quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Hóquei em Patins: OC Barcelos 3 - 3 FC Porto

Má fase

O FC Porto visitou hoje sempre dificil pavilhão do Barcelos em jogo a contar para a 17ª jornada do campeonato nacional. Estivemos lá em Junho e trouxemos a Taça de Portugal. Hoje queríamos "apenas" uma vitória. Não se esperava que fosse fácil, este é um pavilhão sempre complicado, mesmo este barcelos não sendo o Barcelos de outros tempos. Não ganhamos e vimos o Valongo afastar-se mais um pouco, já que ganhou em Braga. Nada está perdido, dependemos exclusivamente de nós, mas esta fase má tem de terminar já.

Cerca de 100/150 adeptos nossos deslocaram-se a Barcelos dispostos a lutar pelo emblema. Mesmo em minoria fizeram-se ouvir durante todo o tempo.

Tó Neves ainda não arriscou Reinaldo no 5 inicial. A forma ainda não será a melhor pelo que começar no banco não foi uma surpresa.

Entramos a dominar mas sem dispor de claras ocasiões de golo. Muitos remates mas sobretudo de meia distância ou com pressão defensiva. A primeira clara chance de golo surgiu apenas perto dos 7 minutos. Jorge Silva inicia e conclui um contra-ataque de 3 para 2. Contudo atira ao poste.





A partir desta jogada o jogo abriu. Nós íamos acumulando remates atrás de remates, alguns em posição privilegiada. Apenas nos faltava eficácia na finalização. Para ser o mais isento possível convém referir que o Barcelos nesta altura também teve as suas oportunidades. Esteve bem Edo nesta fase, sempre muito atento.





O ansiado golo surgiu aos 14 minutos. Saída rápida para o ataque por jorge Silva, bem ao seu estilo, tabela com Caio e já perto da baliza desvia para golo. 0 - 1 finalmente. Já era merecido.

Logo após o golo, entra Hélder Nunes para o lugar de Caio. Uma troca habitual.


O Barcelos tentava sair em ataques rápidos e apanhar a equipa de Tó Neves desprotegida. Não estavam a marcar mas o perigo rondava, tivemos algumas falhas nas compensações defensivas depois de bloqueios.

A 5 minutos do intervalo quase o nosso 2º. Pedro Moreira, sobre a direita e já dentro da área, remata e o guardião da equipa minhota defende. A bola sobra para Caio que remata. Nova defesa. Algum azar e alguma intranquilidade.

Por esta altura já Vitor Hugo e Reinaldo tinham entrado em ringue.

Até ao intervalo mais nenhuma nota de registo. Íamos para o balneário com uma vantagem miníma.

O recomeço da 2ª parte foi desastrosa para o nosso emblema. cerca de 30 segundos jogados nesta etapa complementar e já sofríamos o empate. Um golo estranho, Edo parece mal batido, a bola passou por baixo do nosso guarda-redes.

Fomos atrás de outro golo, encostamos o Barcelos para o seu campo. Eles estavam a defender muito atrás, quase enfiados na sua área. Nós, pelo contrário, tentávamos cada vez cedo a recuperação.

Aos 4 minutos esta superioridade deu resultado. Penalti sobre Caio por toque no patim direito. Reinaldo é chamado a cobrar. remata e golo. 1 - 2, novamente em vantagem.

Era a nossa melhor fase e 2 minutos depois festejamos novo golo. Uma boa jogada de Caio, a passar por trás da baliza e a passar atrasado para Barreiros. Este remata de primeira, cruzado e em força. Golo!!! 1 - 3.





O jogo estava mais vivo, os nossos atletas jogavam com mais velocidade e começavam a acertar mais frequentemente a saída para o ataque, o que nem sempre tinha acontecido até aí.





Um pouco contra a corrente de jogo o barcelos reduz. Mais um golo consentido. Remate cruzado, não muito forte e a bola entra no canto inferior direito da baliza de Edo.

Tó neves apostou em Hélder logo após o golo sofrido. Uma boa alteração, Hélder Nunes é um excelente defensor, trouxe qualidade nesta área. prova disso são os inúmeros cortes que foi colecionando.

O golpe de teatro para a nossa equipa deu-se a 7 minutos do fim. Foi a nossa 10ª falta. Pessoalmente fiquei com dúvidas mesmo após a repetição por isso benefício da dúvida para a dupla madeirense. Na cobrança o empate. 3 - 3.

Ainda tínhamos tempo para ganhar. Boa atitude dos nossos atletas, deram tudo. Procuraram (e mereciam) ser felizes. Foram para cima do barcelos. No minuto seguinte outra bola ao poste.

Faltavam 5 minutos e Reinaldo entra. Vamos lá capitão, mais um esforço.

A pressão sobre a bola era intensa, o barcelos mal conseguia sair. Ricardo Silva fazia uma grande exibição (nem nas bolas paradas tremeu como habitual). O Porto tentava ataques mais curtos, chegar rápido à baliza do barcelos.

A 1 minuto e meio do fim azul para um jogador do Barcelos. Decisão acertada. Reinaldo é chamado a converter o respectivo livre directo mas falha, o guardião adversário defendeu. Jogávamos em power play e tentamos. Uma, duas, três vezes. A bola não queria entrar. Tivemos uma ocasião soberana mesmo em cima do apito final.

A 14 segundos do fim penalti para nós. Uma tensão incrivel. O coração a bater rápido em todos os portistas. Era a última chance. Reinaldo novamente. Falhou de forma clara, a bola saiu a meia altura e directa ao corpo de Ricardo Silva.

Já não havia tempo para mais nada.

Podíamos e devíamos ter vencido. Nota-se alguma intranquilidade, não estamos habituados a estar em 2º e não estamos numa boa fase. Dependemos de nós. Queremos vencer, faremos tudo para tal. Venceremos. A começar já no próximo fim de semana na recepção aos Carvalhos. É proibido escorregar. Vitória obrigatória...



FICHA DE JOGO


Óquei de Barcelos-FC Porto Fidelidade, 3-3
Campeonato Nacional, 17.ª jornada
26 de Fevereiro de 2014
Pavilhão Municipal de Barcelos

Árbitros: Paulo Almeida e António Santos (Aveiro)

ÓQUEI DE BARCELOS: Ricardo Silva (g.r.), Luís Querido (cap.), Hugo Costa, José Pedro e João Marques
Jogaram ainda: José Braga, Pedro Mendes
Treinador: Paulo Freitas

FC PORTO FIDELIDADE: Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira, Ricardo Barreiros, Caio e Jorge Silva
Jogaram ainda: Hélder Nunes, Reinaldo Ventura (cap.), Vítor Hugo e Tiago Losna
Treinador: Tó Neves

Ao intervalo: 0-1

Marcadores: Jorge Silva (14m), José Braga (26m), Reinaldo Ventura (29m), Ricardo Barreiros (31m), Luís Querido (36m) e José Pedro (43m)


Por: Paulinho Santos
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