domingo, 18 de março de 2012

Taça de Portugal, Meia Final: Benfica 62 - 66 FC Porto










Quando a raça e a vontade entram em campo de mão dada e apoiadas por um público que sabe ser o 6º jogador o resultado só pode ser um: VITÓRIA.









O FC Porto entrou em campo determinado a vencer o encontro perante um público afecto em maioria, fazendo um parcial de 6-0, mas a pronta reacção dos comandados do treinador (?) Carlos Lisboa levou-os para o comando da partida baseados num eficiente tiro exterior.


Com várias lacunas defensivas e algum nervosismo dos nossos jogadores nomeadamente Reggie Jackson e uma má percentagem de lançamentos de campo saímos para o intervalo a perder por 38-32.

Regresso para a segunda parte e aqui se evidencia a diferença entre ter um treinador e não ter, ter no banco um senhor chamado de Moncho (Monstro) Lopez ou um director que por ter poderes acha que pode juntar ao curriculum pessoal também títulos como treinador, ter dinheiro não chega Sr. Lisboa, ter bons jogadores também não, é preciso alguém no banco que os saiba comandar, dar sentido táctico e que não fosse o Sr. também director...

Mas voltemos ao jogo, após este breve aparte, a segunda parte traz-nos um FC Porto transfigurado, lutador, com a vontade de vencer, muda-se a táctica reposicionam-se os jogadores defensivamente e os triplos de Betinho que na primeira parte faziam a diferença no 3º quarto desaparecem por via de uma defesa sobre ele impressionante de um Carlos Andrade magnifico, e que mesmo com 3 faltas já cometidas secou-o completamente, Rob começa a mostrar que é um bom jogador e a dominar as tabelas, Jackson solta-se e tem 3 entradas para cesto de impor respeito, estava ganho parcialmente o 3º período mesmo em desvantagem o resultado cifrava-se já nuns 48-47, a ânimo regressava, o público vibrava e mais que nunca a vitória era mais que uma esperança.

No 4º e derradeiro período o mais difícil estava ganhar vantagem no marcador, custava dar a estocada, o jogo permanecia equilibrado, com um Lisboa tonto a pressionar sobre  a mesa e sobre a arbitragem que aqui e ali ia inclinando o jogo mormente numa falta fantasma a Stempin, mas a vontade e a garra e o domínio defensivo trazia confiança, a melhor EQUIPA, ou a única em terreno de jogo a jogar em conjunto ia chegar à vantagem no marcador e não mais a largar.

No ultimo minuto quando a equipa vizinha do CC Colombo tenta o empate Ted esbarra numa parede chamada Rob Jonhson e estava concretizada a vitória num espectacular contra digno de NBA.







Dali até ao fim eram 14s e o gerir da vantagem com mais dois lançamentos de livre a faltarem poucos segundos para o fim para capitalizar uma excelente vitória da força do colectivo, da única equipa que fez do jogo um deposto colectivo e solidário, de uma equipa que teve um publico fervoroso e verdadeiramente um 6º atleta no pavilhão de Fafe, juntos fomos Porto.

Hoje à uma vitória para conquistar e engrandecer o curriculum para uns e uma viagem descansada até à capital de um "senhor" quiçá disfarçado de Olívia patroa e Olívia costureira, encarnado no papel o dirigente-treinador, a pergunta que deixo no ar é: Quem será o mais incompetente? O Dirigente ou o "Treinador"?




A resposta só pode ser uma, o dirigente e o treinador que se capitalizam numa única palavra: Carlos Lisboa.

MVP: Rob Johnson que com 19 pontos e sete ressaltos, deu uma luta impressionante nas tabelas e no ultimo minuto conseguiu um "abafanço" digno de ser visto e revisto e que na linha de lance livre a faltarem 10s sentenciou a partida e o marcador.


Ficha do Jogo:


Benfica (62): Marcus Norris (3), Theodore Scott (13), João Gomes (19), Frederick Gentry (3) e Seth Doliboa (12). Jogaram ainda Heshimu Evans (2), Diogo Carreira (4), Miguel Minhava Elvis Évora (6).


FC Porto (66): Reginald Jackson (12), Carlos Andrade (13), João Santos (10), Robert Johnson (19) e Gregory Stempin (5). Jogaram ainda Diogo Correia (3), José Costa, Miguel Miranda (4), David Gomes e João Soares.

Marcha do marcador: 21-15 (primeiro período), 38-32 (intervalo), 48-47 (terceiro período) e 62-66 (resultado final).

Assistência: cerca de 1.500 espetadores.

Arbitragem de Fernando Rocha e Paulo Marques, do Porto, e Pedro Rodrigues, de Lisboa.



Por: Rabah Madjer
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