segunda-feira, 3 de junho de 2013

As virgens ofendidas.







Ainda sobre a questão do "não vamos jogar a final" que aquele clube ridículo ia tomar, urge esclarecer algumas situações. Eles agem como verdadeiras virgens ofendidas em situações destas, já sabemos. Razões para isso? Nenhumas. 





Claro que em nossa casa iriam enfrentar um ambiente hostil, de rivalidade. Não vou cometer o erro de dizer que nós não erramos. Já o fizemos lamentavelmente. Contudo vamos relembrar algumas situações que as nossas equipas e até adeptos nossos já passaram e comparar com as alegadas faltas de segurança que essa gente fala. São muitos os casos que lhes retiram qualquer credibilidade para este papel. Casos bem mais graves do que eles algum dia cá passaram. Eles, mais do que ninguém, deviam estar calados.  

  
Vamos relembrar alguns:

- Certamente muitos se lembram do que passou o nosso hoquista Filipe Santos na luz. Para quem não se lembra o nosso jogador foi agredido à saída do pavilhão deles. Essa agressão provocou-lhe um afundamento no crânio e obrigou a uma cirurgia. Alguma vez essa gente passou por algo semelhante? Nós passamos...

- Também numa visita ao referido pavilhão, um autocarro alugado pelos nossos adeptos para a deslocação foi incendiado. Alguma vez essa gente passou por algo semelhante? Nós passamos...

- Já este ano alguns adeptos nossos deslocaram-se ao pavilhão deles para o campeonato em hóquei. Não tiveram direito a qualquer espaço próprio para ver o jogo, ao contrário do que aconteceu em nossa casa onde ficaram num sector próprio e com direito a protecção policial. Fizeram-no junto aos adeptos deles. Esses bravos adeptos ficaram lá e apenas consigo imaginar o que passaram. Sei que tiveram problemas e que a dada altura tiveram de ser protegidos. É esta a preocupação com a segurança que mostram? Ou isso só lhes começou a interessar agora?

- Lembro-me de ter visto uma reportagem no Porto Canal sobre a situação que alguns desse grupo de adeptos passaram noutra deslocação. Sabem que lhes foram atirados paralelos e que regressaram ao Norte com um vidro do carro partido? Felizmente nenhum ficou ferido, mas apenas por sorte. É esta a segurança que defendem?

- Esta época o nosso guardião foi constantemente cuspido pelos adeptos deles. É este o ambiente que defendem?

- Importa também referir que durante este fim-de-semana vários adeptos deles estiveram no Dragão Caixa. Embora tivessem um sector exclusivamente para eles, alguns ficaram pelos sectores 4, 5 e 6 das bancadas centrais. Não tiveram qualquer problema. Respeitaram e foram respeitados. É importante também esclarecer o que deu origem aos problemas que meia dúzia de adeptos deles tiveram. Nada justifica, mas esses adeptos iniciaram as provocações com ameaças e gestos que nos iam degolar.  

- Nem vou falar de muitos outros casos, são tantos que acabaria por me esquecer de alguns. Assim de repente, ainda há pouco mais de 1 mês a nossa equipa de júniores foi apedrejada. No estádio deles até um adepto conseguiu ir à linha "cumprimentar" o árbitro auxiliar (o bandeirinha para quem não for adeptos destas novas terminologias). 

Obviamente não defendo que se faça igual, nem pensar. Não é esse o caminho que devemos seguir. Eles que venham ao nosso pavilhão e ao nosso estádio e que tenham sempre protecção. Como aconteceu ontem. Não os contei mas posso garantir com quase toda a certeza que estariam mais policias a guardá-los que adeptos deles. Se assim lhes é garantida segurança que o façam sempre. Mas que não se façam de vitimas quando somos no caso contrário passamos muito pior do que eles.



É até irónico que o único clube que insiste em não legalizar as suas claques (embora os apoiem), o clube que mais situações reprováveis causa se prestem ao papel de se queixarem de não lhes garantirem condições de segurança.


Por: Paulinho Santos




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