sábado, 28 de fevereiro de 2015

De colinho em colinho se faz um campeão


Acabei de ler nos vários órgãos da comunicação social uma declaração de José Eduardo Moniz, administrador da SAD do Benfica, abordando a expulsão de André Simões na partida entre o Moreirense e o Benfica, tendo o dirigente encarnado, na sequência dum comentário do jogador nas redes sociais, colocado em causa o comportamento do mesmo quando defrontou o F C Porto, deixando algumas possíveis dúvidas quanto ao empenho do jogador nos encontros com os dragões.

No início, como não estamos assim tão longe da última época carnavalesca, ainda pensei que o mesmo teor da notícia pudesse ter ainda alguns resquícios de qualquer paródia folclórica ou humorística para aqueles lados da segunda circular, mas depois de ler a notícia com mais cuidado percebi que o assunto era mesmo sério, e tinha na minha ótica mais uma vez, como principal missão desviar atenções para outros quadrantes, já que ao contrário do que a pretensa notícia poderia indiciar, e tendo em conta o que realmente aconteceu naquele jogo, o SLB só poderá estar agradecido ao propalado jogador, o tal intitulado de portista pela SAD benfiquista e que tanto preocupa o citado dirigente, pois na prática quem saiu prejudicado neste imbróglio todo, foi como tem acontecido ao longo de toda esta época o FCP, em detrimento do SLB pelas arbitragens habilidosas a seu favor, já que até aquele momento a equipa encarnada estava a ter enormes dificuldades de entrar na área adversária.

A verdade pura e crua que preocupa na realidade o citado dirigente do SLB, é de facto o arquivo ou portefólio de títulos que o FCP patenteou durante os últimos 25 anos, que se cifram em 47 títulos ao nível interno e externo, o que faz do clube azul e branco em Portugal o grande e único travão ou obstáculo de mais conquistas encarnadas, e esta é a principal razão pela qual este senhor e outros tantos que por aí vegetam esgotam o stock de “Gurosan”, já para não falar do que está a ser conjeturado este ano em termos de arbitragens, e iremos ver já no próximo confronto com o Estoril na Luz, se não iremos ter mais uma célebre arbitragem de "Capelinha" para benefício do SLB, ou se, como aconteceu no jogo da primeira volta do campeonato se mantêm todos os jogadores em campo, para além da coincidência ou não, de os dois principais centrais do Estoril estarem de fora por castigo.

Mudando agora um pouco a orientação dos ponteiros do meu artigo, soube-se também que a Câmara Municipal de Lisboa se prepara para conceder ao Benfica a isenção das taxas urbanísticas no projeto de requalificação da área circundante ao Estádio da Luz, no valor de 1,8 milhões de euros, situação que se nos recordarmos bem não é única em termos de perdões fiscais para aquelas bandas, pois já em 2002 em que Manuela Ferreira Leite era Ministra das Finanças, também curiosamente, as acções da SAD encarnada foram aceites como garantia para impugnação da sua dívida fiscal, quando o SLB estava em risco de insolvência por incumprimento de impostos ao fisco.

Por fim, só mais uma referência à multa aplicada após o jogo com o Moreirense ao JJ de 37 euros por ter entrado no terreno de jogo, (repito 37 euros!), que se for avante e tendo em conta os paupérrimos honorários do referido técnico, irá ser necessário fazer uma subscrição de angariação de fundos para liquidar tal importância junto da massa associativa benfiquista ou afim, ou então a partir de agora, iremos ver JJ a entrar em campo quando entender ou for benéfico para a sua equipa.

É por isso e outras razões que eu sempre advoguei que nestas situações de incumprimento disciplinar de treinadores, dirigentes, adeptos ou qualquer outra, na forma e na regra como as coisas se passam, estamos inteiramente no âmbito e na presença de uma autêntica hipocrisia na aplicação das coimas, pois, mesmo que as mesmas se cifrem em quantias muito mais avultadas que não esta, o “crime” vai sempre compensar os infratores, pelo menos aqueles que têm mais capacidade financeira, e é por isso que sempre fui apologista para os casos de iteração disciplinar, se proceda no sentido de retirar aos clubes infratores, para além das coimas previstas no regulamento de disciplina, também pontos à classificação geral, pois só assim se passará a resolver de facto todas estas trapalhadas, e ao mesmo tempo deixarmos definitivamente de agir de uma forma hipócrita e inócua, bem ao estilo do citado dirigente benfiquista se não tiver a memória curta e se quiser ser sério nas apreciações que faz.
 

Por: Natachas.



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