do jogo de futebol em Viena para a Champions. Mais um dia de grandes emoções. 


Equipa e marcadores:

Equipa Inicial: Alfredo Quintana (g.r.), Gilberto Duarte (5), Daymaro Salina, João Ferraz (7), Wilson Davyes (9), Ricardo Moreira (3) e Mick Schubert (3). 
Jogaram ainda Hugo Laurentino e João Moniz (g.r.), Nuno Carvalhais, Belmiro Alves (1), Miguel Sarmento (2), Hugo Santos (1), Vasco Santos e Ruben Sousa



Por: Paulinho Santos

   

Enviar um comentário
>