sábado, 17 de março de 2012

Nacional 0-2 F.C. Porto (Crónica) - FALTAM 7


3 pontos. Faltam 630 minutos de pura emoção.









E a jogar assim, infelizmente, a emoção é muito maior. Como nestes jogos onde soltamos um valente “Ufa!”, e só descansamos no momento em que o Sr. Árbitro apita a declarar o fim do jogo.









Comecemos pelo início (não poderia ser doutra forma). Não se entende, novamente, a opção Maicon a lateral, defesa digo, direito.
Não temos o melhor 6 do mundo, a âncora do nosso meio-campo e o que fazer? Tirar o melhor central da sua posição pois claro!! Para arejar o centro do terreno. 
Combinem isto com a habitual inércia do nosso meio-campo, fruto de desposicionamentos sucessivos e passes errados e têm uma mistura explosiva. Ganhamos, UFA!

Entramos apáticos e com as linhas muito afastadas. Helton começa o seu brilharete aos 3 minutos de jogo. Íamos tentando subir lenta, lentamente no terreno, mas a fluidez de jogo e a imaginação se não era nula estava próxima disso. Onde? Se disseram meio-campo, parabéns acertaram!









A partir dos 20 minutos sofremos um safanão. Acordamos para o jogo, marcamos presença. Lucho baixou uns bons metros para receber a bola quer do Moutinho quer do Defour e o Janko atravessou o seu melhor período na partida, no que consiste em receber, virar-se e distribuir. Gostei. O golo surge de forma caricata, mas diga-se é nestas alturas que a sorte é bem-vinda.








No resto da 1ª parte controlamos de certa maneira os acontecimentos e podíamos ter ampliado a vantagem se o Rolando e o Cebola tivessem a frieza necessária em momentos decisivos. Os madeirenses nesta altura apostavam simplesmente em contra-ataques rápidos. Que bem que sabe controlar o meio-campo!!

Segunda parte, história diferente e para pior. Janko desperdiça o 0-2 de uma forma clamorosa e partir daqui nunca mais fomos os mesmos. Defour deu o estouro e o Moutinho teve que carregar o meio-campo (?) todo às costas. O treinador do Nacional mexeu bem, deu vivacidade à equipa e sofremos muito quer pelas alas, principalmente com o Candeias, quer pelo meio, quer pelo meio. Apareceu novamente o Helton com um punhado de excelentes defesas a evitar o pior. 






Estávamos completamente perdidos em campo e de rastos fisicamente. Chegava a ser surreal a diferença de velocidades dos nossos jogadores para os deles. Temeu-se o pior por várias vezes. Renovou-se a defesa, mas agora o mal era colectivo e não de um único sector.
Podíamos ter matado o jogo num lance que foi tão estranho como o nosso 1º golo. Duas bolas seguidas na barra e adeptos com os cabelos em pé e, provavelmente, já sem unhas.
Jogada seguinte: Perda de bola do Maicon (erro já não comum), Mateus aproveita e Helton a fazer daquelas defesas que definem campeonatos. Carago, és enorme!!!

Matamos o jogo a 1 minuto do fim, num pormenor de classe do Alex Sandro.




Ufa, 90 minutos já estão!


Análises individuais:

Helton: H de Herói. Foi um monstro entre os postes e transmitiu segurança à equipa quando ela mais precisava. Estes 90 minutos são teus!!

Maicon: Novamente fora da sua posição, onde já é um esteio, não comprometeu até à última tentativa do Nacional. Aquela perda de bola podia ter deitado tudo a perder. Bem pode agradecer ao herói.

Rolando: Num jogo onde os centrais não acumularam muitos erros de ressalvar, teve aquela perdida para o 0-2 onde tinha tempo para tudo e definiu o lance muito mal. Também deu o berro lá mais para o fim da 2ª parte.

Otamendi: Entrou meio apreensivo, mas melhorou substancialmente e não fez erros relevantes, tal como o seu parceiro. Boas recuperações de bola em velocidade para ganhar confiança. Saiu amarelado para dar lugar à frescura do Mangala.

Defour: Como todos sabem, não é definitivamente um 6. Foi o pior dos três do meio-campo, onde acumulou maus passes, principalmente na 2ª parte onde a lucidez (devido ao cansaço extremo) já não abundava, acabando o jogo completamente rebentado pelas costuras.

Moutinho: Fez uma 1ª parte de nível suficiente, mas na 2ª com o meio campo quase completamente entregue a si fez, simplesmente, o que pôde. Vinha atrás e puxava (ou tentava) a equipa para a frente. Descanso absoluto para Terça, que precisamos dele!

Lucho: Apagado quando se aproxima de Janko e muito mais em jogo quando recua para receber a bola. Fisicamente – mais um… - também não aguentou com a pressão do Nacional, mas foi sempre inteligente nas marcações que conseguiu ir fazendo.

Cristian Rodriguez: Começou desligado do jogo e subiu de rendimento no nosso melhor período na 1ª parte. Na 2ª metade só teve praticamente tarefas defensivas. Saiu bem, pois estava esgotadíssimo.

James: O mais mexido do trio atacante, tentou pegar no jogo desde cedo e foi mais um que foi na onda do rendimento colectivo da equipa.
Vê-lo a marcar os livres é outra coisa. Criamos muito, mas muito mais perigo!

Janko: Muito sozinho lá à frente, esteve bem na 1ª parte a receber e a dar a bola. Devia ter marcado naquele lance no início de 2ª parte.
Depois puff. Desapareceu. Já só defendíamos.

Mangala: Entrou para dar rapidez à defesa e não comprometeu. É imponente e gosta de mandar na sua zona. Entrou bem.

Alex Sandro: Começou nervoso, depois acalmou e aguentou bem com o Candeias que nunca mais foi o mesmo depois da sua entrada.
Grande pormenor no golo. Estímulo! Confiança!

Kléber: Substituição para tentar ganhar bolas a meio-campo, numa altura onde se jogava mais com o coração do que com a cabeça. Ainda mostrou a sua habitual vontade e fome de golos num remate mesmo a acabar o jogo.


FALTAM 7!!





FICHA DE JOGO

Nacional-FC Porto, 0-2
Liga portuguesa 2011/12, 23.ª jornada
16 de Março de 2012
Estádio da Madeira, no Funchal

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)
Assistentes: José Cardinal e Luís Marcelino
Quarto árbitro: Fernando Lopes

NACIONAL: Vladan; João Aurélio, Danielson (cap.), Neto e Marçal; Moreno, Pecnik e Diego Barcellos; Candeias, Rondón e Mateus
Substituições: Pecnik por Mihelic (50m), Diego Barcellos por Keita (81m) e Marçal por Stojanovic (89m)
Não utilizados: Igor, Juliano, Márcio Madeira e Elizeu
Treinador: Pedro Caixinha

FC PORTO: Helton; Maicon, Rolando (cap.), Otamendi e Alvaro; Defour, João Moutinho e Lucho; James, Janko e Cristian Rodríguez
Substituições: Otamendi por Mangala (78m), Cristian Rodríguez por Alex Sandro (78m) e Lucho por Kléber (88m)
Não utilizados: Bracali, Sapunaru, Iturbe e Mikel
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Janko (21m) e Alex Sandro (90m+4)
Cartões amarelos: Maicon (25m), Marçal (42m), Otamendi (48m), Diego Barcellos (60m), Mihelic (65m), Alvaro (73m) e Alex Sandro (78m)




Por: Dragão 14
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