domingo, 22 de fevereiro de 2015

O sonho

#Joker

O sonho

Ao ver a Morgado
Naquela entrevista
Fiquei saudosista
Do Apito Dourado!

Qu’ainda esperei
Que pudesse ouvir
Qu’iria surgir
De novo, a Lei!!

A grã-magistrada
Ali na TV!
Foi tant’a fé
Na justiça privada…

Ouvi-a falar
Mas não percebi
S’a Lei daqui
Se pode equiparar…

À Lei do norte
Cuja pena é mais dura
E a prova é futura
No jogo do forte!!

Pois com tais indícios
De corrupção
No sul, a sanção
Comporta mais vícios…

Ouvir um dirigente
Escrever por confesso
Daria processo
Mas só c’outra gente!

Pois estes do sul
Nunca corrompem!
Mesmo que demonstrem
C’o alvo é o azul!!

E tive esperanças
Pois vagas, confesso
Qu’um outro processo
Viria, às tantas!!

Mas essa entrevista
Era só pr’a lembrar
Qu’o Estado a roubar
É coisa tão vista…

E nada a fazer
Nesse cruzar de braços…
Qu’a vida são laços
Qu’importa manter!

A corrupção
Faz parte da vida
E é perseguida
Mas com lentidão…

E os corruptos
Mesmo que confessos
Não podem ser presos
Com receio d’indultos!

E grandes processos
Só com tv e livro!
C’a fonte d’arquivo
Assim gera sucessos!!

Pois o qu’interessa
O que diz o Carvalho?
Só nos dá trabalho
Segui-lo à pressa…

Montámos as escutas
Gerámos brigadas!
E já investigadas
Não encontrámos culpas!

É tudo inocente
Não há um culpado!
E o Bruno foi dado
Por doido e demente!

E o convidar
Pr’o pequeno-almoço
Importa um grosso
No qu’há por provar!

E ter por testemunha
Só um motorista…
De ver o portista
Fintado “à unha”!…

É irrelevante
Pois, tal confissão
Não prov’a corrupção
Qu’o alvo é distante!!

E pr’a se ser vítima
Há que estar presente!!
Ali mesmo à frente!!!
C’a prova legítima!!

E nesse interlúdio
Estava adormecido
O tempo esquecido
Por estapafúrdio…

Já tinha sonhado
C’a Lei, c’a Justiça
No qu’esta entrevista
Me lembr’a Morgado!!



Por: Joker
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