quinta-feira, 15 de março de 2012

UM PRESIDENTE, NOVE TÍTULOS


Parte 8


UM PRESIDENTE, NOVE TÍTULOS






Pinto da Costa é, claramente, o presidente PORTISTA que mais se distinguiu na liderança do FC Porto. Nesta altura, NOVE títulos nacionais, UM título europeu e OUTRO mundial, mais uma mão cheia de importantes troféus, compunham um currículo que dispensava adjectivos e ao qual se devem juntar ainda mais dois títulos nacionais conseguidos na qualidade de chefe do departamento de futebol PORTISTA.






Os números mágicos de Jorge Nuno Lima Pinto da Costa aquando da conquista do “tri”: 85,86,88,90,93,95,96 e 97. E, pelos vistos, não queria ficar por aqui. O criador e líder dos “DRAGÕES” tem uma ambição desmedida. Ele sabe, melhor do que ninguém, como foi difícil inverter a tendência de vitórias, no futebol português, para a capital do Norte.
Ângelo César (1939) Cesário Bonito (1956), Ferreira Alves (1959), e Américo de Sá (1977 e 1978), também foram presidentes vitoriosos. Mas Pinto da Costa fez quase o impossível. Transformou o FC Porto na grande potência futebolística nacional do século XX. Um trabalho notável talvez por vezes criticável pela sua elevada carga emocional, que os PORTISTAS (e não só) aprenderam a respeitar. O antigo seccionista do hóquei em patins e do boxe chegou ao futebol com “tarimba” e teve privilégio de ser um dos discípulos de José Maria Pedroto. Uma referência dos PORTISTAS, um exemplo para o presidente.

A fluência e a acidez do discurso de Pinto da Costa tornaram-no também um presidente que “arrastou” para o sucesso uma série de treinadores. Artur Jorge (um “tri” espaçado, em 85, 86 e 90), Tomislav Ivic (88), Carlos Alberto Silva (92 e 93), Bobby Robson (95 e 96) e António Oliveira, foram os técnicos que tiveram o privilégio de ter em Pinto da Costa o 12º jogador. Pedroto (campeão em 78 e 79), Bella Guttman (59), Dorival Yustrich (56) e Mihaly Syska (39 e 40), outros treinadores campeões no FC Porto, não teriam desdenhado também esta “muleta”…



Parte 9

TRI… À MODA DO PORTO

Na sua afirmação determinada e convicta como potência do primeiro plano no futebol português, o FC Porto acabou por ultrapassar uma das barreiras psicológicas que mais vinha condicionando a sua ascensão e que consistia na conquista do terceiro título consecutivo, o chamado tri, eternamente adiado.

Aparentemente, vários ingredientes deram sabor a este tri à moda do Porto. Hierarquizando as suas razões podemos elencá-las do seguinte modo:

1) - Existência de um conjunto de jogadores de qualidade e com um elevado índice de flexibilidade posicional.

2) – Implemento de uma gestão racional e agressiva do plantel, por parte do técnico António Oliveira.

3) – Manutenção de um comando firme, a nível técnico e directivo, destacando-se, neste aspecto, a acção personalizada do presidente Pinto da Costa.

4) – Intensificação da mística dragoniana e reforço da coesão da equipa, não obstante a eclosão de inúmeras campanhas exteriores tendentes a criar desestabilização no seio da equipa, um fenómeno que acabaria por ter efeitos contrários.

5) – Persistência de uma máquina modelar, responsável pela resolução de todos os problemas de planeamento e de administração dos recursos do clube.

6) – Dedicação de uma massa associativa entusiástica que se assumiu como uma motivação suplementar para os atletas e como uma força anímica que contribuiu, à sua maneira, para redimensionar os padrões de rendimento da equipa.

7) – A pobreza franciscana dos clubes da 2ª Circular, formações ainda em fase de transição na área do comando técnico e de renovação dos respectivos plante.

Foi este o quadro, mais coisa menos coisa, em que se desenvolveu a ampla superioridade PORTISTA e que redundou na conquista tranquila do tão almejado tri. Assim, face a esta caracterização é possível afirmar-se que os “DRAGÕES” voltaram a fazer uma campanha à PORTO.
Daí o tri…à moda do Porto


10ª e última parte

MENSAGEM DO PRESIDENTE

O Futebol Clube do Porto é Tricampeão, a festa é merecida e definitivamente Azul e Branca…

Muito embora a rotina do muito que conquistamos nos últimos anos possa, de algum modo, esbater o inexorável casamento do FC do Porto com o êxito, o “Tri” agora alcançado transforma finalmente o sonho de mais um século em incontornável realidade e inunda de alegria os corações de todos os Portistas, e de muito mais gente anónima que connosco compartilha os sacrifícios do quotidiano, os obstáculos, as agruras, as injustiças, mas também, em momento como este, ÚNICO, o êxito e a glória.
Os artífices desta vitória, foram todos os que, no passado lançaram as sementes do êxito. Dirigentes, técnicos, jogadores e a fidelíssima massa associativa, legaram-nos esta fé inquebrantável, que nos leva a todos a superar as dificuldades, por maiores que sejam. A todos, sem excepção, recordamos hoje, no momento em que festejamos o “Tri”, dedicamos a vitória.

Finalmente, ao POVO ANÓNIMO, que nos apoiam em todos os momentos, dedicamos esta hora sublime!

É neles que pensamos, e por eles sempre lutamos.
Jorge Nuno Pinto da Costa

Fonte: Jornal "OJogo"


Por: Nirutam
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