sábado, 29 de junho de 2013

Revista da época - Hóquei em patins






Partimos para esta época com uma grande sensação de injustiça, aquele jogo que não se jogou todo ficou atravessado. Por isso este ano o campeonato não era apenas mais um. Era a nossa missão resgatar aquilo que devia ser nosso. Esse era o objectivo principal, o foco principal. Nas restantes competições, e para não fugir ao habitual, o objectivo era vencer tudo. 





Vencemos duas das três competições principais e fomos à final da outra pelo que o balanço tem de ser bastante positivo. Estão de parabéns pela boa época. A qualidade desta equipa, a sua força mental e a sua ambição abrem boas perspectivas de futuro.

Vamos às competições.




Campeonato

Em Outubro, logo na jornada inicial, um tropeção. No Dragãozinho, empate com o Paço d'Arcos. Não foi um bom jogo, mas tranquilos, ainda tinha começado. Semana seguinte e novo jogo em casa. Frente ao Sporting, um rolo compressor aplicou chapa 12 ao adversário. destaque neste jogo o facto de termos tido apenas 2 jogadores de campo a determinada altura. Não sofremos golo e quase marcamos.

Depois mais 6 vitórias consecutivas. Cambra, Espinho, Limianos, Valongo, Barcelos e Gulpilhares foram derrotados com maior ou menor dificuldade. Parecia que tínhamos encontrado o rumo certo nesta competição.

Porém, na 9ª jornada, novo tropeção. Na deslocação ao terreno da Física a primeira derrota. Foi um mau resultado, que veio interromper uma brilhante série de resultados. 

Estávamos atrás e tinhamos de recuperar. Foi o que aconteceu. 3 Jogos, 3 vitórias. As vitimas foram Braga, Tigres e Turquel.

E eis que chega a visita ao sitio onde tínhamos sido expoliados no passado. Era a 13ª jornada, mas não nos trouxe azar. Trouxe sim, a capacidade e classe desta equipa. Um grande jogo em que fomos claramente melhores e o resultado foi 6 - 4. Muito saboroso este jogo. Não havia dúvidas ao que íamos e onde queríamos estar.

As duas jornadas finais desta 1ª volta trouxeram mais 2 triunfos. Dois triunfos complicados. Um 9 - 8 à Oliveirense e um 3-2 nos Açores frente ao Candelária.

Começo da 2ª volta e tal como em Outubro, novo escorregão frente ao Paço D'Arcos. Sabíamos que era um terreno muito complicado (ninguém lá conseguiu vencer) e perdemos. Fizemos uma má 1ª parte e na 2ª não fomos a tempo. O sr. Carpelho deu uma ajudinha, nada inesperado.

Não havia espaço para mais escorregadelas. Não as tivemos, fizemos um resto de campeonato excepcional a todos os níveis. Não só jogávamos a grande nível como a equipa tinha encontrado a estabilidade necessárias.

Nas 11 (!) jornadas seguintes, 11 grandes exibições e outros tantos bons resultados. Algumas goleadas e excelentes resultados nos jogos fora. Destaque para a vitória no pavilhão do Valongo e uma goleada em Turquel.

Essa visita a Turquel antecedeu a recepção aos seres que adoramos derrotar. Se ganhássemos éramos campeões. 

Assim, no dia 18 de Maio, naquele fim-de-semana de sonho e perante um Dragãozinho que soube dizer presente chegou o momento. Vitória por 7 - 3 e era a altura de celebrar. Tínhamos conseguido a "missão resgate"! Num jogo que durou 50 minutos, muita superioridade da nossa equipa. 

Foi duro, soubemos sofrer, tivemos a garra que era preciso e tivemos um grupo de atletas e treinadores que são muito ambiciosos e ainda mais competentes. 

As duas jornadas finais serviram apenas para cumprir calendário.




Liga Europeia


Fizemos uma fase de grupos em grande nível. À 4ª jornada estávamos classificados para os quartos de final. Lodi, St. Omer e Noia foram ultrapassados com aparentes facilidades. Na teoria o Porto ia discutir com os italianos e espanhóis o apuramento. Logo de entrada vitória frente ao Nóia e Lodi. Excelente começo. na 3ª e 4ª jornada mais duas vitórias frente aos franceses. Melhor era impossivel. Já qualificados, a 5ª e 6ª jornada foi para cumprir calendário.

Nos quartos de final a díficil equipa do Réus. Na 1ª volta, em Espanha, uma derrota tangencial por 3-2. Diz quem viu que foi injusto. nada estava perdido, eles cá iam cair. 

Caíram mesmo. Ganhámos por 6- 4 e íamos à final four.

Fomos os escolhidos para organizar esta competição e partimos para ele com naturais ambições de ganhar o troféu.

O sortei ditou que nas meias finais íamos jogar contra o Valdagno de Pedro Gil. Foi um grande jogo, do melhor hóquei que é possivel assistir. Ritmo muito elevado (terá tido consequências no dia seguinte?), grandes jogadores e muita emoção. Vencemos por 9 - 7.

Na final era frente àqueles seres que nos odeiam. O sentimento é mútuo. Antes umas manobras e uma ameaças que não iam jogar. Já dedicamos um post a isso.

Em 10 jogos contra estes seres não perdemos. Éramos e somos melhor. Em desporto podemos vencer consecutivamente uma equipa e chegados à final ser aquele jogo em 10 que não ganhamos. Infelizmente para nós, foi desta vez.

Perdemos num golo de ouro. Doeu bastante. Vamos lutar mais que nunca e iremos vencer esta competição no futuro.



Taça de Portugal


Não vencíamos esta competição fazia 4 anos. Foi desta. Normal, somos nós que dominámos internamente como frisou Tó Neves.

Nos 1/16 Avos de final, vitória tranquila sobre o HC Braga por 8 - 2.

Nos 1/8, e tal como aconteceu no campeonato, goleada ao Sporting. No campeonato vencemos por 12, na Taça seriam apenas 11.

Nos 1/4 de final, visita ao Candelária e apuramento para a final-four conseguida por expressivos 7 - 1.

Nesta altura dos 1/4 de final parecia que o País tinha acordado para o Hóquei Português, tal o destaque que começou a ter. Pura ilusão. Curiosamente a final-four passou ao lado daqueles que tanto destaque andavam, bem, a dar à modalidade. Estranho, ou talvez não...

Curiosidades à parte, íamos jogar o acesso à final com o Valongo. Não seria fácil, mas os nossos atletas mostraram que não havia sequelas nem havia desmotivação. Vitória curta mas justa por 4 -2.

A final, realizada no Domingo passado, seria frente à Oliveirense. Estes tinham ficado em 3º lugar, muito longe de ser "favas contadas". Não o foi de facto. Estivemos em desvantagem mas soubemos dar a volta e festejar no final. Grande atitude e grande equipa.


Por: Paulinho Santos
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