quarta-feira, 26 de junho de 2013

Será que temos mais um Mourinho na forja?






Depois de muito se ter especulado em torno de quem seria o próximo treinador do FCP, e em que numa fase inicial se perspectivava com enormes probabilidades de acerto o nome de Leonardo Jardim, entretanto já oficialmente apresentado como treinador do SCP, e numa outra, em que se propalavam nomes como a continuidade do próprio Vitor Pereira, Domingos Paciência, Mano Menezes, Rui Vitória, entre outros, eis que mais uma vez ao estilo que lhe é peculiar, a SAD azul e branca veio a terreiro surpreender os arautos da verdade, ao anunciar Paulo Fonseca como o futuro treinador do FCP para as próximas duas épocas.




Se por um lado, o seu curto e paupérrimo curriculum para o nível a que nos habituou o FCP, poderá, eventualmente, não vaticinar grandes feitos desportivos, pois estamos na presença de um treinador que passou por clubes pouco significativos, Odivelas, Pinhalnovense, D. Aves e P. Ferreira, por outro, se fizermos a mesma leitura em termos pragmáticos do presidente PC na apresentação do novo timoneiro azul e branco, temos que concordar que não será fácil a qualquer treinador pegar numa equipa com o nível do P. Ferreira, em que muitos especialistas desportivos profetizavam grandes dificuldades para permanecer na 1ª Liga, devido à sangria que tinha tido da época passada, e ter conseguido pela primeira vez o feito histórico de se classificar em 3º lugar, e com isso poder tentar uma participação na Liga dos Campeões.

Apesar de considerar que estará sempre em causa o risco iminente para quem não terá ainda a experiência suficiente para comandar uma equipa que só está habituada a ganhar, também não será menos verdade que treinadores como José Mourinho, André Villas-Boas e Vitor Pereira, também não tinham naquela altura curriculum que lhes fosse favorável para saírem do Dragão vencedores, e não foi por isso que não tiveram êxito no FCP, pois, como alguém um dia já o disse, para se vencer naquela casa não será preciso ser o melhor treinador do mundo, terá isso sim que ter a qualidade intrínseca de ser um bom profissional e um excelente condutor de homens, ter uma ambição desmesurada para vencer e saber limitar-se a fazer o seu trabalho diário baseado no ADN do clube, pois a máquina azul e branca se encarregará de fazer o resto, continuando a exportar excelentes jogadores e treinadores e batendo recordes de vendas em termos de mais-valias conseguidas, sem que isso signifique diminuir a sua performance como um clube vencedor, não só em Portugal como também no estrangeiro.

Por: Natachas.
Enviar um comentário
>