domingo, 25 de março de 2012

Campeonato Nacional de Basquetebol, 20ª Jornada, FC Porto 67 - 76 SL Benfica

Há derrotas que nos tornam mais fortes e servem de lição para as batalhas que se avizinham.








Num pavilhão quase cheio e com um ambiente escaldante o FC Porto recebeu e perdeu com os rivais da capital e vizinhos do CC Colombo por 67-66.








Num jogo em que se ganhássemos decidíamos definitivamente as primeira posições para a entrada nos play-offs a nossa equipa entrou desconcentrada no ataque e dando muitas veleidades defensivas ao adversário , perdendo a luta nas tabelas, permitindo que este fosse liderando o marcador desde o inicio.

Mexendo na equipa e reajustando posições, fomos esboçando uma recuperação e acertando as marcações chegaríamos ao intervalo a vencer por 29-26.


Na segunda metade o encontro foi mais vivo e com outro cariz de ataque, os pontos iam "caindo" de ambos os lados, com o visitante a aparecer  forte da linha dos três pontos e com  Ted Scott e Seth Doliboa  inspirados da linha exterior a equipa do sul partiria para uma vantagem que sentenciaria a partida em termos anímicos com um triplo de Scott, que inacreditavelmente entraria depois de bater no aro ganhar altura e qual míssil tele-comandado cair dentro do cesto.

Daí em diante os encarnados geriram o marcador chegando à vitória final por 67-76.

Num jogo que praticamente nada decidiu bastando à nossa equipa a vitória nos jogos caseiros contra o CAB  e Barreirense, serve esta partida para lição,  para vencer não podem haver facilitismos e que contra o maior poderio individual do adversário temos que ripostar com a força colectiva e sobretudo com muita concentração em todas as vertentes do jogo, defensiva e ofensiva,  e ao longo de toda a partida

Havendo males que vêm por bem, serve este jogo certamente para o nosso grande treinador Moncho Lopez tirar ilações e tornar a equipa ainda mais forte para os play-offs que se avizinham.

Destaques individuais no FC Porto para  Rob Johnson e no benfica para Ted Scott que com 5 em 6 lançamentos de três pontos se revelaria decisivo.



Ficha do Jogo: 


Dragão Caixa
Assistência: 1.917 espectadores

Árbitro principal: Luís Lopes
Árbitros auxiliares: Nuno Monteiro e Fernando Rezende

FC PORTO FERPINTA (67): Reggie Jackson (9), Carlos Andrade (16), João Santos (5), Greg Stempin (16) e Rob Johnson (8); José Costa (9), Diogo Correia (2), Miguel Miranda (2), David Gomes (0)
Treinador: Moncho López

BENFICA (76): Marcus Norris (3), Ted Scott (20), João Gomes (11), Seth Doliboa (13) e Elvis Évora (16); Heshimu Evans (10), Diogo Carreira (3), Miguel Minhava (0), António Monteiro (0)
Treinador: Carlos Lisboa

Ao intervalo: 29-26
Por períodos: 9-7, 20-19, 14-20 e 24-30


Moncho Lopez:

“Queremos assegurar o primeiro lugar”


A partida foi discutida até ao apito final, mas o FC Porto Ferpinta não conseguiu vencer o Benfica. Os actuais detentores da Taça de Portugal perderam (67-76) este sábado em encontro da 20.ª jornada da Liga, mas mantêm-se no topo da liderança. Em conferência de imprensa, Moncho López admite que a equipa precisa de um “jogo de reacção mental” para vencer os próximos encontros.

Em que é que o Benfica esteve melhor que o FC Porto neste jogo?
Foi um jogo de muita dificuldade para as duas equipas. Houve um grande trabalho ofensivo na primeira parte e o Benfica decidiu o jogo no último quarto. Conseguiu 30 pontos em dez minutos e não é fácil conquistar essa pontuação ao FC Porto. Não conseguimos segurar o jogo e a equipa acabou por apostar no trabalho defensivo. Há que reconhecer a qualidade do ataque adversário.

Como fica a discussão do primeiro lugar?
Queremos assegurar o primeiro lugar. Esta situação obriga-nos a reagir. Vamos ter um trabalho mais complicado em termos emocionais e sabemos que vamos ter dificuldades nos jogos com os próximos adversários. São duas equipas [n.d.r.: CAB Madeira e Barreirense] com muitas potencialidades que estão à procura de um bom posicionamento nos playoffs. Mas antes disso, temos que jogar contra nós mesmos. Temos que fazer um jogo de reacção mental. Assumir que perdemos em casa é sempre duro. Agora o importante é reactivarmo-nos e pensarmos em ganhar os próximos jogos.


Por: Rabah Madjer
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