quarta-feira, 28 de março de 2012

Como se pode perder ou ganhar um campeonato!












Com 24 jornadas concluídas o campeonato português continua como nunca o vimos e completamente ao rubro, Braga, Porto e Benfica continuam a lutar mano a mano pela conquista do título de campeão nacional de 2011/2012. Se já era natural que os dois principais rivais nacionais de sempre e de há alguns anos a esta parte, Porto e Benfica, se digladiavam entre si com todas as suas forças internas e externas relativas ao meio desportivo onde estamos inseridos, temos de admitir com o devido mérito, que a partir de agora outra equipa começa a emergir definitivamente no panorama nacional e teremos de a considerar legitimamente como a quarta equipa dita de “grande” do nosso futebol indígena, o Sporting Clube de Braga.







O Braga através de uma gestão de enorme qualidade substantiva, ao nível dos seus pares de competição direta, e bastante cuidada da sua direção presidida pelo seu presidente, António Salvador, paulatinamente, sem que quase ninguém tenha dado por isso, e que o Arsenal do Minho até bem agradece pelo simples facto de lhe retirar alguma pressão, tem vindo a alcançar passo a passo um estatuto quer interno quer fora de portas, fruto dos objetivos traçados pelo clube há uns anos atrás e no início da presente temporada, tendo tido uma evolução sempre em crescendo de forma desportiva, económica e de nível futebolístico, e devidamente sustentada e alicerçada numa gestão desportiva bem estruturada e sem cometer loucuras, nunca enveredando por caminhos inadequados na área financeira, mas sabendo sempre aproveitar as sobras dos clubes ditos de "grandes" com pleno sucesso, como serão os casos de alguns elementos do seu plantel a saber: Quim, Nuno A. Coelho; Allan; Custódio; Hugo Viana; Helder Barbosa, a que se juntam outros jogadores de enorme qualidade como: Douglão; Ewerton; Baiano; Salino; Djamal; Mossoró e Lima entre outros.

Os seus mais diretos perseguidores, Porto e Benfica, por razões de alguma má planificação dos seus plantéis, como será o caso do FCP, que desde o início desta temporada cometeu erros sistemáticos em algumas opções menos conseguidas, como serão os casos de Kléber e Walter no bloco atacante, fragilizando um setor onde na época anterior era extremamente forte, para além de no mercado de janeiro, julgo por razões económicas e de tesouraria, entendeu por bem encurtar em muito as opções que vinham do ano passado, dispensando jogadores de grande qualidade como, Guarín, Belluchi, Souza, Fucile e Walter, está neste momento numa posição de enorme carência de opções para o meio campo, com apenas quatro soluções, (Fernando, Lucho, Moutinho e Defour), o que me parece demasiado curto, tendo em conta os jogos que se avizinham e a pressão que os mesmos podem trazer aos jogadores em termos físicos e psicológicos, onde já se nota e de que maneira que Lucho Gonzalez, não se apresenta nesta fase crucial do campeonato com os melhores índices físicos necessários que se pretendia e se exigia.

No caso do Benfica há a destacar o facto de mais uma vez, apesar de ter um plantel mais rico em termos quantitativos em relação ao FCP, parece ser bem patente que o seu treinador vem insistindo numa planificação inicial de época, onde pontifica um estilo de jogo de grande dinâmica organizativa, com uma pressão elevada dos seus médios e avançados, criando aos seus opositores enormes dificuldades para dominarem o seu estilo de jogo no meio campo, no entanto, com o desenrolar das jornadas parece ser bem patente que o SLB, denota para o final da competição uma deficiente condição física que se repercute no apuramento dos melhores resultados desportivos, e que, quem sabe, se não será devidamente aproveitado pelo Braga, que terá ainda a vantagem de só estar a jogar numa só frente de competição, tal e qual como o FCP, mas com a vantagem de ter um plantel com mais opções quantitativas, o que poderá ser condição sine qua non para ser este o ano da afirmação completa da equipa do Minho.



Por: Natachas.

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